Banca de QUALIFICAÇÃO: LEANDRO FRANCISCO CORREIA SILVA BARBOSA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LEANDRO FRANCISCO CORREIA SILVA BARBOSA
DATA : 19/12/2025
LOCAL: SALA VIRTUAL
TÍTULO:

Os Desafios da Avaliação da Pós-Graduação em Educação no Brasil: as
potencialidades dos programas e as contradições dos processos avaliativos

 


PALAVRAS-CHAVES:

Avaliação da Pós-Graduação, Neoliberalismo e Educação, Cartografia,
Materialismo Histórico-dialético e Desigualdades Regionais

 


PÁGINAS: 83
RESUMO:

Nesta dissertação me propus a realizar uma análise da influência estrutural do neoliberalismo
e suas determinações no modelo de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (CAPES), com foco nos Programas de Pós-Graduação (PPGs) em Educação.
Situado no contexto da interiorização universitária, especificamente no Campus Acadêmico do
Agreste da UFPE, o estudo utiliza a cartografia como estratégia metodológica, fundamentada
na perspectiva do materialismo histórico-dialético e nas teorias de Deleuze e Guattari. É uma

pesquisa em que o pesquisador se auto identifica metaforicamente como um "Caranguejo-
Guerreiro Nômade", uma figura que opera nas margens (mangue/periferia) e utiliza uma

"máquina de guerra" para resistir e criar linhas de fuga contra a captura do "aparelho de
Estado". A pesquisa traça a evolução histórica dos Planos Nacionais de Pós-Graduação
(PNPGs), identificando como, desde a influência estadunidense do Ponto IV até a gestão
neoliberal contemporânea, consolidou-se uma lógica de produtivismo acadêmico que privilegia
a quantidade de publicações como impacto social. Os resultados apontam para uma contradição
fundamental nos critérios de avaliação: a tensão entre a exigência de infraestrutura consolidada,
favorecendo o “capital” acumulado dos centros hegemônicos, e a demanda por impacto social,
onde programas periféricos e interiorizados possuem grande potência transformadora, mas são
subvalorizados pelas métricas bibliométricas. Conclui-se que o modelo de avaliação vigente

reproduz desigualdades regionais e impõe uma subjetividade neoliberal de "indivíduo-
empresa", exigindo uma práxis científica que, partindo da periferia, dispute a concepção de

ciência e valorize os saberes locais e a emancipação coletiva.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1328163 - CARLA PATRICIA ACIOLI LINS GUARANA
Externo ao Programa - 2890802 - RICARDO JOSE DE SOUZA CASTRO - nullPresidente - 1152014 - SAULO FERREIRA FEITOSA
Notícia cadastrada em: 09/12/2025 17:04
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