Triagem in silico de estruturas de indol-tiosemicarbazona e atividade biológica in vitro como inibidores de Leishmania braziliensis
Leishmaniose cutânea, leishmania braziliensis, indol, tiossemicarbazona
A leishmaniose continua sendo um sério problema de saúde pública devido ao surgimento constante de cepas resistentes. Predominantemente encontradas em países em desenvolvimento, essas infecções exigem medicamentos mais eficazes, seguros e acessíveis. Na América Latina, Leishmania braziliensis é o principal agente causador da leishmaniose cutânea. Em relação a novos tratamentos, compostos como tiossemicarbazonas e fragmentos de indol têm se mostrado promissores para atividade leishmanicida. Este estudo propôs avaliar as características in silico de novos derivados de indol-tiossemicarbazona, bem como
conduzir avaliações in vitro por meio de ensaios de citotoxicidade usando atividade de macrófagos peritoneais e fibroblastos (L929) contra formas promastigotas de Leishmania braziliensis, bem como o índice de seletividade contra o parasita. Os testes de predição in silico de ADME mostraram que os compostos tiveram efeitos potenciais como medicamentos administrados por via oral. Na avaliação da citotoxicidade, os compostos de indol-tiossemicarbazona apresentaram valores de CC50 entre 55 e > 200 μM. Em relação à avaliação contra formas promastigotas de L. braziliensis, os valores de IC50 variaram entre 6,74 e 14,09 μM. Os compostos LT79 e LT71, testados contra formas promastigotas de L. braziliensis foram os mais promissores da série, conforme observado pelo índice de seletividade entre 7,8 e 14,66, respectivamente. Portanto, os compostos indol-tiossemicarbazona são promissores porque apresentaram baixa citotoxicidade para células de mamíferos e atuaram como agentes leishmanicidas.