Banca de QUALIFICAÇÃO: HELLEN CRISLANNY MARINHO SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HELLEN CRISLANNY MARINHO SILVA
DATA : 29/06/2026
LOCAL: Sala Virtual
TÍTULO:

TERRITORIALIDADES E PRÁTICAS DOCENTES DECOLONIAIS: EXPERIÊNCIAS FORMATIVAS A PARTIR DO SÍTIO ARQUEOLÓGICO FURNAS DO ESTRAGO

 


PALAVRAS-CHAVES:

Decolonialidade; práticas pedagógicas; território; povos indígenas;
desobediência epistêmica; ecologia de saberes.

 


PÁGINAS: 125
RESUMO:

Esta dissertação é fruto da pesquisa de Mestrado vinculada à Linha 1 – Educação e
Diversidade, do Programa de Pós-Graduação em Educação Contemporânea (PPGEduc), do
Centro Acadêmico do Agreste (CAA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O
estudo, intitulado Territorialidades e Práticas Docentes Decoloniais: experiências formativas a
partir do Sítio Arqueológico Furna do Estrago, tem como objeto de estudo as práticas
pedagógicas de professores(as) da Educação Básica para a produção de conhecimentos sobre
a história dos povos indígenas e o Sítio Arqueológico Furna do Estrago nos espaços escolares
de Brejo da Madre de Deus–PE. A pesquisa parte da compreensão de que esse patrimônio
arqueológico constitui um importante espaço de memória, cultura e produção de saberes,
possibilitando reflexões acerca da valorização dos conhecimentos dos povos autóctones que
habitaram a região e de sua inserção nos processos educativos. Nessa direção, delimitamos
como questão-problema: qual a contribuição da prática pedagógica de professores(as) para a
produção de conhecimentos sobre a história dos povos indígenas e o Sítio Arqueológico
Furna do Estrago nos espaços escolares de Brejo da Madre de Deus–PE? Para responder a
essa problemática, estabelecemos como objetivo geral compreender de que forma a prática
pedagógica de professores(as) da Educação Básica de Brejo da Madre de Deus–PE se
relaciona com os saberes locais presentes no patrimônio histórico-cultural do Sítio
Arqueológico Furna do Estrago. De modo específico, buscamos identificar conteúdos
relacionados à história dos povos indígenas e ao referido sítio arqueológico presentes nas
práticas pedagógicas docentes; analisar se essas práticas possibilitam processos de
desobediência epistêmica, descolonização e valorização de uma ecologia de saberes; e
identificar possibilidades e desafios para o desenvolvimento de práticas pedagógicas
comprometidas com o reconhecimento de saberes historicamente marginalizados. A
investigação fundamenta-se nas discussões sobre colonialidade e decolonialidade
desenvolvidas por Quijano (2005), Mignolo (2008; 2009) e Walsh (2013; 2014), em diálogo
com a ecologia de saberes proposta por Santos (2010; 2014) e com os pressupostos da
Educação Popular presentes em Freire (1987; 2005) e Carrillo (2013). A partir dessas
contribuições teóricas, compreende-se a escola como espaço de disputa epistemológica e de
produção de conhecimentos, capaz de promover o reconhecimento de saberes historicamente
invisibilizados e contribuir para a construção de práticas pedagógicas contextualizadas,
críticas e emancipadoras. No que se refere aos procedimentos teórico-metodológicos, trata-se
de uma pesquisa qualitativa de campo, realizada em duas escolas da rede municipal de ensino
de Brejo da Madre de Deus–PE: a Escola Municipal José Inácio Cavalcanti da Silva,
localizada na área urbana, e a Escola Municipal Epaminondas Mendonça, situada no distrito
de Fazenda Nova. Os colaboradores da pesquisa serão professores(as) das áreas de História e
Ciências que atuam nos anos finais do Ensino Fundamental. A produção dos dados ocorrerá
por meio de observações, entrevistas narrativas e análise documental. Para o tratamento e
análise dos dados será utilizada a Análise de Conteúdo proposta por Bardin (2011),
permitindo a construção de categorias analíticas emergentes em diálogo com os referenciais
teóricos que fundamentam o estudo. Espera-se que a pesquisa contribua para a ampliação das
discussões sobre territorialidades, práticas pedagógicas decoloniais e valorização dos saberes
locais, favorecendo o reconhecimento da história dos povos indígenas vinculados ao território
do Sítio Arqueológico Furna do Estrago e fortalecendo a construção de práticas educativas
comprometidas com a desobediência epistêmica, a ecologia de saberes e a valorização da
diversidade cultural e epistemológica.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2572665 - MARIA FERNANDA DOS SANTOS ALENCAR
Interno - 2299920 - SANDRO GUIMARAES DE SALLES
Externo à Instituição - ANDRE GUSTAVO FERREIRA DA SILVA
Notícia cadastrada em: 17/06/2026 11:56
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