A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NAS LUTAS DO POVO XUKURU DO ORORUBÁ E NA CONQUISTA PELA EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA ESPECÍFICA, DIFERENCIADA E INTERCULTURAL: UM MARCO NOS ANOS DE 1980 ATÉ OS ANOS 2010
Educação Escolar Especifica e Diferenciada; Mulheres-guerreiras;
Ancestralidade; Participação na Luta.
A presente dissertação versa sobre a participação das mulheres nas lutas e conquistas
em diferentes dimensões da vida do povo Xukuru do Ororubá, em especial pela garantia
de uma Educação Escolar Indígena Específica e Diferenciada. Tomaremos como base
um recorte temporal dos anos 1980 até o ano 2010. A pesquisa é mobilizada pela
seguinte questão: como a participação das mulheres-guerreiras na luta em defesa do
território e nas retomadas da escola tem sido visibilizada na educação escolar do povo?
Entendemos as escolas como um dos meios de sistematização dos conhecimentos que
são vivenciados no dia a dia da comunidade, além de evidenciar as diversas formas de
lutas e conquistas das mulheres guerreiras, portanto, como grandes lideranças nesse
processo de decolonialidade Nessa perspectiva, trazemos como objetivo geral:
Compreender como a participação das mulheres na luta em defesa do território e nas
retomadas da escola tem sido visibilizada na educação escolar do povo Xukuru do
Ororubá. Como objetivos específicos apresentamos: 1) identificar o processo de luta e a
participação das mulheres na Educação Escolar 2) evidenciar nas biografias as mulheres
do encantamento e suas memorias que continuam inspirando no processo de luta. 3)
reconhecer os marcos histórico das mulheres- guerreiras no processo de luta e
resistência do povo. 4) identificar a repercussão do protagonismo das mulheres-
guerreiras na educação escolar. Utilizaremos o aporte teórico-metodológico do
Pensamento Decolonial que possibilitará, um olhar outro sobre as diversas formas
participação das mulheres. Farei observação participante na escola e nas ações coletivas
da comunidade, realizarei entrevistas e rodas de conversas com as sábias. Procuraremos
identificar através da esculta onde se encontram, onde vivem, o que fazem e como a
escola fortalece na sua pedagogia ancestral, voltada aos princípios da nossa
ancestralidade o viver bem com o outro e com a natureza onde elas estão, as mulheres
do ontem do hoje e as memorias daquelas que vivem no mundo encantado. Suas
experiências seus saberes que nos mostra, que se pode fazer diferente na diferença na
diversidade respeitado a história de um Povo sua ancestralidade revivendo o passado
para fortalecer o presente, uma voz que ultrapassa o silencio e garante que a futuras
gerações tenho inspirações através dos exemplos e da coragem dessas guerreiras que
não se vitimisam mas levantam cada vez mais fortes através da força espiritual.