Banca de DEFESA: LARA BEATRIZ MARIA DE OLIVEIRA ARAÚJO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LARA BEATRIZ MARIA DE OLIVEIRA ARAÚJO
DATA : 26/03/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Sala Virtual - CAA
TÍTULO:

ENTRELACES ENTRE ARTE E VIDA: CARTOGRAFIA DE UMA POÉTICA EDUCATIVA ESTÉTICO-FEMINISTA DESDE O FAZER-SABER DE BORDADEIRAS DE PASSIRA, PERNAMBUCO

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

bordadeiras de Passira; gênero; fazer-saber; educação estético-feminista;
cartografia.

 

 


PÁGINAS: 118
RESUMO:

Nesta pesquisa-bordada percorro linhas cartográficas para refletir como o
entrelaçamento entre arte e vida, a partir das bordadeiras de Passira, Pernambuco,
contribui para pensar o fazer-saber enquanto uma produção de conhecimento
estético-feminista. Tecer essas palavras com a Uilma Duarte, Leandra Firmino,
Martha de Moura, Josefa da Silva (Nena) e Maria Ignês, me fez perceber a
importância de não pesquisar sobre elas, mas produzir juntos com elas. Assim,
tramar uma cartografia (Rolnik, 2016; Deleuze; Guattari, 1995) a partir as questões
de gênero, raça, classe e feminismos (Butler, 2003; Louro, 2004; Dorlin, 2021; Rago,
1998; Perrot, 2005; 1989; Ahmed, 2022; Arroyo, 2019; Gonzalez, 2020; hooks, 2019;
Kilomba, 2019), possibilitou tensionar as linhas do pensamento hegemônico,
apresentando um olhar mais crítico, uma leitura mais sensível e poética de uma
prática artística historicamente marginalizada nos campos da educação e da arte.
Nesse bordado-escrita costuro uma estética feminista (Stubs; Teixeira-Filho; Lessa,
2018; Stubs, 2018; Bovenschen, 1985; Raymond; 2017 e Korsmeyer; 2004) e uma
educação sensível, a partir das experiências (Paulo Freire, 1996; Fayga Ostrower,
1995; 2001; Jorge Larrosa, 2002; 2014), observando o que constitui os avessos de
uma prática tecida nas dobras do cotidiano, da oralidade e da visualidade. Nesses
mapas, percebo como essas mulheres, através das suas experiências individuais e
coletivas, por meio da prática de bordar, mobiliza uma poética educativa
estético-feminista. Nesse sentido, a maneira como percebem o mundo e a si mesmo
transforma o modo como bordam, visto que seus imaginários a sua leitura de mundo
são materializados em suas peças e assim, suas narrativas e modos de viver
transformam Passira, apresentando inclusive, outras possibilidades de se relacionar
com o tempo. É nesse entrelace de arte e vida, que rompemos com o pensamento
socialmente construído do bordado, tido como doméstico, como apolítico, pois esse
elo entre as bordadeiras e seu fazer-saber produz subjetividades, afetos e
memórias, uma vez que o modo como percebem e se colocam no mundo possibilita
o tecer de outros modos sentir e (r)esistir, mostrando que bordar é também um forma
de ensinar e aprender pela experiência.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2088709 - DANIELA NERY BRACCHI
Externa à Instituição - DENISE BERRUEZO PORTINARI - PUC - RJ
Presidente - 1727235 - MARIO DE FARIA CARVALHO
Notícia cadastrada em: 17/03/2026 07:28
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