UTILIZAÇÃO DE BIOSSURFACTANTE COMO TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE HIDROCARBONETOS RESIDUAIS CONTIDOS EM LODOS OLEOSOS
BIOSSURFACTANTE; PETRÓLEO; LODO OLEOSO; RESÍDUO; RECUPERAÇÃO; DEGRADAÇÃO
Este trabalho teve como objetivo tratar uma amostra de lodo oleoso com biossurfactante, visando à recuperação e/ou à degradação dos hidrocarbonetos presentes nos lodos oleosos. O biossurfactante foi produzido pela levedura Starmerella bombicola ATCC 22214, cultivada com óleo de algodão bruto e sacarose, atingindo uma produção de 63,9±0,5 g/L, com redução da tensão superficial do meio para 32,08±1,06 mN/m. Sendo um glicolipídeo aniônico, contendo 53% de carboidratos e 45% de lipídeos, e sua CMC de 650 mg/L (31,78±0,3 mN/m). Sendo um provável desemulsificante, sofreu poucas alterações em sua tensão superficial em diferentes pHs (2-12), a diferentes temperaturas (5-120 °C) e concentrações de NaCl (2-10%). O biossurfactante não foi tóxico em relação aos indicadores testados. Foi capaz de dispersar 80% do óleo em água do mar sob condições estáticas, como também, quando aplicado em simulação do efeito da agitação das ondas do mar. Comprovou-se seu potencial como agente coadjuvante na remediação de hidrocarbonetos por meio da dinâmica de crescimento microbiano. Por fim, foi testado em um Sistema Móvel Aerado de Lavagem de Lodos, construído para simular a aplicação in situ no tratamento desses resíduos, tendo uma eficiência de lavagem de 75,05%. Assim, o biossurfactante produzido demonstra viabilidade como aditivo biotecnológico para mitigar os impactos ambientais. Vale destacar que esta dissertação integra o Projeto internacional “Upcycling of bilge water into biobased solutions for ghost-fishing and oil-spilling”, aprovado pela União Europeia.