Banca de DEFESA: EVANDRO ALMEIDA FARIAS FILHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: EVANDRO ALMEIDA FARIAS FILHO
DATA : 26/02/2026
HORA: 15:00
LOCAL: PPGAV
TÍTULO:

OUTRAS FORMAS DE VER: VISUALIDADES EM DESLOCAMENTO NAS PERFORMANCES DE UM DOCENTE EM FORMAÇÃO

 


PALAVRAS-CHAVES:

Cultura Visual; Masculinidades; Representação das Masculinidades; Painel Escolar.

 


PÁGINAS: 117
RESUMO:

A dissertação investiga representações imagéticas que circulam no painel de uma escola
da região metropolitana de Recife, Pernambuco, compreendendo-as como artefatos da
cultura visual que educam olhares e produzem narrativas sobre modos de ver e existir. A
questão geradora da investigação focaliza as visualidades do painel escolar relacionando
essas representações visuais com as identificações de gênero, raça e classe de um
docente em formação. Especificamente, os objetivos desdobram-se em: caracterizar o
campo de estudos da cultura visual e seus conceitos de visualidade, regime de
representação e estereotipização; apresentar a categorização em torno das
masculinidades; descrever as visualidades que circulam no painel escolar; conectar as
representações visuais identificadas no painel escolar com as identidades de gênero, raça
e classe de um docente em formação; discutir as representações visuais identificadas no
painel escolar e seus potenciais para desafiar, reforçar ou silenciar estereótipos de
gênero, raça classe. A investigação adota a autoetnografia como abordagem
metodológica e ancora-se teoricamente nos Estudos da Cultura Visual em diálogo com os
Estudos de Gênero e das Masculinidades. Nesse percurso, fundamenta-se nas
contribuições de autores como Hall (2016), Sardelich (2006, 2016, 2022), Nunes (2016),
Baliscei (2015, 2020, 2021), Connell (1997), Louro (2003, 2008) e Butler (2018). Conclui
que as visualidades que circulam no painel escolar evidenciam a invisibilidade da
diversidade, com a educação de um olhar para não ver. Um artefato visual
potencialmente educador que estimula uma visão estereotipada daquilo que não for
considerado norma de gênero, raça, classe, sexualidade, entre tantas outras questões
que contribuem para estabelecer relação de poder. Considera necessário tensionar as
práticas escolares relacionadas às visualidades, à naturalização das representações
visuais que circulam por todo espaço escolar, não somente no painel, fazendo ver como
elas operam na manutenção das desigualdades.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JOÃO PAULO BALISCEI - UEM
Interna - 2157185 - LUCIANA BORRE NUNES
Presidente - ***.973.148-** - MARIA EMILIA SARDELICH - UFPB
Notícia cadastrada em: 04/02/2026 14:03
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