Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • BEATRIZ ALVES RIBEIRO
  • INFLUÊNCIA ANTRÓPICA E CONDIÇÃO BIOLÓGICA DE VEGETAÇÃO DE MANGUE NA PANDEMIA DA COVID-19.

  • Orientador : REJANE MAGALHÃES DE MENDONÇA PIMENTEL
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXANDRE RICARDO DE OLIVEIRA
  • JANAINA BARBOSA DA SILVA
  • TIAGO HENRIQUE DE OLIVEIRA
  • Data: 21/02/2022

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  • XXXX


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  • XXXX

2
  • WILMA BARROS DA PAIXAO
  • Turismo e Gestão de Crises: Uma Análise da Repercussão da Pandemia da Covid-19 em Fernando de Noronha (Pernambuco)

  • Orientador : ITAMAR JOSE DIAS E CORDEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FERNANDO ALMEIDA GARCIA
  • ITAMAR JOSE DIAS E CORDEIRO
  • LUCIANA ARAUJO DE HOLANDA
  • NATHALIA KOROSSY LEITE
  • PAULA NORMANDIA MOREIRA BRUMATTI
  • VANICE SANTIAGO FRAGOSO SELVA
  • Data: 25/03/2022

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  • No cenário global, o turismo tem se mostrado um grande catalisador de transformações econômicas e sociais devido ao seu alto potencial de geração de emprego e renda. A atividade, no entanto, está sujeita a crises, e sua gestão pode ser o diferencial entre a subsistência ou não do setor (e de comunidades inteiras).  O objetivo deste trabalho é analisar a atuação do poder público na gestão da crise provocada pela pandemia da COVID-19 no turismo do Arquipélago de Fernando de Noronha, destino que, antes da pandemia, já apresentava um alto grau de vulnerabilidade social, com isolamento geográfico, limitação de recursos e falta de diversificação econômica. A metodologia adotada baseia-se em pesquisas bibliográficas, análise de documentos e informações disponibilizadas pelo poder público local e por organismos internacionais, entrevistas realizadas em campo com a população residente (trabalhadores formais, informais, empresários e representantes de associação) e com os funcionários da administração local. Resultados deste trabalho indicam que a crise em Fernando de Noronha teve impacto semelhante àqueles registrados em outros destinos insulares, com queda de cerca de 70% na visitação em 2020 impactando nos recursos para investimento em serviços como saúde e educação para a comunidade. No entanto, foi observado que as medidas tomadas pela gestão do Arquipélago e ações populares contribuíram para mitigar os impactos da pandemia, garantindo um mínimo de subsistência para a população durante a fase de emergência da pandemia. Modelos estudados neste trabalho sugerem que, embora tenha tomado medidas (reativas) positivas, o Arquipélago não está preparado para uma próxima crise, atuando no sistema tentativa e erro, e ignorando a criação de um plano de gestão de crise e a necessidade de atuar na fase pré-crise e prodromal. Por fim, um importante achado da pesquisa levanta a indispensabilidade de repensar o modelo atual do turismo em Noronha, ao relacionar a interrupção da atividade com relatos de aumento no bem-estar social e com o início de projetos e ascensão de ideias que contribuiriam para o desenvolvimento sustentável do destino. Com o retorno do turismo em progressão e números do último trimestre de 2021 indicando um aumento de até 40% em relação a dados de 2019, o que se percebe é que Noronha figura como importante destino doméstico no Brasil (previsto para um pós-pandemia) e não deve parar de se expandir a não ser que ações sejam tomadas para sua revisão.


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  • No cenário global, o turismo tem se mostrado um grande catalisador de transformações econômicas e sociais devido ao seu alto potencial de geração de emprego e renda. A atividade, no entanto, está sujeita a crises. A gestão das crises que impactam diretamente o turismo, sobretudo em destinos que experimentam uma relação de dependência com a atividade, pode se tornar o diferencial entre a subsistência ou não do setor (e de comunidades inteiras). O objetivo deste trabalho é analisar a atuação do poder público na gestão da crise provocada pela pandemia da Covid-19 no turismo do Arquipélago de Fernando de Noronha, onde 95% da população ativa trabalha em setores à atividade turística. A metodologia adotada baseia-se em pesquisas bibliográficas, documental e entrevistas realizadas em campo. Destaca-se, de maneira preliminar, que a interrupção do fluxo turístico no Arquipélago em 2020 causou um decréscimo de mais de R$ 30 milhões na arrecadação pública, reduzindo investimentos em serviços como saúde e educação para a comunidade, agravando sua situação de vulnerabilidade.

3
  • ANA KAROLINE DE CARVALHO SILVA
  • EM BUSCA DA MOBILIZAÇÃO POPULAR: COMO MORADORES PODEM TRANSFORMAR A REALIDADE AMBIENTAL DAS CIDADES.

  • Orientador : CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • KATIELLE SUSANE DO NASCIMENTO SILVA
  • MARIA DO CARMO ALBUQUERQUE BRAGA
  • OTAVIO AUGUSTO ALVES DOS SANTOS
  • Data: 30/03/2022

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  • Os movimentos populares de bairro emergiram num contexto de lutas por acesso a moradia e

    melhorias na qualidade do ambiente vivido. Enquanto união de moradores de áreas urbanas

    pobres, as mobilizações utilizam-se da força da organização para buscarem soluções para

    problemas de acesso ao consumo de bens coletivos, da luta pela terra urbana, melhoria das

    condições de vida e defesa do direito dos moradores. As suas atuações são internas e próprias

    a um território local, que ao se adaptar aos interesses da globalização também produz

    como resposta confrontações expressas por uma racionalidade própria. Diante disto, esta

    pesquisa objetiva analisar a atuação da mobilização popular diante das condições ambientais

    urbanas no distrito de Guadalajara, em Paudalho - PE. Do ponto de vista metodológico, a

    abordagem da pesquisa é fundamentada no materialismo histórico-dialético, visando à reflexão

    sobre uma possível mudança histórica que possibilite as cidades tornarem-se mais inclusivas

    para seus habitantes, e sustentáveis com relação ao ambiente. Quanto aos procedimentos

    metodológicos adotados, foram efetuados levantamentos da literatura sobre movimentos sociais

    e pesquisa documental em veículos locais de informação (jornais, revistas) com intuito de

    identificar episódios, causas, processos e/ou consequências de tais mobilizações.

    Posteriormente, identificou-se as condições ambientais do local através de fontes primárias (in

    loco) e secundárias (bancos de dados públicos) e, logo em seguida, aplicou-se questionários aos

    moradores da área de estudo visando relacionar alguns dos momentos em que as mobilizações

    dos moradores, diante das suas condições ambientais, conseguiram criar condições para

    buscarem a transformação de seus espaços, servindo de “contrarracionalidade” em relação aos

    interesses externos à localidade. Desta forma, espera-se oferecer subsídio para atitudes que

    proporcionem a melhoria da qualidade ambiental urbana e, por conseguinte, das condições de

    vida dos moradores, fundamentadas a partir de um processo de participação da própria

    população local. Assim será possível que os habitantes identifiquem possibilidades concretas

    de transformação da realidade que vivenciam e, com isso, também a de seus ambientes.

     


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  • XXXXXXX

4
  • LUIGGI CANARIO CABRAL E SOUSA
  • COMUNIDADES QUILOMBOLAS E AGROECOLOGIA: O SABER DOS POVOS TRADICIONAIS NA PRESERVAÇÃO DA CAATINGA.

  • Orientador : CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • FLAVIA REGINA SOBRAL FEITOSA
  • REJANE MAGALHÃES DE MENDONÇA PIMENTEL
  • RODRIGO JOSE DE GOIS QUEIROZ
  • Data: 27/04/2022

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  • O conhecimento sobre as comunidades tradicionais e suas heranças culturais nos permite conhecer a vivência e a história, dos mais variados povos, integrando assim os saberes e moldando uma percepção cultural para dentro da sociedade, enfatizando a importância da valorização do conhecimento das comunidades. A Agroecologia é uma ciência integradora e detentora dos mais diversos ramos das ciências, quando falamos de comunidades tradicionais, educação popular, ambiental e a conservação integramos todos os sistemas e todos os tipos de conhecimento, é isso que a agroecologia nos proporciona. A associação de práticas e a construção de um saber popular proporcionado por heranças culturais faz com que a agroecologia busque caminhos que unifiquem atividades e pensamentos tanto no campo quanto na cidade, tanto no laboratório, quanto nas mais diversas comunidades. No Sertão Pernambucano a realidade dos povos quilombolas é de resistência e resgate da sua cultura, a caatinga sofre com intensas queimadas, exploração devido a agricultura e principalmente ao tráfico de animais, é necessário muito mais que um projeto de educação ambiental, é necessário mostrar como as comunidades e grupos sociais que dependem desse bioma atuam com promoção de atividades que permitam aos municípios entender a importância não só histórica, não só ambiental, mas também a tradicional de cada povo. Foram realizadas entrevistas com membros e representantes de 3 comunidades quilombolas nos municípios de Belém do São Francisco – PE, Salgueiro – PE e Itacuruba – PE. Foram analisados dados que falam sobre questões sociais, atividades de preservação e agroecologia; os dados obtidos confirmam que a ação da agroecologia dentro das comunidades ajuda na preservação de parte do bioma Caatinga.


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  • XXXXXX

2021
Dissertações
1
  • CARLOS HENRIQUE DE VASCONCELOS NASCIMENTO
  • CONHECIMENTO ECOLÓGICO LOCAL DE PESCADORES DA RESEX ACAÚ-GOIANA NO NORDESTE BRASILEIRO: CONTRIBUIÇÕES PARA A GESTÃO COMPARTILHADA AO TERRITÓRIO PESQUEIRO

  • Orientador : GILBERTO GONCALVES RODRIGUES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GILBERTO GONCALVES RODRIGUES
  • ANA LUCIA BEZERRA CANDEIAS
  • SIMONE MACHADO SANTOS
  • ANTONIO VICENTE FERREIRA JUNIOR
  • CRISTIANO WELLINGTON NOBERTO RAMALHO
  • JOSÉ DA SILVA MOURÃO
  • Data: 24/08/2021

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  • O conhecimento ecológico local (CEL) das comunidades pesqueiras vem sendo aplicado em diversos estudos sobre a biologia e ecologia dos peixes e as relações dos pescadores com os ecossistemas. A inclusão desse conhecimento torna-se cada vez mais necessária para auxiliar na gestão, conservação e uso sustentável das Unidades de Conservação. O presente estudo teve como objetivo analisar o conhecimento ecológico local dos pescadores sobre as artes de pesca, pescados e impactos socioambientais na dinâmica da pesca artesanal de uma reserva extrativista no nordeste brasileiro. A área estudada compreende a RESEX – Reserva extrativista marinha Acaú-Goiana composta por seis comunidades beneficiárias: Baldo do Rio, Tejucupapo, Povoação São Lourenço, Carne de Vaca, localizadas no município de Goiana, Pernambuco e, Acaú em Pitimbu e Porto de Congaçari em Caaporã, ambas na Paraíba. A pesquisa seguiu-se da metodologia descritiva, utilizando técnicas de entrevistas semiestruturadas e observação direta. Os dados obtidos foram analisados a partir da análise de conteúdo. Foram entrevistados 44 pescadores, sendo 39 homens e 5 mulheres, que citaram 26 artes de pesca, divididas em pesca de linha, redes e armadilhas, com citação de 87 espécies locais de peixes de ocorrência nos rios Goiana e Megaó. Além disso, foi possível acessar a percepção sobre os impactos socioambientais presentes na RESEX, como a carcinicultura, a monocultura da cana de açúcar e fábricas no entorno, além dos eventos de derramamento do petróleo e a pandemia do COVID-19, que afetaram as atividades de pesca. Em relação as artes de pesca, as mais utilizadas foram a linha de mão, o sauneiro, a tainheira e o mangote. Dentre os nomes locais de peixes, o camurim, a tainha, o carapeba e o bagre tiveram maior citação e maior índice de saliência tendo estes ampla comercialização. O tempo de experiência dos pescadores mostrou relação com o CEL sobre os peixes citados e os impactos ambientais vem sendo relatados com frequência sobre a dinâmica da pesca. Dessa forma, pode-se concluir que a diversidade de artes de pesca e das espécies de peixe está relacionada diretamente com o CEL que os pescadores detêm e os impactos ambientais presentes são problemáticas constantes que prejudica a dinâmica da pesca artesanal e se agravou com os eventos últimos como o derramamento do petróleo e a pandemia do Covid-19. A continuidade de estudos sobre o etnoconhecimento e saberes locais são fundamentais para a subsidiar a gestão pesqueira do local, uma vez que foi iniciado a construção do plano de manejo para a RESEX Acaú-Goiana.


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  • The local ecological knowledge (CEL) of fishing communities has been applied in several studies on the biology and ecology of fish and the relationship between fishermen and ecosystems. The inclusion of this knowledge becomes increasingly necessary to assist in the management, conservation and sustainable use of Conservation Units. This study aimed to analyze the local ecological knowledge of fishermen about fishing arts, fish and social and environmental impacts on the dynamics of artisanal fishing in an extractive reserve in northeastern Brazil. The studied area comprises the RESEX – Acaú-Goiana Marine Extractive Reserve composed of six beneficiary communities: Baldo do Rio, Tejucupapo, Povoação São Lourenço, Carne de Vaca, located in the municipality of Goiana, Pernambuco, and Acaú in Pitimbu and Porto de Congaçari in Caaporã, both in Paraíba. The research followed the descriptive methodology, using semi-structured interview techniques and direct observation. The data obtained were analyzed using content analysis. 44 fishermen were interviewed, 39 men and 5 women, who mentioned 26 fishing gears, divided into line fishing, nets and traps, citing 87 local fish species occurring in the Goiana and Megaó rivers. In addition, it was possible to access the perception of the socio-environmental impacts present in RESEX, such as shrimp farming, the monoculture of sugarcane and surrounding factories, in addition to the oil spill events and the COVID-19 pandemic, which affected the activities fishing. In relation to fishing gear, the most used were the handline, the sauneiro, the tainheira and the mangote. Among the local names of fish, chamois, mullet, carapeba and catfish had the highest citation and the highest salience index, with these being widely traded. The experience of fishermen showed a relationship with the CEL on the fish mentioned and the environmental impacts have been frequently reported on the dynamics of fishing. Thus, it can be concluded that the diversity of fishing gear and fish species is directly related to the CEL that fishermen hold and the environmental impacts present are constant problems that affect the dynamics of artisanal fishing and worsened with the events such as the oil spill and the Covid-19 pandemic. Continuing studies on ethnoknowledge and local knowledge are essential to subsidize local fisheries management, since the construction of the management plan for RESEX Acaú-Goiana has started.

2
  • MARCELO OLIMPIO DOS SANTOS
  • OCORRÊNCIA DE DENGUE E PADROES SOCIOESPACIAIS NA BUSCA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

  • Orientador : SOLANGE LAURENTINO DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SOLANGE LAURENTINO DOS SANTOS
  • MARIA DO CARMO MARTINS SOBRAL
  • GABRIEL JAIME PARRA-HENAO
  • HENRIQUE DOS SANTOS FERREIRA
  • Data: 26/08/2021

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  • O processo de urbanização nas cidades brasileiras, sem o adequado planejamento urbano, implicou no agravamento das desigualdades socioespaciais. Provocando, com isso, uma série de consequências insustentáveis à vida urbana. Nota-se que os grandes aglomerados urbanos permanecem com inadequadas condições de habitação e acesso precário a serviços públicos de saúde, acarretando, por sua vez, a ocorrência de doenças consideradas negligenciadas, tal como a dengue. Este estudo objetiva analisar a distribuição de ocorrência dos casos de dengue durante o período de 2009 a 2018, e sua associação com os padrões socioespaciais, em busca do desenvolvimento sustentável da cidade do Recife, capital do estado de Pernambuco, Brasil. Os casos de dengue foram geolocalizados e agrupados por setor censitário, unidade geográfica do estudo e os padrões socioespacial foi definido por um Indicador de Habitabilidade, composto por variáveis do Censo Demográfico 2010. A análise foi constituída inicialmente pela média móvel do número de casos de dengue e indicou que existiram quatro anos com os maiores picos de ocorrências, sendo os anos de 2015 e 2016 os que apresentaram mais de 1.000 casos por 100 mil habitantes.  Foi utilizada a função Kernel para o cálculo que estima a intensidade espacial da dengue para cada ano proposto da série no estudo e se observou áreas com densidade de casos de dengue ao longo dos anos no município. A aplicação do índice Local de Moran univariado e bivariado foram úteis para evidenciar a dependência espacial e fortes polarizações entre as áreas que concentram as melhores condições de habitabilidade, com as que apresentam maiores concentrações de dengue. A análise de correlação espacial da incidência de dengue com o Indicador de Habitabilidade, por meio de regressão geograficamente ponderada, apresentou resultado moderado, correspondente a 0,38. A dengue se distribuiu de forma desigual no território municipal, tanto espacial como temporalmente, no curso dos dez anos observados, desigualdade que resulta da própria lógica da reprodução do espaço urbano no Brasil, indicando que, por essa perspectiva, o Recife tem desafios importantes na busca pelo desenvolvimento sustentável.

     


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  • O processo de urbanização nas cidades brasileiras, sem o adequado planejamento urbano, implicou no agravamento das desigualdades socioespaciais. Provocando, com isso, uma série de consequências insustentáveis à vida urbana. Nota-se que os grandes aglomerados urbanos permanecem com inadequadas condições de habitação e acesso precário a serviços públicos de saúde, acarretando, por sua vez, a ocorrência de doenças consideradas negligenciadas, tal como a dengue. Este estudo objetiva analisar a distribuição de ocorrência dos casos de dengue durante o período de 2009 a 2018, e sua associação com os padrões socioespaciais, em busca do desenvolvimento sustentável da cidade do Recife, capital do estado de Pernambuco, Brasil. Os casos de dengue foram geolocalizados e agrupados por setor censitário, unidade geográfica do estudo e os padrões socioespacial foi definido por um Indicador de Habitabilidade, composto por variáveis do Censo Demográfico 2010. A análise foi constituída inicialmente pela média móvel do número de casos de dengue e indicou que existiram quatro anos com os maiores picos de ocorrências, sendo os anos de 2015 e 2016 os que apresentaram mais de 1.000 casos por 100 mil habitantes.  Foi utilizada a função Kernel para o cálculo que estima a intensidade espacial da dengue para cada ano proposto da série no estudo e se observou áreas com densidade de casos de dengue ao longo dos anos no município. A aplicação do índice Local de Moran univariado e bivariado foram úteis para evidenciar a dependência espacial e fortes polarizações entre as áreas que concentram as melhores condições de habitabilidade, com as que apresentam maiores concentrações de dengue. A análise de correlação espacial da incidência de dengue com o Indicador de Habitabilidade, por meio de regressão geograficamente ponderada, apresentou resultado moderado, correspondente a 0,38. A dengue se distribuiu de forma desigual no território municipal, tanto espacial como temporalmente, no curso dos dez anos observados, desigualdade que resulta da própria lógica da reprodução do espaço urbano no Brasil, indicando que, por essa perspectiva, o Recife tem desafios importantes na busca pelo desenvolvimento sustentável.

     

3
  • LUANA CÂNDIDO DOS SANTOS
  • INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM ESPAÇOS NATURAIS: PERSPECTIVAS E POSSIBILIDADES EM UNIDADES PROTEGIDAS DO RECIFE.

  • Orientador : ITAMAR JOSE DIAS E CORDEIRO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ITAMAR JOSE DIAS E CORDEIRO
  • TALITHA LUCENA DE VASCONCELOS
  • VALÉRIA SANDRA DE OLIVEIRA COSTA
  • VANICE SANTIAGO FRAGOSO SELVA
  • Data: 06/09/2021

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  • As Unidades de Conservação (UCs) brasileiras são detentoras de atributos naturais e culturais importantes, que se caracterizam como atrativos para a realização de práticas de atividades voltadas ao turismo, ao lazer e à pesquisa científica, por exemplo. Contudo, a ausência de iniciativas voltadas à promoção da acessibilidade e inclusão social de Pessoas com Deficiência nas áreas protegidas, enquanto espaços públicos caracterizam-se como um dos grandes desafios para a gestão das UCs atualmente, pois tal situação ainda afasta muitos visitantes. Tal situação vai de encontro aos valores defendidos nas metas globais dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), especificamente a ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), que estabelece como meta propocionar o acesso universal a espaços públicos, inclusivos, acessíveis e verdes para Pessoas com Deficiência, até o ano de 2030. Com no exposto, a presente pesquisa teve como objetivo central analisar a situação de 4 Unidades Protegidas na cidade do Recife no tocante à acessibilidade e inclusão social das Pessoas com Deficiência. Para o alcance de tal objetivo, foram utilizadas técnicas de pesquisa bibliográfica e documental, além da aplicação de coleta direta de dados, como questionários semiestruturados e checklist. Para o tratamento e interpretação dos dados obtidos, foi feita uma análise e discussão das  informações coletadas com base na legislação brasileira que assegura a acessibilidade em espaços públicos, bem como em teóricos que discutem a temática. Os resultados apontaram que boa parte das Unidades Protegidas da cidade do Recife ainda não dispõe de uma infraestrutura com acessibilidade adequada para incluir socialmente as Pessoas com Deficiência que veem essas UCs como lugares atrativos para visitações e turismo. Além disso, parte majoritária dos entrevistados com deficiência auditiva física e visual alega frenquentar esses lugares e dizem sentir falta de intépretes de Libras, rampas, sinalização em Braile entre outros mecanismos necessários à sua inserção nesses espaços que são abertos à visitação. Com isso, pode-se inferir que a acessibilidade e consequente inclusão social das Pessoas com Deficiência em Unidades de Conservação, em especial para aquelas com deficiência física, auditiva e visual, dependem primordialmente de ações e iniciativas adotadas pelo poder público. Isso por que ele têm como principal função adotar e executar planejamentos e iniciativas capazes de promover o bem comum e a igualdade social.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     


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  • As Unidades de Conservação (UCs) brasileiras são detentoras de atributos naturais e culturais importantes, que se caracterizam como atrativos para a realização de práticas de atividades voltadas ao turismo, ao lazer e à pesquisa científica, por exemplo. Contudo, a ausência de iniciativas voltadas à promoção da acessibilidade e inclusão social de Pessoas com Deficiência nas áreas protegidas, enquanto espaços públicos caracterizam-se como um dos grandes desafios para a gestão das UCs atualmente, pois tal situação ainda afasta muitos visitantes. Tal situação vai de encontro aos valores defendidos nas metas globais dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), especificamente a ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), que estabelece como meta propocionar o acesso universal a espaços públicos, inclusivos, acessíveis e verdes para Pessoas com Deficiência, até o ano de 2030. Com no exposto, a presente pesquisa teve como objetivo central analisar a situação de 4 Unidades Protegidas na cidade do Recife no tocante à acessibilidade e inclusão social das Pessoas com Deficiência. Para o alcance de tal objetivo, foram utilizadas técnicas de pesquisa bibliográfica e documental, além da aplicação de coleta direta de dados, como questionários semiestruturados e checklist. Para o tratamento e interpretação dos dados obtidos, foi feita uma análise e discussão das  informações coletadas com base na legislação brasileira que assegura a acessibilidade em espaços públicos, bem como em teóricos que discutem a temática. Os resultados apontaram que boa parte das Unidades Protegidas da cidade do Recife ainda não dispõe de uma infraestrutura com acessibilidade adequada para incluir socialmente as Pessoas com Deficiência que veem essas UCs como lugares atrativos para visitações e turismo. Além disso, parte majoritária dos entrevistados com deficiência auditiva física e visual alega frenquentar esses lugares e dizem sentir falta de intépretes de Libras, rampas, sinalização em Braile entre outros mecanismos necessários à sua inserção nesses espaços que são abertos à visitação. Com isso, pode-se inferir que a acessibilidade e consequente inclusão social das Pessoas com Deficiência em Unidades de Conservação, em especial para aquelas com deficiência física, auditiva e visual, dependem primordialmente de ações e iniciativas adotadas pelo poder público. Isso por que ele têm como principal função adotar e executar planejamentos e iniciativas capazes de promover o bem comum e a igualdade social.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

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  • MARILIA LACERDA BARBOSA FRAGOSO
  • Conhecimento Ecológico Local como instrumento para gestão da pesca de aratu (Goniopsis Cruentata, Latreille 1803) em Unidade de Conservação

  • Orientador : GILBERTO GONCALVES RODRIGUES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GILBERTO GONCALVES RODRIGUES
  • REJANE MAGALHÃES DE MENDONÇA PIMENTEL
  • ANA LUCIA BEZERRA CANDEIAS
  • MARINA DE SA LEITAO CAMARA DE ARAUJO
  • GILBERTO NICACIO BATISTA
  • ANA ELISA FREITAS DE CASTRO
  • Data: 15/09/2021

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  • A Reserva Extrativista (RESEX) é uma categoria de área protegida que surge através de mobilização popular para a garantia de direitos de populações tradicionais que não possuíam instrumentos legais para a proteção de seus territórios. As RESEX marinhas foram criadas para a proteção dos territórios tradicionais de pesca, dos pescadores artesanais e dos recursos por eles extraídos das suas áreas de ocupação. Mesmo com a criação dessas áreas estas populações não estão isentas de impactos. Sendo a pesca artesanal uma importante atividade socioeconômica e cultural e os pescadores, povos que possuem uma forte relação com a natureza, com conhecimentos e práticas que atuam na conservação, esta pesquisa tem como objetivo principal caracterizar a atividade da pesca de aratu nas comunidades tradicionais da Reserva Extrativista Marinha Acaú-Goiana, investigando o conhecimento ecológico local das pescadoras sobre aspectos ambientais e suas características socioeconômicas. A RESEX Acaú-Goiana é localizada na divisa de Pernambuco e Paraíba e têm a pesca artesanal como a principal atividade realizada entre as seis comunidades beneficiárias. As comunidades investigadas neste estudo foram as de Tejucupapo e de São Lourenço, que possuem a catação de aratu como a principal atividade de pesca realizada. A pesquisa etnográfica de caráter quali-quantitativa utilizou de uma metodologia exploratória participante, com técnicas de observação direta e entrevistas livres e semiestruturadas com pescadoras e pescadores indicados por informantes-chave através da técnica “bola de neve”. As entrevistas foram utilizadas para obter informações socioeconômicas e culturais dos pescadores e os conhecimentos ecológicos locais, advindos da trajetória de pesca. A dissertação é estruturada com uma introdução, objetivos, referencial teórico, metodologia, resultados finais que estão divididos em 3 capítulos e por fim considerações finais. No total foram entrevistados 51 pescadores e pescadoras e lideranças locais, buscando compreender as etapas existentes na pesca de aratu, identificar as formas de manejo, os territórios de pesca e os conhecimentos ecológicos locais. A pesca artesanal de aratu na RESEX Acaú-Goiana é realizada de duas formas, que se diferenciam pelas práticas e tecnologias sociais utilizadas. A forma tradicional é realizada principalmente por mulheres e está associada a um profundo conhecimento ecológico local e a forma com a utilização de novas tecnologias é realizada principalmente por homens em busca de maior lucro, que possibilitam a reprodução social e resistência das comunidades na luta contra pressões sociais externas. O conhecimento ecológico local dos pescadores é resultante de uma relação de uso-dependência dos recursos naturais e garantem o surgimento de formas e práticas de manejo que possibilitam a conservação da espécie. As áreas utilizadas para a captura do aratu não se limitam ao território da RESEX, evidenciando uma complexa relação com o território. A gestão da RESEX Acaú-Goiana, possui importantes ferramentas de cogestão instituídas, mas a baixa participação dos pescadores nos processos decisórios tem resultado em conflitos sobre as normativas instituídas para uso dos recursos. As normativas para a regulação das atividades precisam considerar as características socioeconômicas dos pescadores e outras atividades potencialmente impactantes desenvolvidas na zona de amortecimento da RESEX. As características da cadeia produtiva da pesca do aratu e a ausência de incentivos públicos direcionados a atividade favorecem a instituição de uma cadeia produtiva com etapas fragilizadas, que abrem espaço para impactos que acentuam a vulnerabilidade social dos pescadores artesanais, como pode ser observado no derramamento de óleo e na Pandemia de COVID-19.


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  • A Reserva Extrativista (RESEX) é uma categoria de área protegida que surge através de mobilização popular para a garantia de direitos de populações tradicionais que não possuíam instrumentos legais para a proteção de seus territórios. As RESEX marinhas foram criadas para a proteção dos territórios tradicionais de pesca, dos pescadores artesanais e dos recursos por eles extraídos das suas áreas de ocupação. Mesmo com a criação dessas áreas estas populações não estão isentas de impactos. Sendo a pesca artesanal uma importante atividade socioeconômica e cultural e os pescadores, povos que possuem uma forte relação com a natureza, com conhecimentos e práticas que atuam na conservação, esta pesquisa tem como objetivo principal caracterizar a atividade da pesca de aratu nas comunidades tradicionais da Reserva Extrativista Marinha Acaú-Goiana, investigando o conhecimento ecológico local das pescadoras sobre aspectos ambientais e suas características socioeconômicas. A RESEX Acaú-Goiana é localizada na divisa de Pernambuco e Paraíba e têm a pesca artesanal como a principal atividade realizada entre as seis comunidades beneficiárias. As comunidades investigadas neste estudo foram as de Tejucupapo e de São Lourenço, que possuem a catação de aratu como a principal atividade de pesca realizada. A pesquisa etnográfica de caráter quali-quantitativa utilizou de uma metodologia exploratória participante, com técnicas de observação direta e entrevistas livres e semiestruturadas com pescadoras e pescadores indicados por informantes-chave através da técnica “bola de neve”. As entrevistas foram utilizadas para obter informações socioeconômicas e culturais dos pescadores e os conhecimentos ecológicos locais, advindos da trajetória de pesca. A dissertação é estruturada com uma introdução, objetivos, referencial teórico, metodologia, resultados finais que estão divididos em 3 capítulos e por fim considerações finais. No total foram entrevistados 51 pescadores e pescadoras e lideranças locais, buscando compreender as etapas existentes na pesca de aratu, identificar as formas de manejo, os territórios de pesca e os conhecimentos ecológicos locais. A pesca artesanal de aratu na RESEX Acaú-Goiana é realizada de duas formas, que se diferenciam pelas práticas e tecnologias sociais utilizadas. A forma tradicional é realizada principalmente por mulheres e está associada a um profundo conhecimento ecológico local e a forma com a utilização de novas tecnologias é realizada principalmente por homens em busca de maior lucro, que possibilitam a reprodução social e resistência das comunidades na luta contra pressões sociais externas. O conhecimento ecológico local dos pescadores é resultante de uma relação de uso-dependência dos recursos naturais e garantem o surgimento de formas e práticas de manejo que possibilitam a conservação da espécie. As áreas utilizadas para a captura do aratu não se limitam ao território da RESEX, evidenciando uma complexa relação com o território. A gestão da RESEX Acaú-Goiana, possui importantes ferramentas de cogestão instituídas, mas a baixa participação dos pescadores nos processos decisórios tem resultado em conflitos sobre as normativas instituídas para uso dos recursos. As normativas para a regulação das atividades precisam considerar as características socioeconômicas dos pescadores e outras atividades potencialmente impactantes desenvolvidas na zona de amortecimento da RESEX. As características da cadeia produtiva da pesca do aratu e a ausência de incentivos públicos direcionados a atividade favorecem a instituição de uma cadeia produtiva com etapas fragilizadas, que abrem espaço para impactos que acentuam a vulnerabilidade social dos pescadores artesanais, como pode ser observado no derramamento de óleo e na Pandemia de COVID-19.

5
  • ARTHUR FELIPE DE MELO TEIXEIRA
  • A PRODUÇÃO CAPITALISTA DO ESPAÇO E SUAS PROBLEMÁTICAS SOCIOAMBIENTAIS: REFLEXÕES SOBRE QUALIDADE AMBIENTAL URBANA

  • Orientador : CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • ITAMAR JOSE DIAS E CORDEIRO
  • KATIELLE SUSANE DO NASCIMENTO SILVA
  • RUBIO JOSE FERREIRA
  • Data: 27/09/2021

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  • O sistema capitalista de produção se expande e se consolida por meio de um movimento pautado na valorização do valor, caracterizando o capital como alavanca de demandas de consumo. Dentro desse cenário, na faceta do capital imobiliário, as disputas por espaços representam alterações na paisagem e na qualidade ambiental urbana, sobretudo nas grandes cidades brasileiras. A presente pesquisa se debruça sobre esse tema, pela análise do bairro Santo Amaro, Recife/PE, na tentativa de deslindar o processo de produção do espaço urbano, apresentando as contradições inerentes ao modelo capitalista de produção; classificando a cobertura da terra a partir da correlação das formas espaciais e a existência - ou não - de cobertura vegetal; identificando os agentes de produção deste ambiente urbano; construindo cartas de indicadores norteadores sobre a qualidade ambiental urbana e produzindo uma carta de qualidade ambiental urbana do bairro. A fim de atingir os objetivos, a pesquisa tomou como método de abordagem a perspectiva do materialismo histórico dialético, trazendo à baila o contexto histórico-geográfico que circunda a temática, e, também, utilizou-se de técnicas de geoprocessamento, partindo da metodologia apresentada por Nucci, Ferreira e Valaski (2014). Assim, foi constatado que o bairro Santo Amaro vem passando por um processo de desvalorização-revalorização de suas áreas. O mapeamento de cobertura da terra revelou o avanço do capital imobiliário verticalizado no setor mais ao sul do bairro, o qual é mais arborizado e, também, próximo ao corpo hídrico do rio Capibaribe, o que ainda não é visto como hegemonia, pois 40% da área do bairro é composta por construções de até 4 pavimentos. Contudo, apesar dos patamares consideráveis no plano horizontal, os mapeamentos dos indicadores de qualidade ambiental urbana revelaram distinções significativas entre os setores do bairro, o que se agrava à medida que ocorre o maior afastamento entre as construções e a cobertura vegetal. Defende-se, então, que o Estado, enquanto agente planejador, deve articular as demandas sociais da coletividade, visando promover ações que permitam, também, a integração das populações que moram nas favelas, o que constitui condição sine qua non para a redução das desigualdades sociais, ambientais e econômicas, como regem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.   

     

     


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  • O sistema capitalista de produção se expande e se consolida por meio de um movimento pautado na valorização do valor, caracterizando o capital como alavanca de demandas de consumo. Dentro desse cenário, na faceta do capital imobiliário, as disputas por espaços representam alterações na paisagem e na qualidade ambiental urbana, sobretudo nas grandes cidades brasileiras. A presente pesquisa se debruça sobre esse tema, pela análise do bairro Santo Amaro, Recife/PE, na tentativa de deslindar o processo de produção do espaço urbano, apresentando as contradições inerentes ao modelo capitalista de produção; classificando a cobertura da terra a partir da correlação das formas espaciais e a existência - ou não - de cobertura vegetal; identificando os agentes de produção deste ambiente urbano; construindo cartas de indicadores norteadores sobre a qualidade ambiental urbana e produzindo uma carta de qualidade ambiental urbana do bairro. A fim de atingir os objetivos, a pesquisa tomou como método de abordagem a perspectiva do materialismo histórico dialético, trazendo à baila o contexto histórico-geográfico que circunda a temática, e, também, utilizou-se de técnicas de geoprocessamento, partindo da metodologia apresentada por Nucci, Ferreira e Valaski (2014). Assim, foi constatado que o bairro Santo Amaro vem passando por um processo de desvalorização-revalorização de suas áreas. O mapeamento de cobertura da terra revelou o avanço do capital imobiliário verticalizado no setor mais ao sul do bairro, o qual é mais arborizado e, também, próximo ao corpo hídrico do rio Capibaribe, o que ainda não é visto como hegemonia, pois 40% da área do bairro é composta por construções de até 4 pavimentos. Contudo, apesar dos patamares consideráveis no plano horizontal, os mapeamentos dos indicadores de qualidade ambiental urbana revelaram distinções significativas entre os setores do bairro, o que se agrava à medida que ocorre o maior afastamento entre as construções e a cobertura vegetal. Defende-se, então, que o Estado, enquanto agente planejador, deve articular as demandas sociais da coletividade, visando promover ações que permitam, também, a integração das populações que moram nas favelas, o que constitui condição sine qua non para a redução das desigualdades sociais, ambientais e econômicas, como regem, por exemplo, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.   

     

     

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  • ARMANDO PERES QUINTAS NETO
  • MOVIMENTO AMBIENTALISTA PERNAMBUCANO: Atuação da ASPAN entre os anos 1979 – 2019

  • Orientador : CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • KÁTIA CRISTINA RIBEIRO COSTA
  • MARIA DO CARMO ALBUQUERQUE BRAGA
  • PAULO ROBERTO BAQUEIRO BRANDÃO
  • Data: 29/09/2021

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  • Esta dissertação tem como problemática central a questão: ao que se deve o atual estado de latência das entidades ambientalistas em Pernambuco? Questionamento que surge num contexto de retrocesso nacional das políticas ambientais, que aqui no Brasil, não se desvinculam das questões sociais. Nossos levantamentos nos levaram até a Associação Pernambucana de Defesa da Natureza (ASPAN), exemplo concreto do movimento ambientalista pernambucano acumula 40 anos de trajetória (1979-2019) atuando como um dos expoentes da defesa do meio ambiente no estado. Nossos objetivos eram perceber o quanto esse movimento já foi expressivo e que desafios encontra atualmente. Nosso trabalho se justifica dentro da perspectiva de atuação dessas entidades enquanto atores sociais, através da ação política e da educação ambiental tendo contribuído substancialmente para a defesa não só do verde, mas para a melhoria do meio ambiente urbano pernambucano. Utilizamos como ferramentas de pesquisa entrevistas com membros da ASPAN, notícias do Diário de Pernambuco do ano de 1992, além de um estado da arte sobre a temática. Obtivemos uma percepção sobre a articulação das entidades ambientalistas em Pernambuco, principalmente através do Fórum de Entidades Ambientalistas de Pernambuco FEAPE, bem como, a percepção sobre o protagonismo da ASPAN a partir da ECO-92 no cenário estadual e em decorrência disso conseguimos perceber a relação entre o ambientalismo praticado no estado e o financiamento estrangeiro, relação que para a entidade se desestabiliza a partir dos anos 2000.  Buscamos ainda dialogar com o objetivo para o desenvolvimento sustentável cidades e comunidades sustentáveis.


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  • Esta dissertação tem como problemática central a questão: ao que se deve o atual estado de latência das entidades ambientalistas em Pernambuco? Questionamento que surge num contexto de retrocesso nacional das políticas ambientais, que aqui no Brasil, não se desvinculam das questões sociais. Nossos levantamentos nos levaram até a Associação Pernambucana de Defesa da Natureza (ASPAN), exemplo concreto do movimento ambientalista pernambucano acumula 40 anos de trajetória (1979-2019) atuando como um dos expoentes da defesa do meio ambiente no estado. Nossos objetivos eram perceber o quanto esse movimento já foi expressivo e que desafios encontra atualmente. Nosso trabalho se justifica dentro da perspectiva de atuação dessas entidades enquanto atores sociais, através da ação política e da educação ambiental tendo contribuído substancialmente para a defesa não só do verde, mas para a melhoria do meio ambiente urbano pernambucano. Utilizamos como ferramentas de pesquisa entrevistas com membros da ASPAN, notícias do Diário de Pernambuco do ano de 1992, além de um estado da arte sobre a temática. Obtivemos uma percepção sobre a articulação das entidades ambientalistas em Pernambuco, principalmente através do Fórum de Entidades Ambientalistas de Pernambuco FEAPE, bem como, a percepção sobre o protagonismo da ASPAN a partir da ECO-92 no cenário estadual e em decorrência disso conseguimos perceber a relação entre o ambientalismo praticado no estado e o financiamento estrangeiro, relação que para a entidade se desestabiliza a partir dos anos 2000.  Buscamos ainda dialogar com o objetivo para o desenvolvimento sustentável cidades e comunidades sustentáveis.

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  • AMANDA CRISTINA PERBOIRE EMERENCIANO DE SOUZA CAVALCANTE
  • IMPACTO AMBIENTAL DA VERTICALIZAÇÃO NO TERRITÓRIO ALTO SANTA ISABEL-RECIFE/PE.

  • Orientador : CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • HUGO ARRUDA DE MORAIS
  • KATIELLE SUSANE DO NASCIMENTO SILVA
  • MARIA DO CARMO ALBUQUERQUE BRAGA
  • Data: 08/10/2021

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  • Neste trabalho, discute-se o impacto ambiental provocado pela verticalização em Recife, com ênfase em experiência no Alto Santa Isabel, bairro Casa Amarela, na tentativa de compreender a complexidade das relações sociedade-natureza na cidade. Considerou, pela verticalização do bairro, gerando conflitos entre moradores e Gestão Pública Urbana. A pesquisa fundamenta-se na Análise de Conteúdo no âmbito de uma metodologia com abordagem qualitativa contextualizada em três etapas: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados. Para isso, consideramos o papel dos agentes produtores do espaço urbano, que constroem seus condomínios de luxo, a fim de saber como tal ação influencia na dinâmica espacial, conflitando com a luta dos moradores que vêm sofrendo constantes ameaças de serem expulsos do seu território, perdendo seu direito ao solo e ao entorno na cidade. Assim sendo, antes de analisar os impactos, abordamos o processo de verticalização e em que medida ele acontece, impactando nos diversos territórios da cidade. Em seguida, realizamos entrevista com moradores e identificamos pontos de interconexão entre as ações e atribuições dos agentes envolvidos. Nesse sentido, o método de referência adotado para a pesquisa foi o materialismo histórico e dialético, trabalhado dentro da abordagem qualitativa, pois pensa-se o processo de verticalização em sua materialidade no espaço urbano como fenômeno histórico, construído por diferentes classes sociais que possuem interesses distintos.  A

    principal contribuição deste trabalho foi ressaltar a relevância do “princípio de natureza” na produção do espaço urbano, evitando a atual situação de insustentabilidade, ocasionada pelos referidos agentes na cidade.

     


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  • Neste trabalho, discute-se o impacto ambiental provocado pela verticalização em Recife, com ênfase em experiência no Alto Santa Isabel, bairro Casa Amarela, na tentativa de compreender a complexidade das relações sociedade-natureza na cidade. Considerou, pela verticalização do bairro, gerando conflitos entre moradores e Gestão Pública Urbana. A pesquisa fundamenta-se na Análise de Conteúdo no âmbito de uma metodologia com abordagem qualitativa contextualizada em três etapas: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados. Para isso, consideramos o papel dos agentes produtores do espaço urbano, que constroem seus condomínios de luxo, a fim de saber como tal ação influencia na dinâmica espacial, conflitando com a luta dos moradores que vêm sofrendo constantes ameaças de serem expulsos do seu território, perdendo seu direito ao solo e ao entorno na cidade. Assim sendo, antes de analisar os impactos, abordamos o processo de verticalização e em que medida ele acontece, impactando nos diversos territórios da cidade. Em seguida, realizamos entrevista com moradores e identificamos pontos de interconexão entre as ações e atribuições dos agentes envolvidos. Nesse sentido, o método de referência adotado para a pesquisa foi o materialismo histórico e dialético, trabalhado dentro da abordagem qualitativa, pois pensa-se o processo de verticalização em sua materialidade no espaço urbano como fenômeno histórico, construído por diferentes classes sociais que possuem interesses distintos.  A

    principal contribuição deste trabalho foi ressaltar a relevância do “princípio de natureza” na produção do espaço urbano, evitando a atual situação de insustentabilidade, ocasionada pelos referidos agentes na cidade.

     

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  • MARIA LUIZA COELHO CAVALCANTI
  • ANÁLISE MULTI-TEMPORAL DA COBERTURA VEGETAL POR ÍNDICE DE VEGETAÇÃO NO MUNICÍPIO DE CABACEIRAS, SEMIÁRIDO PARAIBANO.

  • Orientador : JOSICLEDA DOMICIANO GALVINCIO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO RODRIGUES VIANA DE LIMA
  • GILBERTO GONCALVES RODRIGUES
  • GUILHERME JOSE FERREIRA DE ARAUJO
  • JOSICLEDA DOMICIANO GALVINCIO
  • Data: 14/10/2021

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    Na região semiárida do nordeste brasileiro ocorre à extração ilegal da biomassa florestal. Na Paraíba, apesar de deter um enorme potencial energético e um forte papel para economia regional com a produção de lenha e carvão, essa região também serve como berço para nutrição animal. Porém tudo isso surge como alguns dos indicadores para supressão da cobertura vegetal, juntamente com a intensificação dos fatores climáticos, o semiárido paraibano tem sofrido grandes mudanças, como é o caso de Cabaceiras na Paraíba, muito conhecida como o município mais seco do Brasil. Neste sentido, o objetivo deste estudo é realizar uma análise da cobertura vegetal com um recorte do município de Cabaceiras para identificarmos a situação atual e as mudanças ocorridas na cobertura vegetal da caatinga, utilizando diversos índices de cobertura vegetal. Para a realização do trabalho de pesquisa, foram adquiridas imagens da série LANDSAT para os anos de 2009, 2015 e 2020, disponibilizadas gratuitamente pelo States Geological Survey (USGS). O software utilizado para o processamento das imagens foi o QGIS 3.4.13. Com relação aos índices foram selecionados índices de vegetação de larga aplicabilidade, incluindo o Índice de Vegetação da Razão Simples (SRI), Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI), e o Índice de Vegetação Ajustado para o Solo (SAVI) de forma a garantir o mapeamento multi-temporal que está disponibilizado em mapas os quais mostram as mudanças ocorridas. Os resultados evidenciam a eficiência do uso do sensoriamento remoto para análise da cobertura vegetal. É possível verificar a regeneração em algumas áreas no período de 2009 a 2020, com destaque especial na região nordeste do município de Cabaceiras. Esse resultado sugere que os órgãos ambientais estão mais atentos ao que tange a supressão da vegetação da Caatinga, porém a fiscalização e a atualização dos dados sobre extração do bioma ainda são vistas de forma precária, salienta-se ainda a diminuição da cobertura vegetal espacialmente ao longo dos anos. Sugere que atenção de fiscalização tem sido dada para áreas especificas e a exploração da caatinga tem sido distribuídas em todo município, aumentando a fragmentação florestal. Esse resultado alerta para a dificuldade de fiscalização quando a exploração é realizada em pequenos áreas e distribuídas em todo município.

     


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  • Na região semiárida do nordeste brasileiro ocorre à extração ilegal da biomassa florestal, apesar de deter um enorme potencial energético e um forte papel para economia regional com a produção de lenha e carvão, surge como um dos principais indicadores de desertificação, juntamente com a intensificação de fatores climáticos, essas áreas tem sofrido grandes mudanças, como é o caso de Cabaceiras na Paraíba, muito conhecida como o município mais seco do Brasil, o qual abastece fornos industriais de diversas regiões. Neste sentido, o objetivo deste estudo é realizar uma análise da cobertura vegetal com um recorte do município de Cabaceiras para identificarmos a situação atual da biomassa florestal advinda da caatinga, além de realizarmos um levantamento da produção de lenha e do consumo no estado. Para a realização do trabalho de pesquisa, foram adquiridas imagens da série LANDSAT para os anos de 2010, 2015 e 2020, disponibilizadas gratuitamente pelo States Geological Survey (USGS). O software utilizado para o processamento das imagens foi o QGIS

    3.4.13. No programa é possível trabalhar com diversos formatos vetoriais, matriciais e com gerenciamento de banco de dados. Com relação aos índices foram selecionados índices de vegetação de larga aplicabilidade, incluindo o Índice de Vegetação da Razão Simples (SRI), Índice de Vegetação da Diferença Normalizada (NDVI), e o Índice de Vegetação Ajustado para o Solo (SAVI) de forma a garantir o mapeamento multi- temporal que está disponibilizado em mapas. Para analise da produção de lenha das mesorregiões do estado da Paraíba foram utilizados dados com o Valor Bruto de Produção (VBP) e da evolução da quantidade de lenha produzida nas mesorregiões do estado da Paraíba, em metros cúbicos, no período de 1994 a 2014. Além do consumo de lenha divida pelos setores domiciliar e Industrial/Comercial do Estado da Paraíba e a área desmatada para atender a referida demanda ao longo de 10 anos (1992/1993 – 2002/2003). Tais informações foram coletadas a partir do Sistema de Recuperação Automática (SIDRA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além de dados recolhidos da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA). Onde se notou que houve uma diminuição da quantidade produzida, passando de 1.173.383 m³, em 1994, para 484.142 m³, em 2014. De forma a acreditar que tenha influencia no monitoramento dos órgãos ambientais.

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  • VALDILENE VALDICE DE SANTANA
  • GOVERNANÇA NA GESTÃO DE PRÁTICAS TURÍSTICAS EM AMBIENTES RECIFAIS

  • Orientador : VANICE SANTIAGO FRAGOSO SELVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VANICE SANTIAGO FRAGOSO SELVA
  • VALÉRIA SANDRA DE OLIVEIRA COSTA
  • BEATRIZ MESQUITA JARDIM PEDROSA
  • ANSELMO CESAR VASCONCELOS BEZERRA
  • Data: 19/11/2021

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  • O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente do Ipojuca, é uma das instâncias de governança responsável pelas discussões e decisões a respeito das práticas turísticas realizadas nos ambientes recifais da praia de Porto de Galinhas, um dos principais destinos turísticos do Litoral Sul de Pernambuco. A beleza natural desses ambientes atrai turistas e envolve direto e indiretamente toda cadeia do turismo local. A presente pesquisa se justifica pela necessidade de discutir a governança como um modelo de gestão imbricado nas relações sociais, na qual seus atores participam das tomadas de decisões de forma conjunta, no intuito de fomentar a implementação de políticas públicas eficientes. A pesquisa consistiu em analisar a governança na gestão da visitação nos ambientes recifais da praia de Porto de Galinhas, Pernambuco. Para isso, realizou-se uma pesquisa de abordagem qualitativa, exploratória e descritiva a partir do estudo da arte referente ao tema abordado, entrevistas semiestruturadas com operadores das práticas turísticas realizadas nos ambientes recifais estudados no período de novembro de 2020 a fevereiro de 2021 e membros do Conselho de Defesa do Meio Ambiente do município do Ipojuca do poder público e da sociedade civil ligados ao turismo local entre novembro de 2020 e março de 2021. A pesquisa documental foi direcionada as leis de criação e alteração, no regimento interno e em atas de reunião do órgão colegiado investigado referentes aos anos de 2014 a 2018, bem como no aparato legal que regulamenta o uso dos ambientes recifais para atividades de visitação. Foram realizadas pesquisa de campo nos ambientes recifais nos meses de outubro de 2020 e janeiro de 2021 e na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano do Ipojuca no período de março a dezembro de 2020. Os resultados indicam que que a gestão das práticas turísticas realizadas nos ambientes recifais estudados , é realizada pela Secretaria Municipal  de Meio Ambiente, através  dos agentes ambientais, com o passeio andando ou a nado de forma gratuita por meio de distribuição de pulseiras, pelas operadoras de mergulho, com mergulho básico e avançado por meio da compra do pacote e principalmente pelos jangadeiros por meio da compra do  passeio de jangada para visitação e banho .Mesmo com aparato legal e zoneamento para essas atividades foi detectada fragilidade no controle diário de pessoas nas áreas de visitação e conflitos socioambientais  envolvendo  pescadores, jangadeiros, mergulhadores e  turistas. O conselho estudado foi criado em 1994 e passou por alterações especificamente na sua representação, sendo a partir de 2013 legalmente formado por 22 membros de forma paritária,11 do poder público local e 11 da sociedade civil. O regimento interno foi instituído em 2015 e até dezembro de 2020 não tinha passado por revisão. O documento determina que a presidência do órgão é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano, o que segundo os registros em atas e nas entrevistas induz a uma centralização relativa nas marcações das reuniões. Concluiu-se que a irregularidade nas reuniões é o principal fator que limita a atuação do órgão.

     


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  • XXXXXXXXXX

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