NANOSCAFFOLDS DE ZEÍNA–XANTANA COMO CARREADOR DO USNATO DE POTÁSSIO: SÍNTESE, CARACTERIZAÇÃO E SUA ATIVIDADE in vivo CONTRA
Nanoscaffolds; Usnato de Potássio; Schistosoma mansoni.
A esquistossomose é uma doença tropical negligenciada endêmica em 78 países, afetando
cerca de 250 milhões de pessoas e colocando outras 700 milhões em risco, com
aproximadamente 300 mil óbitos anuais. Nas Américas, o Brasil concentra cerca de 90% dos
casos, tendo como principal agente etiológico o Schistosoma mansoni. A patogênese decorre
da deposição de ovos nos tecidos do hospedeiro, induzindo inflamação granulomatosa nos
sistemas hepatoesplênico e gastrointestinal, podendo evoluir para formas graves. O tratamento
baseia-se no praziquantel, com taxa de cura de 60–90%, porém apresenta limitações, como
ausência de ação sobre formas imaturas, incapacidade de prevenir reinfecções e baixa
modulação da resposta inflamatória, além de efeitos adversos que comprometem a adesão
terapêutica. A Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil incentivam a
busca por alternativas mais eficazes e seguras. Nesse contexto, a nanotecnologia surge como
estratégia promissora para otimizar propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas de
compostos bioativos. Sistemas nanoestruturados de zeína e goma xantana podem melhorar
solubilidade, estabilidade, biodisponibilidade e liberação controlada de fármacos. O usnato de
potássio apresenta atividade antiparasitária contra Schistosoma mansoni in vitro e in vivo.
Assim, este projeto propõe sintetizar e caracterizar nanoscaffolds de zeína-xantana carreando
usnato de potássio e avaliar sua eficácia in vivo sobre diferentes fases evolutivas do parasito e
na inflamação granulomatosa, visando ao desenvolvimento de nova alternativa terapêutica.