PREVALÊNCIA E TRIAGEM DE TUBERCULOSE PULMONAR NA POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE EM UMA PENITENCIÁRIA DA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE
Tuberculose; Prisões; Prevalência; Fatores de risco
A tuberculose (TB) é considerada um importante problema de saúde pública em razão das altas taxas de morbimortalidade associadas ao adoecimento, provocando em 2022 cerca de 10,6 milhões de casos e 1,1 milhão de mortes. A doença acomete desproporcionalmente populações específicas, como é o caso da população privada de liberdade (PPL), com prevalência geralmente relatada como muito maior do que a descrita na população geral, no entanto, o pouco interesse em conhecer a magnitude do problema nas prisões fragiliza o impacto das medidas de controle da doença, especialmente porque esses ambientes são classificados como “amplificadores institucionais” que geram transbordamento da epidemia para a população extramuro. Fatores como superlotação, ventilação insuficiente e dificuldades no acesso aos serviços de saúde tornam as penitenciárias hiperendêmicas para TB e o risco de adoecimento aumenta quando essas condições são acrescidas de fatores endógenos ao hospedeiro como subnutrição, diabetes, HIV/AIDS, uso de álcool e drogas e atividades sexuais desprotegidas. O objetivo do presente trabalho é determinar a prevalência e os fatores (biológicos, sociais, epidemiológicos, nutricionais, comportamentais e estruturais) associados ao adoecimento por TB em internos com sintomas respiratórios institucionalizados no Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), Abreu e Lima, Pernambuco, no período compreendido entre novembro de 2024 e novembro de 2025. Serão realizados exames de baciloscopia, teste rápido molecular (TRM-TB), cultura para micobactérias e teste rápido para HIV a fim de oportunizar o diagnóstico da TB e HIV para esta população.