Banca de QUALIFICAÇÃO: LUIZA MONETA ARAUJO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUIZA MONETA ARAUJO
DATA : 23/04/2026
LOCAL: PPGST
TÍTULO:

EFEITO DA ESTIMULAÇÃO TRANSCUTÂNEA DO NERVO VAGO AURICULAR NA DOR ARTICULAR CRÔNICA PÓS-CHIKUNGUNYA EM MEMBROS INFERIORES: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO, DUPLO-CEGO E CONTROLADO POR SHAM E TENS PERIFÉRICA

 


PALAVRAS-CHAVES:

Chikungunya; Dor crônica; Nervo vago; Neuromodulação.


PÁGINAS: 57
RESUMO:

A febre Chikungunya representa um relevante problema de saúde pública no Brasil, devido à elevada proporção de indivíduos que evoluem com dor articular crônica após a infecção, associada à inflamação persistente, alterações neuroimunes e sensibilização central, com impacto na funcionalidade e qualidade de vida. Nesse contexto, estratégias não farmacológicas baseadas em neuromodulação têm sido investigadas para o manejo da dor crônica. O presente estudo tem como objetivo avaliar a eficácia da estimulação elétrica transcutânea do nervo vago auricular (taVNS) na redução da dor articular crônica em membros inferiores de indivíduos com sequelas da febre Chikungunya, em comparação com estimulação elétrica nervosa transcutânea periférica (TENS) e intervenção sham. Trata-se de ensaio clínico randomizado, paralelo, com três braços (1:1:1), duplo-cego para participantes e avaliadores. A intervenção foi realizada duas vezes por semana durante três semanas, totalizando seis sessões de 30 minutos. O desfecho primário é a variação da intensidade da dor (EVA), e os secundários incluem qualidade de vida (SF-36), limiar de dor à pressão, temperatura articular e desempenho funcional (TUG). A análise seguirá o princípio de intenção de tratar, com modelos de medidas repetidas. Resultados preliminares incluem 21 participantes, com predominância feminina (76%) e idade média de 47,9 anos, com grupos homogêneos quanto às características basais. Observou-se, de forma descritiva, redução dos valores médios da EVA nos grupos taVNS (6,27±1,68 para 2,91±3,21), TENS (7,50±1,29 para 4,25±2,87) e sham (6,50±1,38 para 4,00±3,03). Resultados preliminares do SF-36 indicam melhora nos domínios de dor, capacidade funcional e aspectos físicos nos grupos taVNS e sham, com menor variação no grupo TENS. Observou-se ainda aumento do limiar de dor à pressão em todos os grupos. Os dados apresentados são descritivos e ainda não foram submetidos à análise inferencial. Espera-se que os resultados contribuam para o fortalecimento das evidências sobre a eficácia da taVNS no manejo da dor articular crônica pós-Chikungunya.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - ***.571.594-** - CLAUDIA DINIZ LOPES MARQUES - null
Externa ao Programa - 1132522 - MARIA DAS GRACAS RODRIGUES DE ARAUJO - null
Notícia cadastrada em: 22/04/2026 17:45
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