Banca de DEFESA: VICTORIA GUILHERME PEREIRA SILVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VICTORIA GUILHERME PEREIRA SILVEIRA
DATA : 27/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: Remoto, via videoconferência
TÍTULO:

A sociolinguística construindo uma escola integrada e democrática: a variação linguística da sala de aula ao museu nas aulas de língua portuguesa no ensino médio


PALAVRAS-CHAVES:

consciência sociolinguística; variação linguística; sociolinguística, transdisciplinaridade; museu; frevo.


PÁGINAS: 126
RESUMO:

A consciência sociolinguística é a compreensão de que a língua varia conforme o contexto social, regional e cultural. Ela é essencial no ensino de língua portuguesa para valorizar a diversidade linguística, combater preconceitos e preparar os alunos para se comunicarem de forma adequada em diferentes situações, tornando o aprendizado mais significativo e inclusivo. Por isso, além de discuti-la teoricamente, esta dissertação, vinculada ao PROFLETRAS/UFPE, apresenta, em sua estrutura, os fundamentos e aplicações de uma sequência didática detalhada, composta por atividades que visam promover a consciência sociolinguística e a valorização da diversidade linguística e cultural entre estudantes do 1º ano do Ensino Médio. O objetivo geral é analisar o papel da escola e do museu no combate ao preconceito linguístico, por meio do desenvolvimento da percepção da língua como ferramenta pedagógica e política. Tem-se como objeto de estudo a relação entre memória, identidade e cultura no ensino de língua portuguesa, explorando pedagogicamente o museu Paço do Frevo como espaço não formal de aprendizagem e investigando de que maneiras os discursos, textos e narrativas do museu podem auxiliar os alunos na reflexão sobre suas identidades sociolinguísticas e na valorização da diversidade linguística. A proposta apresentada integra práticas pedagógicas criativas, como a visitação ao museu e a produção de materiais como zines e curtas-metragens, com a intencionalidade de explorar a identidade linguística e cultural dos alunos. As atividades foram organizadas em módulos que incluem planejamento, execução, registro e reflexão, com foco no desenvolvimento de competências comunicativas e na percepção crítica das variações linguísticas. A fundamentação teórica desta dissertação ancora-se na Sociolinguística, compreendendo a língua como fenômeno social, histórico e heterogêneo, conforme apontam Labov (1972) e Bakhtin (1997, 2003). A discussão sobre variação linguística, identidade e combate ao preconceito linguístico apoia-se, sobretudo, em Bagno (2004, 2007) e Bortoni-Ricardo (2004), defendendo uma educação linguística voltada para a valorização da diversidade e das práticas reais de uso da língua. Na perspectiva da educação linguística crítica, o trabalho dialoga com Geraldi (1997) e Paulo Freire (1996), entendendo a língua como prática social e política, fundamental para a formação crítica dos sujeitos. A noção de letramentos e multiletramentos fundamenta-se em Street (2014) e Rojo (2009, 2012), considerando a aprendizagem como situada, plural e atravessada por diferentes práticas culturais e semióticas. A abordagem transdisciplinar e complexa do ensino baseia-se nos pressupostos de Tavares (2019; 2024), Morin (2000) e Nicolescu (1999), que defendem a integração de saberes e a superação de fronteiras disciplinares no processo educativo. No que se refere à relação entre cultura, memória e identidade, especialmente no recorte do frevo, o estudo dialoga com Tinhorão (2013) e com o reconhecimento do frevo como patrimônio cultural imaterial da humanidade pela UNESCO (2012). Por fim, o museu é concebido como espaço educativo, cultural e de memória, a partir das contribuições de Nora (1984), Sarmento; Costa (2020) e Andreoni (2011). A metodologia adotada é a pesquisa-ação, conforme Thiollent (1992), articulando investigação e intervenção pedagógica. O produto final é o Guia de Pernambucanidades Linguísticas, voltado a professores de Língua Portuguesa, com propostas didáticas que integram teoria e prática, promovendo uma educação linguística crítica, inclusiva e socialmente comprometida, em consonância com os ODS da Agenda 2030.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2226528 - DILMA TAVARES LUCIANO
Interno - ***.763.924-** - JOSE HERBERTT NEVES FLORENCIO - UFPE
Externa ao Programa - 1651569 - SIANE GOIS CAVALCANTI RODRIGUES - null
Notícia cadastrada em: 23/02/2026 23:11
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