Banca de DEFESA: AMANDA DE LIMA FLORÊNCIO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AMANDA DE LIMA FLORÊNCIO
DATA : 28/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

A INTEGRAÇÃO DE INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS PARA A SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL EM LAVANDERIAS DO APL DE CONFECÇÕES DO AGRESTE PERNAMBUCANO: Uma análise a partir das Capacidades Dinâmicas e Absortiva

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

Capacidades dinâmicas; Capacidade absortiva; Inovação tecnológica; Sustentabilidade empresarial; Arranjo Produtivo Local.

 


PÁGINAS: 101
RESUMO:

A crescente pressão do mercado impõe às micro e pequenas empresas inseridas em Arranjos
Produtivos Locais tradicionais o desafio de integrar inovações tecnológicas às suas rotinas
produtivas, ainda que operem sob condições estruturais de informalidade e escassa articulação
institucional, o que evidencia uma lacuna de compreensão sobre como esses atores efetivamente
conduzem esse processo no cotidiano de suas organizações. Diante desse cenário, esta dissertação
teve como objetivo geral compreender como os atores-chave (gestores e técnicos) de lavanderias de
beneficiamento de jeans do APL de confecções do Agreste de Pernambuco viabilizam a integração
de inovações tecnológicas para a sustentabilidade empresarial em suas organizações. A pesquisa
adotou abordagem qualitativa básica, de caráter interpretativo e descritivo, e coletou dados por meio
de entrevistas semiestruturadas e observação não participante, sistematizada em diário de campo,
junto a doze sujeitos — nove gestores e três responsáveis técnicos — de lavanderias localizadas nos
municípios de Toritama e Caruaru, cujos dados foram tratados pelo método de comparação
constante, com codificação aberta e categorização axial. Os resultados revelaram um regime de
identificação de oportunidades predominantemente reativo e exógeno, no qual a tecnologia
frequentemente assume função de capital simbólico de legitimação competitiva perante clientes e
concorrentes; identificaram um padrão dominante de mobilização de recursos sustentado na
indistinção deliberada entre o patrimônio pessoal do gestor e o capital da empresa, em divergência
da literatura internacional voltada a redes colaborativas de financiamento; e evidenciaram um
processo de reconfiguração de rotinas estruturalmente frágil, marcado pela concentração individual
do conhecimento tácito na maioria das organizações investigadas. O achado central da pesquisa
demonstrou que a fragilidade na aplicação efetiva do conhecimento externo adquirido, e não a
dificuldade de acesso a esse conhecimento, constitui o gargalo transversal que explica por que a
aquisição recorrente de tecnologia não se converte, de forma sustentada, em rotina organizacional
disseminada, permanecendo dependente de indivíduos-chave. Um caso isolado de
institucionalização bem-sucedida do conhecimento técnico, identificado no corpus investigado,
demonstrou, contudo, que essa dependência não constitui uma fatalidade estrutural do setor, mas
uma escolha organizacional evitável. Conclui-se que a integração de inovações tecnológicas
sustentáveis nesse território depende menos da disponibilidade de recursos financeiros ou de
conhecimento técnico externo, e mais da capacidade das organizações de transformar esse
conhecimento em rotinas institucionalizadas e independentes de indivíduos específicos,
contribuição que amplia a compreensão processual das capacidades organizacionais em contextos
de informalidade estrutural e oferece subsídios práticos para políticas públicas de fomento
tecnológico voltadas a esse arranjo produtivo.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1863576 - HENRIQUE CESAR MUZZIO DE PAIVA BARROSO - nullInterno - 1962553 - JOSE LINDENBERG JULIAO XAVIER FILHO
Presidente - 3890814 - NELSON DA CRUZ MONTEIRO FERNANDES
Notícia cadastrada em: 27/08/2026 13:15
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