Banca de DEFESA: ALFONSO LUIS ALFARO RODRIGUEZ

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALFONSO LUIS ALFARO RODRIGUEZ
DATA : 19/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: DEFESA REMOTA
TÍTULO:

DETERMINAÇÃO DE COMPOSTOS FENÓLICOS EM MEL DE ABELHA NATIVA SEM FERRÃO DE DIFERENTES REGIÕES DO BRASIL.


PALAVRAS-CHAVES:

Compostos fenólicos; Abelhas nativas sem ferrão; UPLC-MS


PÁGINAS: 78
RESUMO:

O presente trabalho teve como objetivo conhecer o perfil de compostos fenólicos

de amostras de mel de abelhas nativas sem ferrão (ANSF) provenientes de

diferentes regiões biogeográficas do Brasil. Foram analisadas vinte e oito

amostras de méis coletadas entre 2024 e 2025, abrangendo os biomas

Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal,

compreendendo espécies das tribos Melipona scutellaris, Tetragonisca

angustula, Frieseomelitta doederleini e Scaptotrigona depilis. Os compostos

fenólicos foram (ácido 4-aminobenzóico, ácido elágico, ácido ferúlico, ácido

gálico, ácido mandélico, ácido p-cumárico, ácido protocatecuico, ácido

rosmarínico, ácido siríngico, catequina, epicatequina, escopoletina, miricetina,

naringenina, taxifolina) determinados utilizando cromatografia líquida de ultra

performance acoplada à espectrometria de massas (UPLC-MS) e as curvas

analíticas apresentaram linearidade, com coeficientes de correlação >0,98. Os

limites de detecção variaram entre 0,0018 e 0,0460 µg mL-1 , os limites de

quantificação entre 0,0060 e 0,1500 µg mL-1 , o RSD de até 15% (ácido elágico,

0,5 µg mL-1) e a recuperação entre 80% e 106%, Entre os compostos fenólicos,

o ácido elágico e o ácido protocatecuico, estavam presentes na maioria das

amostras, e a escopoletina apresentou a maior concentração individual

observada (209 µg mL-1 ). Em contrapartida, a catequina apresentou a menor

concentração detectada 0,01 µg mL-1 . As amostras da espécie Frieseomelitta

doederleini exibiram os maiores teores de ácido gálico, ácido siríngico e ácido p

cumárico, indicando alto potencial antioxidante, enquanto as de Tetragonisca

angustula apresentaram perfil fenólico diversificado, influenciado pela flora

regional. A PCA foi aplicada para avaliar a autenticidade dos méis e o

agrupamento feito pelo gênero das ANSF, revelou maior tendência de

separação, onde o gênero Melipona destacou-se pela presença de catequina e

altos teores de escopoletina. Os resultados mostram que o perfil fenólico é um

marcador eficiente para identificar o gênero dos méis de ANSF, destacando sua

diversidade química.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1482206 - ANA PAULA SILVEIRA PAIM
Interno - 1271372 - MARCOS VINÍCIUS FOGUEL
Externa à Instituição - RENATA VALÉRIA REGIS DE SOUSA GOMES - UFRPE
Notícia cadastrada em: 02/02/2026 11:34
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