Banca de DEFESA: THIAGO HENRIQUE FERNANDES DE CARVALHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THIAGO HENRIQUE FERNANDES DE CARVALHO
DATA : 29/08/2024
HORA: 16:30
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E LABORATORIAIS RELACIONADAS AO SISTEMA GASTROINTESTINAL E PROGNÓSTICO EM PACIENTES HOSPITALIZADOS COM COVID-19.


PALAVRAS-CHAVES:

COVID-19, sintomas gastrointestinais, enzimas hepáticas, prognóstico.


PÁGINAS: 59
RESUMO:

As implicações prognósticas dos sintomas gastrointestinais e alterações de enzimas hepáticas
em pacientes com COVID-19 têm mostrado variabilidade significativa entre os estudos,
possivelmente devido à metodologia.
Este estudo teve como objetivo descrever a incidência de sintomas gastrointestinais e
alterações de enzimas hepáticas em pacientes hospitalizados com COVID-19, bem como sua
correlação com a gravidade da doença. Foi realizado um estudo de coorte prospectivo com
253 pacientes consecutivos com SARS-CoV-2 em um hospital terciário. Os pacientes foram
avaliados quanto à presença de sintomas gastrointestinais, elevação das enzimas hepáticas e
desfechos clínicos. Dos pacientes, 49 (19,37%) apresentaram sintomas gastrointestinais. A
internação em terapia intensiva ocorreu em 20,4% dos pacientes com sintomas, comparado a
24,2% dos pacientes sem sintomas gastrointestinais (p=0,707), e a mortalidade foi de 16,2%
no grupo sintomático, em comparação a 18,3% no grupo assintomático (p=0,674). A
sobrevida nos primeiros 30 dias não apresentou diferença significativa (χ²=0,12; p=0,72). A
elevação das enzimas hepáticas foi observada em 90 pacientes (35,6%), enquanto 163
(64,4%) mantiveram níveis normais. A elevação das enzimas hepáticas após a admissão foi
associada a um maior tempo de internação (7 dias vs. 5 dias, p=0,0016). No entanto, não
houve diferenças significativas na admissão em UTI (27,6% vs. 19,7%, p=0,179) e na
mortalidade entre os grupos (18,9% vs. 14,6%, p=0,398). Concluiu-se que a presença de
sintomas gastrointestinais e a elevação das enzimas hepáticas não demonstraram correlação
com a mortalidade. Contudo, a elevação das enzimas hepáticas durante a internação esteve
associada a um tempo de internação significativamente maior.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANA ISABEL VIEIRA FERNANDES
Presidente - 1134481 - LIBIA CRISTINA ROCHA VILELA MOURA
Externa à Instituição - MARIA ALENITA DE OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 22/08/2024 17:21
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