INCORPORAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS DE ÓXIDO DE FERRO EM
COMPÓSITOS DE POLIFOSFATO DE CÁLCIO COMO POTENCIAL AGENTE
TERANÓSTICO
Polifosfasto de cálcio (PoliP), nanopartículas de óxido de ferro (FeNPs),
Engenharia de tecidos ósseos, Biomateriais compósitos, Ressonância Magnética.
Polímeros inorgânicos a base de polifosfatos apresentam propriedades como:
biocompatibilidade e baixa toxicidade, sendo um composto que pode ser utilizado para
produção de biomateriais medicinais que interagem com o corpo humano. Em
aplicações de engenharia de tecidos, o polifosfato tem sido bastante explorado como
material compósito cerâmico, especialmente na forma de polifosfato de cálcio (PoliP),
em virtude de sua semelhança química com a hidroxiapatita, principal componente
inorgânico da matriz óssea. A construção de biomateriais voltados para aplicações
ósseas também envolve a incorporação de polímeros e estruturas metálicas, com o
objetivo de conferir propriedades mecânicas aprimoradas e atividade antibacteriana,
respectivamente. Assim sendo, este trabalho visou em desenvolver biomateriais
compósitos baseados em PoliP, alginato e nanopartículas de óxido de ferro (FeNPs),
a fim de obter um compósito final capaz de servir como enxerto ósseo. As FeNPs,
também conhecidas como magnetita, foram incorporadas no PoliP com a perspectiva
de possibilitar a monitorização da reintegração e restruturação óssea através de
imagem por ressonância magnética. As FeNPs foram preparadas por coprecipitação,
obtendo-se FeNPs nuas e revestidas com alginato. Os resultados obtidos avaliados
por Potencial Zeta revelaram que as FeNPs revestidas com o biopolímero apresentam
melhor estabilidade coloidal em comparação com as FeNPs sem revestimento.
Observou-se ainda diminuição do tempo de relaxação transversal e melhores valores
de relaxividade ponderado em T2 para as FeNPs-alginato. Além disso, mesmo
diminuindo seus valores de magnetização de saturação após revestimento, as FeNPs
alginato ainda apresentaram comportamento superparamagnético, sem histerese e
sem coercividade. Os compósitos preparados com PoliP e FeNPs adquiriram
comportamento magnético devido a presença das FeNPs. Ensaios de difratometria de
raios X revelaram que as FeNPs apresentaram estrutura de espinélio, com estimativa
de tamanho de 10,4 nm, e o compósito de PoliP apresentou as fases cristalinas da
hidroxiapatita, fosfato dicálcico e fosfato tricálcico.