Banca de QUALIFICAÇÃO: EMYLLE ADRIELLY MIRANDA DE LIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EMYLLE ADRIELLY MIRANDA DE LIRA
DATA : 07/08/2026
LOCAL: SALA: 211
TÍTULO:

Análise Espaço-Temporal do Desmatamento e de Focos de Calor em Áreas Protegidas na Área de Influência da BR-319 no Bioma Amazônia.


PALAVRAS-CHAVES:

Desmatamento. Focos de calor. Análise Espaço-Temporal. Séries temporais interrompidas.


PÁGINAS: 97
RESUMO:

A dissertação é composta por quatro capítulos e foi desenvolvida no formato de artigos. O primeiro capítulo apresenta uma introdução geral da pesquisa, contemplando a justificativa, o problema de pesquisa, a hipótese e os objetivos. O segundo capítulo apresenta o Artigo 1, intitulado “Rodovia BR-319: Desmatamento em Terras Indígenas e Unidades de Conservação”, que analisa a dinâmica espaço-temporal do desmatamento em Terras Indígenas (TIs) e Unidades de Conservação (UCs) sob a influência da rodovia BR-319, considerando buffers de 15 km, 50 km e 100 km. O terceiro capítulo corresponde ao Artigo 2, "Efeitos da rodovia BR319 na dinâmica espaço-temporal do fogo em Terras Indígenas e Unidades de Conservação", que investiga a ocorrência de focos de calor na mesma área de influência. Ambas as pesquisas utilizam dados do INPE (PRODES e Programa Queimadas) e uma abordagem metodológica baseada em séries temporais interrompidas, teste de Pettitt e estimador de densidade de Kernel. Os resultados do primeiro artigo revelaram rupturas significativas entre 2015 e 2017, coincidindo com a emissão de licenças de manutenção e a intensificação do debate político sobre a pavimentação da rodovia. A análise espacial identificou pressões heterogêneas: nas TIs, os maiores impactos ocorreram na porção norte (Vista Alegre e Tabocal) e núcleos de densidade alta em anos específicos (Sissaíma, Gavião e Ponciano no buffer de 50 km). Nas UCs, a porção sul foi a mais afetada, com densidades recorrentes de moderadas a muito altas na Resex JaciParaná, FLONA do Bom Futuro, APA do Rio Pardo e Floresta Estadual do Rio Pardo. As áreas não protegidas mostraram uma intensificação progressiva a partir de 2016, especialmente nas extremidades do eixo rodoviário. Os resultados do segundo artigo indicaram que a dinâmica do fogo apresentou pontos de ruptura nos períodos de 2014–2015 e 2017–2018, associados à flexibilização regulatória e ao contexto político-eleitoral. Espacialmente, o fogo concentrou-se de forma agregada: as TIs Vista Alegre e Lago do Marinheiro registraram as maiores densidades, enquanto entre as UCs, os hotspots mais críticos situaram-se na porção sul, englobando a APA do Rio Pardo, Resex Jaci-Paraná e FLONA do Bom Futuro. Em 2024, observou-se uma expansão espacial significativa da densidade de fogo para áreas como a FLONA de Jacundá, FLONA do Jamari e ESEC Samuel. Os resultados integrados revelam que a requalificação da rodovia e sinais institucionais atuam como catalisadores da degradação ambiental. Enquanto as Terras Indígenas mostraram-se barreiras espaciais eficazes na contenção do desmatamento e do fogo, as Unidades de Conservação revelaram maior vulnerabilidade, especialmente em escalas regionais. Por fim, conclui-se que a infraestrutura viária, ao reduzir o isolamento e fomentar expectativas de ocupação, reorganiza o uso da terra e amplia os riscos ambientais no Bioma Amazônia. Palavras-chave: Desmatamento. Focos de calor. Análise Espaço-Temporal. Séries temporais interrompidas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - ***.075.691-** - ALEX MOTA DOS SANTOS - UFG
Presidente - 1219411 - CARLOS FABRICIO ASSUNCAO DA SILVA
Notícia cadastrada em: 04/08/2026 15:11
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação (STI-UFPE) - (81) 2126-7777 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - sigaa06.ufpe.br.sigaa06