Banca de DEFESA: ANDRESA MAYARA DA SILVA SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANDRESA MAYARA DA SILVA SANTOS
DATA : 26/02/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

ÍNDICE DE RISCO NUTRICIONAL, COMPOSIÇÃO CORPORAL POR TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E DESFECHOS ADVERSOS EM PACIENTES COM CÂNCER DE COLO DO ÚTERO


PALAVRAS-CHAVES:

biomarcadores; câncer do colo do útero; tomografia computadorizada; índice de risco nutricional geriátrico; massa muscular; sobrevida.


PÁGINAS: 83
RESUMO:

Introdução: Alterações na composição corporal, especialmente na saúde muscular, são frequentes no câncer do colo do útero e associam-se a desfechos adversos. Embora a tomografia computadorizada (TC) seja o método padrão para essa avaliação, sua disponibilidade é limitada. O Índice de Risco Nutricional Geriátrico (IRNG) é um biomarcador nutricional com potencial prognóstico, porém sua utilidade como marcador específico da saúde muscular ainda não foi investigada. Objetivo: Avaliar o desempenho do IRNG como biomarcador de triagem para baixa condição muscular derivada TC e examinar sua associação com a sobrevida e com a toxicidade relacionada à quimioterapia em mulheres com câncer do colo do útero. Métodos: Neste estudo de coorte observacional prospectivo, foram incluídas 246 mulheres com câncer do colo do útero em tratamento quimioterápico. Os parâmetros de composição corporal, incluindo área de músculo esquelético, radiodensidade muscular e compartimentos de tecido adiposo, foram quantificados a partir de imagens de TC. O IRNG foi calculado com base na albumina sérica, no peso corporal atual e no peso corporal ideal. A sobrevida global aos 12, 24 e 36 meses e as toxicidades relacionadas à quimioterapia (Common Terminology Criteria for Adverse Events) foram avaliadas. O valor ótimo do IRNG para identificar baixa condição muscular foi determinado por meio do índice de Youden. Resultados: O IRNG esteve independentemente associado à área de músculo esquelético, explicando 47% de sua variabilidade (R² ajustado = 0,47; p = 0,002), mas não apresentou associação com outros parâmetros de composição corporal. Um IRNG < 102,7 demonstrou bom poder discriminatório para detectar baixa área muscular (AUC = 0,84; sensibilidade = 78%; especificidade = 80%). O IRNG baixo esteve associado a pior sobrevida global aos 12, 24 e 36 meses (todos os testes de log-rank com p < 0,001) e a um risco mais de quatro vezes maior de mortalidade por todas as causas em 12 meses. O IRNG manteve associação independente com a mortalidade quando analisado como variável contínua em todos os pontos temporais. Além disso, o IRNG baixo esteve independentemente associado a maior risco de astenia grau 3, bem como a aumento de dor e fadiga. Conclusões: O IRNG é um biomarcador potencial para triagem de baixa área muscular e um preditor independente de sobrevida e tolerância à quimioterapia em mulheres com câncer do colo do útero. Esses resultados são particularmente relevantes em contextos clínicos nos quais a avaliação da composição corporal baseada em métodos de imagem não está disponível.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - CLAUDIA PORTO SABINO PINHO RAMIRO - UFAL
Externa ao Programa - 3134502 - POLIANA COELHO CABRAL - nullPresidente - 3346571 - WYLLA TATIANA FERREIRA E SILVA
Notícia cadastrada em: 02/02/2026 08:37
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