DETERMINAÇÃO DE COMPOSTOS FENÓLICOS EM MEL DE ABELHA NATIVA SEM FERRÃO DE DIFERENTES REGIÕES DO BRASIL.
Compostos fenólicos; Abelhas nativas sem ferrão; UPLC-MS
O presente trabalho teve como objetivo conhecer o perfil de compostos fenólicos
de amostras de mel de abelhas nativas sem ferrão (ANSF) provenientes de
diferentes regiões biogeográficas do Brasil. Foram analisadas vinte e oito
amostras de méis coletadas entre 2024 e 2025, abrangendo os biomas
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal,
compreendendo espécies das tribos Melipona scutellaris, Tetragonisca
angustula, Frieseomelitta doederleini e Scaptotrigona depilis. Os compostos
fenólicos foram (ácido 4-aminobenzóico, ácido elágico, ácido ferúlico, ácido
gálico, ácido mandélico, ácido p-cumárico, ácido protocatecuico, ácido
rosmarínico, ácido siríngico, catequina, epicatequina, escopoletina, miricetina,
naringenina, taxifolina) determinados utilizando cromatografia líquida de ultra
performance acoplada à espectrometria de massas (UPLC-MS) e as curvas
analíticas apresentaram linearidade, com coeficientes de correlação >0,98. Os
limites de detecção variaram entre 0,0018 e 0,0460 µg mL-1 , os limites de
quantificação entre 0,0060 e 0,1500 µg mL-1 , o RSD de até 15% (ácido elágico,
0,5 µg mL-1) e a recuperação entre 80% e 106%, Entre os compostos fenólicos,
o ácido elágico e o ácido protocatecuico, estavam presentes na maioria das
amostras, e a escopoletina apresentou a maior concentração individual
observada (209 µg mL-1 ). Em contrapartida, a catequina apresentou a menor
concentração detectada 0,01 µg mL-1 . As amostras da espécie Frieseomelitta
doederleini exibiram os maiores teores de ácido gálico, ácido siríngico e ácido p
cumárico, indicando alto potencial antioxidante, enquanto as de Tetragonisca
angustula apresentaram perfil fenólico diversificado, influenciado pela flora
regional. A PCA foi aplicada para avaliar a autenticidade dos méis e o
agrupamento feito pelo gênero das ANSF, revelou maior tendência de
separação, onde o gênero Melipona destacou-se pela presença de catequina e
altos teores de escopoletina. Os resultados mostram que o perfil fenólico é um
marcador eficiente para identificar o gênero dos méis de ANSF, destacando sua
diversidade química.