Banca de DEFESA: DALILA OTILIA SALES SANTOS DE ARAÚJO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DALILA OTILIA SALES SANTOS DE ARAÚJO
DATA : 17/12/2025
HORA: 14:30
LOCAL: Sala virtual do CAA
TÍTULO:

INSURGÊNCIAS DO TEMPO: O COTIDIANO COMO POTÊNCIA REVOLUCIONÁRIA PARA PENSAR UMA ESCOLA MENOR

 


PALAVRAS-CHAVES:

políticas de accountability; cotidiano; docência; tempo duração; escola menor.

 


PÁGINAS: 208
RESUMO:

A pesquisa se desenha entre os tempos vividos no/com cotidiano da escola e emergiu
do interesse pelas políticas de accountability na educação, que operam como
agenciamentos modulando ritmos, organizando corpos e produzindo diferentes
mecanismos de captura do tempo na docência. Para tal, o campo problemático da
pesquisa tem no tempo um operador de tensão, configurado entre o cronos, que
organiza, separa e distribui atividades escolares, e a duração (Bergson, 2022), que
acontece como tempo inventivo. Em nosso trajeto ampliado, buscamos cartografar os
movimentos de insurgência que emergem da criação de temporalidades em meio às
relações e cruzamentos entre as políticas molares e moleculares. Traçamos, assim,

trajetos menores para observar os movimentos e encontros que acontecem nos entre-
lugares, nos intervalos recorrentes entre um tempo e outro; acompanhar os

movimentos da gestão em relação ao gerenciamento e captura do tempo,
atravessados pela accountability; mapear os efeitos da tentativa de controle e captura
do tempo em relação à equipe gestora; perceber as temporalidades que acontecem
no cotidiano da escola e seus atravessamentos na/para a equipe gestora. Tomamos
a filosofia da diferença como modo de viver, afetar e ser afetado, para perceber como
os tempos são experimentados e vividos no/com o cotidiano da escola. Trata-se de
uma cartografia rizomática, desenvolvida junto à equipe gestora de uma EREM,
localizada no município de Belo Jardim, na qual cartografamos os movimentos e
temporalidades utilizando como ferramentas de produção de dados, a escrita
narrativa, o diário de campo e as redes de conversações (Ferraço, 2012; 2023b). Em
nossos movimentos, percebemos os efeitos da operacionalização das políticas na
escola, de modo que as demandas intensas de trabalho, prestação de contas,
monitoramento e inserção de dados compõem um sistema de controle que reverbera
no roubo do tempo. O medo de errar e o cuidado com os dados intensificam o uso do
cronos, implicando o endividamento de si, mas também o cuidado com o outro.
Notamos um cotidiano vivo, atravessado por diferentes forças e temporalidades que
coexistem e podem ser experimentadas de maneiras distintas. Nesse tensionamento
entre o tempo da medida e o tempo inventivo, mobilizamos a noção de escola menor
(Deleuze; Guattari, 2023), que emerge como força inventiva capaz de criar desvios na
dureza das rotinas e agenciamentos políticos, insurgindo e produzindo modos outros
de viver e experimentar o tempo. A escola menor acontece como potência revolucionária que insurge no/com cotidiano, onde forças molares, moleculares operam simultaneamente, produzindo brechas e insurgências no tempo.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1328163 - CARLA PATRICIA ACIOLI LINS GUARANA
Externo à Instituição - CARLOS EDUARDO FERRACO
Interna - 2299922 - CONCEICAO GISLANE NOBREGA LIMA DE SALLES
Notícia cadastrada em: 15/12/2025 15:11
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