A Poética do Inextinguível
Poética do Inextinguível; presença; encantamento; arte indígena
contemporânea; extinção.
Composto por obras e ensaios, sem hierarquia ou separabilidade, este estudo se
configura de modo reflexivo a partir de uma Poética do Inextinguível: em movimentos
tangentes, conceitualiza e opera como prática artística, em diálogo com artistas indígenas
contemporâneos e autores como Édouard Glissant, Diana Taylor e Leda Maria Martins. A
matéria é observada sob o prisma do território, da língua e da presença: três esferas
violadas pela retórica colonial da extinção indígena, articulada na produção histórica do
vazio como seu substrato. Ao tempo que decompõe esse vazio, o estudo propõe fluxos de
presença como recusa à lógica da extinção.