Formulação do óleo essencial de Eugenia uniflora dos dois quimiotipos encontrados em Pernambuco, para aplicação no controle do Sitophilus zeamais, e o uso do seu composto majoritário (Curzereno) no controle do Aedes aegypti
Sitophilus zemais, formulação, Aedes aegypti, larvicida, Eugenia uniflora.
O uso indiscriminado de inseticidas sintéticos no combate de pragas e vetores, vem causando impactos ambientais e populações de insetos resistentes. Estratégias alternativas que controle esses insetos são necessárias, assim os produtos naturais se destacam como uma alternativa no controle desses insetos. Este estudo realizou o levantamento bibliográfico dos estudos de óleos essenciais como material nanoestruturado e também investigou as atividades larvicida e deterrente de oviposição do óleo essencial de Eugenia uniflora e a resposta eletroantenográfica de Ae. aegypti ao óleo, bem como a ação da formulação do óleo essencial na atividade inseticida e repelente em Sitophilus zeamais. Foi realizado o isolamento do principal constituinte do óleo (curzereno) por cromatografia de contracorrente. Os resultados mostram a atividade larvicida do óleo essencial (LC₅₀ = 52,20 ppm) e do curzereno (LC₅₀ = 55,70 ppm) bem como a atividade deterrente de oviposição, onde o óleo reduziu a postura de ovos em mais de 74% na concentração de 50 ppm e em 65% na concentração de 5 ppm, enquanto o curzereno reduziu a postura de ovos em 65% na concentração de 56 ppm. A cromatografia gasosa e a eletroantenografia mostra que o principal constituinte do óleo (curzereno) causa a despolarização nas antenas de Ae. aegypti. O docking molecular e análises histológicas sugerem alterações na membrana digestiva e em enzimas durante a exposição ao óleo essencial. A ação inseticida da formulação do óleo essencial foi comprovada, nos testes de fumigação e contato, com o aumento da mortalidade de S. zeamais, pois a formulação obteve os maiores percentuais de indivíduos mortos em comparação com o óleo na forma natural. A ação repelente foi potencializada com o uso da formulação. Assim, o óleo essencial de E. uniflora e seus constituintes são alternativas para o controle de pragas e insetos vetores.