Banca de DEFESA: ERONILDO JOSÉ DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ERONILDO JOSÉ DOS SANTOS
DATA : 24/02/2026
HORA: 09:00
LOCAL: google meet
TÍTULO:

Análise dos fatores de risco da hipertensão: um comparativo entre áreas com e sem cobertura do agente comunitário de saúde


PALAVRAS-CHAVES:

ACS; atenção primária à saúde; fatores de risco; hipertensão arterial; qualidade de vida; saúde pública.


PÁGINAS: 112
RESUMO:

A hipertensão arterial (HA) é uma das causas de morbimortalidade no mundo, com alta prevalência em 2025 nos países em desenvolvimento. No Brasil, estima-se que mais de 30% da população adulta conviva com a doença. Condicionantes como sedentarismo, alimentação inadequada, obesidade e tabagismo mostram diferenças significativas entre áreas com e sem cobertura do Agente Comunitário de Saúde (ACS). O objetivo foi avaliar a associação dos fatores de risco entre grupos com hipertensão e a contribuição do ACS no controle da doença. Trata-se de um estudo Transversal analítico, quantitativo, com 429 hipertensos de áreas com e sem cobertura de ACS. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário semiestruturado com 44 questões dicotômicas e de múltipla escolha, aplicado entre 11 de novembro de 2024 e 11 de janeiro de 2025. Foi realizada a análise estatística descritiva por meio do teste de Shapiro-Wilk, teste de Qui-quadrado e Odds Ratio (OR). Em relação Sociodemográficas e econômicas: os resultados mostraram maior proporção de mulheres na área coberta (64,5%) em comparação à área descoberta (60,4%). Além disso, na área coberta observou-se maior percentual de idosos (26,6%) em relação à área descoberta (22,8%). Quanto à escolaridade, a alfabetização prevaleceu na área coberta (86,9%), enquanto na área descoberta foi de 68,8%. Em relação ao uso de serviços públicos, a área coberta apresentou 97,2%, contrastando com 50,2% na área descoberta. No que se refere às condições de saúde, a aferição regular da pressão arterial foi relatada por 95,8% dos participantes da área coberta e por 25,1% da área descoberta. O tratamento para hipertensão foi mais frequente na área coberta (99%) do que na área descoberta (77,2%). Em relação aos estágios da pressão arterial, na área coberta prevaleceram níveis normal (45,3%) e pré-hipertenso (40,6%), enquanto os estágios 1 e 2 somaram 14,1%; já na área descoberta, os estágios normal (7,4%) e pré-hipertenso (19%) foram menos frequentes, e os estágios 1, 2 e 3 totalizaram 73,6%. O reconhecimento dos fatores de risco para hipertensão foi maior na área coberta (96,2%) em comparação à área descoberta (20%). Quanto ao estilo de vida, o consumo diário de sal na área coberta foi de 88,3% para 4 g, 10,3% para 9 g e 1,4% para 14 g; na área descoberta, 26% consumiam 4 g, 36,7% 9 g e 37,3% 14 g. A ingesta hídrica diária na área coberta foi de 19,6% (<1,5 L), 43% (>2 L) e 37,4% (>3 L), enquanto na área descoberta predominou <1,5 L (52,6%), seguida de >2 L (37,2%) e >3 L (10,2%). A prática de atividade física foi mais frequente na área coberta (48,6%) do que na área descoberta (23,7%). Observou-se que 98,6% hipertensos da área coberta e 99,5% da área descoberta confiam no trabalho do ACS para o controle da hipertensão. A confiança demonstra seu efeito positivo no controle da hipertensão e na qualidade de vida. Já a falta de cobertura, baixa educação em saúde e desigualdades sociais aumentam riscos, reforçando a necessidade de políticas públicas eficazes.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 2067644 - ANA LISA DO VALE GOMES
Externo ao Programa - ***.880.644-** - IAGO DILLION LIMA CAVALCANTI - UFPE
Presidente - 1806262 - MARIANE CAJUBA DE BRITTO LIRA NOGUEIRA
Notícia cadastrada em: 09/02/2026 10:42
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