PERÍCIA CRIMINAL NA ESCOLA: UMA PROPOSTA DE ATIVIDADE INVESTIGATIVA SOBRE CONTEÚDOS DE BIOLOGIA FORENSE E METODOLOGIA CIENTÍFICA NO ENSINO MÉDIO
Metodologias Ativas de Aprendizagem. Protagonismo Estudantil. Biologia Forense. Perícia Criminal. Entomologia Forense. Insetos Necrófagos.
A substituição do modelo tradicional de ensino por métodos que tornem o aluno protagonista se faz necessária para a efetividade do processo de ensino aprendizagem. Um dessas técnicas são as metodologias ativas de aprendizagem que enfatizam o protagonismo estudantil, ao transformar o estudante como sujeito ativo do seu aprendizado e o professor adquire o papel de mediador nesse processo. Baseado nisso, o ensino de biologia no ensino médio pode ser aprimorado com o uso dessas ferramentas, o que vem resultar no maior interesse do discente acerca de conteúdos da disciplina, que por muitas vezes, apresentam conceitos muito complexos e abstratos, fora do contexto vivenciado por eles. Este trabalho visa a uma metodologia ativa no ensino de Biologia baseada em Ciência Forense. A utilização de elementos técnico-científicos no âmbito forense pode, portanto, se tornar uma estratégia potencial para o ensino de Biologia. Temas ligados à área de investigação forense e perícia criminal, tais como intervalo pós-morte, Entomologia Forense, associados ao conteúdo de Biologia do Ensino Médio, como Zoologia, Insetos Necrófagos, Sucessão da Fauna, através de uma proposta didática investigativa. O trabalho será desenvolvido mediante a aplicação de um projeto, que envolverá a realização de um curso pelos discentes: “Metodologia da Pesquisa e Orientação de Projetos de Iniciação Científica”, disponível na Plataforma APICE. Em seguida, será realizada uma exposição oral acerca de conteúdos de biologia forense, na qual os estudantes farão algumas atividades relacionadas à apresentação da temática. A pesquisa é majoritariamente qualitativa, mas apresenta elementos quantitativos demonstrados numa sequência didática investigativa desenvolvida por estudantes do ensino médio. Com a divisão da sala em equipes, realizaremos uma prática que envolverá a montagem de cenários de crimes de homicídio, por parte do docente, utilizando para isso, manequins humanos (denominados “cadáveres” para fins didáticos). Cada cadáver apresentará condições diferentes de tipo de morte, e intervalo pós-morte. Nessa etapa, será buscado o maior realismo possível, na qual os alunos passarão a atuar como se fossem peritos criminais da Polícia Científica, e possuindo autonomia na decisão dos procedimentos a serem adotados no trabalho, fazendo desde o reconhecimento, a coleta e a análise dos vestígios que acharem pertinentes para a elucidação do caso. Ao final, deverão elaborar um laudo pericial com os resultados encontrados e socializá-los com o restante da turma. Espera-se com a a realização desse projeto criar uma atividade de ensino por investigação visando aproximar os alunos da realidade de um cientista, ao executarem as etapas do método científico por meio da investigação de um crime simulado, familiarizando-o com procedimentos associados ao trabalho científico e sobretudo, estimular o protagonismo e autonomia do corpo discente, buscando com isso, um maior interesse do alunado pela área trabalhada.