Banca de DEFESA: ALMIR ANTONIO BEZERRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALMIR ANTONIO BEZERRA
DATA : 31/03/2026
HORA: 08:00
LOCAL: SALA VIRTUAL
TÍTULO:

MOVIMENTOS DE TRADUÇÃO DE POLÍTICAS CURRICULARES EM ESCOLAS EM TEMPO INTEGRAL NO AGRESTE DE PERNAMBUCO

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

Desconstrução-tradução; Políticas Curriculares; Ensino Médio.

 


PÁGINAS: 213
RESUMO:

Essa pesquisa, inscrita no âmbito de debates de políticas curriculares, buscou pesquisar
movimentos curriculares, denominados de traços, enquanto linhas que tocam sentidos da
racionalidade neoliberal, e dobras, como movimentos de conservação e desvios, criações,
desconstruções, permeados por rastros nada fixos face as insurgências contextuais escolares.
Dessa forma, tomamos traços e dobras como operações de significações em que residem uma
presença e, ao mesmo tempo, uma ausência de solo estável. Assim, o traço demarca um vestígio
e a dobra uma reconstituição criativa, provocada pela alteridade e pela différance. À vista disso,
propomos como objetivo geral de estudo investigar movimentos de traduções de políticas
curriculares em escolas em tempo integral no Agreste de Pernambuco. Enquanto objetivos
específicos, tecemos alguns fios telegráficos que são: problematizar discursividade de políticas
curriculares no âmbito do Ensino Médio a partir da ideia de traços (que anuncia algo) na BNCC
enquanto uma herança-disputa em aberto; explorar sentidos de política curricular presentes em
o Currículo de Pernambuco, política, onde se localiza uma promessa de futuro para o Ensino
Médio como dobra da BNCC, como também buscamos investigar movimentos de traduções de
políticas curriculares no contexto do Ensino Médio em escolas em tempo integral a partir de
ações que se caracterizam como aproximações de conservação de uma racionalidade (traço)
e/ou distanciamento (dobras) dessa lógica. Não se trata de um exercício que visa expor uma
dualidade, mas observar movimentos de traduções que acontecem nos espaços das escolas
enquanto currículo em movimento. Enquanto movimentos teórico-metodológicos, partimos de
meditações pós-fundacionais, provenientes de contribuições do pensamento de Jacques Derrida
(1967; 2002; 2001a; 2001b; 2005), apoiando-nos ainda em estudos de cunho pós-estruturais
(Laclau; 2011; Laclau; Mouffe, 2015; Lopes; 2015; 2023; Lopes; Macedo, 2021; Macedo
2024), pois não buscamos teorizar na perspectiva de determinar o que é preciso fazer nos
espaços das escolas e/ou de produções de políticas curriculares em definitivos. Nessa atividade
científica, ao dialogar com o pensamento desconstrucionista, no campo do currículo,
movimentamo-nos não apenas em busca de uma resposta, mas em um desafiar-se a inventar,
criar um percurso metodológico, que nos possibilitasse reunir documentos (textos), conversar
com pessoas e tecer considerações de como são traduzidas políticas curriculares em espaços
escolares no Agreste de Pernambuco. Dessa forma, não buscamos capturar o real no sentido de
um universalismo, e/ou de uma totalidade, que atravessa a todos os contextos. Ainda nesses
aspectos metodológicos, tomamos como fontes de estudo a Base Nacional Comum Curricular,
o Currículo de Pernambuco para o Ensino Médio, a Lei no 14.945/2024, como também a
realizações de questionário e entrevistas como uma das formas de articular, fazer os diferentes
da pesquisa participar dessa atividade científica. Como resultado temos como tese o argumento
de que as políticas curriculares figuram como criação docente, pois estão sempre sendo
redesenhadas. Mesmo diante de políticas curriculares verticalizadas como Base Nacional
Comum Curricular e o Currículo de Pernambuco, nos movimentos de traduções, que expõem
os rastros (reativações de uma memória) e rasuras (traços que deixa-se notar ausência e
presença), pavimenta-se e acontece um transpaço, que altera as regras, a técnica, o instituído.
As políticas curriculares, sejam elas impostas através de uma Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), desdobrada em Currículo de Pernambuco, que carregam consigo traços de uma

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racionalidade ou de outros sintagmas, são (serão) transformadas, deslocadas, voltadas contra
seus pressupostos, pois nos movimentos de traduções são inscritas em outras cadeias,
produzindo, assim, outras configurações, não no sentido de uma ruptura decisiva, mas no fazer
de uma interminabilidade (Derrida, 2001a). As escolas traduzem as políticas curriculares
intersemioticamente, não como promessa, mas como um acontecimento, que transmutam nas
leituras, nas interpretações e interpelações de signos, que caminham entre várias
línguas/singularidades, não apenas as dos neoliberais e/ou dos professores (Derrida, 2002).

 

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2331083 - ALEXANDRE SIMAO DE FREITAS - nullExterna à Instituição - ANA PRISCILA DE LIMA ARAÚJO AZEVÊDO
Interna - 1328163 - CARLA PATRICIA ACIOLI LINS GUARANA
Presidente - 1651275 - LUCINALVA ANDRADE ATAIDE DE ALMEIDA
Externo à Instituição - RAFAEL FERREIRA DE SOUZA HONORATO
Notícia cadastrada em: 11/03/2026 16:41
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