Banca de DEFESA: ALICE MARCELLE DE SOUZA FERRAZ

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALICE MARCELLE DE SOUZA FERRAZ
DATA : 25/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Aula da Pós-Graduação em Medicina Tropical
TÍTULO:

ALTERAÇÃO DO PERFIL DE RESISTÊNCIA BACTERIANA APÓS A PANDEMIA DE COVID-19 EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO EM RECIFE-PE


PALAVRAS-CHAVES:

Antibiótico; Resistência Microbiana a Medicamentos; COVID-19;


PÁGINAS: 99
RESUMO:

Introdução: O aumento da resistência bacteriana, especialmente em patógenos gram-negativos, configura um desafio clínico global que foi intensificado pela pandemia de COVID-19. Este estudo buscou analisar a mudança e a persistência do perfil de resistência de bactérias do grupo ESKAPE entre 2019 e 2024, integrando uma visão epidemiológica ampla com uma análise molecular detalhada de isolados multidrogarresistentes (MDR) e seus impactos nos desfechos clínicos. Metodologia: A pesquisa envolveu um estudo epidemiológico transversal e analítico de culturas processadas via Vitek2 e BrCast. Paralelamente, em 2024, foi realizada uma análise molecular por PCR em 28 isolados MDR de A. baumannii, P. aeruginosa, K. pneumoniae e E. coli para detecção de genes de carbapenemases (blaKPC, blaGES, blaNDM, blaVIM, blaIMP, blaOXA), ESBL (blaCTX-M e blaTEM) e resistência à polimixina (mcr), correlacionando-os às comorbidades e óbitos dos pacientes. Resultados e Discussão: Os dados revelam um aumento de resistência bacteriana que não foi apenas transitória durante a pandemia, mas um fenômeno sustentado. Entre os principais achados, destacam-se: gram-negativos: A resistência do A. baumannii ao meropenem superou 50% desde 2020, apresentando o perfil molecular mais crítico em 2024, com 83,3% dos isolados coabrigando os genes blaKPC, blaNDM e blaVIM. A K. pneumoniae registrou um aumento de 16 vezes na resistência à amicacina e a presença do gene de resistência à polimixina (mcr). Gram-positivos: Houve uma explosão de casos de VRE (E. faecium), com a resistência à vancomicina saltando de 12% em 2019 para 89,1% em 2024, enquanto o MRSA (S. aureus) manteve uma taxa endêmica de 51%. A complexidade genotípica mostrou-se diretamente ligada ao pior prognóstico, visto que 87,5% dos óbitos estavam associados a isolados que portavam os genes blaKPC e/ou blaNDM. Conclusão :A coexistência de múltiplos mecanismos de resistência em um único isolado consolida um cenário que limita severamente as opções terapêuticas empíricas no ambiente hospitalar. A transição de fenótipos multirresistentes de um evento pandêmico para um fenômeno persistente aumenta a letalidade, especialmente em populações vulneráveis com múltiplas comorbidades.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - IGOR VASCONCELOS ROCHA - Fiocruz - PE
Externo à Instituição - MOACIR BATISTA JUCÁ
Presidente - 2036711 - REGINALDO GONCALVES DE LIMA NETO
Notícia cadastrada em: 07/02/2026 19:39
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