Banca de DEFESA: INGRID FERREIRA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: INGRID FERREIRA DOS SANTOS
DATA : 25/02/2026
HORA: 10:00
LOCAL: PPGAV
TÍTULO:

CONTRAVISUALIDADES AMEFRICANAS NO RECIFE: POTENCIAIS DISCURSIVOS PARA UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA.

 


PALAVRAS-CHAVES:

Artistas Negras Contemporâneas; Contravisualidades Amefricanas; Educação Antirracista; Cultura Visual.

 


PÁGINAS: 44
RESUMO:

A presente dissertação investiga produções artísticas contemporâneas de
mulheres negras em Recife, Pernambuco, compreendendo-as como campos de disputa
simbólica, memória e produção de conhecimento, com o objetivo de construir um
repertório discursivo que contribua para uma educação comprometida com o antirracismo,
com a diversidade de experiências e com a imaginação de outras cosmopercepções. Tem
por objetivos específicos compreender a rua como espaço formativo; analisar as
produções de artistas negras a partir dos conceitos de visualidade e contravisualidade;
explicitar o potencial discursivo dessa produção artística para a construção de uma
educação antirracista. Se orienta metodologicamente pela Investigação Baseada nas
Artes, articulada a uma cartografia sensível que reconhece a investigadora como sujeita
implicada no processo investigativo. Pelas lentes do campo de estudo da Cultura Visual
mobiliza conceitos como sistemas de representação racializados (Hall, 2016),
visualidades e contravisualidades (Sardelich, 2022), amefricanidade (Gonzalez, 1988), a
fim de analisar o poder subjetivador dessas imagens e seus tensionamentos aos regimes
hegemônicos de visibilidade. Defende que as imagens produzidas pelas artistas negras
analisadas, configuram contravisualidades amefricanas por articularem ancestralidade,
território, coletividade e experiência vivida, operando deslocamentos nos modos
socializados de ver, narrar e representar corpos, subjetividades e memórias negras. Ao
longo da análise, argumenta que essas contravisualidades podem atuar de modos
complementares: pela presença, marcada por estratégias de ocupação, afirmação e
permanência em espaços historicamente negados; pela postura estética e política de
radicalidade, denominada de proibidão, dado o enfrentamento e recusa à negociação dos
próprios modos de existir. Sustenta que o potencial discursivo dessas imagens para uma
educação antirracista reside na capacidade de produzir deslocamentos de olhar,
desnaturalizar regimes racializados de representação e revelar o racismo estrutural como
experiência materializada nos corpos, territórios e visualidades do cotidiano. Conclui que
as contravisualidades amefricanas analisadas neste trabalho produzem modos outros de
ver, aprender e existir, afirmando a centralidade das experiências negras como produtoras
de conhecimento e contribuindo para práticas educativas comprometidas com: a
capacidade de interpretar as imagens como instrumento de poder; a valorização de
saberes produzidos fora das instituições formais; a construção de uma educação
antirracista ancorada na vivência, na coletividade e na imaginação de futuros possíveis.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - JANAINA BARROS SILVA VIANA - UFMG
Interna - ***.335.928-** - JESSICA ALINE TARDIVO - UFPE
Presidente - ***.973.148-** - MARIA EMILIA SARDELICH - UFPB
Notícia cadastrada em: 04/02/2026 14:26
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