Banca de DEFESA: NAYARA LUIZE FERREIRA DOS PASSOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NAYARA LUIZE FERREIRA DOS PASSOS
DATA : 22/06/2026
HORA: 10:00
LOCAL: PPGAV
TÍTULO:

VIVÊNCIAS DE UMA EDUCADORA NEGRA EM MUSEUS E TERREIRO: NA CONFLUÊNCIA DE SABERES ORGÂNICOS E SINTÉTICOS.

 


PALAVRAS-CHAVES:

Educadores em Museus. Formação em Museus. Centro Cultural Quilombo do Catucá. Saberes Orgânicos. Espaços Sintéticos.

 


PÁGINAS: 182
RESUMO:

Esta dissertação tem por objetivo investigar os saberes que educadoras negras podem
construir ao trabalhar em museus e também vivenciar terreiros de Candomblé e Jurema
Sagrada. Como objetivos específicos apresenta o Ilê Axé Alaketu Oyá T’Ogum/Centro
Cultural Quilombo do Catucá, situado no município de Camaragibe, Pernambuco,
enfatizando sua história e as experiências formativas compartilhadas no encontro da
religiosidade afro indígena com a arte e a educação; problematiza o museu como espaço
formativo, além dos desafios e possibilidades encontradas por educadoras negras ao
trabalhar nessas instituições; dialoga com quatro mulheres negras, educadoras em
museus e colaboradoras da investigação, a fim de registrar práticas e pensamentos
gestados no encontro entre tais profissionais, suas comunidades religiosas e suas
atuações em instituições museais. Metodologicamente opta pela Investigação Narrativa
(Clandinin; Connely, 2015), por meio da troca de cartas entre a investigadora e as
colaboradoras, a fim de argumentar que a vivência em terreiros e museus produz saberes
religiosos, culturais, educativos, artísticos e intelectuais. A partir do entendimento dos
conceitos de confluência e transfluência, bem como de saberes orgânicos e sintéticos,
gestados no pensamento contracolonial de Antônio Bispo dos Santos, Nego Bispo (Bispo,
2015), articula a argumentação com referências de Gonzalez (2020), hooks (2019), Bueno
(2020) e Sampaio (2022). Defende que educadoras negras desenvolvem saberes ao
vivenciar terreiros por meio da corporeidade, da oralidade, das imagens circulares e da
gira. Os museus, por sua vez, operam sob a lógica dos saberes sintéticos da linearidade,
do texto escrito e da hierarquização. Destaca o papel das educadoras negras na
promoção de instituições menos colonialistas e excludentes para visitantes e outros
educadores. Conclui que a formação de mulheres negras educadoras em museus pode
acontecer na transfluência de espaços orgânicos e espaços sintéticos, tensionando
saberes e práticas educativas.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2703023 - FABIANA SOUTO LIMA VIDAL
Externa à Instituição - LUZIA GOMES FERREIRA - UFPA
Presidente - ***.973.148-** - MARIA EMILIA SARDELICH - UFPB
Notícia cadastrada em: 15/06/2026 15:09
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