Banca de DEFESA: HUGO SILVA CAETANO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: HUGO SILVA CAETANO
DATA : 29/05/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Defesa Virtual
TÍTULO:

ITINERÁRIOS DE UMA PEDAGOGIA AFROPESQUEIRA: OS ENSINAMENTOS DA VOVÓ DO MANGUE A PARTIR DAS NARRATIVAS DE PESCADORAS ARTESANAIS DE MARAGOGIPE (BA)

 


PALAVRAS-CHAVES:

Pedagogia afropesqueira; mito; vovó do mangue; imaginário; ancestralidade.

 


PÁGINAS: 187
RESUMO:

Estudo o processo educativo de pescadoras artesanais a partir do Mito da Vovó do
Mangue, localizado no município Maragogipe (BA). Sob a perspectiva da Teoria do
Imaginário (Durand, 2001), exploro a imaginação como categoria estruturante da
constituição do mito. Com base nos princípios da Cosmopercepção Africana no Brasil
(Oyewùmí, 2002, Oliveira, 2003, 2012, 2021), discuto a noção de ancestralidade, que
articula todo o enredo da narrativa, debruçando-me sob a ideia de educação como
uma trama que acontece desde os saberes orgânicos da natureza, ancestral primeira
entre todos os seres. O texto desenvolve-se, considerando, igualmente, a noção de
matriarcado em comunidades africanas (Diop, 2023) e as contribuições de Santos
(1984), Sodré (2017, 2019) e Malomalo (2018, 2019, 2021) sobre o pensar africano e
afro-brasileiro. Amparando-me no conceito de rizoma, de Deleuze e Guattari (2005) e
de cartografia de Rolnik (2011), proponho a cartografia manguemática como
abordagem metodológica viável para a coleta e análise das informações. Pelo seu
próprio teor pedagógico, o mito problematiza princípios arraigados na vida cotidiana
das comunidades pesqueiras artesanais como construto de natureza ancestral
passado de geração a geração. Esse aprendizado pode ser reelaborado com o passar
do tempo, mas não diminui a força pedagógica que ele possui. As comunidades
tradicionais pesqueiras são verdadeiros exemplos de escuta aos sinais da natureza,
garantindo muito do cuidado que as instituições formais de educação vêm se
debatendo para convencer estudantes e a sociedade. O estudo apela para a
consciência de nossa relação umbilical com a terra, do quanto a ela estamos ligados,
da mesma forma que demonstra que nenhum de nós sobrevive sem a natureza,
mesmo que façamos a escolha de dominá-la. É dela que dependemos e, por isso,
precisamos mudar o nosso modo de convivência na relação que estabelecemos com
ambientes naturais, como o manguezal. A problemática debatida é global, portanto,
necessária ao conhecimento e reflexão de toda a humanidade, uma vez que diz
respeito à relação do ser humano com a natureza, de como a tratamos e dos abusos
que a submetemos. A pesquisa amplia a discussão sobre educação, pois contribui
para pensar e visibilizar outras pedagogias.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANTONIETA MIGUEL - UNEB
Interno - 1998712 - EVERALDO FERNANDES DA SILVA
Externo à Instituição - GEAM KARLO GOMES - UPE
Interno - 2321280 - JANSSEN FELIPE DA SILVA
Presidente - 1727235 - MARIO DE FARIA CARVALHO
Notícia cadastrada em: 26/05/2026 08:50
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