FATORES ASSOCIADOS AO ÓBITO PRECOCE EM PESSOAS IDOSAS VIVENDO COM HIV
HIV; Óbito; Pessoa idosa.
O HIV é um retrovírus que ataca linfócitos T CD4⁺, podendo ser transmitido por vias sexual, sanguínea e
vertical. Estima-se que 39,9 milhões de pessoas vivam com HIV/Aids em 2023 globalmente, e no Brasil foram
notificados 541.759 novos casos entre 2007 e junho de 2024, com variação regional e predomínio masculino.
Importante destacar que, embora a mortalidade tenha diminuído para a maioria das faixas etárias, em pessoas
com 60 anos ou mais ela aumentou em 24,4% entre 2013 e 2023, revelando vulnerabilidade específica. O
envelhecimento da população e as transformações no comportamento sexual na terceira idade, bem como a
invisibilidade da sexualidade nessa faixa etária, favorecem um aumento da vulnerabilidade à infecção por HIV e
ao diagnóstico tardio e, consequentemente, ao óbito precoce por HIV/Aids. O objetivo desse estudo é determinar
os fatores associados ao óbito precoce por HIV/Aids em pessoas com 60 anos ou mais na cidade do Recife-PE,
no período de 2014 a 2025. Será realizado um estudo do tipo caso-controle, o qual permite verificar a associação entre os aspectos clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos com o desfecho estudado (óbito precoce por HIV/Aids em pessoas com 60 anos ou mais), comparando com aqueles com desfecho favorável (sobreviventes). A população de estudo será composta pelos casos, que serão pacientes com óbito precoce (óbito ocorrido em pessoas vivendo com HIV/Aids no intervalo de cinco anos entre a data do diagnóstico de HIV/Aids e a data do óbito), em pessoas com 60 anos ou mais, residentes na cidade do Recife registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Já os controles serão compostos por todos os casos sobreviventes de HIV/Aids em pessoas com 60 anos ou mais, registrados Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). O estudo proposto auxiliará no esclarecimento dos fatores associados à ocorrência do óbito precoce por HIV/Aids em pessoas com 60 anos ou mais e os resultados poderão subsidiar informações para a gestão municipal de saúde, na expectativa de fortalecimento do sistema de vigilância através da melhoria na completude e qualidade dos registros de HIV/Aids e de mortalidade. Além de direcionar ações de educação em saúde, testagem ativa, sensibilização sobre HIV/Aids para população idosa e capacitação dos profissionais de saúde.