Dissertações/Teses

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2024
Dissertações
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  • MARIA MYLENA AGUIAR DE LIMA
  • COMPORTAMENTOS DO ESTILO DE VIDA DE PESSOAS ACOMETIDAS COM SINTOMAS PÓS-COVID-19 NO MUNICÍPIO DE VITÓRIA DE SANTO ANTÃO-PE: UM ESTUDO TRANSVERSAL.
     
  • Orientador : SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIEL DA ROCHA QUEIROZ
  • MARCOS ANDRE MOURA DOS SANTOS
  • PAULO ROBERTO CAVALCANTI CARVALHO
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • Data: 19/01/2024

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  • Introdução: Embora diversos estudos já tenham identificado as consequências da Covid-19 na saúde dos indivíduos e vacinas eficazes tenham sido criadas para combater o agravamento da doença, pouco ainda se sabe sobre os fatores contribuintes para o desenvolvimento da condição pós-Covid, principalmente em residentes de locais onde foram enfrentadas dificuldades infraestruturais e relacionadas ao serviço de saúde para o enfrentamento da pandemia, como é o caso dos municípios do interior. Objetivo: Identificar os fatores associados à gravidade da Covid-19 e presença de sintomas pós-Covid-19 em pessoas acometidas com a doença. Métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado no município de Vitória de Santo Antão, Pernambuco, no período de 2020 a 2023. O estudo divide-se em dois trabalhos, em que: para execução do primeiro trabalho, foram utilizados dados fornecidos pela Secretaria de Saúde do município, onde foram identificados os fatores demográficos (sexo, idade, raça) e clínicos (sintomas da Covid-19 e comorbidade) associados à internação pela doença. A amostra foi composta por 9.527 indivíduos (9.133 leves e 394 graves). Foram realizados teste de Qui-Quadrado e Regressão Logística Binária, considerando p≤0,05 e respectivo Intervalo de Confiança (IC95%) para Odds Ratio (OR). Para execução do segundo trabalho, foi realizada uma busca ativa dos participantes para identificação dos fatores sociodemográficos (sexo, idade, raça, escolaridade e estado civil), relacionados à saúde (comorbidade) e comportamentais (consumo de álcool, alimentação, atividade física, comportamento sedentário e sono) associados com a presença de sintomas pós-Covid. Participaram do estudo 43 indivíduos, contudo, apenas 31 responderam ao desfecho de interesse. Foram aplicados testes de Qui-Quadrado e Correlação de Phi, considerando p≤0,05 para significância estatística. Resultados: Enquanto achados do primeiro trabalho, identificou-se que: ser do sexo masculino (OR=1,21; IC95%=1,21-1,86), ser idoso (OR=5,16; IC95%=1,61-16,47) e apresentar sintomas graves (OR=12,12; IC95%= 6,00-24,49) apresentaram maior chance de internação por Covid-19. Não sendo observada associação entre raça e a gravidade da doença. Para o segundo trabalho observou-se uma correlação positiva do consumo de álcool (Phi= 0,413; p=0,024), alimentação saudável (Phi= -0,381; p=0,040) e qualidade do sono (Phi= 0,377; p=0,036) com a presença de sintomas pós-Covid-19. Em contrapartida, o atendimento às recomendações de AFMV (Phi= -0,395; p=0,028) apresentou uma correlação negativa com os sintomas pós-Covid, não sendo identificada correlação entre os fatores sociodemográficos com o desfecho. Considerações finais: Verificou-se por meio de dados secundários que fatores demográficos, como: sexo e idade avançada, assim como sintomas graves aumentaram a chance de internação por Covid-19. Em relação à presença de sintomas pós-Cvoid-19, a comorbidade, o consumo de álcool, hábitos alimentares e qualidade do sono estão associados à condição, enquanto a atividade física apresenta uma associação negativa com a presença de sintomas pós-covid-19, sendo todos os achados referentes aos residentes do município de Vitória de Santo Antão, localizado no interior do estado de Pernambuco.


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  • Introdução: O estilo de vida pode influenciar o surgimento e/ou agravamento de diversas doenças, como é o caso da Covid-19. Nesse sentido, faz-se necessário avaliar os comportamentos que compõem o estilo de vida, de forma individualizada e combinada, para melhor entender quais fatores podem comprometer o agravamento da Covid-19, de forma a se promoverem estratégias de prevenção e/ou recuperação da doença. Tais estratégias de enfrentamento para a doença são ainda mais dificultadas quando se observa o contexto social dos municípios do interior, devido a aspectos infraestruturais e econômicos, tal como o município de Vitória de Santo Antão, localizado na Zona da Mata Sul do estado de Pernambuco. Objetivo: Analisar se os comportamentos do estilo de vida estão associados com a gravidade da Covid-19 em indivíduos com casos graves da doença em Vitória de Santo Antão-PE. Métodos: Trata-se de estudo de caso-controle. Enquanto variáveis de exposição serão analisados: hábitos alimentares, atividade física, comportamento sedentário e sono. O desfecho analisado será a gravidade da Covid-19. Os casos serão compostos por indivíduos com sintomas graves ou internação pela Covid-19 e os controles os indivíduos diagnosticados com casos leves. A busca dos participantes será realizada por meio de ligação telefônica e busca ativa presencial dos indivíduos que apresentaram informações de contato e residência no momento de atendimento no município. Os dados serão analisados por meio de estatística descritiva e inferencial, utilizando-se da Regressão logística binária para verificar a associação entre as variáveis de exposição e o desfecho de interesse. O projeto possui aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da UFPE e pode ser consultado através do registro CAAE: 47750921.7.0000.9430. Resultados: Espera-se que os indivíduos com casos graves da Covid-19 apresentem mais comportamentos do estilo de vida considerados negativos para a saúde quando comparados aos indivíduos com casos leves. Conclusão: Esta pesquisa poderá contribuir para o entendimento do contexto regional do município de Vitória de Santo Antão-PE quanto à identificação dos fatores comportamentais relacionados ao estilo de vida que podem comprometer o agravamento da Covid-19, o que pode auxiliar no enfrentamento da doença e principalmente para elaboração de estratégias de recuperação dos indivíduos que desenvolveram casos graves da Covid-19 no município.

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  • JEFFERSON MAXWELL DE FARIAS SILVA
  • VIABILIDADE DOS BREAKS DO COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO COM EXERCÍCIO ISOMÉTRICO DE AGACHAMENTO NA PAREDE EM ADULTOS SEDENTÁRIOS

  • Orientador : BRENO QUINTELLA FARAH
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • RAPHAEL MENDES RITTI-DIAS
  • Data: 30/01/2024

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  • Estudos de meta-análise vêm demonstrando que o exercício isométrico de agachamento na parede (EIAP) promove melhoria na saúde cardiovasculares, tornando o um modelo de breaks promissor. No entanto, até o presente momento nenhum estudo testou a viabilidade do EIAP como break do tempo sentado. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a viabilidade dos breaks do comportamento sedentário com exercício isométrico de agachamento na parede em adultos expostos a tempo prologado na posição sentada. Trata-se de um estudo de viabilidade com 16 adultos saudáveis que foram randomizados em dois grupos: EIAP e grupo mensagem (GM). A viabilidade foi analisada pela aderência, efetividade, e aceitabilidade por meio de questionários online. Os resultados mostram que ambos os grupos foram igualmente viáveis, no primeiro mês apresentando aderência semanal de 57% para o EIAP e 63% para o GM (p=0.558) e no segundo mês aderência de 59% EIAP e 62% para GM (p=0.916). A taxa de desistência foi similar entre os grupos (EIAP: 42% vs. GM: 40%, p=0.930). A percepção de afeto foi similar em ambos os grupos (EIAP: +3,3 ± 1,5 vs. GM: +2,5 ± 1,7 p=0,379). A intenção de continuar com a intervenção foi similar em ambos os grupos (EIAP: 71% vs. GM: 77%, p=0.771). Como principais dificuldades, os participantes relataram com maior frequência, em ambos os grupos, a falta de espaço adequado e a dificuldade de interromper o trabalho periodicamente para realização da intervenção. Concluímos que, o EIAP oferece uma alternativa tão viável quanto receber mensagens para ficar em pé.


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  • O comportamento sedentário caracteriza-se por atividades realizadas em posição sentada ou reclinada, e que, substancialmente não aumentam o gasto energético acima do repouso. Longos períodos em posição sentada tem sido associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Neste contexto, a principal recomendação para redução dos efeitos deletérios do comportamento sedentário é a realização da quebra deste comportamento por meio dos chamados breaks. Assim, o objetivo do presente estudo é analisar os efeitos crônicos dos breaks do comportamento sedentário com exercício isométrico de agachamento na parede na função vascular de adultos expostos a tempo prolongado na posição sentada. Trata-se de um ensaio clínico randomizado controlado. A população alvo compreenderá sujeitos com faixa etária acima de 18 anos de ambos os sexos. Todos os participantes elegíveis realizarão avaliação da função vascular pré-intervenção. Após a avaliação, os sujeitos serão divididos aleatoriamente em dois grupos: grupo treinamento isométrico de agachamento na parede (TI) e grupo controle (GC), sendo constituídos de 21 indivíduos em cada grupo. Os participantes alocados no grupo TI realizaram três vezes por semana durante um total de 12 semanas, quatro séries de agachamento isométrico na parede, com angulação do joelho equivalente à frequência cardíaca de 95% obtido no protocolo de teste incremental. Os indivíduos alocados no grupo controle receberão informações sobre os benefícios para a saúde da redução do tempo sentado. Após 12 semanas de intervenção, ambos os grupos realizarão as mesmas avaliações do momento pré-intervenção. Além da estatística descritiva, será aplicado para comparar os efeitos das intervenções nas variáveis cardiovasculares (Equações de Estimativa Generalizada - GEE), seguido de um post-hoc de comparações pareadas utilizando a correção de Bonferroni para comparações múltiplas. A análise de regressão linear será utilizada para analisar as relações dos efeitos agudos e crônicos do AIT. Para o nível de significância, será considerado o valor de P<0,05

3
  • HELTON LAYON TEIXEIRA DOS SANTOS
  • BARREIRAS E FACILITADORES DE UM PROGRAMA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS DOMICILIARES PARA IDOSOS DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19 PODEM SER INFLUENCIADOS PELO TIPO DE SUPERVISÃO? 

  • Orientador : ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA RAQUEL MENDES DOS SANTOS
  • ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • FABIANO DE SOUZA FONSECA
  • Data: 16/02/2024

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  • O exercício físico é uma alternativa não farmacológica, eficiente e de baixo custo que contribui para o envelhecimento saudável e pode servir para melhorar a capacidade funcional do idoso. Todavia, barreiras como falta de tempo, despesas com transporte e distância do local para a prática de exercícios têm sido utilizadas para justificar o grande percentual de idosos ainda não suficientemente ativos. Com o surgimento da COVID-19, as dificuldades decorrentes do distanciamento social, fortemente recomendado durante a pandemia, somaram-se as barreiras já existentes. Nesse cenário, programas de exercícios físicos domiciliares surgiram como alternativa para promoção da saúde, diante das barreiras associadas a prática de exercícios físicos entre idosos. Assim, este estudo objetivou analisar as percepções das barreiras e dos facilitadores relatadas por idosos e profissionais de Educação Física participantes de um programa de exercícios domiciliares sob a perspectiva de dois tipos de supervisão: 1- supervisão por videochamada e 2- supervisão mínima por mensagem de texto, durante o contexto da pandemia da COVID-19. Um estudo de caso de abordagem qualitativa foi conduzido, com idosos e profissionais que participaram anteriormente de um ensaio controlado aleatorizado realizado em todo território brasileiro. Participaram do ensaio controlado aleatorizado três profissionais e 38 idosos comunitários, dos quais 12 participaram deste estudo qualitativo. Destes 12 idosos, 83,3% mulheres, ± 69 anos, 41,7% supervisão por videochamada. Todos os participantes do presente estudo foram entrevistados por videoconferência. Resultados: os facilitadores relatados por idosos de ambos os grupos foram: melhora da aptidão física, bem-estar físico e mental, incentivo de pessoas próximas, supervisão profissional. O facilitador interação social foi exclusivo do grupo supervisionado por videochamada. Já as barreiras reportadas por idosos de ambos os grupos foram: indisponibilidade de horário, dificuldade de utilização de equipamento. Os três profissionais apresentaram uma barreira em comum: idosos com pouca familiaridade com a tecnologia. Já os facilitadores identificados pelo treinador online foram: alcance geográfico e interação social. O treinador offline relatou os facilitadores: tempo dedicado reduzido, acessibilidade por meio da tecnologia. Conclui-se que os facilitadores e as barreiras percebidas por idosos submetidos a programas de exercícios domiciliares seja sob os modelos de supervisões propostos são semelhantes. Contudo, supervisões remotas que acontecem de maneira assíncrona podem gerar insegurança devido à ausência de supervisão profissional em tempo real. Na perspectiva dos profissionais, a interação social experenciada na supervisão por videochamada foi um facilitador e grande diferencial destacado.


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  • De acordo com a projeção da Organização das Nações Unidas, em 2050 a população mundial de idosos será de 2,1 bilhões, com uma taxa de crescimento global de 3% ao ano. Diante disso, diversos idosos estarão expostos aos efeitos deletérios decorrentes da senilidade. Dentre as consequências do envelhecimento está a redução da capacidade funcional, que pode ser compreendida como a condição autônoma para desempenhar atividades básicas da vida diária. O exercício físico é uma alternativa não farmacológica, eficiente e de baixo custo que contribui para o envelhecimento saudável e pode servir para melhorar a capacidade funcional do idoso. Com o surgimento da Covid-19, as dificuldades decorrentes do distanciamento social fortemente recomendado durante a pandemia somaram-se as barreiras já existentes. Nesse cenário, programas de exercícios físicos domiciliares surgiram como alternativa para manutenção e/ou promoção da saúde, diante das barreiras associadas a prática de exercícios físicos entre idosos. O estudo conduzido por Silva et al. (2023), realizado no contexto da Covid-19, apontou a videoconferência como um método viável e confiável para determinar desempenho funcional e a função cognitiva em idosos saudáveis. Adicionalmente, Buckinx et al. (2023) evidenciou que exercícios domiciliares com acompanhamento remoto durante os lockdowns em decorrência da Covid-19 contribuíram para manutenção dos níveis de atividades física em idosos. Todavia, em ambos os estudos supramencionados, não foram consideradas as percepções dos idosos sobre as intervenções e seus possíveis impactos na adesão e desempenho. O conhecimento prévio das percepções dos idosos, a partir de diferentes tipos de supervisão na prática de exercícios, pode contribuir com o aperfeiçoamento de estratégias para a promoção da saúde dessa população. Além disso, acredita-se que a supervisão dos exercícios domiciliares por videochamada pode reduzir a barreira da baixa conexão humana. Também é possível que haja aumento do engajamento dos idosos, em comparação aos modelos mais tradicionais de programas de exercícios domiciliares. Diante do exposto, justifica-se a necessidade conduzir estudos que buscam compreender as respostas que não podem ser mensuradas objetivamente a partir dos desfechos primários e/ou secundários de um ensaio clínico aleatorizado. Este projeto objetiva analisar as percepções das barreiras e dos facilitadores relatadas por idosos submetidos a um programa de exercícios domiciliares sob a perspectiva de dois tipos de supervisão (supervisão por videochamada e supervisão mínima por mensagem de texto) durante o contexto da pandemia da COVID-19.

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  • RAONY ESPÍNDOLA MOURA
  • MONITORAMENTO DA VELOCIDADE DA BARRA PARA QUANTIFICAR A FADIGA NO TREINAMENTO RESISTIDO: A MAGNITUDE DA CARGA E AS VARIÁVEIS DA VELOCIDADE AFETAM A SENSIBILIDADE?

  • Orientador : FABIANO DE SOUZA FONSECA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDERSON SANTIAGO TEIXEIRA
  • FABIANO DE SOUZA FONSECA
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • Data: 21/03/2024

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  • Este estudo comparou os efeitos das variáveis magnitude da carga e velocidade da barra na
    sensibilidade à fadiga neuromuscular no treinamento resistido. Dezessete homens treinados em
    força (idade = 25.7 ± 4.9 anos; altura = 177.0 ± 7.2 cm; massa corporal = 77.7 ± 12.3 kg; 1 RM
    no agachamento = 145.0 ± 33.9 kg) participaram do estudo. O desempenho neuromuscular foi
    avaliado pré e pós (+ 5 min e + 20 min) no exercício resistido por meio do salto com
    contramovimento (SCM) e da máxima velocidade concêntrica (MVC) no agachamento a 40%,
    60% e 80% de 1RM. As alterações pré e pós-exercício na velocidade propulsiva média (VPM)
    e na velocidade de pico (VP) no agachamento em diferentes intensidades foram comparadas
    com às variações na altura do SCM. A altura do SCM diminuiu significativamente do pré para
    o pós-exercício (∆%= -7.5 a -10.4; p<0.01; ES=0.37 a 0.60). A velocidade da barra (VPM e
    PV) também diminuiu significativamente em todas as intensidades de carga (∆%= -4.0 a -12.5;
    p<0.01; ES=0.32 a 0.66). A diminuição no desempenho foi semelhante entre o SCM, VPM
    (40% e 80% 1RM; p=1.00), e PV (80% 1RM; p=1.00). O SCM identificou maior diminuição
    no desempenho pós-exercício em comparação a VPM (60% 1RM; p=0.05) e PV (40% e 60%
    1RM; p<0.01). Baixo viés sistemático e níveis aceitáveis de concordância entre o SCM e a
    velocidade da barra foram encontrados apenas usando a VPM a 40% e 80% de 1RM (bias =
    0.35 a 1.59; ICC = 0.51 a 0.71; CV = 5.1% a 8.5%). Nossos resultados sugerem que o uso da
    VPM a 40% ou 80% de 1RM para monitorar a fadiga por meio de mudanças na velocidade da
    barra promove ótima sensibilidade.


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  • This study compared the effects of load magnitude and bar velocity variables on neuromuscular
    fatigue sensitivity in resistance training. Seventeen resistance-trained men (age = 25.7 ± 4.9
    years; height = 177.0 ± 7.2 cm; body mass = 77.7 ± 12.3 kg; back-squat 1RM = 145.0 ± 33.9
    kg) participated in the study. Neuromuscular performance was assessed pre and post (+5 min
    and +20 min) resistance exercise through the countermovement jump (CMJ) and maximum
    concentric velocity (MCV) in the back-squat at 40%, 60%, and 80% 1RM. Pre- and post-
    exercise changes in mean propulsive velocity (MPV) and peak velocity (PV) in the back-squat
    at different intensities were compared with variations in CMJ height. CMJ height decreased
    significantly from pre- to post-exercise (∆%= -7.5 to -10.4; p<0.01; ES=0.37 to 0.60). Bar
    velocity (MPV and PV) also decreased significantly across all load intensities (∆%= -4.0 to -
    12.5; p<0.01; ES=0.32 to 0.66). The decrease in performance was similar between the CMJ,
    MPV (40% and 80% 1RM; p=1.00), and PV (80% 1RM; p=1.00). The CMJ identified a higher
    decrease in post-exercise performance compared to MPV (60% 1RM; p=0.05) and PV (40%
    and 60% 1RM; p<0.01). Low systematic bias and acceptable levels of agreement between CMJ
    and bar velocity were found only using MPV at 40% and 80% 1RM (bias = 0.35 to 1.59; ICC
    = 0.51 to 0.71; CV = 5.1% to 8.5%). Our results suggest that using the MPV at 40% or 80%
    1RM to monitor fatigue through changes in bar velocity promotes optimal sensitivity.

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  • RODRIGO FABIO BEZERRA DA SILVA
  • EFEITOS AGUDOS DO CONTROLE DAS REPETIÇÕES INTRA-SÉRIE PELA PERDA DE VELOCIDADE USANDO MÉTODO OBJETIVO E SUBJETIVO SOBRE AS RESPOSTAS NEUROMUSCULARES E PERCEPTIVAS EM ATLETAS DE BASQUETEBOL

  • Orientador : FABIANO DE SOUZA FONSECA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • FABIANO DE SOUZA FONSECA
  • LEONARDO DE SOUSA FORTES
  • Data: 28/03/2024

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  • A percepção de perda da velocidade (PPV) é um protocolo com ótima acurácia para autorregular o volume intra-série no treinamento de força (TF) com moderado limiar de perda da velocidade (PV 15-30%). Porém, os efeitos agudos desse protocolo sobre as respostas neuromusculares e perceptivas ainda não foram comparados com protocolos objetivos com monitoramento da velocidade da barra em tempo real. O objetivo deste estudo foi comparar os efeitos agudos de diferentes protocolos de autorregulação objetiva e subjetiva do volume no TF sobre as respostas neuromusculares e perceptivas de atletas universitários de basquetebol. Com um desenho experimental cruzado, 15 atletas universitários de basquetebol do sexo masculino completaram 3 sessões de TF com diferentes protocolos de autorregulação: PPV, PV20% e PV40%. Em cada sessão, os participantes realizaram 3 séries dos exercícios agachamento (AG), levantamento terra com barra hexagonal (LT) e elevação pélvica (EP), com uma carga de 60% de 1RM (idade: 20,9 ± 2,3 anos; altura: 183,8 ± 7,2 cm; massa corporal: 78,5 ±11,6 kg; 1RM – AG, DL e HT respectivamente: 114,0 ± 23,8, 164,2 ± 32,8 e 184,3 ± 37,4 kg). As variáveis agudas analisadas foram: salto com contramovimento, máxima velocidade concêntrica no agachamento, bem-estar (BE), recuperação (QTR), dor muscular tardia (DM) e percepção subjetiva de esforço (PSE). As avaliações ocorreram em três momentos: antes (SCM, MVC, BE, QTR e DM), logo após (DM e PSE) e 24 horas (bem-estar, QTR e DM) após as sessões. Os efeitos agudos foram avaliados através da comparação das mudanças nas respostas neuromusculares e perceptivas (baseline e pós sessão) entre os protocolos. PPV e PV20% resultou menor comprometimento no desempenho do salto (p<0,03; TE=0,25 e 0,33, respectivamente) comparado ao PV40% (p<0,01; TE=0,59). Adicionalmente, PV40% exibiu maior redução da máxima velocidade concêntrica no agachamento pós-exercício (p<0,01; TE=1,01) em comparação a condição PPV (p>0,05; TE=0,29). A qualidade total de recuperação foi menor após a condição PV40% em relação à PPV (p=0,01). A percepção de esforço foi maior durante PV40% comparado ao demais protocolos (p<0,01). Houve um aumento significativo da dor muscular 24h pós-exercício (p<0,04), mas sem diferença entre os protocolos (p>0,05). Não foram observadas mudanças significativas nos escores de bem-estar (p>0,05). Em conclusão, esses resultados sugerem que implementar a PPV com moderado limiar de perda de velocidade para controlar o número de repetições intra-séries no TF de atletas pode ser uma alternativa eficiente para minimizar potenciais efeitos negativos de altos volumes sobre as respostas neuromusculares e perceptivas agudas.


  • Mostrar Abstract
  • O treinamento baseado na velocidade (TBV) tem se tornado popular como uma alternativa
    metodológica para autorregular o volume intra-série no treinamento de força (TF). A
    autorregulação do TF através dos limiares de perda da velocidade (PV) é determinante para a
    magnitude das adaptações neuromusculares. Estudos têm comparado os efeitos crônicos de
    diferentes limiares de PV sobre as adaptações neuromusculares usando métodos de
    autorregulação objetiva (com dispositivos tecnológicos), mas nem sempre tais equipamentos
    estão disponíveis para uso regular em grandes grupos de atletas. Uma alternativa tem sido
    implementar o uso da percepção na PV como uma ferramenta de monitoramento no TF, mas
    ainda não foi investigado seus efeitos crônicos. O objetivo do estudo é analisar os efeitos do TF
    autorregulado de forma objetiva com moderado nível de esforço (20% PV) e subjetiva sobre as
    adaptações neuromusculares de jovens atletas. O estudo será de caráter experimental de relação
    causa e efeito para comparar os efeitos de dois programas de TF sobre as adaptações
    neuromusculares de jovens jogadores de futebol. Serão usados métodos distintos de
    autorregulação do nível de esforço: 1) controle objetivo do percentual de PV intra-séries usando
    o encoder linear; 2) controle subjetivo através da percepção de PV da barra intra-séries. O
    estudo contará com 8 semanas de intervenção de um programa contendo 4 exercícios, carga
    relativa (65% - 85% 1 RM), total de series por exercício (4 séries) e intervalo entre as séries (2
    minutos) equalizados entre os grupos. Os participantes serão avaliados antes, durante e após a
    intervenção. A amostra será composta por 14 sujeitos do sexo masculino com experiência em
    TF. As seguintes variáveis serão consideradas para avaliar as mudanças no desempenho
    atlético: velocidade média propulsiva atingida contra diferentes cargas; salto vertical com
    contramovimento; sprints de 5m, 10m e 20m; e sprints com mudança de direção. Para a análise
    estatística a ANOVA de medidas repetidas será conduzida durante a comparação entre grupos
    e intra-grupos nas diferentes variáveis dependentes.

6
  • ANDRESA AMORIM DE LIMA
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE ATIVIDADE FÍSICA E ANSIEDADE SOCIAL EM ADOLESCENTES

  • Orientador : CARLA MENESES HARDMAN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANA RAQUEL MENDES DOS SANTOS
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • DANIELA KARINA DA SILVA FERREIRA
  • Data: 03/05/2024

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  • O transtorno de ansiedade social é prejudicial para o desenvolvimento dos adolescentes, mas um estilo de vida ativo pode ser benéfico para a prevenção desse transtorno. Contudo, os achados sobre a associação entre atividade física e ansiedade social ainda não estão elucidados. Portanto, o presente estudo tem como objetivo analisar se o nível de atividade física está associado ao nível elevado de ansiedade social em adolescentes. Os dados foram obtidos mediante inquérito realizado no ano de 2022, através de uma versão adaptada do Global School-based Student Health Survey (GSHS). O baixo nível de atividade física (<420min/semana) e o nível elevado de ansiedade social (≥ 67,6 pontos) foram as variáveis independente e dependente, respectivamente. Foi empregada a regressão logística binária para analisar a associação entre o baixo nível de atividade física e o nível elevado de ansiedade social. A amostra foi composta por 4.336 adolescentes e a prevalência do nível elevado de ansiedade social foi identificada em 12,3% da amostra. Em relação ao sexo, as moças (16,5%) apresentaram maior prevalência do nível elevado de ansiedade social do que os rapazes (7,2%). Os adolescentes com baixo nível de atividade física tinham maior chance [OR 1,61 (IC95% 1,29-2,06)] de apresentar nível elevado de ansiedade social. Conclui-se que houve associação positiva moderada entre o baixo nível de atividade física e o nível elevado de ansiedade social em adolescentes.


  • Mostrar Abstract
  • Social anxiety disorder is detrimental to adolescent development, but an active lifestyle can be beneficial in preventing this disorder. However, findings on the association between physical activity and social anxiety have not yet been elucidated. Therefore, the present study aims to analyze whether the level of physical activity is associated with a high level of social anxiety in adolescents. The data were obtained through a survey carried out in 2022, using an adapted version of the Global School-based Student Health Survey (GSHS). The low level of physical activity (<420min/week) and the high level of social anxiety (≥ 67.6 points) were the independent and dependent variables, respectively. Binary logistic regression was used to analyze the association between a low level of physical activity and a high level of social anxiety. The sample consisted of 4,336 adolescents and the prevalence of a high level of social anxiety was identified in 12.3% of the sample. In relation to gender, girls (16.5%) had a higher prevalence of high levels of social anxiety than boys (7.2%). Adolescents with a low level of physical activity were more likely [OR 1.61 (95%CI 1.29-2.06)] to have a high level of social anxiety. It is concluded that there was a moderate positive association between a low level of physical activity and a high level of social anxiety in adolescents.

2023
Dissertações
1
  • FATIMA LARISSA SANTIAGO
  • A SAÚDE MENTAL E SUA RELAÇÃO COM O ESPORTE EM ADOLESCENTES:

    estudo comparativo de dois inquéritos (2014 e 2017)

  • Orientador : LUCIANO MACHADO FERREIRA TENORIO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • JORGE BEZERRA
  • LUCIANO MACHADO FERREIRA TENORIO DE OLIVEIRA
  • Data: 27/01/2023

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  • A saúde mental é considerada parte integrante e essencial da saúde, entendida como um estado de bem-estar físico, mental e social. Estimasse que metade dos problemas de saúde mental iniciam ainda na adolescência, período importante para o desenvolvimento e manutenção de comportamentos relacionados à saúde. Dentre os fatores comportamentais relacionados à saúde mental em adolescentes, destaca-se a prática esportiva e de exercício físico. A prática esportiva é apontada como um dos fatores que podem gerar efeitos positivos sobre a saúde mental. No entanto, ainda não está claro se o tipo de prática esportiva (coletiva e individual) e exercício físico sistematizado apresentam diferentes impactos sobre a saúde mental, ou ainda, como essas variáveis se comportam ao longo do tempo na população adolescente. Assim, o objetivo deste estudo foi identificar as prevalências de problemas relacionados à saúde mental e a sua associação com os esportes coletivos e individuais em adolescentes de ambos os sexos, considerando dois inquéritos (2014 e 2017). Trata-se de um estudo de painel repetido, considerando os dados obtidos durante dois inquéritos epidemiológicos transversais de base escolar, com procedimentos metodológicos semelhantes, desenvolvidos com adolescentes (14 a 19 anos, do ensino médio da rede pública estadual do município de Caruaru, Pernambuco. Foram avalidos 481 adolescentes em 2014 e 666 em 2017. A avaliação de Exercício sistematizado e Prática esportiva foi realizada através do Global School-based Student Health Survey (GSHS) e a saúde mental foi avaliada por meio do Strenghts and Difficultties Questionnaire (SDQ). A regressão logística binária foi usada para expressar a associação entre a prática de esportes (coletivos e individuais) e a saúde mental. Observou-se um aumento significante (p= 0,010) da prevalência de problemas de saúde mental apenas entre adolescentes do sexo feminino (70,3%; IC95%: 64,2-75,7 para 79,6%; IC95%: 75,5-83,5), ao comparar os dois inquéritos. Uma associação significante apenas entre a prática de Esporte coletivo e a saúde mental foi encontrada, tanto no inquérito de 2014 (OR=0,513; IC95%:0,26-0,99; p=0,047) como no de 2017 (OR=0,399; IC95%:0,23-0,68; p=0,001). Concluímos que a prática de Esporte coletivo pode atuar como fator de proteção para a saúde mental dos adolescentes.
     
     

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  • A saúde mental é considerada parte integrante e essencial da saúde, entendida como um estado de bem-estar físico, mental e social. A prática de esporte, em níveis adequados, pode promover efeitos positivos na saúde mental. No entanto, ainda não está claro de que maneira o esporte coletivo e individual se relacionam com a saúde mental, ou ainda, como essas variáveis se comportam ao longo do tempo na população adolescente. Destaca-se ainda, a importância de investigar as prevalências de problemas relacionados à saúde mental em adolescentes. Nesse sentido, o presente projeto tem como objetivo analisar as prevalências de problemas relacionados à saúde mental e a sua relação com a prática esportiva em adolescentes, considerando dois inquéritos (2014 e 2017). Será realizado um estudo do tipo descritivo, caracterizado como painel repetido, considerando os dados obtidos durante dois inquéritos de base escolar, com procedimentos metodológicos semelhantes, desenvolvidos com adolescentes (14 a 19 anos) de ambos os sexos, do ensino médio da rede pública estadual do município de Caruaru, Pernambuco. A avaliação de Atividade física, Exercício sistematizado e Prática esportiva foi realizada através do Global School-based Student Health Survey (GSHS) e a saúde mental foi avaliada por meio do questionário Strenghts and Difficultties Questionnaire (SDQ).

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  • MARIA AMANDA DE ARAÚJO BARBOSA
  • VALIDAÇÃO DE UM INSTRUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO DOS DETERMINANTES DAS RESPOSTAS AFETIVAS EM CRIANÇAS NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR.

  • Orientador : TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • HASSAN MOHAMED ELSANGEDY
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • Data: 28/02/2023

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  •  O objetivo desse estudo foi desenvolver um instrumento para identificar os determinantes que resultam sentimentos emocionais positivos e negativos em crianças nas aulas de educação física escolar. Participaram crianças com idade entre 8 a 12 anos (n = 320) e júri de especialistas (n = 6) composto por mestres e doutores. O estudo foi composto por três fases. Na fase 1, foi realizada a concepção do instrumento através de uma revisão da literatura, identificação da lacuna, identificação dos determinantes, consulta ao público-alvo através de um questionário semiestruturado e elaboração dos itens. Na fase 2, foi realizada a validação de conteúdo com o júri de especialistas avaliando a compreensão, relevância e abrangência do instrumento. Na fase 3, aconteceu o processo de validação de construto com o público-alvo respondendo de fato o instrumento. Os resultados indicam que a Escala de Identificação dos Determinantes Afetivos (EIDA) possui bons índices de validade de conteúdo e construto. Portanto, o EIDA é válido para identificar os determinantes positivos e negativos em crianças. Assim como, um instrumento oportuno para elaboração de um planejamento pedagógico mais eficiente considerando a identificação de elementos individuais e/ou coletivamente analisados buscando maximizar experiências positivas e minimizar as negativas.

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  • O objetivo do presente estudo é desenvolver um instrumento para quantificar os determinantes que resultam sentimentos emocionais positivos e negativos em crianças. Trata-se de um estudo metodológico de validação de um instrumento que acontecerá em três fases. A primeira fase refere-se à concepção do instrumento realizada com a revisão da literatura, identificação da lacuna, identificação dos determinantes, consulta ao público-alvo através de um grupo focal e elaboração dos itens. Na segunda fase, será conduzida uma validação de conteúdo com o júri de especialistas considerando a clareza, compreensão e relevância do instrumento. Na terceira fase, será realizada o processo de validação de conteúdo com o público-alvo quanto a avaliação da clareza e compreensão do instrumento. A amostra será composta por um grupo de júri de especialistas e o público-alvo. Os especialistas convidados para participar do estudo serão professores doutores em educação física e o público-alvo será composto por crianças com idade entre 8 a 12 anos estudantes do Colégio de Aplicação da UFPE. Para a análise dos dados será utilizada uma estatística descritiva para caracterizar o júri de especialistas e o público-alvo. Será utilizada na validade de conteúdo o índice de validade de conteúdo (IVC) e a razão de validade de conteúdo (RVC) para avaliar o percentual de concordância do júri de especialistas em relação aos itens do instrumento. Adicionalmente. será usado o coeficiente de Kappa para verificar a concordância entre os júris.
     
     
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  • JEAN PIERRE MARTINS CARNEIRO DA SILVEIRA
  • A OFERTA DE POLÍTICAS DE ESPORTE E LAZER NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE: Um estudo a partir de redes sociais

  • Orientador : VILDE GOMES DE MENEZES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VILDE GOMES DE MENEZES
  • FLAVIO RENATO BARROS DA GUARDA
  • MARCO AURELIO BENEDETTI RODRIGUES
  • Data: 24/03/2023

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  • Políticas públicas é um conceito abstrato e busca reduzir e/ou resolver os problemas públicos. Se materializa através de instrumentos, como leis, programas e serviços. A junção do Esporte e das Políticas forma o subcampo das Políticas Públicas do Esporte. As Redes Sociais são redes de relacionamento, nem sempre ligados ao meio digital; Mídias Sociais são plataformas de Internet, geram velocidade e facilidade para que as redes sociais se conectem. A oferta de Políticas Públicas de Esporte pode se constituir em uma excelente oportunidade de identificação da ação dos poderes sob os locais em relação a temáticas políticas de esporte na RMR. Este estudo é apresentado com uma inovação na estratégia empírica, que foi o monitoramento de Redes Sociais, não sendo, portanto, igual aos estudos típicos de avaliação de políticas públicas. Dessa forma, para o desenvolvimento deste trabalho, foi preciso responder a algumas questões: Quais ofertas de políticas foram oferecidas, qual engajamento foi alcançado, e qual a melhor rede social para essas ofertas? O Objetivo deste trabalho foi analisar ofertas de Políticas Públicas de Esporte, considerando o compartilhamento de gestões da Região Metropolitana do Recife em redes sociais. Pesquisa de abordagem Qualitativa, Exploratório Descritivo, com Análise Documental. Foram coletadas postagens das prefeituras no Instagram, Facebook e Twitter, uma vez que são as principais redes sociais baixadas, além de serem as mais usadas para se buscar e ler notícias de forma online. A Taxa de Engajamento mostra as métricas analisadas em conjunto, com a finalidade de compreender a relação do perfil de rede social com seus seguidores. No Instagram, Recife possui a maior quantidade de publicações (5.353) e de seguidores (310 mil), quase 1/3 da sua população, 1.537.704 pessoas. No Facebook, também possui a maior quantidade de seguidores (242 mil). No Twitter, novamente a maior quantidade de publicações (43.300) e seguidores (324.100). Recife e Camaragibe têm mais posts sobre ofertas de Esporte, Atividade Física, Programas e Projetos (81 e 79 postagens). As práticas que mais se destacaram no conjunto de ofertas oferecidas pelos municípios, no Instagram, foram: Dança/Zumba (113 ofertas), Futebol (85), e Caminhada/Corrida (54). As cidades com maior quantidade de curtidas são Recife (7.741) e Igarassu (7.547). Nos comentários, Recife detém 1.125. O Instagram tem taxa de engajamento bem maior, comparado ao Facebook e Twitter, que apresentam poucas postagens e interações. Quatro categorias na Análise de Sentimento: Positivo, Negativo, Neutro, e Fora do Tema. Os comentários Positivos de cada uma das 3 cidades foi maior que a das outras categorias. Parece haver uma boa perspectiva quanto às ofertas publicadas nas redes sociais. É preciso atentar-se aos diferentes contextos e métricas, e sempre analisar as interações dos seguidores e ofertar mais políticas públicas para a população, ouvindo suas demandas e atendendo-as. Recife sobressaiu-se em comparação aos outros municípios da RMR, tal qual o Instagram, em detrimento das outras redes.


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  • As políticas públicas são a concretização da governança administrativa e regulatória do Estado ao se organizar em busca da resolução dos problemas da população. Para que a população possa ter acesso a práticas esportivas, com importantes contribuições para o desenvolvimento pessoal, social e econômico, as instituições públicas de esporte, seja federal, estadual ou municipal, devem cumprir o seu papel na gestão esportiva, a fim de atingir os objetivos estipulados, uma vez que é direito do cidadão usufruir de políticas públicas de esporte, e dever do Estado garanti-las. Um importante elemento para uma atuação mais eficiente na gestão esportiva pública é o uso de tecnologias digitais, nesse caso, da informação, que são ferramentas de comunicação e gestão empresarial, buscando o aumento da produção, melhor qualidade dos produtos ou maior agilidade e eficácia na dinâmica com mercado, clientes e competidores. Apesar da alta demanda por tecnologias, há uma escassez de pesquisa e desenvolvimento delas para a utilização na gestão em políticas públicas do esporte. Então, pressupondo que a tecnologia pode tornar a gestão esportiva mais eficiente, existem, dentro da rotina do gestor do esporte público (secretário executivo), tecnologias de informações específicas para o auxílio de suas funções? Por isso, o objetivo deste trabalho é inventariar procedimentos de gestão do esporte no âmbito municipal com foco em eventuais usos de tecnologia (Apps) de gestão, para, ao final, possivelmente poder desenvolver uma tecnologia (App) de gestão que contribua para melhorar a gestão do esporte. Dessa forma, será realizado um estudo qualitativo, do tipo descritivo, desenvolvido através de um estudo de caso, considerando os dados obtidos a partir de uma análise documental somada a uma entrevista semiestruturada e um questionário-inventário realizados com os secretários executivos dos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife. Os dados coletados serão analisados com os softwares Microsoft Excel e Nvivo, para apresentar os resultados em frequências absolutas e relativas e realizar a análise de conteúdo, respectivamente

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  • LEONARDO RODRIGO DE LUNA SATURNINO
  • Relação dos Indicadores de Atividade Física e do Comportamento Sedentário com o Isolamento Social em Adolescentes: Um Estudo Transversal

  • Orientador : CARLA MENESES HARDMAN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • DANIEL DA ROCHA QUEIROZ
  • JORGE BEZERRA
  • Data: 29/05/2023
    Ata de defesa assinada:

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  • A atividade física e o comportamento sedentário podemestarrelacionados ao isolamento social, entretanto não está claro como se dar essas relações, especialmente com adolescentes. O objetivo do estudo foi analisar se indicadores de atividade física e comportamento sedentário estão relacionados ao isolamento social em adolescentes. Trata-se de um estudo transversal, realizado com adolescentes matriculados no ensino médio de uma instituição federal de ensino, localizada em Recife-PE.A obtenção de dados foi realizada online utilizando instumentos validados para todas as variáveis, sendo o Questionário de Isolamento Social (QIS) para avaliar os indicadoresde Isolamento Social (sentimento de solidão, amizade e suporte social); o Questionário de Atividade Física para Adolescentes (QAFA)para avaliar os indicadores deatividade física (atividade física moderada a vigorosa, atividades coletivas e individuais) e o Questionário de Atividades Sedentárias para Adolescentes (QASA) para avaliar os indicadoresde comportamento sedentário durante a semana e nos finais de semana (tempo de tela recreacional, tempo sentado recreacional e tempo sentado educacional). Para a análise de dados utilizamos o teste Qui-quadrado, correlação de Spearman e Regressão Linear Mútlipa. A prevalência de adolescentes que relataram a “maioria das vezes” ou “sempre” se sentirem sozinhos foi (19,8%), sendo maior nas moças (22,6%) em comparação aos rapazes (17,1%), e os que informaram “ter poucos amigos” foi de (7,1%), sendo maior nos rapazes (9,3%) em relação às moças (4,9%). Constatou-se que uma relação estatisticamente significativado tempo total dedicado a atividades físicas moderadas a vigorosas (p = 0,014) e o tempo destinado a atividades coletivas (p = 0,023) com o escore total de isolamento social. Conclui-se que os indicadores de atividade física, especialmente o tempo despendido em atividades fisicas de intensidade moderada a vigorosa e as coletivas, foram inversamente relacionados com o escore de isolamento social.


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  • A atividade física tem sido associada a uma menor chance de isolamento social, em contrapartida o comportamento sedentário tem sido associado positivamente a esse fator. Apesar do aumento na quantidade de estudos acerca da relação da atividade física e comportamento sedentário com isolamento social, ainda há poucas investigações com adolescentes e não se conhece precisamente a relação causal entre esses fatores. Diante disso, o presente estudo buscará analisar se o nível de atividade física e o comportamento sedentário estão e/ou permanecem associados ao isolamento social em adolescentes. Trata-se de um estudo longitudinal que será conduzido com adolescentes (14-17 anos), de ambos os sexos, matriculados no ensino médio de uma escola pública federal escolhida por conveniência. O recrutamento e os procedimentos de coleta de dados serão realizados de forma eletrônica através da plataforma openredu e seguirá os critérios estabelecidos pelo The Checklist for Reporting Results of Internet E-Surveys - CHERRIES. Como instrumentos para avaliação das variáveis, utilizaremos o Questionário de Isolamento Social (QIS), o Questionário de Atividade Física para Adolescentes (QAFA) e o Questionário de Atividade Sedentária para Adolescentes (QASA). Para a análises dos dados serão empregados procedimentos de estatística descritiva (distribuição de frequência, média e desvio padrão) e inferencial, além da análise bivariada (Qui-quadrado e Qui-quadrado para tendência) e análise multivariada (regressão logística binária). Serão considerados fatores estatisticamente associados à presença de isolamento social somente aqueles para os quais o valor p foi inferior a 0,05. Esperamos que os adolescentes expostos ao baixo nível de atividade física e aqueles com tempo excessivo em comportamento sedentário tenham chance maior de isolamento social.

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  • LIZANDRA BARBOSA DA SILVA
  • RELAÇÃO DE INDICADORES DE ATIVIDADE FÍSICA E COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO COM NÍVEIS DE ESTRESSE PSICOLÓGICO E ANSIEDADE EM ADOLESCENTES DURANTE PANDEMIA DA COVID-19: ESTUDO LONGITUDINAL

  • Orientador : CARLA MENESES HARDMAN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • DANIEL DA ROCHA QUEIROZ
  • RAFAEL MIRANDA TASSITANO
  • Data: 31/05/2023

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  • O estresse psicológico e a ansiedade são desequilíbrios na saúde mental comuns em adolescentes com possível relação com indicadores de atividade física e comportamento sedentário e que podem aumentar em situação adversa, como a pandemia. O objetivo do estudo foi analisar se indicadores de atividade física e de comportamento sedentário estão relacionados com níveis de estresse psicológico e ansiedade em adolescentes durante pandemia. Trata-se de análise de dados em painel, com avaliações em 2020 e 2021, realizado com adolescentes, matriculados em instituição federal em São Lourenço da Mata-PE. Todos os adolescentes foram convidados a participar da pesquisa. As coletas ocorreram de forma online durante aulas. Instrumentos validados foram importados para a plataforma Google Forms® e compartilhados por link. As variáveis dependentes do estudo são o estresse psicológico e a ansiedade, coletadas pela Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse para Adolescentes. As variáveis independentes são volume e tipo de AF, coletados pelo Questionário de Atividade Física para Adolescentes e tempo e tipo de CS, coletados pelo Questionário de Atividades Sedentárias para Adolescentes. A unidade de medida do volume e do tipo de AF foi minutos/semana, e minutos/dia para o tempo e tipo de CS. Foram coletadas informações demográficas e socioeconômicas (idade, sexo, série, turno escolar, escolaridade materna e nível socioeconômico). Para analisar a relação das variáveis independentes com as variáveis dependentes foi empregado o teste de correlação de Spearman. 63,3% e 54,3% da amostra eram meninas, em 2020 e 2021, respectivamente. 67,3% e 60,6% tinham entre 16 e 17 anos em 2020 e 2021, respectivamente. A prevalência da presença dos sintomas de ansiedade foi 34,9% em 2020 e 43,3% em 2021; e, a prevalência da presença dos sintomas de estresse foi 18,3% em 2020 e 40,2% em 2021. Os níveis dos sintomas de ansiedade e estresse não tiveram relação estatisticamente significativa (p>0,05) com os indicadores de atividade física nas duas avaliações. A ansiedade foi relacionada com o comportamento sedentário total em dias de semana (p=0,026), com o tempo sentado total (p=0,040) e com o tempo sentado em dias da semana (p=0,011) em 2021. O estresse foi relacionado com o comportamento sedentário total (p=0,035) e apenas em dias da semana (p=0,004), com o tempo sentado total (p=0,037) e apenas em dias da semana (p=0,005) 2021. Conclui-se que os níveis dos sintomas de ansiedade e estresse foram diretamente relacionados com os indicadores de comportamento sedentário e os sintomas aumentaram durante pandemia.


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  • O estresse psicológico e a ansiedade são desequilíbrios na saúde mental comuns em adolescentes, e podem estar associados com indicadores de atividade física (AF) e comportamento sedentário (CS). O objetivo do estudo será analisar se indicadores de atividade física e de comportamento sedentário estão e/ou permanecem associados aos níveis de estresse psicológico e ansiedade em adolescentes. Trata-se de um estudo longitudinal, com uma avaliação nos anos de 2020 e 2021, que será realizado com adolescentes, regularmente matriculados no ensino médio do Colégio Agrícola Dom Agostinho Ikas (CODAI), localizado na cidade de São Lourenço da Mata-PE. Todos os adolescentes que cumprirem os critérios de inclusão serão convidados a participar da pesquisa. Os participantes só serão excluídos da amostra caso: se recuse a responder os questionários em qualquer momento do estudo ou tenham idade igual ou maior que 18 anos. As coletas de dados ocorrerão de forma online durante as aulas síncronas. Instrumentos validados para adolescentes brasileiros serão importados para a plataforma gratuita Google Forms® e compartilhados com os participantes por um link. As variáveis dependentes do estudo são o estresse psicológico e a ansiedade, coletadas pela Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse para Adolescentes (EDAE-A). Será considerado o cálculo do escore total, e os escores mais altos serão classificados como níveis mais altos de estresse/ansiedade. As variáveis independentes são nível e tipo de AF, coletados pelo Questionário de Atividade Física para Adolescentes (QAFA); e tempo e tipo de CS, coletados pelo Questionário de Atividades Sedentárias para Adolescentes (QASA). O nível de AF será classificado em “igual ou maior que 300min/sem” e “menor que 300min/sem”. O tipo de AF será classificado em “atividades individuais” e “atividades coletivas”. O tempo em CS será classificado em “igual ou menor que 2h/dia” e “maior que 2h/dia”. O tipo de CS será classificado em “tempo de tela” e “tempo sentado”. Também serão coletadas informações demográficas e socioeconômicas (idade, sexo, série, turno escolar, escolaridade materna e nível socioeconômico). Para analisar se as variáveis independentes estão associadas com as variáveis dependentes será empregado o teste de regressão linear múltipla, considerando todos os pressupostos do teste; adotando o valor de significância p<0,05. Espera-se que os adolescentes apresentem níveis de estresse e ansiedade acima dos níveis normais; e que aqueles com menores níveis de AF e com maior tempo de CS tenham mais chances de ter níveis mais altos de estresse e ansiedade.
     
     
     
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  • REBECA LIMA REGO BARROS
  • FATORES RELACIONADOS ÀS RESPOSTAS AGUDAS NA PRESSÃO ARTERIAL APÓS EXERCÍCIO ISOMÉTRICO COM HANDGRIP EM HIPERTENSOS
     
     
     
  • Orientador : BRENO QUINTELLA FARAH
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • MARÍLIA DE ALMEIDA CORREIA
  • Data: 31/08/2023

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  • INTRODUÇÃO: O treinamento isométrico com handgrip (TIH) já vem sendo adotado como ferramente no tratamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS). Enrtretanto, ainda não há um consenso em relação aos efeitos de uma única sessão do exercício isométrico com handgrip, como também são incertos os fatores relacionados a essas respostas agudas após uma sessão de exercício. OBJETIVO: Analisar os fatores relacionados às respostas cardiovasculares agudas do exercício isométrico com handgrip em hipertensos medicados. MÉTODOS: Nesse estudo cross-over randomizado, os participantes serão submetidos a uma sessão de exercício isométrico com handgrip (EIH) e a uma sessão controle (sham). A sessão de exercício consistirá em 4 séries de 2 minutos à 30% da contração voluntária máxima com intervalos de um minuto entre séries, alternando os membros, iniciando pelo braço direito. A sessão controle consistia em uma estimulação “sham” com o mesmo protocolo. A pressão arterial sistólica e diastólica serão coletadas pré-sessão e nos minutos 15, 30, 45 e 60 pós-exercício, enquanto a variabilidade da frequência cardíaca será obtida nos momentos pré, e minutos 5 e 30 pós-exercício. Os testes de reatividade: stroop test, isometric handgrip test e coldpressor test ocorrerão previamente às sessões.


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  • INTRODUÇÃO: O treinamento isométrico com handgrip (TIH) já vem sendo adotado como ferramente no tratamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS). Enrtretanto, ainda não há um consenso em relação aos efeitos de uma única sessão do exercício isométrico com handgrip, como também são incertos os fatores relacionados a essas respostas agudas após uma sessão de exercício. OBJETIVO: Analisar os fatores relacionados às respostas cardiovasculares agudas do exercício isométrico com handgrip em hipertensos medicados. MÉTODOS: Nesse estudo cross-over randomizado, os participantes serão submetidos a uma sessão de exercício isométrico com handgrip (EIH) e a uma sessão controle (sham). A sessão de exercício consistirá em 4 séries de 2 minutos à 30% da contração voluntária máxima com intervalos de um minuto entre séries, alternando os membros, iniciando pelo braço direito. A sessão controle consistia em uma estimulação “sham” com o mesmo protocolo. A pressão arterial sistólica e diastólica serão coletadas pré-sessão e nos minutos 15, 30, 45 e 60 pós-exercício, enquanto a variabilidade da frequência cardíaca será obtida nos momentos pré, e minutos 5 e 30 pós-exercício. Os testes de reatividade: stroop test, isometric handgrip test e coldpressor test ocorrerão previamente às sessões.

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  • THAIENE CAMILA BELTRAO MOURA
  • Efeito do Videogame como estratégia pedagógica para a aprendizagem do Basquetebol nas aulas de Educação Física escolar: Um ensaio clínico randomizado

  • Orientador : ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • ISABELA ALMEIDA RAMOS
  • Data: 22/09/2023

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  • A aprendizagem é um processo complexo e influenciado por diversos fatores, com principal destaque para as funções executivas e os níveis motivacionais. A Educação Física é uma disciplina que enfrenta diversos desafios no processo de ensino aprendizagem e os recursos tecnológicos podem auxiliar os professores na busca para uma aprendizagem efetiva. Diante disto, o presente estudo tem o objetivo avaliar os efeitos do uso dos videogames como ferramenta de ensino para a aprendizagem do Basquetebol nas aulas de Educação Física escolar por 8 semanas sobre as funções executivas, níveis motivais e sobre a percepção dos escolares. Para isto, foi realizado um Ensaio Clínico randomizado por estratos com 46 estudantes recifenses, sendo 50% (n=23) destes do sexo masculino com média de idade de 11 anos, todos foram divididos em grupo tradicional (n=24) e grupo videogame(n=22) e participaram de 8 semanas de intervenção com sessões de 100 minutos uma vez por semana. Para a análise estatística dos dados foram realizados os testes t para amostras independentes, o teste Qui-quadrado, o teste de Mann-Whitney, o teste de Friedman, o modelo Linear generalizado (GLM), e o tamanho do efeito foi realizado através do eta ao quadrado, todas as análises foram realizadas no software Statistc 12, no GraphPad Prism 9.0 e os dados qualitativos foram analisados no Orange. Os resultados indicam que não houve diferença significativa para o conhecimento específico sobre o Basquetebol entre os grupos tradicional e videogame, mas a partir da análise intragrupos houve um aumento na taxa de acertos para a maioria dos participantes em ambos os grupos. Concluímos que o uso dos videogames proporcionou aumento de conhecimento sobre o conteúdo estudado com elevação semelhante as aulas tradicionais nas taxas de acertos. Tais resultados parecem indicar que esta ferramenta pode ser uma opção adequada e interessante, caso haja necessidade de utilização de recursos pedagógicos para ensinar o Basquetebol na Educação Básica.


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  • Learning is a complex process and influenced by several factors, with main emphasis on executive functions and motivational levels. Physical Education is a discipline that faces many challenges in the teaching-learning process and technological resources can help teachers in their search for effective learning. Given this, the present study aims to evaluate the effects of using video games as a teaching tool for learning Basketball in Physical Education classes at school for 8 weeks on executive functions, motivational levels and on the perception of students. For this, a randomized clinical trial was carried out by strata with 46 students from Recife, 50% (n=23) of whom were male with a mean age of 11 years, all were divided into a traditional group (n=24) and a video game group. (n=22) and participated in 8 weeks of intervention with 100-minute sessions once a week. For the statistical analysis of the data, t tests were performed for independent samples, the chi-square test, the Mann-Whitney test, the Friedman test, the generalized linear model (GLM), and the effect size was performed using the eta squared, all analyzes were performed in the Statistc 12 software, in GraphPad Prism 9.0 and qualitative data were analyzed in Orange. The results indicate that there was no significant difference for specific knowledge about Basketball between the traditional and video game groups, but from the intragroup analysis there was an increase in the rate of correct answers for most participants in both groups. We conclude that the use of video games provided an increase in knowledge about the content studied with a similar increase in the success rates of traditional classes. Such results seem to indicate that this tool can be an appropriate and interesting option, if there is a need to use pedagogical resources to teach Basketball in Basic Education.

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  • JULIA CAROLINA LOPES SILVA
  • EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DE NITRATO DE SÓDIO NAS FUNÇÕES EXECUTIVAS DURANTE EXERCÍCIO INTERMITENTE DE ALTA INTENSIDADE: Um Ensaio Clínico Crossover Randomizado Duplo-cego.

  • Orientador : ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • EDUARDO DA MATTA MELLO PORTUGAL
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • ÉRICO CHAGAS CAPERUTO
  • Data: 17/11/2023

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  • Introdução: A suplementação com nitrato de sódio pode aumentar o fluxo sanguíneo para o cérebro e melhorar respostas de funções executivas durante exercício intermitente de alta intensidade. Exercícios intensos podem reduzir a atividade de córtex pré-frontal para priorizar córtex motor, esse efeito é conhecido como hipofrontalidade transitória e pode trazer prejuízos para as funções cognitivas dependentes de córtex pré-frontal. Objetivo: analisar o efeito suplementação aguda com nitrato de sódio sobre o desempenho cognitivo durante exercício intermitente de alta intensidade em indivíduos treinados. Metodologia: foi conduzido um ensaio clínico randomizado controlado, do tipo crossover com 8 indivíduos adultos jogadores de basquete do sexo masculino. Os indivíduos foram randomizados e cruzados para consumir 1 cápsula de nitrato de sódio (750mg ≈ 12 mmol) ou placebo (62mg ≈ 1mmol) assim que chegavam ao laboratório. Foram submetidos a um protocolo de exercício intermitente na esteira (Sprint Interval Training – SIT). O exercício intermitente consistiu em 2 séries de 10 Sprints de 15seg à Δ50% da velocidade de reserva anaeróbia, com 45seg de repouso passivo. O teste Flanker foi utilizado no momento pré exercício, entre os intervalos das séries e ao final para verificar se há manutenção de funções de córtex pré-frontal e o ultrassom da artéria carótida comum, externa e interna antes do exercício e após o protocolo de exercício para avaliação do fluxo sanguíneo. Resultados: não foi possível observar diferença significativa no percentual de acertos (p=0,66) e tempo de reação (p=0,596) com a suplementação de nitrato comparado com o placebo após protocolo de exercício. Foi observada diminuição na rigidez (p=0,03) e manutenção do diâmetro da artéria carótida externa no grupo suplementado com nitrato após protocolo SIT. O diâmetro da artéria carótida comum e artéria carótida interna diminuiu de forma significativa no grupo suplementado após SIT (p=0,01 e p=0,02, respectivamente) e sem diferença no IMT e rigidez da artéria carótida comum (p=0,32 e p=0,09, respectivamente) e artéria carótida interna (p=0,51 e p=0,42, respectivamente).Conclusão: o nitrato parece influenciar no fluxo sanguíneo da artéria carótida externa, mas não das artérias interna e comum, e esse efeito não foi suficiente para alterar o desempenho cognitivo durante exercício intermitente de alta intensidade em indivíduos treinados.
     
     
     

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  • Introdução: A suplementação com nitrato de sódio pode aumentar o fluxo sanguíneo para o cérebro e melhorar respostas de funções executivas durante exercício intermitente de alta intensidade. Exercícios intensos podem reduzir a atividade de córtex pré-frontal para priorizar córtex motor, esse efeito é conhecido como hipofrontalidade transitória e pode trazer prejuízos para as funções cognitivas dependentes de córtex pré-frontal. Objetivo: analisar o efeito suplementação aguda com nitrato de sódio sobre o desempenho cognitivo durante exercício intermitente de alta intensidade em indivíduos treinados. Metodologia: foi conduzido um ensaio clínico randomizado controlado, do tipo crossover com 8 indivíduos adultos jogadores de basquete do sexo masculino. Os indivíduos foram randomizados e cruzados para consumir 1 cápsula de nitrato de sódio (750mg ≈ 12 mmol) ou placebo (62mg ≈ 1mmol) assim que chegavam ao laboratório. Foram submetidos a um protocolo de exercício intermitente na esteira (Sprint Interval Training – SIT). O exercício intermitente consistiu em 2 séries de 10 Sprints de 15seg à Δ50% da velocidade de reserva anaeróbia, com 45seg de repouso passivo. O teste Flanker foi utilizado no momento pré exercício, entre os intervalos das séries e ao final para verificar se há manutenção de funções de córtex pré-frontal e o ultrassom da artéria carótida comum, externa e interna antes do exercício e após o protocolo de exercício para avaliação do fluxo sanguíneo. Resultados: não foi possível observar diferença significativa no percentual de acertos (p=0,66) e tempo de reação (p=0,596) com a suplementação de nitrato comparado com o placebo após protocolo de exercício. Foi observada diminuição na rigidez (p=0,03) e manutenção do diâmetro da artéria carótida externa no grupo suplementado com nitrato após protocolo SIT. O diâmetro da artéria carótida comum e artéria carótida interna diminuiu de forma significativa no grupo suplementado após SIT (p=0,01 e p=0,02, respectivamente) e sem diferença no IMT e rigidez da artéria carótida comum (p=0,32 e p=0,09, respectivamente) e artéria carótida interna (p=0,51 e p=0,42, respectivamente).Conclusão: o nitrato parece influenciar no fluxo sanguíneo da artéria carótida externa, mas não das artérias interna e comum, e esse efeito não foi suficiente para alterar o desempenho cognitivo durante exercício intermitente de alta intensidade em indivíduos treinados.
     
     
     
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  • HENRIQUE SILVA SACRAMENTO
  • EFEITOS AGUDOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE NITRATO DE SÓDIO NA CONTRIBUIÇÃO ENERGÉTICA NO EXERCÍCIO INTERVALADO DE ALTA INTENSIDADE EM INDIVÍDUOS ATIVOS

  • Orientador : EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • FABRICIO EDUARDO ROSSI
  • Data: 14/12/2023

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  • A presente dissertação teve como objetivo verificar o efeito da suplementação aguda de nitrato na contribuição energética oxidativa, fosfocreatina e glicolítica (COXI, CPCr e CLAC, respectivamente) durante um exercício intermitente de alta intensidade (HIIE). Quinze indivíduos fisicamente ativos foram submetidos a teste incremental de corrida em esteira e duas sessões de HIIE (10 x 1 minuto na velocidade aeróbia máxima com 1 minuto de recuperação passiva) nas seguintes condições: nitrato de sódio (SN) ou Placebo (PL). A medida repetida ANOVA foi usada para comparar COXI e CPCr nos 10 esforços, enquanto que o Teste t de Student foi usado para comparar a contribuição total (CTOTAL), CLAC e percentuais da contribuição oxidativa (%OXI) e não oxidativa (%PCr-LAC). Considerando os 10 esforços, COXI apresentou efeito principal para condição (p = 0,001; maior COXI para SN que PL) porém sem interação (p = 0,415), enquanto CPCr apresentou efeito para condição (p = 0,003; menor CPCr para SN que Placebo) e sem interação (p = 0,507). A contribuição oxidativa total e percentual foi maior (p <0,001) após SN (19,1 ± 3,4 L; 59,3 ± 4.5%) do que PL (16,7 ± 3,1 L; 52.7 ± 2.9%), enquanto a contribuição não oxidativa total e percentual foi menor (p = 0,002) após SN (12,4 ± 2,5 L; 40.6 ± 4.5 L) do que PL (14,1 ± 2,6 L; 47.2 ± 2.9%). A contribuição energética total não foi diferente entre os ensaios. A dose aguda de suplementação de SN melhorou a contribuição oxidativa durante o HIIE e reduziu a CPCr. COXI mais elevado e CPCr reduzido está provavelmente relacionado ao aumento da cinética do oxigênio e eficiência energética. Portanto, a suplementação de SN pode ser utilizada durante o HIIE para maximizar o metabolismo oxidativo.


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  • A suplementação aguda de nitrato (NO3-) sob a forma de suco de beterraba ou através do nitrato de sódio (NaNO3-) pode fornecer um efeito ergogênico promovendo alterações na contribuição aeróbia e anaeróbia. Contudo, é escasso o número de investigações sobre os efeitos da suplementação de NO3- sobre a contribuição energética no exercício intervalado de alta intensidade. Portanto, o presente projeto tem o objetivo de verificar os efeitos agudos da suplementação de nitrato de sódio (NaNO3-) na contribuição energética no exercício intervalado de alta intensidade em indivíduos fisicamente ativos através de um ensaio clínico randomizado cruzado. Para este estudo, 15 indivíduos serão submetidos a 2 visitas de intervenção com uma destas duas condições de suplementação (NaNO3- : 8,5 mg‧kg ou Placebo: 8,5mg‧kg de amido) no total de 9 dias. Previamente as duas visitas, os voluntários farão um teste incremental na esteira ergométrica para se familiarizarem com a avaliação. O protocolo do exercício intervalado de alta intensidade será realizado com 10 estímulos de 60 segundos a 100% da velocidade correspondente ao consumo máximo de oxigênio (vVO2máx), seguidos de 60 segundos de recuperação passiva. A escolha da suplementação será realizada de forma randomizada por um pesquisador não envolvido no estudo dias antes da intervenção. A análise do efeito da suplementação de NaNO3- na contribuição energética no exercício intervalado de alta intensidade será feita por dois fatores: grupo experimental (nitrato de sódio e placebo) e momento pré e pós treinamento. O efeito agudo será avaliado para as seguintes variáveis: VO2máx, EPOC e nível de lactato. Em todos os casos será utilizado p<0,05.

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  • THAIS MARIA DA SILVA
  • ASSOCIAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA E DA PARTICIPAÇÃO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA COM INDICADORES DE ISOLAMENTO SOCIAL EM ADOLESCENTES.


  • Orientador : CARLA MENESES HARDMAN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • MAURO VIRGILIO GOMES DE BARROS
  • Data: 23/12/2023

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  •  O objetivo do estudo foi analisar a associação da atividade física e da participação nas aulas de educação física com os indicadores de isolamento social em adolescentes. Trata-se de um estudo transversal, conduzido com adolescentes estudantes do ensino médio da rede pública do estado de Pernambuco. Os dados foram obtidos de um levantamento de 2022, utilizando uma versão adaptada do questionário Global School-based Student Health Survey (GSHS). Sentimento de solidão e ter poucos amigos foram os indicadores de isolamento social. A frequência e o nível de atividade física e a participação nas aulas de educação física foram as variáveis independentes. Análises de regressões logísticas binárias foram empregadas para verificar a associação das variáveis independentes com os indicadores do isolamento social. A amostra foi composta por 4.514 adolescentes, que apresentaram uma prevalência de 28,7% e 20,2% de sentimento de solidão e de ter poucos amigos, respectivamente. As moças se sentiram mais sozinhas e tiveram menos amigos (36,4%; 21,4%) do que os rapazes (19,4%; 18,7%). Maior frequência de atividade física reduziu as chances do sentimento de solidão [(OR: 0,92 (IC95% 0,90-0,95)] e de ter poucos amigos [(OR: 0,95 (IC95% 0,91-0,99)]. O baixo nível de atividade física “[(OR: 1,16 (IC95% 1,01-1,34)]; [(OR: 1,23 (IC95% 1,04-1,46)]” e a não participação de aulas de educação física “[(OR: 1,27 (IC95% 1,07-1,50)]; [(OR: 1,30 (IC95% 1,03-1,65)]” aumentaram as chances do sentimento de solidão e de ter poucos amigos, respectivamente. Conclui-se que a frequência da atividade física, o nível de atividade física e a participação nas aulas de educação física foram significativamente associados com os indicadores de isolamento social. 


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  • A prática da atividade física, comportamento sedentário e sono são conhecidos como comportamentos das 24 horas e suas relações com a saúde já são amplamente discutidas. Os comportamentos têm se mostrado como meios de proteção para o isolamento social, principalmente de maneira individual, no entanto, ainda não está bem esclarecida as relações da atividade física, comportamento sedentário e sono de maneira combinada com mais de um indicador do isolamento social no público adolescente. O objetivo geral do estudo é analisar a relação dos comportamentos de movimento das 24 horas com o isolamento social em adolescentes. Tratará de um estudo epidemiológico de tendência temporal, de abrangência estadual com adolescentes estudantes do ensino médio das escolas públicas de Pernambuco, de 14 a 19 anos e de ambos os sexos que participaram das três edições do Projeto Atitude (2006, 2011 e 2016). As escolas incluídas nos inquéritos do Projeto estiveram distribuídas nas 16 Gerências Regionais de Educação (GRE´s) e o processo de seleção ocorreu por conglomerado em dois estágios. O instrumento utilizado no Projeto Atitude foi uma versão adaptada do questionário Global School-Based Student Health Survey (GSHS), instrumento desenvolvido com a Organização Mundial de Saúde (OMS) em conjunto com a UNICEF, UNAIDS, e o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, que apresentou um índice Kappa de concordância de moderada a perfeita nas três edições. Nas análises descritivas, médias aritméticas e medianas serão utilizadas como medidas de tendência central e desvio padrão, amplitude de variação e intervalo de confiança como medidas de dispersão. Para comparar as prevalências das variáveis independentes em relação as variáveis de dados obtidos em 2006, 2011 e 2016 o teste Qui-quadrado será realizado. Regressões logísticas serão feitas para as possíveis possibilidades de atendimento as diretrizes (apenas atividade física, apenas sono, apenas comportamento sedentário, todas as três, apenas duas das três, uma das três ou nenhuma), e analisar se os comportamentos de movimento das 24 horas estão associados aos indicadores de isolamento social e todos os modelos de regressão serão ajustados para as variáveis da idade e sexo.

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  • DRYELLE SAILE SANTOS MELO
  • RELAÇÃO ENTRE CARACTERÍSTICAS INDIVIDUAIS E DA ESCOLA SOBRE A COORDENAÇÃO MOTORA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE LAGOA DO CARRO-PE

  • Orientador : RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • LEONARDO GOMES DE OLIVEIRA LUZ
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • Data: 28/12/2023

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  • Objetivo: Descrever e interpretar o quadro relacional entre características individuais e do
    contexto escolar sobre a coordenação motora de crianças e adolescentes em Lagoa do Carro-
    PE. Método: A amostra foi composta por 1359 crianças e adolescentes, de 5 a 15 anos, de
    ambos os sexos. Para avaliar as características individuais foram utilizados o
    Körperkoordinationstest für Kinder (KTK) para coordenação motora grossa (variável
    dependente), a relação cintura/estatura (RCE), a maturação biológica, a aptidão física, o sexo
    e a idade; para as características da escola foi utilizado um questionário sobre a região
    geográfica, as características do espaço disponível para o recreio, e as políticas e práticas de
    atividade física. A análise multinível foi feita no software Stata 15. Resultados: A variância
    total da coordenação motora grossa de escolares explicada pelo contexto escolar foi de 44,7%,
    e explicada pelas características do indivíduo foi de 55,3%. Em relação às características da
    escola, a presença de quadra foi positivamente associada com a coordenação motora grossa.
    Em relação as características individuais, a idade (mais velhos), o sexo (masculino), a
    maturação biológica (menos maduros), a relação cintura/estatura (menor perímetro), e a aptidão
    física (mais aptos) foram associados a melhor desempenho nos testes de coordenação motora
    grossa. Conclusão: As características do indivíduo foram mais importantes para a CMG de
    crianças e adolescentes do que as características da escola. Esses resultados podem ser úteis na
    elaboração de estratégias visando o desenvolvimento da CMG.


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  • Objective: To describe and interpret the relational framework between individual
    characteristics and the school context on the motor coordination of children and adolescents in
    Lagoa do Carro-PE. Method: The sample consisted of 1359 children and adolescents, aged 5
    to 15, of both sexes. To evaluate individual characteristics, the Körperkoordenationstest für
    Kinder (KTK) was used for gross motor development (dependent variable), waist-to-height
    ratio (WHtR), biological maturation, physical demand, sex and age; for school characteristics,
    a questionnaire was used about the geographic region, the characteristics of the space available
    for leisure, and physical activity policies and practices. The multilevel analysis was carried out
    using Stata 15 software. Results: The total variance in gross motor coordination of
    schoolchildren explained by the school context was 44.7%, and explained by the individual's
    characteristics was 55.3%. Regarding school characteristics, the presence of a court was
    positively associated with gross motor progression. In relation to individual characteristics, age
    (older), sex (male), biological maturation (less mature), waist/height ratio (smaller perimeter),
    and physical demands (more fit) were associated with better performance. in gross motor
    development tests. Conclusion: Individual characteristics were more important for the GMC of
    children and adolescents than school characteristics. These results can be useful in developing
    GMC development strategies.

12
  • DANIELLE DOS SANTOS SOUZA DA SILVA
  • RELAÇÃO ENTRE MEDIDAS DA COMPETÊNCIA MOTORA E SUA ASSOCIAÇÃO COM INDICADORES DE ADIPOSIDADE, PRESSÃO ARTERIAL E APTIDÃO FÍSICA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES. 

  • Orientador : RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • MARCOS ANDRE MOURA DOS SANTOS
  • Data: 28/12/2023

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  • Introdução: O termo competência motora (CM) tem sido empregado para abranger a realização de ações motoras dirigidas a metas envolvendo controle e coordenação de movimentos, assim como o grau de proficiência para realizar uma ampla gama de habilidades motoras fundamentais. Com isso, diversos instrumentos têm sido utilizados para avaliar a CM em crianças com idade escolar, alguns deles são orientados para o produto, ou seja, quantificam o resultado de desempenho. Nos últimos anos, diversas pesquisas têm investigado a relação entre baterias motoras com o intuito de descobrir se tais medidas compartilham de aspectos em comum na avaliação da CM e se esses aspectos relacionam-se com os indicadores de saúde. Objetivo: verificar as relações entre três avaliações de competência motora orientadas para o produto (MCA, KTK e STS) e analisar as associações entre essas medidas de CM com os diferentes indicadores de saúde, utilizando coeficientes de correlação e análise de redes. Métodos: A amostra foi composta por 287 crianças de 6 a 12 anos de idade matriculadas em 12 escolas públicas da cidade de Lagoa do Carro. Os indivíduos foram submetidos a três testes de avaliação da competência motora orientados para o produto (MCA, KTK e STS) e as associações foram exploradas usando uma análise de rede. Resultados: Após ajuste por idade e sexo, o escore total do MCA teve alta correlação com a soma de pontos do KTK (r=0,74). A correlação entre MCA e STS e entre os testes KTK e STS foram de moderada magnitude (r= 0,54 e 0,55, respectivamente). Na análise de redes foi observado que idade e sexo tiveram elevados valores de força, proximidade e intermediação (>1,00). O MCA, por sua vez, obteve elevados valores de força e proximidade. Entretanto, a variável com maior influência esperada foi o perímetro da cintura. Conclusão: Tais resultados reforçam a relevância da CM como um dos principais fatores que influenciam diferentes indicadores de saúde de crianças e adolescentes. Sendo assim, são indicadas intervenções com foco na promoção da CM.


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  • O termo competência motor (CM) tem sido empregado para abranger a realização de ações motoras dirigidas a metas envolvendo controle e coordenação de movimentos, assim como o grau de proficiência para realizar uma ampla gama de habilidades motoras fundamentais. Com isso, avaliar a CM na infância e adolescência é fundamental para examinar o estado de desenvolvimento motor de um indivíduo, identificar possíveis atrasos motores e verificar a efetividade de intervenções. Pesquisas têm investigado a relação entra baterias motoras com o intuito de descobrir se tais medidas compartilham de aspectos em comum na avaliação da CM. O objetivo do estudo é examinar o nível de correlação entre diferentes instrumentos de avaliação da competência motora. Para isso utilizamos instrumentos orientados ao produto, ou seja, baterias que quantificam o resultado de desempenho sem enfatizar a forma pela qual o movimento foi executado. Para examinar essa correlação será utilizada uma abordagem de rede, por ser uma ferramenta útil para propor soluções apropriadas dentro de um sistema complexo. Pois, além de verificar quais variáveis são mais influentes dentro de um sistema complexo, a perspectiva de redes é uma técnica de análise de dados para avaliar sistemas complexos, portanto, pode-se compreender o padrão emergente.

2022
Dissertações
1
  • JOSÉ IGOR VASCONCELOS DE OLIVEIRA
  • DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE UM PROTOCOLO PARA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE PRECISÃO NA BOCHA PARALÍMPICA

  • Orientador : SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSÉ IRINEU GORLA
  • PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • Data: 24/03/2022

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  • Introdução: A bocha paralímpica (BP) é uma modalidade baseada em controle motor, tomada de decisão e, principalmente, a precisão. Muito embora haja aumento no número de participantes e no desempenho apresentado pelos atletas nos eventos mundiais, diferente de outros esportes paralímpicos, a modalidade ainda não dispõe de protocolos para avaliação da precisão destinados aos atletas da modalidade. Objetivo: Desenvolver e validar um protocolo de avaliação individual da precisão na BP. Metodologia Geral: Esse estudo foi divido em três produtos finais: (estudo 1) uma revisão sistemática das investigações relacionadas ao desempenho na precisão de atletas da BP; (estudo 2) aplicabilidade e reprodutibilidade do protocolo de avaliação individual da precisão em atletas da BP; (estudo 3) validação do conteúdo do protocolo e instrumento por meio de avalição de treinadores e concordância de resultados entre avaliadores. Para as coletas, os avaliadores seguiram a estrutura de aplicação do protocolo e sempre utilizando o alvo 0.5 e 1.0. Todos as etapas seguiram critérios estabelecidos e aprovados pelo Comitê de Ética da instituição dos pesquisadores e pela Associação Nacional de Desportos para Deficientes. Principais Resultados: A BP possui lacunas de instrumentos validados para a prática da avaliação da precisão (estudo 1). Indicadores de aplicabilidade e reprodutibilidade de teste e reteste foram observados para o protocolo em todos os níveis de precisão (estudo 2). Por fim, a validação do conteúdo foi contemplada por treinadores da BP (estudo 3). Considerações finais: Observa-se que o protocolo e os instrumentos demonstram consistência suficiente para sua aplicação prática com objetivos diversos para o treinamento de atletas e a expansão de investigações para a área


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  • Introdução: A bocha paralímpica (BP) é uma modalidade baseada em controle motor, tomada de decisão e, principalmente, a precisão. Muito embora haja aumento no número de participantes e no desempenho apresentado pelos atletas nos eventos mundiais, diferente de outros esportes paralímpicos, a modalidade ainda não dispõe de protocolos para avaliação da precisão destinados aos atletas da modalidade. Objetivo: Desenvolver e validar um protocolo de avaliação individual da precisão na BP. Metodologia Geral: Esse estudo foi divido em três produtos finais: (estudo 1) uma revisão sistemática das investigações relacionadas ao desempenho na precisão de atletas da BP; (estudo 2) aplicabilidade e reprodutibilidade do protocolo de avaliação individual da precisão em atletas da BP; (estudo 3) validação do conteúdo do protocolo e instrumento por meio de avalição de treinadores e concordância de resultados entre avaliadores. Para as coletas, os avaliadores seguiram a estrutura de aplicação do protocolo e sempre utilizando o alvo 0.5 e 1.0. Todos as etapas seguiram critérios estabelecidos e aprovados pelo Comitê de Ética da instituição dos pesquisadores e pela Associação Nacional de Desportos para Deficientes. Principais Resultados: A BP possui lacunas de instrumentos validados para a prática da avaliação da precisão (estudo 1). Indicadores de aplicabilidade e reprodutibilidade de teste e reteste foram observados para o protocolo em todos os níveis de precisão (estudo 2). Por fim, a validação do conteúdo foi contemplada por treinadores da BP (estudo 3). Considerações finais: Observa-se que o protocolo e os instrumentos demonstram consistência suficiente para sua aplicação prática com objetivos diversos para o treinamento de atletas e a expansão de investigações para a área

2
  • JULIANE CAROLINA DA SILVA SANTOS
  • ANÁLISE LONGITUDINAL DA ASSOCIAÇÃO ENTRE BARREIRAS PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA E NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA EM PACIENTES COM DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA

  • Orientador : BRENO QUINTELLA FARAH
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • RAFAEL MIRANDA TASSITANO
  • Data: 28/04/2022

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  • Pacientes com doença arterial periférica (DAP) e sintomas de claudicação intermitente, tendem a apresentar baixos níveis de atividade física. Esse baixo nível de atividade física pode estar relacionado com as barreiras para a prática de atividade física, principalmente as barreiras que apresentam relação com o sintoma da doença. Porém, não se sabe ao certo, o impacto das barreiras sobre o nível de atividade física ao longo do tempo. Dessa maneira os objetivos do presente estudo foram analisar a associação das barreiras à atividade física sobre as mudanças nos níveis de atividade física e tempo sedentário e examinar se as barreiras à atividade física mudam ao longo do tempo em pacientes com doença arterial periférica (DAP). Trata-se de um estudo longitudinal que incluiu 72 pacientes (68% homens; 65,7±9,2 anos) com DAP sintomática. O nível de atividade física e as barreiras à atividade física foram coletados em dois momentos distintos com intervalo aproximado de 27 meses (IC95%: 26-28 meses). A atividade física foi avaliada em um período de sete dias por meio de um acelerômetro e foram obtidos o tempo gasto em atividades sedentárias, atividades físicas leves e atividades físicas moderadas a vigorosas (AFMV). Os pacientes que relataram “Falta de energia física” tiveram aumento do AFMV (ß=65,4 min/semana; p=0,033) e aqueles que relataram “Falta de dinheiro” tiveram aumento do comportamento sedentário (ß=559,0 min/semana; p =0,013). Além disso, aqueles que relataram as barreiras “Falta de dinheiro” (ß=-476,8 min/semana; p=0,006) e “falta de conhecimento e incerteza quanto aos benefícios da atividade física” (ß=-360,8; p=0,029) tiveram uma diminuição na atividade física leve de baixa intensidade. A prevalência de barreiras não se alterou nos dois momentos (kappa: 0,97 a 1,00). Dessa maneira, conclui-se que as barreiras são estáveis para pacientes com DAP e “falta de dinheiro” e “falta de conhecimento e incerteza sobre os benefícios da atividade física” foram associados à diminuição da atividade física com pouca luz e aumento do comportamento sedentário. A barreira da “falta de energia” foi associada ao aumento do AFMV.


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  • RESUMO: Pacientes com doença arterial periférica (DAP) e sintomas de claudicação intermitente tendem a apresentar diversas comorbidades cardiovasculares, além de ter baixa aptidão física e baixos níveis de atividade física, o que pode afetar diretamente a qualidade de vida desses pacientes. Estudos anteriores buscaram compreender quais as principais barreiras para prática de atividade física, dentre as barreiras, destacam-se a dor induzida pelo exercício e obstáculos que agravam a dor na perna. Sabe-se que a baixa adesão a essa prática pode estar relacionada aos sintomas da doença e as barreiras enfrentadas para a prática, por isso, alguns estudos têm buscado descrever as principais barreiras para a prática de atividade física nessa população, no entanto, não se sabe ao certo o poder preditivo dessas barreiras, dado que, os estudos realizados foram com desenho transversal. Dessa maneira, o objetivo do presente estudo será analisar a associação entre barreiras para a prática de atividade física e nível de atividade física em pacientes com doença arterial periférica. Para tanto, será realizado um estudo do tipo observacional com delineamento longitudinal com pacientes com DAP que apresentem sintomas de claudicação intermitente, de ambos os sexos, com idade acima de 50 anos e com índice tornozelo-braquial (ITB) <0,90. Os pacientes foram avaliados no período de setembro de 2015 a outubro 2019 e tiveram um acompanhamento de aproximadamente dois anos. Foram coletados dados referentes ao nível de atividade física através do acelerômetro, considerando tempo sedentário 0-99 counts/min; atividade física leve de baixa intensidade 100-1040 counts/min; atividade física leve de alta intensidade 1041-1951 counts/min e AFMV como ≥1952, barreiras pessoais e ambientais para a prática de atividade física através de questionário validado específico e dados demográficos e de fatores de risco cardiovascular como potencias fatores de confusão as variáveis sexo, idade, escolaridade, tabagista, diabetes, hipertensão, dislipidemia, doença coronária, insuficiência cardíaca, ITB. Para análise estatística será feito a associação entre as barreiras para a prática de atividade física e o nível de atividade física utilizando a regressão linear múltipla, na qual as associações serão ajustadas por potenciais fatores de confusões. O valor adotado como significante será P<0,05.

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  • DIEGO DE MÉLO LIMA
  • ATIVIDADE FÍSICA E TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS: Uma avaliação epidemiológica e econométrica com usuários da atenção básica do município de Caruaru, Pernambuco.

  • Orientador : FLAVIO RENATO BARROS DA GUARDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIEL DA ROCHA QUEIROZ
  • FLAVIO RENATO BARROS DA GUARDA
  • RAUL DA MOTA SILVEIRA NETO
  • Data: 28/04/2022

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  • Individuos afetados pela ansiedade e pela depressão geram altos gastos públicos com ações, serviços e medicamentos para o tratamento destes transtornos. Por outro lado, a prática de atividade física vem sendo utilizada como parte do tratamento dos transtornos mentais. Nesse sentido, o objetivo desta dissertação é avaliar a relação entre a prática de Atividades Físicas, a prevalência de ansiedade e os gastos totais com mediamentos gastos específicos com psicotrópicos em usuários da atenção primária a saúde do municipio de Caruaru - Pernambuco. Para isso foram realizados um estudo epidemiológico observacional e um estudo econométrico quase-experimental por meio da técnica de pareamento por escore de propensão, ambos com abordagem quantitativa. Os sujeitos da pesquisa foram os usuários de sete unidades básicas de saúde, de ambos os sexos e com 40 anos ou mais. Os resultados estão apresentados em dois artigos cientifícos. 78,5% dos usuários avaliados eram do sexo feminino, das quais 63,7% apresentavam sintomas de ansiedade leves, ou moderados a graves, com alta prevalência de atividade física doméstica (76,2%) e baixa prevalência no lazer (27,1%). Os sintomas de ansiedade estão associados à atividade física doméstica e ao diagnóstico de depressão, enquanto os gastos totais com medicamentos (média US$ 6,33) e os gastos específicos com psicotrópicos (média US$ 0,63) foram em média menores entre os indivíduos mais ativos. Os resultados nos permitem afirmar que a exposição à atividade física doméstica aumenta a chance (OR 2,57; IC95% 1,04 – 6,39) dos indivíduos apresentarem sintomas de ansiedade moderados ou grave, e que ser mais ativo reduz o gasto total com medicamentos (US$-34,83) e o gasto específico com psicotrópicos (US$-4,34). Os resultados reforçam a importância da manutenção e ampliação de políticas públicas voltadas para aumentar a prática regular de atividade física da população, principalmente no âmbito da Atenção Primária a Saúde.


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  • Individuos afetados pela ansiedade e pela depressão geram altos gastos públicos com ações, serviços e medicamentos para o tratamento destes transtornos. Por outro lado, a prática de atividade física vem sendo utilizada como parte do tratamento dos transtornos mentais. Nesse sentido, o objetivo desta dissertação é avaliar a relação entre a prática de Atividades Físicas, a prevalência de ansiedade e os gastos totais com mediamentos gastos específicos com psicotrópicos em usuários da atenção primária a saúde do municipio de Caruaru - Pernambuco. Para isso foram realizados um estudo epidemiológico observacional e um estudo econométrico quase-experimental por meio da técnica de pareamento por escore de propensão, ambos com abordagem quantitativa. Os sujeitos da pesquisa foram os usuários de sete unidades básicas de saúde, de ambos os sexos e com 40 anos ou mais. Os resultados estão apresentados em dois artigos cientifícos. 78,5% dos usuários avaliados eram do sexo feminino, das quais 63,7% apresentavam sintomas de ansiedade leves, ou moderados a graves, com alta prevalência de atividade física doméstica (76,2%) e baixa prevalência no lazer (27,1%). Os sintomas de ansiedade estão associados à atividade física doméstica e ao diagnóstico de depressão, enquanto os gastos totais com medicamentos (média US$ 6,33) e os gastos específicos com psicotrópicos (média US$ 0,63) foram em média menores entre os indivíduos mais ativos. Os resultados nos permitem afirmar que a exposição à atividade física doméstica aumenta a chance (OR 2,57; IC95% 1,04 – 6,39) dos indivíduos apresentarem sintomas de ansiedade moderados ou grave, e que ser mais ativo reduz o gasto total com medicamentos (US$-34,83) e o gasto específico com psicotrópicos (US$-4,34). Os resultados reforçam a importância da manutenção e ampliação de políticas públicas voltadas para aumentar a prática regular de atividade física da população, principalmente no âmbito da Atenção Primária a Saúde.

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  • TÁRCIO AMANCIO DO NASCIMENTO
  • INFLUÊNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS ATIVOS NA COGNIÇÃO DE CRIANÇAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

  • Orientador : ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • LUIZ RENATO RODRIGUES CARREIRO
  • Data: 29/04/2022

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  • Os jogos e brincadeiras podem ser uma estratégia para auxiliar no desenvolvimento cognitivo para o público infantil. Diversas aplicações destas atividades podem ser identificadas em pesquisas, como a sua utilização para promoção da atividade física. Na literatura não foi identificada uma revisão sobre os impactos desta vivência na cognição de crianças. Também ainda é presente lacunas sobre os efeitos e associações dos jogos e brincadeiras ativos na cognição de crianças. Assim o objetivo desta revisão sistemática é sintetizar a influência dos jogos e brincadeiras ativos na cognição de crianças. As bases de dados empregadas neste estudo foram: Lilacs, PsycINFO, Pubmed, Scielo, e Scopus. Foram incluídos estudos com crianças que utilizaram jogos e brincadeiras ativos com delineamento observacional ou experimental. Pra avaliar a qualidade dos artigos foi utilizada a RoB 2: a revised tool for assessing risk of bias in randomised trials. O total de crianças investigadas foi 832 crianças. Nesta revisão cinco estudos foram incluídos a partir dos critérios de elegibilidade. Todos os estudos apresentaram delineamento experimental, mais especificamente dois estudos Cluster e três estudos Crossover. Foi verificado que três estudos apresentaram efeito dos jogos e brincadeiras na cognição de crianças. Em relação à qualidade metodológica é necessária uma melhor descrição e utilização do processo de alocação da randomização, maior cuidado na análise de dados e evitar múltiplas avaliações para uma única variável. Podemos concluir que os jogos e brincadeiras ativos podem gerar efeito para a atenção e funções executivas de crianças, entretanto mais estudos são necessários para entender sobre parâmetros que estão relacionados com a atividade como: intensidade, duração, tipos de atividades.


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  • Os jogos e brincadeiras podem ser uma estratégia para auxiliar no desenvolvimento cognitivo para o público infantil. Diversas aplicações destas atividades podem ser identificadas em pesquisas, como a sua utilização para promoção da atividade física. Na literatura não foi identificada uma revisão sobre os impactos desta vivência na cognição de crianças. Também ainda é presente lacunas sobre os efeitos e associações dos jogos e brincadeiras ativos na cognição de crianças. Assim o objetivo desta revisão sistemática é sintetizar a influência dos jogos e brincadeiras ativos na cognição de crianças. As bases de dados empregadas neste estudo foram: Lilacs, PsycINFO, Pubmed, Scielo, e Scopus. Foram incluídos estudos com crianças que utilizaram jogos e brincadeiras ativos com delineamento observacional ou experimental. Pra avaliar a qualidade dos artigos foi utilizada a RoB 2: a revised tool for assessing risk of bias in randomised trials. O total de crianças investigadas foi 832 crianças. Nesta revisão cinco estudos foram incluídos a partir dos critérios de elegibilidade. Todos os estudos apresentaram delineamento experimental, mais especificamente dois estudos Cluster e três estudos Crossover. Foi verificado que três estudos apresentaram efeito dos jogos e brincadeiras na cognição de crianças. Em relação à qualidade metodológica é necessária uma melhor descrição e utilização do processo de alocação da randomização, maior cuidado na análise de dados e evitar múltiplas avaliações para uma única variável. Podemos concluir que os jogos e brincadeiras ativos podem gerar efeito para a atenção e funções executivas de crianças, entretanto mais estudos são necessários para entender sobre parâmetros que estão relacionados com a atividade como: intensidade, duração, tipos de atividades.

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  • SIDCLEY FELIX DE ARRUDA
  • ESTADO DE HUMOR, QUALIDADE DE VIDA E A PRÁTICA DE TREINOS EM CASA DURANTE PANDEMIA DA COVID-19 EM ATLETAS DA BOCHA PARALÍMPICA.

  • Orientador : SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • MÁRIO ANTÔNIO DE MOURA SIMIM
  • Data: 28/06/2022

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  • O coronavírus é uma doença com alta taxa de contaminação e transmissibilidade dentre a vida humana, medidas de isolamento social foram adotadas pelo mundo com intuito de desacelerar esta propagação. Contudo, esta alteração brusca na rotina da população fez elevar os problemas de saúde mental. Diante isto, pessoas com deficiência são mencionadas como uma população de risco tanto ao serem infectadas pela atual patologia quanto a desenvolver distúrbios psicológicos. Mesmo assim, acredita-se que a prática de treinos independentemente das limitações físicas apresentadas podem reduzir ou estagnar os fatores negativos. Logo, o objetivo deste estudo foi conhecer e descrever as implicações do isolamento social durante pandemia (COVID-19) com ou sem realização de treinamentos em casa sob estado de humor e qualidade de vida em atletas brasileiros de bocha paralímpica. Participaram deste estudo atletas de todas as regiões do país e classes funcionais reconhecidas pela modalidade. Foram solicitadas informações sobre seus dados pessoais, exercício físico realizado em casa, questionários como Profile of Mood States e WHOQOL-BREF que foram inseridos em um formulário eletrônico disponibilizado a todos pelas suas redes sociais. Foi obtido um total de 43 respostas que passaram a ser analisadas e identificaram os seguintes resultados: 1) independente do exercício físico, os atletas BC4 apresentam ter uma maior pressão psicológica em busca do desempenho que fez demonstrarem piores percepções quando comparado as outras classes funcionais do esporte. 2) Houve diferenças apontadas pelos atletas no aspecto de ambiente em qualidade de vida, isto pode ter ocorrido através da desigualdade percebida tanto em fator de investimento quanto da estrutura para realizar treinamentos. 3) Com o treinamento, a frequência semanal demonstrou ser um fator que disntiguiu as percepções de domínio físico em qualidade de vida nos atletas. Além disto, esta diferença foi pontencializada pela necessidade de quem é ou não auxiliado no esporte. Conclui-se que o treino realizado em casa por atletas de bocha paralímpica apontou necessidade de ser criar e desenvolver programas de acompanhamento para todas classes funcionais no intuito de evitar ou reduzir efeitos deletérios tanto em contexto de saúde como no desempenho esportivo.


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  • O coronavírus é uma doença com alta taxa de contaminação e transmissibilidade dentre a vida humana, medidas de isolamento social foram adotadas pelo mundo com intuito de desacelerar esta propagação. Contudo, esta alteração brusca na rotina da população fez elevar os problemas de saúde mental. Diante isto, pessoas com deficiência são mencionadas como uma população de risco tanto ao serem infectadas pela atual patologia quanto a desenvolver distúrbios psicológicos. Mesmo assim, acredita-se que a prática de treinos independentemente das limitações físicas apresentadas podem reduzir ou estagnar os fatores negativos. Logo, o objetivo deste estudo foi conhecer e descrever as implicações do isolamento social durante pandemia (COVID-19) com ou sem realização de treinamentos em casa sob estado de humor e qualidade de vida em atletas brasileiros de bocha paralímpica. Participaram deste estudo atletas de todas as regiões do país e classes funcionais reconhecidas pela modalidade. Foram solicitadas informações sobre seus dados pessoais, exercício físico realizado em casa, questionários como Profile of Mood States e WHOQOL-BREF que foram inseridos em um formulário eletrônico disponibilizado a todos pelas suas redes sociais. Foi obtido um total de 43 respostas que passaram a ser analisadas e identificaram os seguintes resultados: 1) independente do exercício físico, os atletas BC4 apresentam ter uma maior pressão psicológica em busca do desempenho que fez demonstrarem piores percepções quando comparado as outras classes funcionais do esporte. 2) Houve diferenças apontadas pelos atletas no aspecto de ambiente em qualidade de vida, isto pode ter ocorrido através da desigualdade percebida tanto em fator de investimento quanto da estrutura para realizar treinamentos. 3) Com o treinamento, a frequência semanal demonstrou ser um fator que disntiguiu as percepções de domínio físico em qualidade de vida nos atletas. Além disto, esta diferença foi pontencializada pela necessidade de quem é ou não auxiliado no esporte. Conclui-se que o treino realizado em casa por atletas de bocha paralímpica apontou necessidade de ser criar e desenvolver programas de acompanhamento para todas classes funcionais no intuito de evitar ou reduzir efeitos deletérios tanto em contexto de saúde como no desempenho esportivo.

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  • JULIANA DANIELE DE ARAUJO SILVA
  • PROGRAMAS DE EXERCÍCIOS DOMICILIARES E FUNÇÃO COGNITIVA DE IDOSOS

  • Orientador : ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • RODRIGO CAPPATO DE ARAÚJO
  • Data: 28/07/2022

  • Mostrar Resumo
  • Objetivo: Investigar os efeitos de programas de exercícios domiciliares na cognição de idosos.
    Para responder a este objetivo, os autores dividiram a pesquisa em dois produtos finais: identificação da
    lacuna e justificativa do estudo, por uma investigação do cenário na literatura através de uma revisão
    sistemática (artigo 1) e estudo principal, de intervenção (artigo 2). Participantes: 38 idosos comunitários
    sem comprometimento cognitivo, físico e/ou condições de saúde limitantes para participar da
    intervenção. Intervenção: 12 semanas de um programa de exercícios domiciliares com supervisão
    virtual, por videochamada, ou minimamente supervisionado. Principais desfechos: Medidas da função
    cognitiva: velocidade de processamento pelo teste de trilhas A e B; controle inibitório pela pontuação
    de interferência no Stroop test; e fluência verbal, pelo teste de fluência verbal categoria animal.
    Resultados: Artigo 1: Percebeu-se que a literatura possui lacunas quanto ao controle de fatores de
    programas de exercícios domiciliares que podem ser influenciados positivamente pela presença de uma
    supervisão, bem como potencializar os resultados de intervenções domiciliares de exercícios em idosos.
    Artigo 2: 38 participantes foram randomizados (81,6% mulheres, idade média de 68,39  6,48 anos,
    massa corporal média de 69,82  12,15 kg, altura média de 1,59  0,06 m, índice de massa corporal
    médio de 27,82  4,88 kg/m2; e 94,7% com mais de 12 anos de estudo). Os resultados principais não
    mostraram efeito estatisticamente significativo da supervisão virtual entre os grupos com supervisão
    virtual e minimamente supervisionado (p>0,05). O grupo com supervisão virtual melhorou o
    desempenho na avaliação do Teste de trilhas A (1,55, IC 95% = 0,13 a 2,97), ao passo que, para as
    mesmas medidas, o grupo minimamente supervisionado apresentou ganhos mínimos em relação à todas
    as alterações na velocidade de processamento [Teste de trilhas A (1,77, IC 95% = 0,49 a 3,05); Teste de
    trilhas B (-1,1, IC 95% = -11,11 a 8,91)] e no controle inibitório [pontuação de interferência (1,37, IC
    95% = -0,32 a 3,06)]. Na avaliação de fluência verbal, o grupo com supervisão virtual aumentou o
    desempenho (-0,34, IC 95% = -0,76 a 0,08), enquanto o grupo minimamente supervisionado manteve a
    mesma performance em relação à avaliação inicial (0,00, IC 95% = -0,38 a 0,38). Conclusão: A
    participação em um programa de exercícios domiciliares com supervisão virtual não promove ganhos
    cognitivos adicionais ao programa de exercícios domiciliares minimamente supervisionado em idosos
    sem comprometimento na função cognitiva. Registros da revisão sistemática e do ensaio clínico:
    CRD42021250611 e RBR-8qby2wt.


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  • Objetivo: Investigar os efeitos de programas de exercícios domiciliares na cognição de idosos.
    Para responder a este objetivo, os autores dividiram a pesquisa em dois produtos finais: identificação da
    lacuna e justificativa do estudo, por uma investigação do cenário na literatura através de uma revisão
    sistemática (artigo 1) e estudo principal, de intervenção (artigo 2). Participantes: 38 idosos comunitários
    sem comprometimento cognitivo, físico e/ou condições de saúde limitantes para participar da
    intervenção. Intervenção: 12 semanas de um programa de exercícios domiciliares com supervisão
    virtual, por videochamada, ou minimamente supervisionado. Principais desfechos: Medidas da função
    cognitiva: velocidade de processamento pelo teste de trilhas A e B; controle inibitório pela pontuação
    de interferência no Stroop test; e fluência verbal, pelo teste de fluência verbal categoria animal.
    Resultados: Artigo 1: Percebeu-se que a literatura possui lacunas quanto ao controle de fatores de
    programas de exercícios domiciliares que podem ser influenciados positivamente pela presença de uma
    supervisão, bem como potencializar os resultados de intervenções domiciliares de exercícios em idosos.
    Artigo 2: 38 participantes foram randomizados (81,6% mulheres, idade média de 68,39  6,48 anos,
    massa corporal média de 69,82  12,15 kg, altura média de 1,59  0,06 m, índice de massa corporal
    médio de 27,82  4,88 kg/m2; e 94,7% com mais de 12 anos de estudo). Os resultados principais não
    mostraram efeito estatisticamente significativo da supervisão virtual entre os grupos com supervisão
    virtual e minimamente supervisionado (p>0,05). O grupo com supervisão virtual melhorou o
    desempenho na avaliação do Teste de trilhas A (1,55, IC 95% = 0,13 a 2,97), ao passo que, para as
    mesmas medidas, o grupo minimamente supervisionado apresentou ganhos mínimos em relação à todas
    as alterações na velocidade de processamento [Teste de trilhas A (1,77, IC 95% = 0,49 a 3,05); Teste de
    trilhas B (-1,1, IC 95% = -11,11 a 8,91)] e no controle inibitório [pontuação de interferência (1,37, IC
    95% = -0,32 a 3,06)]. Na avaliação de fluência verbal, o grupo com supervisão virtual aumentou o
    desempenho (-0,34, IC 95% = -0,76 a 0,08), enquanto o grupo minimamente supervisionado manteve a
    mesma performance em relação à avaliação inicial (0,00, IC 95% = -0,38 a 0,38). Conclusão: A
    participação em um programa de exercícios domiciliares com supervisão virtual não promove ganhos
    cognitivos adicionais ao programa de exercícios domiciliares minimamente supervisionado em idosos
    sem comprometimento na função cognitiva. Registros da revisão sistemática e do ensaio clínico:
    CRD42021250611 e RBR-8qby2wt.

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  • DIÓGENES CANDIDO MENDES MARANHÃO
  • COMPARAÇÃO DE DOIS PROGRAMAS DE EXERCÍCIOS DOMICILIARES, DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19, SOBRE A CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS COMUNITÁRIOS: ensaio controlado aleatorizado

  • Orientador : ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • LUCIANO MACHADO FERREIRA TENORIO DE OLIVEIRA
  • MARIANA FERREIRA DE SOUZA
  • Data: 12/08/2022

  • Mostrar Resumo
  • O envelhecimento é um processo natural, intrínseco e irreversível, que traz consigo
    alterações e provoca perdas graduais das reservas biológicas do indivíduo. Buscando atenuar
    esse processo, recomenda-se a prática regular de exercícios físicos estruturados ou atividade
    física de modo geral. Contudo, a realização de atividades físicas por idosos, sem a supervisão
    profissional, parece demonstrar poucas melhorias quando comparada a mesma prática
    supervisionada. Assim, o objetivo do presente estudo foi comparar dois programas de exercícios
    domiciliares, supervisionado virtualmente e minimamente supervisionado, durante a pandemia
    da COVID-19, sobre a capacidade funcional de idosos comunitários. Um ensaio controlado
    aleatorizado foi conduzido em todo o território nacional brasileiro. A comunicação entre
    pesquisadores e participantes ocorreu por meio de vídeoconferência e mensagens de texto. A
    amostra foi composta por 38 idosos (81,6% mulheres; 68,3 ±6,4 anos; IMC:27,82 ±4,8)
    comunitários. Avaliou-se, por videoconferência, os seguintes desfechos: força muscular,
    resistência muscular, potência muscular, aptidão muscular funcional, risco de sarcopenia e
    preocupação em cair. Os participantes de ambos os grupos realizaram um programa de
    exercícios domiciliares composto por três sessões semanais, durante um período de 12 semanas,
    um dos grupos foi supervisionado virtualmente, em todas as sessões de exercícios, ao passo que
    o outro grupo foi minimante supervisionado, por meio de mensagens de texto realizadas
    semanalmente. Ao final da intervenção não foram observadas diferenças significativas entre os
    grupos para nenhum dos desfechos: força muscular (1,3, 95% IC = -1,77 a 4,37; 0,5, 95% IC =
    -2,05 a 3,05), resistência muscular (1,6, 95% IC = -4,24 a 1,04; 0,0, 95% IC = -2,26 a -2,26),
    potência muscular (5,8, 95% IC = -68,6 a 80,3; 16,7, 95% IC = -84,94 a 118,34), aptidão
    muscular funcional (0,1, 95% IC = -2,2 a 2,4; -0,3, 95% IC = -2,22 a 1,62), risco de Sarcopenia
    (0,5, 95% IC = 1,6 a 0,6; 0,3, 95% IC = -0,44 a 1,04) e preocupação em cair (-4,2, 95% IC = -
    10 a 1,7; -2,6, 95% IC = 6,24 a 1,04). Diante dos resultados observados conclui-se que
    programas de exercícios domiciliares supervisionados virtualmente ou minimamente
    supervisionado produzem efeitos similares sobre a capacidade funcional de idosos
    comunitários.


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  • O envelhecimento é um processo natural, intrínseco e irreversível, que traz consigo
    alterações e provoca perdas graduais das reservas biológicas do indivíduo. Buscando atenuar
    esse processo, recomenda-se a prática regular de exercícios físicos estruturados ou atividade
    física de modo geral. Contudo, a realização de atividades físicas por idosos, sem a supervisão
    profissional, parece demonstrar poucas melhorias quando comparada a mesma prática
    supervisionada. Assim, o objetivo do presente estudo foi comparar dois programas de exercícios
    domiciliares, supervisionado virtualmente e minimamente supervisionado, durante a pandemia
    da COVID-19, sobre a capacidade funcional de idosos comunitários. Um ensaio controlado
    aleatorizado foi conduzido em todo o território nacional brasileiro. A comunicação entre
    pesquisadores e participantes ocorreu por meio de vídeoconferência e mensagens de texto. A
    amostra foi composta por 38 idosos (81,6% mulheres; 68,3 ±6,4 anos; IMC:27,82 ±4,8)
    comunitários. Avaliou-se, por videoconferência, os seguintes desfechos: força muscular,
    resistência muscular, potência muscular, aptidão muscular funcional, risco de sarcopenia e
    preocupação em cair. Os participantes de ambos os grupos realizaram um programa de
    exercícios domiciliares composto por três sessões semanais, durante um período de 12 semanas,
    um dos grupos foi supervisionado virtualmente, em todas as sessões de exercícios, ao passo que
    o outro grupo foi minimante supervisionado, por meio de mensagens de texto realizadas
    semanalmente. Ao final da intervenção não foram observadas diferenças significativas entre os
    grupos para nenhum dos desfechos: força muscular (1,3, 95% IC = -1,77 a 4,37; 0,5, 95% IC =
    -2,05 a 3,05), resistência muscular (1,6, 95% IC = -4,24 a 1,04; 0,0, 95% IC = -2,26 a -2,26),
    potência muscular (5,8, 95% IC = -68,6 a 80,3; 16,7, 95% IC = -84,94 a 118,34), aptidão
    muscular funcional (0,1, 95% IC = -2,2 a 2,4; -0,3, 95% IC = -2,22 a 1,62), risco de Sarcopenia
    (0,5, 95% IC = 1,6 a 0,6; 0,3, 95% IC = -0,44 a 1,04) e preocupação em cair (-4,2, 95% IC = -
    10 a 1,7; -2,6, 95% IC = 6,24 a 1,04). Diante dos resultados observados conclui-se que
    programas de exercícios domiciliares supervisionados virtualmente ou minimamente
    supervisionado produzem efeitos similares sobre a capacidade funcional de idosos
    comunitários.

8
  • JESSICA GOMES GONCALVES
  • PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS DA VERSÃO BRASILEIRA DOS QUESTIONÁRIOS DO CANADIAN ASSESSMENT OF PHYSICAL LITERACY-2

  • Orientador : RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PAULO FELIPE RIBEIRO BANDEIRA
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • Data: 17/08/2022

  • Mostrar Resumo
  • A Physical Literacy é definida como a motivação, confiança, competência física e
    conhecimento e compreensão da importância da atividade física ao longo da vida. O termo foi
    proposto pela primeira vez por Margaret Whitehead em 1993, diferenciando-se das demais
    temáticas sobre atividade física apresentadas na época por apresentar uma base filosófica
    (monismo, existencialismo e fenomenologia) incorporada a seu modelo teórico. Nas últimas
    décadas diversos eventos abordando a temática foram realizados, com apresentação de artigos,
    disseminação de novas proposições e fundação da International Physical Literacy Association.
    Nas últimas décadas, o conceito tem ganhado maior popularidade e maior interesse em
    pesquisas. Consequentemente, surgiu-se a necessidade de se desenvolver um instrumento
    alinhado às proposições da Physical Literacy. Nesse cenário, surge o Canadian Assessment of
    Physical Literacy (CAPL), elaborada no ano de 2015 com baterias que avaliavam os domínios
    físico, cognitivo e comportamental. Após diversas análises de conteúdos abordados, estrutura
    fatorial e baterias propostas, uma segunda versão do instrumento fora proposta e validada em
    diversos países. Atualmente, a segunda versão do instrumento, (CAPL-2) é composta por
    avaliações de competência motora, conhecimento e compreensão, comportamento diário e
    motivação e confiança. O presente estudo tem por objetivo avaliar as propriedades
    psicométricas dos questionários de motivação e confiança do Canadian Assessment of Physical
    Literacy em crianças brasileiras. A amostra foi composta por 523 estudantes (255 meninas),
    matriculados na rede pública municipal de Lagoa do Carro, Pernambuco, Brasil. Os
    questionários de Motivação e Confiança, foram traduzidos e adaptados culturalmente de acordo
    com as seguintes etapas: (1) Tradução, (2) Síntese, (3) Retrotradução, (4) Revisão por um
    comitê de especialistas, e (5) Pré-teste. Para avaliar a adequação da organização dos conteúdos
    dos sistemas de valores à estrutura proposta, aplicou-se uma Análise Fatorial Confirmatória,
    para avaliar a invariância estrutural foi utilizada a Análise Fatorial Confirmatória Multigrupo e
    para analisar as relações entre os itens do questionário foi utilizada a análise em redes.


  • Mostrar Abstract
  • A Physical Literacy é definida como a motivação, confiança, competência física e conhecimento e compreensão da importância da atividade física ao longo da vida. O termo foi proposto pela primeira vez por Margaret Whitehead em 1993, diferenciando-se das demais temáticas sobre atividade física apresentadas na época por apresentar uma base filosófica (monismo, existencialismo e fenomenologia) incorporada a seu modelo teórico. Nas últimas décadas diversos eventos abordando a temática foram realizados, com apresentação de artigos, disseminação de novas proposições e fundação da International Physical Literacy Association. Nas últimas décadas, o conceito tem ganhado maior popularidade e maior interesse em pesquisas. Consequentemente, surgiu-se a necessidade de se desenvolver um instrumento alinhado às proposições da Physical Literacy. Nesse cenário, surge o Canadian Assessment of Physical Literacy (CAPL), elaborada no ano de 2015 com baterias que avaliavam os domínios físico, cognitivo e comportamental. Após diversas análises de conteúdos abordados, estrutura fatorial e baterias propostas, uma segunda versão do instrumento fora proposta e validada em diversos países. Atualmente, a segunda versão do instrumento, (CAPL-2) é composta por avaliações de competência motora, conhecimento e compreensão, comportamento diário e motivação e confiança. O presente estudo tem por objetivo avaliar as propriedades psicométricas dos questionários de motivação e confiança do Canadian Assessment of Physical Literacy em crianças brasileiras. A amostra foi composta por 523 estudantes (255 meninas), matriculados na rede pública de municipal de Lagoa do Carro, Pernambuco, Brasil. Os questionários de Motivação e Confiança, foram traduzidos e adaptados culturalmente de acordo com as seguintes etapas: (1) Tradução, (2) Síntese, (3) Retrotradução, (4) Revisão por um comitê de especialistas, e (5) Pré-teste. Para avaliar a adequação da organização dos conteúdos dos sistemas de valores à estrutura proposta, aplicou-se uma Análise Fatorial Confirmatória e para analisar a relações entre os itens do questionário foi utilizada a análise em redes.

9
  • EDUARDO VICTOR RAMALHO LUCENA
  • EFEITO DA IDADE RELATIVA E MATURAÇÃO NO DESEMPENHO

    COMPETITIVO EM JOVENS ATLETAS DE JUDÔ

  • Orientador : PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO MASSA
  • PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • Data: 23/08/2022
    Ata de defesa assinada:

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  • O objetivo deste estudo é analisar o Efeito da Idade Relativa nos competidores pernambucanos de judô, fazendo-se a diferenciação por desempenho competitivo, maturação e categorias etárias. Serão avaliados judoístas de ambos os sexos, com idade entre 11 e 30 anos. Trata-se de um estudo observacional. O estudo terá duração de dois encontros, antes da competição acontecer, durante a pesagem dos atletas. A coleta de dados será dividida em três momentos: mensuração das medidas antropométricas utilizados na formula do PVC, classificação de todos os participantes por ordem de desempenho competitivo e, num terceiro momento, coleta e análise das datas de nascimento. A categorização dos grupos leva em consideração o desempenho de todos os participantes, ao final de cada competição, publicada em súmula na página oficial da CBJ. Esta súmula classifica os competidores na seguinte ordem: i) grupo 1 (G1) – é o grupo dos medalhistas, com o primeiro, segundo e os dois terceiros colocados; ii) grupo 2 (G2) – os dois quintos e os dois sétimos colocados e o iii) grupo 3 (G3) do nono colocado em diante. Em seguida, os atletas serão agrupados em quartis, de acordo com suas respectivas datas de nascimento. Os nascidos em janeiro, fevereiro e março foram classificados dentro do quartil 1 (Q1), os nascidos em abril, maio e junho no quartil 2 (Q2), julho, agosto e setembro no quartil 3 (Q3) e os nascidos em outubro, novembro e dezembro no quartil 4 (Q4). Também serão subdividas em semestres, sendo os nascidos de janeiro a junho no primeiro semestre (S1) e os nascidos de julho a dezembro no segundo semestre (S2). Para análise dos dados, será utilizado o teste de Qui-Quadrado em cada um dos semestres e nos quartis para determinar a associação do desempenho competitivo e a maturação biológica, com as datas de nascimento (EIR), através da significância entre os desvios das frequências esperadas e observadas em cada uma das situações, adotando-se a significância de p < 0,05. Caso seja detectada alguma diferença significante, uma análise post hoc pelo método de Bonferroni será utilizado para saber onde está ocorrendo. Os dados serão analisados pelo Software SPSS Statistics na sua versão 25.0


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  • O objetivo deste estudo é analisar o Efeito da Idade Relativa nos competidores pernambucanos de judô, fazendo-se a diferenciação por desempenho competitivo, maturação e categorias etárias. Serão avaliados judoístas de ambos os sexos, com idade entre 11 e 30 anos. Trata-se de um estudo observacional. O estudo terá duração de dois encontros, antes da competição acontecer, durante a pesagem dos atletas. A coleta de dados será dividida em três momentos: mensuração das medidas antropométricas utilizados na formula do PVC, classificação de todos os participantes por ordem de desempenho competitivo e, num terceiro momento, coleta e análise das datas de nascimento. A categorização dos grupos leva em consideração o desempenho de todos os participantes, ao final de cada competição, publicada em súmula na página oficial da CBJ. Esta súmula classifica os competidores na seguinte ordem: i) grupo 1 (G1) – é o grupo dos medalhistas, com o primeiro, segundo e os dois terceiros colocados; ii) grupo 2 (G2) – os dois quintos e os dois sétimos colocados e o iii) grupo 3 (G3) do nono colocado em diante. Em seguida, os atletas serão agrupados em quartis, de acordo com suas respectivas datas de nascimento. Os nascidos em janeiro, fevereiro e março foram classificados dentro do quartil 1 (Q1), os nascidos em abril, maio e junho no quartil 2 (Q2), julho, agosto e setembro no quartil 3 (Q3) e os nascidos em outubro, novembro e dezembro no quartil 4 (Q4). Também serão subdividas em semestres, sendo os nascidos de janeiro a junho no primeiro semestre (S1) e os nascidos de julho a dezembro no segundo semestre (S2). Para análise dos dados, será utilizado o teste de Qui-Quadrado em cada um dos semestres e nos quartis para determinar a associação do desempenho competitivo e a maturação biológica, com as datas de nascimento (EIR), através da significância entre os desvios das frequências esperadas e observadas em cada uma das situações, adotando-se a significância de p < 0,05. Caso seja detectada alguma diferença significante, uma análise post hoc pelo método de Bonferroni será utilizado para saber onde está ocorrendo. Os dados serão analisados pelo Software SPSS Statistics na sua versão 25.0

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  • GUSTAVO AUGUSTO FERNANDES CORREIA
  • O DESEMPENHO TÉCNICO DE JOVENS ATLETAS DE BASQUETEBOL É INFLUENCIADO PELA FADIGA PÓS-SESSÃO DE TREINAMENTO DE FORÇA?

  • Orientador : PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIANO DE SOUZA FONSECA
  • MANOEL DA CUNHA COSTA
  • PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • Data: 25/08/2022
    Ata de defesa assinada:

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  • Objetivo: Comparar duas configurações do treinamento de força (TF) multicomponente na eficiência do desempenho técnico, nos níveis de fadiga neuromuscular e na percepção de esforço em jovens atletas de basquetebol. Métodos: Oito atletas de basquetebol foram aleatoriamente divididos em dois grupos (grupo repetições contínuas - GRC e grupo redistribuição de repouso - GRR). Ambas as configurações foram compostas por três exercícios (deadlift, supino reto e hip thrust) com volume total de 90 repetições (3x10 em cada exercício) a 70% de 1 repetição máxima (1RM) e 40 minutos de intervalo total de descanso. Usando repetições contínuas (RC) (5 minutos de intervalo de descanso após a décima repetição) e redistribuição de repouso (RR) (15 segundos de intervalo de descanso a cada duas repetições e 4 minutos após a décima repetição). A altura do countermovement jump (CMJ) foi avaliada pré e imediatamente após a sessão de treinamento, através do tapete de contato. A perda de velocidade média propulsiva (VMP) foi mensurada após cada repetição por um encoder linear. A percepção subjetiva de esforço (PSE) a cada série e após 15 minutos da sessão (PSE-S) foi avaliada através da escala CR-10. Resultados: Não houve diferença significativa pré e pós-intervenção e interação entre as condições no desempenho técnico do arremesso e drible (p > 0,05). Os valores do CMJ apresentaram decréscimos significativos no tempo para o GRC e GRR (p ≤ 0,0001). Apesar de não haver interação no CMJ (p > 0,05), o GRC apresentou maiores perdas percentuais (-8,50% vs -4,44%) em comparação com o GRR. Os percentuais de perda de VMP entre as séries e entre os grupos não diferiram estatisticamente (p > 0,05). Aumentos significantes foram evidenciados na PSE para o GRR (p ≤ 0,05). Ademais, não houve interação entre os grupos para PSE (p > 0,05). A PSE-S não diferiu no tempo e interação (p < 0,05). Conclusão: As configurações de RC e RR apresentam resultados similares no declínio do desempenho do CMJ, percentual de perda de VMP e esforço percebido. Além de ambas não ocasionarem prejuízos no desempenho técnico pós-intervenção.
     
     

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  • Objetivo: Comparar duas configurações do treinamento de força (TF) multicomponente na eficiência do desempenho técnico, nos níveis de fadiga neuromuscular e na percepção de esforço em jovens atletas de basquetebol. Métodos: Oito atletas de basquetebol foram aleatoriamente divididos em dois grupos (grupo repetições contínuas - GRC e grupo redistribuição de repouso - GRR). Ambas as configurações foram compostas por três exercícios (deadlift, supino reto e hip thrust) com volume total de 90 repetições (3x10 em cada exercício) a 70% de 1 repetição máxima (1RM) e 40 minutos de intervalo total de descanso. Usando repetições contínuas (RC) (5 minutos de intervalo de descanso após a décima repetição) e redistribuição de repouso (RR) (15 segundos de intervalo de descanso a cada duas repetições e 4 minutos após a décima repetição). A altura do countermovement jump (CMJ) foi avaliada pré e imediatamente após a sessão de treinamento, através do tapete de contato. A perda de velocidade média propulsiva (VMP) foi mensurada após cada repetição por um encoder linear. A percepção subjetiva de esforço (PSE) a cada série e após 15 minutos da sessão (PSE-S) foi avaliada através da escala CR-10. Resultados: Não houve diferença significativa pré e pós-intervenção e interação entre as condições no desempenho técnico do arremesso e drible (p > 0,05). Os valores do CMJ apresentaram decréscimos significativos no tempo para o GRC e GRR (p ≤ 0,0001). Apesar de não haver interação no CMJ (p > 0,05), o GRC apresentou maiores perdas percentuais (-8,50% vs -4,44%) em comparação com o GRR. Os percentuais de perda de VMP entre as séries e entre os grupos não diferiram estatisticamente (p > 0,05). Aumentos significantes foram evidenciados na PSE para o GRR (p ≤ 0,05). Ademais, não houve interação entre os grupos para PSE (p > 0,05). A PSE-S não diferiu no tempo e interação (p < 0,05). Conclusão: As configurações de RC e RR apresentam resultados similares no declínio do desempenho do CMJ, percentual de perda de VMP e esforço percebido. Além de ambas não ocasionarem prejuízos no desempenho técnico pós-intervenção.
     
     
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  • DRUMOND GILO DA SILVA
  • ACURÁCIA E REPRODUTIBILIDADE DA PERCEPÇÃO DE PERDA DE VELOCIDADE COMO MÉTODO DE AUTORREGULAÇÃO DO NÍVEL DE ESFORÇO NO EXERCÍCIO RESISTIDO.

  • Orientador : FABIANO DE SOUZA FONSECA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • FABIANO DE SOUZA FONSECA
  • FABIO YUZO NAKAMURA
  • Data: 25/08/2022

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  • A manipulação e configuração dos estímulos aplicados durante o programa de treinamento de força (TF) é fundamental na modulação da magnitude e especificidade das respostas adaptativas . A configuração e programação das variáveis agudas no TF pode ser realizada de diferentes formas. O TF tem sido prescrito utilizando o modelo tradicional, que tem como princípio a fixação prévia do número de séries, repetições e cargas relativas em cada exercício. Apesar de ser o principal padrão na programação do TF, o modelo tradicional de prescrição no TF apresenta algumas limitações. Especificamente em relação ao volume, a prescrição pré-determinada tem implicações ao definir de forma arbitrária previamente o nível de esforço pelo número fixo de repetições para cada exercício com determinada carga relativa. Dessa forma, estabelecer previamente o número de repetições não garante que o nível de esforço é o mesmo ao longo do programa mesmo quando não há mudança da carga relativa (%1RM) e o volume (séries e repetições). Diante das diversas limitações associadas ao TF seguindo o modelo tradicional, uma alternativa seja a utilização de métodos autorregulação (AR), a AR parece ser uma forma eficiente na organização e programação do TF, sobretudo no controle de variáveis como o nível de esforço e fadiga através do volume de repetições dentro das séries. Recentemente, a acurácia da percepção de mudanças na velocidade da barra tem sido testada como uma ferramenta subjetiva na AR no treinamento de força. Até o presente momento poucos estudos se propuseram a examinar a percepção da velocidade da barra como uma ferramenta de autorregulação no controle do volume e nível de esforço no TF. Objetivo, será analisar a acurácia e reprodutibilidade da percepção de perda de velocidade da barra como método de autorregulação do volume intra-série e controle do nível de esforço no exercício de força.


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  • A manipulação e configuração dos estímulos aplicados durante o programa de treinamento de força (TF) é fundamental na modulação da magnitude e especificidade das respostas adaptativas . A configuração e programação das variáveis agudas no TF pode ser realizada de diferentes formas. O TF tem sido prescrito utilizando o modelo tradicional, que tem como princípio a fixação prévia do número de séries, repetições e cargas relativas em cada exercício. Apesar de ser o principal padrão na programação do TF, o modelo tradicional de prescrição no TF apresenta algumas limitações. Especificamente em relação ao volume, a prescrição pré-determinada tem implicações ao definir de forma arbitrária previamente o nível de esforço pelo número fixo de repetições para cada exercício com determinada carga relativa. Dessa forma, estabelecer previamente o número de repetições não garante que o nível de esforço é o mesmo ao longo do programa mesmo quando não há mudança da carga relativa (%1RM) e o volume (séries e repetições). Diante das diversas limitações associadas ao TF seguindo o modelo tradicional, uma alternativa seja a utilização de métodos autorregulação (AR), a AR parece ser uma forma eficiente na organização e programação do TF, sobretudo no controle de variáveis como o nível de esforço e fadiga através do volume de repetições dentro das séries. Recentemente, a acurácia da percepção de mudanças na velocidade da barra tem sido testada como uma ferramenta subjetiva na AR no treinamento de força. Até o presente momento poucos estudos se propuseram a examinar a percepção da velocidade da barra como uma ferramenta de autorregulação no controle do volume e nível de esforço no TF. Objetivo, será analisar a acurácia e reprodutibilidade da percepção de perda de velocidade da barra como método de autorregulação do volume intra-série e controle do nível de esforço no exercício de força.

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  • WILLEMAX DOS SANTOS GOMES
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO AGUDA DE NITRATO DE SÓDIO SOBRE A POTÊNCIA E FADIGA NEUROMUSCULAR NO EXERCÍCIO AGACHAMENTO EM INDIVÍDUOS TREINADOS

  • Orientador : EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • MARCELO PAPOTI
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • Data: 26/08/2022

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  • O objetivo do presente trabalho foi investigar os efeitos da suplementação aguda de nitrato de sódio (NaNO3-) na fadiga neuromuscular e desempenho da força, potência (POT) e velocidade propulsiva média (VPM) durante uma sessão de treinamento de força utilizando o exercício agachamento. Nove indivíduos do sexo masculino (Idade: 25 ± 3,23 anos; Massa Corporal: 81,9 ± 12,19 kg; 1RM: 124 ± 18,3 kg; Força Relativa: 1,5 ± 0,15 kg/massa corporal) foram recrutados. Para este estudo foi utilizado um desenho crossover, randomizado e duplo cego. Os participantes foram suplementados com cápsulas de NaNO3- (NIT: 8,5mg/kg) ou placebo (PLA: 8,5mg/kg de glicose) durante 3 dias e a última cápsula consumida 2 horas antes do exercício. Antes e após cada ensaio experimental, os sujeitos realizaram 3 saltos vertical contra movimento (SVCM), 1 série de 3 repetições de agachamento a 40% de 1 repetição máxima (1RM) e 1 série de 3 repetições de agachamento a 90% de 1RM na máxima intenção possível na velocidade concêntrica. A altura média dos saltos foi registrada e a VPM e POT gerada em cada repetição foram medidas usando um encoder linear. Em seguida, os participantes realizaram 3 séries de 12 repetições a 70% de 1RM separados por 3 minutos de descanso entre as séries. A altura do SVCM, a POT, a VPM, o percentual da perda de velocidade (%PVel) nos momentos pré e pós a 40 e 90% de 1RM, bem como durante as séries do protocolo de treinamento utilizando 70% de 1RM no agachamento foram analisadas. Na comparação do SVCM a análise utilizando o Modelo Misto não demonstrou efeito no grupo (F = 3.320, p = 0.068) e na interação (F = 0.136, p = 0,712), apenas no momento (F = 4.157, p = 0.041). No %PVel a 40% de 1RM foi encontrado efeito na interação (grupo x momento) (F = 9.896, p = 0,005). A análise do post-hoc indicou que houve um aumento na perda da VPM a 40% de 1RM no grupo PLA (Pré = 7,6% vs. Pós = 14,0%; p=0,007), enquanto uma manutenção foi observada no grupo NIT (Pré = 10,3% vs. Pós = 8,3%; p=0,760). Além disso, foram observados maiores valores médios de perda da VPM a 40% de 1RM no pós-exercício no grupo PLA versus NIT (14,0% vs. 8,3%; p=0,043). No %PVel a 90% de 1RM não foram observadas modificações estatisticamente significantes na interação (F = 0.433, p = 0,517). Na análise do %PVel a 70% de 1RM durante as 3 séries do exercício agachamento não foram observadas modificações estatisticamente significantes (F = 1.072, p = 0,355). Na VPM a 40% de 1RM foram observadas modificações estatisticamente significantes no momento (F = 7,976, p = 0,018). A análise de post-hoc indicou que houve uma redução da VPM a 40% de 1RM no grupo PLA (Pré = 0,98 m/s vs. Pós = 0,91 m/s; p=0,037), enquanto uma manutenção na VPM a 40% de 1RM foi observada no grupo NIT (Pré = 0,96 m/s vs. Pós = 0,91 m/s; p=0,114). NA VPM a 90% de 1RM não foram observadas modificações estatisticamente significantes (p interação = 0,311).


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  • O objetivo do presente trabalho foi investigar os efeitos da suplementação aguda de nitrato de sódio (NaNO3-) na fadiga neuromuscular e desempenho da força, potência (POT) e velocidade propulsiva média (VPM) durante uma sessão de treinamento de força utilizando o exercício agachamento. Nove indivíduos do sexo masculino (Idade: 25 ± 3,23 anos; Massa Corporal: 81,9 ± 12,19 kg; 1RM: 124 ± 18,3 kg; Força Relativa: 1,5 ± 0,15 kg/massa corporal) foram recrutados. Para este estudo foi utilizado um desenho crossover, randomizado e duplo cego. Os participantes foram suplementados com cápsulas de NaNO3- (NIT: 8,5mg/kg) ou placebo (PLA: 8,5mg/kg de glicose) durante 3 dias e a última cápsula consumida 2 horas antes do exercício. Antes e após cada ensaio experimental, os sujeitos realizaram 3 saltos vertical contra movimento (SVCM), 1 série de 3 repetições de agachamento a 40% de 1 repetição máxima (1RM) e 1 série de 3 repetições de agachamento a 90% de 1RM na máxima intenção possível na velocidade concêntrica. A altura média dos saltos foi registrada e a VPM e POT gerada em cada repetição foram medidas usando um encoder linear. Em seguida, os participantes realizaram 3 séries de 12 repetições a 70% de 1RM separados por 3 minutos de descanso entre as séries. A altura do SVCM, a POT, a VPM, o percentual da perda de velocidade (%PVel) nos momentos pré e pós a 40 e 90% de 1RM, bem como durante as séries do protocolo de treinamento utilizando 70% de 1RM no agachamento foram analisadas. Na comparação do SVCM a análise utilizando o Modelo Misto não demonstrou efeito no grupo (F = 3.320, p = 0.068) e na interação (F = 0.136, p = 0,712), apenas no momento (F = 4.157, p = 0.041). No %PVel a 40% de 1RM foi encontrado efeito na interação (grupo x momento) (F = 9.896, p = 0,005). A análise do post-hoc indicou que houve um aumento na perda da VPM a 40% de 1RM no grupo PLA (Pré = 7,6% vs. Pós = 14,0%; p=0,007), enquanto uma manutenção foi observada no grupo NIT (Pré = 10,3% vs. Pós = 8,3%; p=0,760). Além disso, foram observados maiores valores médios de perda da VPM a 40% de 1RM no pós-exercício no grupo PLA versus NIT (14,0% vs. 8,3%; p=0,043). No %PVel a 90% de 1RM não foram observadas modificações estatisticamente significantes na interação (F = 0.433, p = 0,517). Na análise do %PVel a 70% de 1RM durante as 3 séries do exercício agachamento não foram observadas modificações estatisticamente significantes (F = 1.072, p = 0,355). Na VPM a 40% de 1RM foram observadas modificações estatisticamente significantes no momento (F = 7,976, p = 0,018). A análise de post-hoc indicou que houve uma redução da VPM a 40% de 1RM no grupo PLA (Pré = 0,98 m/s vs. Pós = 0,91 m/s; p=0,037), enquanto uma manutenção na VPM a 40% de 1RM foi observada no grupo NIT (Pré = 0,96 m/s vs. Pós = 0,91 m/s; p=0,114). NA VPM a 90% de 1RM não foram observadas modificações estatisticamente significantes (p interação = 0,311).

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  • ARIEL JOSE DO NASCIMENTO
  • VALIDAÇÃO DE UM SISTEMA DE AUTOAVALIAÇÃO E ORIENTAÇÃO PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA

  • Orientador : TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • HASSAN MOHAMED ELSANGEDY
  • Data: 31/08/2022

  • Mostrar Resumo
  • Introdução. O comportamento físico, psicológico e social foi afetado pela necessidade do
    isolamento social devido a pandemia da COVID-19. Do ponto de vista da saúde pública, parece
    fundamental encontrar meios de mitigar esses problemas, evitando o aumento de doenças que
    podem agravar a saúde física e mental da população. Um dos fatores que pode ser prejudicado
    com o isolamento social é o nível de atividade física, que possui relação estreita com o
    desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis em pessoas com altos índices de
    inatividade física e sedentarismo. Contudo, o aconselhamento e a prescrição de atividades
    físicas têm sofrido com as dificuldades técnicas e metodológicas proporcionadas pelos
    ambientes virtuais. Pensando nisso, o objetivo do presente projeto foi desenvolver e validar um
    sistema especialista (SE) de autoavaliação e aconselhamento da prática de atividades físicas
    baseados em perfis individuais psicossociais. Material e Métodos. Participaram do estudo,
    professores doutores em educação física (n = 6). O projeto consistiu em cinco fases diferentes.
    Na primeira fase, foi realizada a idealização, criação do modelo conceitual e concepção do SE
    pelos pesquisadores responsáveis, além da criação dos questionários base do SE. Na segunda e
    terceira fase, foram realizados procedimentos de validação de conteúdo dos questionários e
    estabelecimento dos pesos matemáticos (base de regras do sistema especialista), junto ao Júri
    Expert e ao Usuário Final (homens e mulheres com idade superior a 18 anos). Na quarta fase,
    foi realizada a construção do SE. Na quinta fase, está ainda está em andamento, será realizada
    a validade de conteúdo do SE e dos outputs gerados pelo SE. Foram realizadas análises
    estatísticas de concordância para determinar a validade de conteúdo do sistema de
    aconselhamento. Resultados. Para as perguntas relacionadas à aptidão física autorrelatada, os
    resultados apontam níveis de concordância entre os júris que sugerem índices médios de clareza
    (66,7 ± 0,16%), precisão (83,3 ± 0,18%) e relevância (95,3 ± 0,34%) potencialmente adequados
    quanto ao conteúdo. Também foram encontrados níveis de concordância adequados quanto à
    clareza, precisão e relevância, respectivamente, para os questionários de sinais e sintomas (87,8
    ± 0,08%; 74,5 ± 0,28%; 92,3 ± 0,24%), preferências (87,9 ± 0,27%; 91,7 ± 0,35%; 92,4 ±
    0,34%) e nível de atividade física (86,7 ± 0,44%; 93,3 ± 0,39%; 93,3 ± 0,50%). Conclusão. O
    sistema especialista de aconselhamento da prática de atividade física se mostrou válido quanto
    ao conteúdo dos questionários.


  • Mostrar Abstract
  • Introdução. O comportamento físico, psicológico e social foi afetado pela necessidade do isolamento social devido a pandemia da COVID-19. Do ponto de vista da saúde pública, parece fundamental encontrar meios de mitigar esses problemas, evitando o aumento de doenças que podem agravar a saúde física e mental da população. Um dos fatores que pode ser prejudicado com o isolamento social é o nível de atividade física, que possui relação estreita com o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis em pessoas com altos índices de inatividade física e sedentarismo. Contudo, o aconselhamento e a prescrição de atividades físicas têm sofrido com as dificuldades técnicas e metodológicas proporcionadas pelos ambientes virtuais. Pensando nisso, o objetivo do presente projeto é desenvolver e validar um sistema de autoavaliação e aconselhamento da prática de atividades físicas baseados em perfis individuais psicossociais. Material e Métodos. Participarão do estudo, professores doutores em educação física (n = 6). O projeto consiste em três fases diferentes. Na primeira fase, o sistema especialista será desenvolvido e concebido pelos pesquisadores responsáveis. Na segunda fase, serão realizados procedimentos de validação de conteúdo do sistema e estabelecimento dos pesos matemáticos (sistema especialista), junto ao júri de experts e ao público-alvo (homens e mulheres com idade superior a 18 anos). Na terceira fase, será realizada a validação de critério do instrumento, comparando a prescrição aconselhada pelo sistema especialista versus a prescrição sugerida pelo júri de experts. Serão realizadas análises estatísticas de concordância para determinar a validade de conteúdo do sistema de aconselhamento e de comparação para a validade de critério do sistema (prescrição do júri de experts x sistema especialista).

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  • JUAN CARLOS FREIRE
  • ASSOCIAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA COM O ESTRESSE OCUPACIONAL E A SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA PÚBLICA: uma revisão sistemática

  • Orientador : CARLA MENESES HARDMAN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • MAURO VIRGILIO GOMES DE BARROS
  • Data: 31/08/2022
    Ata de defesa assinada:

  • Mostrar Resumo
  • Os policiais são profissionais que lidam com a segurança de outras pessoas, e pelo fato
    de ser uma profissão que apresenta um risco de vida muito alto, eles são mais propensos ao
    comprometimento físico e mental, devido a essas condições e o ambiente de trabalho, uma
    forma de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas é por meio de intervenções que previnam
    e que possibilite uma redução no quadro de estresse físico e mental. Estudos relatam que a
    atividade física tem sido apontada como um recurso eficaz para a prevenção ou diminuição de
    fatores que possam levar o indivíduo a ter estresse ocupacional e a síndrome de burnout. Diante
    disso, o objetivo desta revisão sistemática (RS) foi sintetizar os achados acerca da associação
    e/ou efeito da atividade física, no estresse ocupacional e síndrome de burnout de policiais. Os
    estudos observacionais e experimentais que identificaram a associação e/ou da atividade física
    com o estresse ocupacional e a síndrome de burnout foram incluídos na revisão sistemática.
    Seis bases de dados eletrônicas foram pesquisadas (Scopus, Web of Science, PubMed, SciELO,
    PsycINFO e LILACS) até junho de 2022. Os critérios de elegibilidade seguiram a estratégia
    PICOS. Para avaliação da qualidade dos estudos foi utilizado o The Grading of
    Recommendations Assessment, Development, and Evaluation (GRADE). As divergências
    durante a avaliação foram resolvidas consensualmente por um terceiro revisor. Somente três
    estudos transversais preencheram os critérios de elegibilidade. Sobre a população, o número
    de participantes variou entre 184 e 254 policiais. Foi possível observar que policiais com baixo
    nível de atividade física têm maior probabilidade de desenvolver a síndrome de burnout (OR =
    2,49; IC95% 1,42-4,43), aumento de escores da dimensão eficiência profissional (Exp(β) 0,92;
    0,70-1,03; p=0,036) Por outro lado, o nível de atividade física não foi estatisticamente
    relacionado ao estresse ocupacional (p=0,73). Os resultados desta revisão sugerem que a atividade física tem associação com a síndrome de burnout em policiais, entretanto necessita-

    se cautela para interpretação das informações.


  • Mostrar Abstract
  • Os policiais são profissionais que lidam com a segurança de outras pessoas, e pelo fato
    de ser uma profissão que apresenta um risco de vida muito alto, eles são mais propensos ao
    comprometimento físico e mental, devido a essas condições e o ambiente de trabalho, uma
    forma de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas é por meio de intervenções que previnam
    e que possibilite uma redução no quadro de estresse físico e mental. Estudos relatam que a
    atividade física tem sido apontada como um recurso eficaz para a prevenção ou diminuição de
    fatores que possam levar o indivíduo a ter estresse ocupacional e a síndrome de burnout. Diante
    disso, o objetivo desta revisão sistemática (RS) foi sintetizar os achados acerca da associação
    e/ou efeito da atividade física, no estresse ocupacional e síndrome de burnout de policiais. Os
    estudos observacionais e experimentais que identificaram a associação e/ou da atividade física
    com o estresse ocupacional e a síndrome de burnout foram incluídos na revisão sistemática.
    Seis bases de dados eletrônicas foram pesquisadas (Scopus, Web of Science, PubMed, SciELO,
    PsycINFO e LILACS) até junho de 2022. Os critérios de elegibilidade seguiram a estratégia
    PICOS. Para avaliação da qualidade dos estudos foi utilizado o The Grading of
    Recommendations Assessment, Development, and Evaluation (GRADE). As divergências
    durante a avaliação foram resolvidas consensualmente por um terceiro revisor. Somente três
    estudos transversais preencheram os critérios de elegibilidade. Sobre a população, o número
    de participantes variou entre 184 e 254 policiais. Foi possível observar que policiais com baixo
    nível de atividade física têm maior probabilidade de desenvolver a síndrome de burnout (OR =
    2,49; IC95% 1,42-4,43), aumento de escores da dimensão eficiência profissional (Exp(β) 0,92;
    0,70-1,03; p=0,036) Por outro lado, o nível de atividade física não foi estatisticamente
    relacionado ao estresse ocupacional (p=0,73). Os resultados desta revisão sugerem que a atividade física tem associação com a síndrome de burnout em policiais, entretanto necessita-

    se cautela para interpretação das informações.

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  • LAISA CRISTINA VILARIM DE ASSIS
  • A SUPLEMENTAÇÃO DE NITRATO DE SÓDIO MODULA FADIGA MUSCULAR

    EM INDIVÍDUOS FISICAMENTE ATIVOS?

  • Orientador : EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALESSANDRO MOURA ZAGATTO
  • EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • Data: 31/08/2022

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  • Introdução: o nitrato exógeno na forma dietética (suco de beterraba, beterraba in natura) ou
    farmacológica (nitrato de sódio) vem sendo estudado desde a década de 80 e atualmente tem
    sido reconhecido como um promissor recurso ergogênico capaz de modular o desempenho.
    Entretanto, os trabalhos que investigaram os efeitos do nitrato sobre mecanismos de fadiga
    neuromuscular apresentam resultados muito divergentes, contribuindo para a manutenção de
    uma lacuna na literatura. Sendo assim, o presente trabalho buscou investigar os efeitos do
    nitrato de sódio sobre a modulação de fadiga central e periférica em indivíduos fisicamente
    ativos. Métodos: para isso, 13 voluntários do sexo masculino (24 ± 5,4 anos; 81 ± 9,99 kg)
    participaram deste estudo crossover, duplo-cego e randomizado. Os participantes foram
    submetidos a testes exaustivos em ergômetro de extensão dinâmica de joelhos, após 3 dias de
    suplementação com nitrato de sódio e placebo (8,5mg/kg/dia), com wash-out de 10 dias entre
    as sessões. Após a realização dos esforços, todos os voluntários foram suplementados com
    nitrato de sódio e realizaram um terceiro teste exaustivo, em que a duração correspondeu ao
    tempo obtido na condição placebo (ISOTIME). A análise da fadiga central e periférica foi
    realizada através da estimulação do nervo motor durante contração voluntaria máxima
    (CVM), antes e imediatamente após os esforços. A força evocada no momento do estímulo
    durante a CVM foi assumida como twitch superimposed (TS), enquanto a força após a CVM
    foi denominada twitch control (TC). O percentual de ativação voluntária (%AV) foi assumido
    como a diferença percentual entre a TS e a TC. O Root Mean Square (RMS) foi relativo ao
    segundo de esforço anterior a aplicação do estímulo elétrico. A máxima amplitude do sinal
    eletromiográfico durante o estímulo elétrico foi considerada como amplitude da onda M.
    Diminuições nestas variáveis indicarão um perfil de fadiga periférica (TC e Onda M) ou
    central (TC, %AV e RMS). Resultados: foi observado efeito significativo do momento (pré,
    pós – Tlim[imediato] e pós – Tlim[30s]) para TC (F = 82,303; p = 0,001; ƞ

    2 = 0,901) em todas
    as condições de suplementação; e para a Força Máxima (Fmax) (F = 80,631; p = 0,001; ƞ
    2 =
    0,900), entre os momentos pré e pós – Tlim [30s] (Δ = 88,00; p = 0,001). Não houve efeitos
    significativos da suplementação (PLA, NIT e ISO) para as variáveis de fadiga: TC (F = 2,21;
    p = 0,153; ƞ

    2 = 0,197); TS (F = 0,988; p = 0,364; ƞ

    2 = 0,110); %AV (F = 2,534; p = 0,129; ƞ
    2

    = 0,297); RMS (F = 0,396; p = 0,585; ƞ

    2 = 0,047); Onda M (F = 2,069; p = 0,162; ƞ

    2 = 0,205);

    Fmáx (F = 1, 654; p = 0,155; ƞ

    2 = 0,155). Também não houve efeitos significativos para as
    variáveis de força: Força Média (F = 1,087; p = 0,32; ƞ2 = 0,090); Força Pico (F = 0,382; p =
    0,588; ƞ2 = 0,034); Trabalho (F – 0,889; p = 0,425; ƞ2 = 0,075); Potência (F = 0,516); p =
    0,516, ƞ2 = 0,045); TLim (F = 0,992; p = 0,343; ƞ2 = 0,083); FC (F = 4,045; p = 0,054; ƞ2
    =0,269); Lactato de Repouso (lac rep) (F = 0,122; p = 0,845; ƞ2 = 0,010); Lactato Pós 7min de
    esforço (lac 7min) (F = 0,231; p = 0,740; ƞ2 = 0,032). Foram observadas diferenças
    significativas quanto à Percepção Subjetiva de Esforço (PSE) (F = 6,949; p = 0,014; ƞ2 =
    0,436), entre as condições PLA e ISO (Δ = 1,4 u.a; p = 0,029). Conclusão: 3 dias de
    suplementação com nitrato de sódio não foi capaz de modular fadiga periférica, aumentar a
    tolerância ao exercício e melhorar a função contrátil em indivíduos fisicamente ativos.


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  • Introdução: o nitrato exógeno na forma dietética (suco de beterraba, beterraba in natura) ou
    farmacológica (nitrato de sódio) vem sendo estudado desde a década de 80 e atualmente tem
    sido reconhecido como um promissor recurso ergogênico capaz de modular o desempenho.
    Entretanto, os trabalhos que investigaram os efeitos do nitrato sobre mecanismos de fadiga
    neuromuscular apresentam resultados muito divergentes, contribuindo para a manutenção de
    uma lacuna na literatura. Sendo assim, o presente trabalho buscou investigar os efeitos do
    nitrato de sódio sobre a modulação de fadiga central e periférica em indivíduos fisicamente
    ativos. Métodos: para isso, 13 voluntários do sexo masculino (24 ± 5,4 anos; 81 ± 9,99 kg)
    participaram deste estudo crossover, duplo-cego e randomizado. Os participantes foram
    submetidos a testes exaustivos em ergômetro de extensão dinâmica de joelhos, após 3 dias de
    suplementação com nitrato de sódio e placebo (8,5mg/kg/dia), com wash-out de 10 dias entre
    as sessões. Após a realização dos esforços, todos os voluntários foram suplementados com
    nitrato de sódio e realizaram um terceiro teste exaustivo, em que a duração correspondeu ao
    tempo obtido na condição placebo (ISOTIME). A análise da fadiga central e periférica foi
    realizada através da estimulação do nervo motor durante contração voluntaria máxima
    (CVM), antes e imediatamente após os esforços. A força evocada no momento do estímulo
    durante a CVM foi assumida como twitch superimposed (TS), enquanto a força após a CVM
    foi denominada twitch control (TC). O percentual de ativação voluntária (%AV) foi assumido
    como a diferença percentual entre a TS e a TC. O Root Mean Square (RMS) foi relativo ao
    segundo de esforço anterior a aplicação do estímulo elétrico. A máxima amplitude do sinal
    eletromiográfico durante o estímulo elétrico foi considerada como amplitude da onda M.
    Diminuições nestas variáveis indicarão um perfil de fadiga periférica (TC e Onda M) ou
    central (TC, %AV e RMS). Resultados: foi observado efeito significativo do momento (pré,
    pós – Tlim[imediato] e pós – Tlim[30s]) para TC (F = 82,303; p = 0,001; ƞ

    2 = 0,901) em todas
    as condições de suplementação; e para a Força Máxima (Fmax) (F = 80,631; p = 0,001; ƞ
    2 =
    0,900), entre os momentos pré e pós – Tlim [30s] (Δ = 88,00; p = 0,001). Não houve efeitos
    significativos da suplementação (PLA, NIT e ISO) para as variáveis de fadiga: TC (F = 2,21;
    p = 0,153; ƞ

    2 = 0,197); TS (F = 0,988; p = 0,364; ƞ

    2 = 0,110); %AV (F = 2,534; p = 0,129; ƞ
    2

    = 0,297); RMS (F = 0,396; p = 0,585; ƞ

    2 = 0,047); Onda M (F = 2,069; p = 0,162; ƞ

    2 = 0,205);

    Fmáx (F = 1, 654; p = 0,155; ƞ

    2 = 0,155). Também não houve efeitos significativos para as
    variáveis de força: Força Média (F = 1,087; p = 0,32; ƞ2 = 0,090); Força Pico (F = 0,382; p =
    0,588; ƞ2 = 0,034); Trabalho (F – 0,889; p = 0,425; ƞ2 = 0,075); Potência (F = 0,516); p =
    0,516, ƞ2 = 0,045); TLim (F = 0,992; p = 0,343; ƞ2 = 0,083); FC (F = 4,045; p = 0,054; ƞ2
    =0,269); Lactato de Repouso (lac rep) (F = 0,122; p = 0,845; ƞ2 = 0,010); Lactato Pós 7min de
    esforço (lac 7min) (F = 0,231; p = 0,740; ƞ2 = 0,032). Foram observadas diferenças
    significativas quanto à Percepção Subjetiva de Esforço (PSE) (F = 6,949; p = 0,014; ƞ2 =
    0,436), entre as condições PLA e ISO (Δ = 1,4 u.a; p = 0,029). Conclusão: 3 dias de
    suplementação com nitrato de sódio não foi capaz de modular fadiga periférica, aumentar a
    tolerância ao exercício e melhorar a função contrátil em indivíduos fisicamente ativos.

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  • ROBERTO VINÍCIUS DA COSTA SILVA
  • ATIVIDADE FÍSICA E DESEMPENHO COGNITIVO DE PACIENTES EM QUIMIOTERAPIA: UM ESTUDO OBSERVACIONAL LONGITUDINAL

  • Orientador : ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • FÁBIO SANTOS DE LIRA
  • Data: 05/09/2022

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  • Introdução: Os pacientes com câncer podem apresentar ao longo do tratamento uma série de problemas como ansiedade, stress, neuropatia, enjoo e fadiga. Além disso, a quimioterapia que é uma das principais formas de tratamento, tem sido associada a neurotoxicidades e alterações cognitivas. Para controle dessas alterações a atividade física, tanto regular quanto de maneira não programada é capaz de melhorar a função cognitiva por estímulo de neurotransmissores, ativação cerebral, aumento do fluxo sanguíneo e entre outros mecanismos. Com isso, o objetivo desse estudo foi verificar a influência/impacto da quimioterapia no nível de atividade física e no desempenho cognitivo de pacientes com câncer; e, comparar o nível de atividade física e o desempenho cognitivo de pacientes com câncer, antes e depois do tratamento de quimioterapia. Métodos: Foi conduzido um estudo observacional longitudinal, no qual foram incluídos 29 pacientes de 33 a 82 anos, com 0 a 16 anos de escolaridade, que iriam iniciar a quimioterapia, sendo avaliados quanto ao desempenho cognitivo e nível de atividade física. Os pacientes foram avaliados utilizando Miniexame do estado mental (MEEM) e Questionário internacional de atividade física (IPAQ)- versão curta e testes neuropsicológicos (teste de figuras, teste de fluência verbal, o teste de extensão de dígitos). Os participantes foram categorizados em dois grupos: ativos e inativos fisicamente. Posterior a isso, os pacientes foram submetidos à quimioterapia, e foram seguidos para identificar possíveis abandonos no tratamento ou perdas de seguimento, e ao final foram reavaliados e comparados. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos com relação a presença de déficits cognitivos tanto antes (p=0,367), quanto depois do tratamento (p= 0,667). A quimioterapia diminuiu o desempenho da atenção e memória de trabalho (p= 0,021). A inatividade física aumentou entre indivíduos depois da quimioterapia (p= 0,034). Os pacientes ativos apresentaram melhores resultados para funções executivas comparados aos inativos antes da quimioterapia (p=0,023). Conclusão: A quimioterapia prejudicou a memória, atenção, e contribuiu para inatividade física. A atividade física parece contribuir para melhores desempenhos nas funções executivas dos pacientes oncológicos incluídos nesse estudo.
     
     
     

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  • Os pacientes com câncer após o diagnostico podem experimentar uma variedade de mudanças que ocorrem na cognição, que envolve problemas de memória, atenção e execução de tarefas. Podem desencadear esses problemas o próprio câncer, a ansiedade, o stress, a fadiga ou o tratamento. Um dos tratamentos mais utilizados é a quimioterapia, a quimioterapia tem sido associada ao neurotoxicidades. Para controle dessas alterações o exercício é uma alternativa não farmacológica que atua ativando áreas cerebrais, diminuindo os marcadores inflamatórios e aumentando o estimulo por neurotransmissores. Com isso o objetivo desse estudo é verificar a influência do nível de atividade física no comprometimento cognitivo relacionado ao câncer em idosos ao longo do tratamento de quimioterapia. Para isso será conduzido um estudo de coorte prospectivo, onde pacientes com 60 anos ou mais, que possuem diagnostico de câncer, e estão matriculados e distribuídos para atendimento no ambulatório de oncologia clínica, serão acompanhados e avaliados quanto à função cognitiva e nível de atividade física. Eles passarão pelas avaliações são compostas por uma entrevista inicial onde irão responder aos questionários (Mini exame do estado mental (MEEM) e o Questionário internacional de atividade física (IPAQ)- versão curta, testes neuropsicológicos (teste de figuras, teste de fluência verbal, e o teste de expansão de dígitos) e o teste de marcha estacionária de 2 minutos. Posterior a isso os pacientes seguirão o curso normal do tratamento de quimioterapia, e ao longo do tratamento irão receber contatos periódicos a cada mês para identificar possíveis abandonos no tratamento ou perdas de acompanhamento. As reavaliações serão feitas no período pós-tratamento realizando o MEEM, o teste de figuras, teste de fluência verbal, e o teste de expansão de dígitos. O tempo de seguimento pode variar de acordo com o tratamento e ficará entre 4 e 24 semanas. Para fins de análise os participantes serão categorizados em não praticante de atividade física pré-tratamento e praticante de atividades físicas regulares pré-tratamento.

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  • JESSIKA KARLA TAVARES DO NASCIMENTO FAUSTINO DA SILVA
  • EFEITOS AGUDOS DO EXERCÍCIO ISOMÉTRICO DE AGACHAMENTO COMO BREAK DO COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO NA FUNÇÃO ENDOTELIAL DE ADULTOS: UM ESTUDO CROSS-OVER

  • Orientador : BRENO QUINTELLA FARAH
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • EDUARDO CALDAS COSTA
  • EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • Data: 09/09/2022

  • Mostrar Resumo
  • Evidências recentes mostraram que realizar interrupções regulares no tempo sentado (breaks)
    promove uma proteção nas artérias dos membros inferiores contra a disfunção endotelial
    decorrente do tempo sentado, no entanto, até o momento não existe um tipo de break ideal.
    Visto que o exercício isométrico de agachamento na parede melhora parâmetros
    cardiovasculares, esse exercício torna-se um potencial tipo de break. O objetivo do estudo foi
    analisar os efeitos do exercício isométrico de agachamento na parede como break na função
    endotelial de adultos sedentários. Trata-se de um estudo cross-over randomizado, que incluiu
    oito homens e sete mulheres (25 ± 6 anos) aparentemente saudáveis e com atividade
    ocupacional sedentária. Os participantes realizaram aleatoriamente duas sessões experimentais
    (controle= 3 horas sentado ininterruptamente; break= 2 minutos de exercício de agachamento
    isométrico a cada 30 minutos durante o tempo sentado). Foram avaliadas dilatação mediada
    pelo fluxo (DMF), pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC) antes da sessão (Pré), e em
    dois momentos após (Pós; Pós30). Para analisar os efeitos das sessões nas variáveis, foi
    realizada uma ANOVA de duas vias para medidas repetidas seguido de post-hoc de Bonferroni,
    e um teste t pareado para comparar a resposta da DMF entre as sessões. Foi considerado
    significantes p<0,05. Não houve diferenças significativas na PA sistólica e PA diastólica em
    nenhuma sessão experimental (PA sistólica p=0,350; PA diastólica p=0,586). Houve redução
    da FC após ambas sessões experimentais (controle p<0,001; break p=0,003; tamanho do efeito
    = 0,49). O delta da DMF% foi significativamente melhor após a sessão break em relação a
    sessão controle (Break= 2,8 ± 5,2; Controle= -1,0 ± 7,2; p=0,021; tamanho do efeito= 0,60).
    Dessa forma, podemos concluir que, o exercício isométrico de agachamento na parede como
    break do comportamento sedentário melhorou a dilatação mediada pelo fluxo na artéria poplítea
    de adultos sedentários quando comparado com uma sessão de 3 horas de tempo sentado.


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  • Evidências recentes mostraram que realizar interrupções regulares no tempo sentado (breaks)
    promove uma proteção nas artérias dos membros inferiores contra a disfunção endotelial
    decorrente do tempo sentado, no entanto, até o momento não existe um tipo de break ideal.
    Visto que o exercício isométrico de agachamento na parede melhora parâmetros
    cardiovasculares, esse exercício torna-se um potencial tipo de break. O objetivo do estudo foi
    analisar os efeitos do exercício isométrico de agachamento na parede como break na função
    endotelial de adultos sedentários. Trata-se de um estudo cross-over randomizado, que incluiu
    oito homens e sete mulheres (25 ± 6 anos) aparentemente saudáveis e com atividade
    ocupacional sedentária. Os participantes realizaram aleatoriamente duas sessões experimentais
    (controle= 3 horas sentado ininterruptamente; break= 2 minutos de exercício de agachamento
    isométrico a cada 30 minutos durante o tempo sentado). Foram avaliadas dilatação mediada
    pelo fluxo (DMF), pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC) antes da sessão (Pré), e em
    dois momentos após (Pós; Pós30). Para analisar os efeitos das sessões nas variáveis, foi
    realizada uma ANOVA de duas vias para medidas repetidas seguido de post-hoc de Bonferroni,
    e um teste t pareado para comparar a resposta da DMF entre as sessões. Foi considerado
    significantes p<0,05. Não houve diferenças significativas na PA sistólica e PA diastólica em
    nenhuma sessão experimental (PA sistólica p=0,350; PA diastólica p=0,586). Houve redução
    da FC após ambas sessões experimentais (controle p<0,001; break p=0,003; tamanho do efeito
    = 0,49). O delta da DMF% foi significativamente melhor após a sessão break em relação a
    sessão controle (Break= 2,8 ± 5,2; Controle= -1,0 ± 7,2; p=0,021; tamanho do efeito= 0,60).
    Dessa forma, podemos concluir que, o exercício isométrico de agachamento na parede como
    break do comportamento sedentário melhorou a dilatação mediada pelo fluxo na artéria poplítea
    de adultos sedentários quando comparado com uma sessão de 3 horas de tempo sentado.

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  • GLAUCIANO JOAQUIM DE MELO JÚNIOR
  • NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E FATORES ASSOCIADOS EM PACIENTES HIPERTENSOS E DIABÉTICOS NA CIDADE DE CARUARU – PE 
  • Orientador : FLAVIO RENATO BARROS DA GUARDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FLAVIO RENATO BARROS DA GUARDA
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • MAURO VIRGILIO GOMES DE BARROS
  • Data: 20/09/2022
    Ata de defesa assinada:

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  • Introdução: O conhecimento a respeito da prevalência e dos fatores associados à prática de atividades físicas configura-se como uma importante ferramenta de apoio à tomada de decisão no campo das políticas públicas. Objetivo: Analisar o nível de atividade física e fatores associados em pacientes com hipertensão e/ou diabetes, atendidos em unidades básicas de saúde do município de Caruaru – Pernambuco. Método: Estudo transversal com componente retro-analítico, com indivíduos hipertensos e/ou diabéticos de ambos os sexos atendidos nas unidades de atenção básica de Caruaru. A amostra foi composta por 171 usuários de sete unidades básicas de saúde, com 40 anos ou mais de idade. A análise dos dados ocorreu através de procedimentos de estatística descritiva e Regressão de Poisson com variância robusta. Resultados: Na amostra prevaleceram indivíduos fisicamente ativos (81,3%); mulheres (78,4%); faixa etária “50 a 59 anos” (37,4%), “não brancos” (56,2%); indivíduos analfabetos ou com ensino fundamental 1 incompleto (46,8%), renda mensal inferior a um salário-mínimo (51,5%), aposentados ou pensionistas (38,6%); classe socioeconômica “D/E” (48%) e obesos (48,8%). A prevalência de atividade física entre os hipertensos foi de 83,3% e entre os hipertensos e diabéticos 80,3%. As maiores prevalências de atividade física foram observadas em: a) Mulheres hipertensas e diabéticas (73,8%); b) Hipertensos da faixa etária “50 a 59 anos de idade” (36,5%); c) Hipertensos e diabéticos “não brancos” (49,2%); d) Hipertensos e diabéticos analfabetos ou com ensino fundamental 1 incompleto (44,3%); e) Hipertensos cuja renda mensal era inferior a um salário-mínimo (46,9%); f) Hipertensos que trabalham (34,4%) e hipertensos e diabéticos aposentados ou pensionistas (34,4%); g) Hipertensos e diabéticos da Classe D/E (44,3%); h) Hipertensos obesos (44,2%). Renda mensal de 1 a 3 salários mínimos (RP=0,729), classe socioeconômica D/E (RP=0,833) e classe socioeconômica C (RP=0,808) associaram-se ao nível de atividade física entre os hipertensos. Entre os hipertensos e diabéticos a escolaridade “Analfabeto/Ensino Fundamental 1 incompleto” (RP=0,700) associou-se ao nível de atividade física. Conclusão: Os resultados sugerem que indivíduos hipertensos de menor renda e classe socioeconômica possuem menor probabilidade de serem fisicamente ativos, assim como os hipertensos e diabéticos de menor nível de escolaridade.


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  • Introdução: O conhecimento a respeito da prevalência e dos fatores associados à prática de atividades físicas configura-se como uma importante ferramenta de apoio à tomada de decisão no campo das políticas públicas. Objetivo: Analisar o nível de atividade física e fatores associados em pacientes com hipertensão e/ou diabetes, atendidos em unidades básicas de saúde do município de Caruaru – Pernambuco. Método: Estudo transversal com componente retro-analítico, com indivíduos hipertensos e/ou diabéticos de ambos os sexos atendidos nas unidades de atenção básica de Caruaru. A amostra foi composta por 171 usuários de sete unidades básicas de saúde, com 40 anos ou mais de idade. A análise dos dados ocorreu através de procedimentos de estatística descritiva e Regressão de Poisson com variância robusta. Resultados: Na amostra prevaleceram indivíduos fisicamente ativos (81,3%); mulheres (78,4%); faixa etária “50 a 59 anos” (37,4%), “não brancos” (56,2%); indivíduos analfabetos ou com ensino fundamental 1 incompleto (46,8%), renda mensal inferior a um salário-mínimo (51,5%), aposentados ou pensionistas (38,6%); classe socioeconômica “D/E” (48%) e obesos (48,8%). A prevalência de atividade física entre os hipertensos foi de 83,3% e entre os hipertensos e diabéticos 80,3%. As maiores prevalências de atividade física foram observadas em: a) Mulheres hipertensas e diabéticas (73,8%); b) Hipertensos da faixa etária “50 a 59 anos de idade” (36,5%); c) Hipertensos e diabéticos “não brancos” (49,2%); d) Hipertensos e diabéticos analfabetos ou com ensino fundamental 1 incompleto (44,3%); e) Hipertensos cuja renda mensal era inferior a um salário-mínimo (46,9%); f) Hipertensos que trabalham (34,4%) e hipertensos e diabéticos aposentados ou pensionistas (34,4%); g) Hipertensos e diabéticos da Classe D/E (44,3%); h) Hipertensos obesos (44,2%). Renda mensal de 1 a 3 salários mínimos (RP=0,729), classe socioeconômica D/E (RP=0,833) e classe socioeconômica C (RP=0,808) associaram-se ao nível de atividade física entre os hipertensos. Entre os hipertensos e diabéticos a escolaridade “Analfabeto/Ensino Fundamental 1 incompleto” (RP=0,700) associou-se ao nível de atividade física. Conclusão: Os resultados sugerem que indivíduos hipertensos de menor renda e classe socioeconômica possuem menor probabilidade de serem fisicamente ativos, assim como os hipertensos e diabéticos de menor nível de escolaridade.

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  • ISABELA NASCIMENTO DOS SANTOS
  • ANÁLISE DA OFERTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTES MUNICIPAIS DO BRASIL

  • Orientador : VILDE GOMES DE MENEZES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FLAVIO RENATO BARROS DA GUARDA
  • PETRONIO JOSE DE LIMA MARTELLI
  • VILDE GOMES DE MENEZES
  • Data: 14/10/2022

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  • O objetivo dessa revisão sistemática foi analisar as evidências científicas sobre a oferta de políticas públicas de esportes municipais do Brasil. Trata-se de uma revisão sistemática cujas buscas foram realizadas entre setembro e novembro de 2021 através das bases de dados Google Acadêmico, Bireme, Pubmed, Periódicos Capes, Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). A seleção ocorreu em duas etapas e, para a extração das informações, utilizou-se um formulário elaborado pelos autores através da estratégia PICO. A análise dos artigos resultou na síntese qualitativa dessa revisão. A busca inicial nas seis bases de dados identificou 14.681 títulos. Nessa revisão, foram incluídos sete estudos a partir dos critérios de elegibilidade. A seleção dos artigos se deu em duas etapas: inicialmente, foi realizada a revisão de títulos e resumos e, posteriormente, foram examinados os textos completos. Todos os estudos apresentaram um delineamento descritivo. Os resultados foram apresentados descritivamente e abordaram os perfis dos programas e dos projetos municipais no Brasil. Além disso, foram identificadas as características dos gestores municipais de esportes e o impacto das intervenções para a população desses municípios. Compreende-se que se faz necessária a ampliação de políticas públicas de esportes que atendam a demanda da população, além de um preparo específico dos profissionais que assumem a função da gestão municipal de esportes.


  • Mostrar Abstract
  • O objetivo dessa revisão sistemática foi analisar as evidências científicas sobre a oferta de políticas públicas de esportes municipais do Brasil. Trata-se de uma revisão sistemática cujas buscas foram realizadas entre setembro e novembro de 2021 através das bases de dados Google Acadêmico, Bireme, Pubmed, Periódicos Capes, Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). A seleção ocorreu em duas etapas e, para a extração das informações, utilizou-se um formulário elaborado pelos autores através da estratégia PICO. A análise dos artigos resultou na síntese qualitativa dessa revisão. A busca inicial nas seis bases de dados identificou 14.681 títulos. Nessa revisão, foram incluídos sete estudos a partir dos critérios de elegibilidade. A seleção dos artigos se deu em duas etapas: inicialmente, foi realizada a revisão de títulos e resumos e, posteriormente, foram examinados os textos completos. Todos os estudos apresentaram um delineamento descritivo. Os resultados foram apresentados descritivamente e abordaram os perfis dos programas e dos projetos municipais no Brasil. Além disso, foram identificadas as características dos gestores municipais de esportes e o impacto das intervenções para a população desses municípios. Compreende-se que se faz necessária a ampliação de políticas públicas de esportes que atendam a demanda da população, além de um preparo específico dos profissionais que assumem a função da gestão municipal de esportes.

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  • PAULO HENRIQUE DE MELO
  • EFEITO DA MASSA MUSCULAR DO EXERCÍCIO ISOMÉTRICO NAS RESPOSTAS CARDIOVASCULARES AGUDAS DE JOVENS SAUDÁVEIS: UM ESTUDO CROSS-OVER RANDOMIZADO CONTROLADO

  • Orientador : BRENO QUINTELLA FARAH
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALINE MENDES GERAGE DA SILVA
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • LUCIANO MACHADO FERREIRA TENORIO DE OLIVEIRA
  • Data: 01/11/2022
    Ata de defesa assinada:

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  • Estudos apontam que a maior massa muscular envolvida nas sessões de exercício de força dinâmico promovem maior hipotensão pós-exercício. Por outro lado, se isso ocorre no exercício de força isométrico ainda é pouco explorado. Portanto, o objetivo desse estudo foi analisar os efeitos da massa muscular do exercício de força isométrico nas respostas cardiovasculares agudas de jovens saudáveis. Trata-se de um estudo controlado randomizado com delineamento cross-over, em que 12 homens adultos saudáveis (idade: 27,8 ± 6,4 anos), realizaram, em ordem aleatória, quatro sessões experimentais: exercício isométrico com handgrip bilateral (SH), exercício isométrico de agachamento na parede (SA), sessão combinada de SH e SA (SCOMB) e sessão controle (SC). Nas sessões de exercício, os indivíduos realizaram quatro séries de dois minutos de contração isométrica para dois minutos de descanso, intensidade de 30% da contração voluntaria máxima para o SH, enquanto para a SA, foi utilizada angulação equivalente a 95% da frequência cardíaca média após protocolo incremental de isometria, na SCOMB os indivíduos realizaram duas séries de SH e duas de SA, enquanto na SC permaneceram sentados por 14 minutos sem exercício. A pressão arterial, frequência cardíaca e duplo produto foi avaliada pré e nos momentos 15, 30, 45 e 60 minutos após as sessões experimentais. Foi calculada a média dos momentos pós. Não houve redução da pressão arterial após exercício isométrico e não houve efeito da massa muscular nas respostas da pressão arterial sistólica e diastólica no exercício isométrico (p>0,05 para todos). A frequência cardíaca foi reduzida após SH (70,3 ± 8,3bpm vs. 66,1 ± 8 bmp), enquanto que na SA (70,9 ± 13,6 bpm vs. 74,1 ± 12,8 bpm) e SCOMB e (69,5 ± 9,6 bpm vs. 69,8 ± 10,1 bpm) houve aumento. O duplo produto foi menor após SH (8563,3 ± 1689,9 bpm*mmHg vs.7868,7 ± 1421,6 bpm*mmHg) e na SC (8800,2 ± 1786,2 bpm*mmHg vs. 8120,5 ± 1449,2 bpm*mmHg), enquanto que a SA (8589,1 ± 1946,4 bpm*mmHg vs. 8965,3 ± 1670,4 bpm*mmHg) foi maior e na SCOMB não mostrou diferença significativa. Em conclusão, a massa muscular envolvida no exercício isométrico não afetou as respostas pressóricas, porém a sessão de menor massa muscular promoveu redução da frequência cardíaca e do duplo produto em jovens saudáveis.


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  • Estudos apontam que a maior massa muscular envolvida nas sessões de exercício de força dinâmico promovem maior hipotensão pós-exercício. Por outro lado, se isso ocorre no exercício de força isométrico ainda é pouco explorado. Portanto, o objetivo desse estudo foi analisar os efeitos da massa muscular do exercício de força isométrico nas respostas cardiovasculares agudas de jovens saudáveis. Trata-se de um estudo controlado randomizado com delineamento cross-over, em que 12 homens adultos saudáveis (idade: 27,8 ± 6,4 anos), realizaram, em ordem aleatória, quatro sessões experimentais: exercício isométrico com handgrip bilateral (SH), exercício isométrico de agachamento na parede (SA), sessão combinada de SH e SA (SCOMB) e sessão controle (SC). Nas sessões de exercício, os indivíduos realizaram quatro séries de dois minutos de contração isométrica para dois minutos de descanso, intensidade de 30% da contração voluntaria máxima para o SH, enquanto para a SA, foi utilizada angulação equivalente a 95% da frequência cardíaca média após protocolo incremental de isometria, na SCOMB os indivíduos realizaram duas séries de SH e duas de SA, enquanto na SC permaneceram sentados por 14 minutos sem exercício. A pressão arterial, frequência cardíaca e duplo produto foi avaliada pré e nos momentos 15, 30, 45 e 60 minutos após as sessões experimentais. Foi calculada a média dos momentos pós. Não houve redução da pressão arterial após exercício isométrico e não houve efeito da massa muscular nas respostas da pressão arterial sistólica e diastólica no exercício isométrico (p>0,05 para todos). A frequência cardíaca foi reduzida após SH (70,3 ± 8,3bpm vs. 66,1 ± 8 bmp), enquanto que na SA (70,9 ± 13,6 bpm vs. 74,1 ± 12,8 bpm) e SCOMB e (69,5 ± 9,6 bpm vs. 69,8 ± 10,1 bpm) houve aumento. O duplo produto foi menor após SH (8563,3 ± 1689,9 bpm*mmHg vs.7868,7 ± 1421,6 bpm*mmHg) e na SC (8800,2 ± 1786,2 bpm*mmHg vs. 8120,5 ± 1449,2 bpm*mmHg), enquanto que a SA (8589,1 ± 1946,4 bpm*mmHg vs. 8965,3 ± 1670,4 bpm*mmHg) foi maior e na SCOMB não mostrou diferença significativa. Em conclusão, a massa muscular envolvida no exercício isométrico não afetou as respostas pressóricas, porém a sessão de menor massa muscular promoveu redução da frequência cardíaca e do duplo produto em jovens saudáveis.

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  • RUDA GONCALVES ESPIRITO SANTO
  • ANÁLISE DAS DORES, ANSIEDADE, QUALIDADE DO SONO E SÍNDROME DE BURNOUT EM ATLETAS DE RÚGBI, TÊNIS E BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS DURANTE O PERÍODO DE COVID 19
     
  • Orientador : SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • ANA PAULA DE LIMA FERREIRA
  • Data: 21/11/2022

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  • O esporte paralímpico é a adaptação do esporte tradicional. Entre tais esportes, o rúgbi (RCR), o tênis (TCR) e o basquete (BCR) em cadeira de rodas apresentam diversas semelhanças, entre elas, o predomínio do uso dos membros superiores (MS). Entretanto, conforme o avanço no desempenho dos atletas paralímpicos em seus esportes, é inerente o crescimento das dores e dos acometimentos psicobiológicos, como transtornos de ansiedade, alterações negativas na qualidade do sono e um esgotamento mental. Em adição, no ano de 2020, o mundo foi severamente afetado pela pandemia de COVID 19, onde diversos eventos esportivos sofreram alterações, como a paralimpíada de Tóquio 2020. Diversas medidas foram tomadas para desacelerar o vírus e, entre elas, o isolamento social foi aplicado. Como consequência do isolamento, houve um aumento dos comportamentos sedentários, como a diminuição da atividade física. Tais fatores podem ter incentivado o surgimento ou agravado as condições das dores bem como dos aspectos psicobiológicos. Uma das estratégias utilizadas para haver um controle desses quadros foi a aplicação da metodologia do exercício em casa. Diante disso, nosso estudo realizou três produtos com os objetivos de a) sumarizar os achados científicos e verificar o perfil das dores nos MS e suas possíveis associações com os aspectos psicobiológicos em atletas de RCR, TCR e BCR, b) verificar os indicadores das dores e desconfortos nos MS, ansiedade, qualidade de sono e síndrome de burnout em atletas paralímpicos sob a influência do exercício físico realizado em casa durante o período da pandemia de COVID 19 e, adicionalmente, verificar as diferenças entre os atletas de TCR e BCR, nas mesmas variáveis físicas e psicobiológicas e c) verificar as associações das dores e desconfortos nos MS com os aspectos psicobiológicos em atletas de TCR após o período de COVID 19. Os achados do primeiro produto relatam informações sobre uma alta incidência de dores nos MS nos atletas de RCR, TCR e BCR, mas não apresentam informações robustas sobre os aspectos psicobiológicos. Para os ascpetos correlacionais, foram percebidas lacunas onde apenas a qualidade do sono apresentou algum tipo de associação com as dores. O segundo estudo nos apresentou informações que o peso dos atletas apresentou uma influência em uma das dimensões da síndrome do burnout tanto para o grupo dos atletas sob influência do exercício físico em casa, como para o grupo dos esportes, onde o grupo que não realizou o exercício planejado apresentavam valores maiores nas respectivas variáveis e, que os atletas de BCR demonstravam números maiores quando comparados com os atletas de TCR, nas devidas variáveis. E, por fim, para o terceiro estudo, não foram encontradas correlações significativas entre as variáveis das dores nos MS com as psicobiológicas, entretanto, duas dimensões da síndrome de burnout apresentaram correlações significativas com a qualidade do sono. Em suma, existe um perfil robusto na literatura para as relações entre as dores nos MS nos atletas de RCR, TCR e BCR, contudo há uma lacuna para as associações entre as dores com os aspectos psicobiológicos


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  • O esporte paralímpico é a adaptação do esporte tradicional. Entre tais esportes, o rúgbi (RCR), o tênis (TCR) e o basquete (BCR) em cadeira de rodas apresentam diversas semelhanças, entre elas, o predomínio do uso dos membros superiores (MS). Entretanto, conforme o avanço no desempenho dos atletas paralímpicos em seus esportes, é inerente o crescimento das dores e dos acometimentos psicobiológicos, como transtornos de ansiedade, alterações negativas na qualidade do sono e um esgotamento mental. Em adição, no ano de 2020, o mundo foi severamente afetado pela pandemia de COVID 19, onde diversos eventos esportivos sofreram alterações, como a paralimpíada de Tóquio 2020. Diversas medidas foram tomadas para desacelerar o vírus e, entre elas, o isolamento social foi aplicado. Como consequência do isolamento, houve um aumento dos comportamentos sedentários, como a diminuição da atividade física. Tais fatores podem ter incentivado o surgimento ou agravado as condições das dores bem como dos aspectos psicobiológicos. Uma das estratégias utilizadas para haver um controle desses quadros foi a aplicação da metodologia do exercício em casa. Diante disso, nosso estudo realizou três produtos com os objetivos de a) sumarizar os achados científicos e verificar o perfil das dores nos MS e suas possíveis associações com os aspectos psicobiológicos em atletas de RCR, TCR e BCR, b) verificar os indicadores das dores e desconfortos nos MS, ansiedade, qualidade de sono e síndrome de burnout em atletas paralímpicos sob a influência do exercício físico realizado em casa durante o período da pandemia de COVID 19 e, adicionalmente, verificar as diferenças entre os atletas de TCR e BCR, nas mesmas variáveis físicas e psicobiológicas e c) verificar as associações das dores e desconfortos nos MS com os aspectos psicobiológicos em atletas de TCR após o período de COVID 19. Os achados do primeiro produto relatam informações sobre uma alta incidência de dores nos MS nos atletas de RCR, TCR e BCR, mas não apresentam informações robustas sobre os aspectos psicobiológicos. Para os ascpetos correlacionais, foram percebidas lacunas onde apenas a qualidade do sono apresentou algum tipo de associação com as dores. O segundo estudo nos apresentou informações que o peso dos atletas apresentou uma influência em uma das dimensões da síndrome do burnout tanto para o grupo dos atletas sob influência do exercício físico em casa, como para o grupo dos esportes, onde o grupo que não realizou o exercício planejado apresentavam valores maiores nas respectivas variáveis e, que os atletas de BCR demonstravam números maiores quando comparados com os atletas de TCR, nas devidas variáveis. E, por fim, para o terceiro estudo, não foram encontradas correlações significativas entre as variáveis das dores nos MS com as psicobiológicas, entretanto, duas dimensões da síndrome de burnout apresentaram correlações significativas com a qualidade do sono. Em suma, existe um perfil robusto na literatura para as relações entre as dores nos MS nos atletas de RCR, TCR e BCR, contudo há uma lacuna para as associações entre as dores com os aspectos psicobiológicos

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  • WEYDYSON DE LIMA DO NASCIMENTO ANASTÁCIO
  • CRIAÇÃO E VALIDAÇÃO DE CONTEÚDO DE UM CURSO DE CAPACITAÇÃO EM PRESCRIÇÃO DE EXERCÍCIOS FÍSICOS PARA SOBREVIVENTES DE CÂNCER

  • Orientador : TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • FABRICIO OLIVEIRA SOUTO
  • Data: 09/12/2022

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  • Segundo o INCA, mais de 170.000 casos de cânceres de mama, próstata e colorretal foram estimados para o ano de 2020. O mesmo instituto estima que até 2030 serão gastos R$ 2,5 bilhões com tratamentos de câncer que poderiam ser evitados pela prática de atividades físicas no Brasil. Além disso, a redução de comportamentos sedentários está aliada a menores riscos de câncer. Sobreviventes que praticam atividades físicas e exercícios físicos podem experimentar melhores taxas de respostas aos tratamentos, funcionalidade, qualidade de vida e redução de efeitos colaterais, o que potencialmente melhora os desfechos. A literatura recomenda que os profissionais busquem se capacitar acerca dos tipos de tratamentos, efeitos colaterais, sintomas e seus impactos na tolerância ao exercício. No Brasil, existe um déficit na formação do proissional de Educação Física para o manejo adequado da população oncológica e as limitações se estendem à formação continuada. Portanto, o objetivo deste trabalho foi desenvolver um curso de capacitação em prescrição de exercícios para sobreviventes de câncer de mama, próstata e colorretal baseado nas recomendações nacionais e internacionais. Métodos. Participaram do estudo mestres e doutores com experiência em oncologia da atividade física/exercício (n = 4). O trabalho foi realizado em 10 fases. Na primeira, foram delimitados os métodos de trabalho. Na segunda, houve a busca nas bases de dados e seleção das fontes de consulta. Na terceira, foi realizada uma reunião de consenso para confirmação dos documentos utilizáveis. Na quarta, foi delimitado o conteúdo programático. Na quinta, foram desenvolvidas as aulas. Na sexta, foi realizado o convite e a seleção do Júri Expert. Na sétima, foi enviado o material para avaliação do júri expert através de um formulário eletrônico composto por uma escala tipo Likert de 1-4 e um campo de sugestões para cada conteúdo. Na oitava, foram realizadas as análises estatísticas descritivas, para caracterização do Júri Expert e de concordância, para determinação da validade de conteúdo do modelo. Na nona, foram realizados os ajustes sugeridos pelo Júri Expert. Na décima foram obtidos os produtos finais. Resultados. Foram produzidos oito aulas subdivididos em 126 conteúdos. Todos os conteúdos apresentaram índices de relevância adequados entre os experts (1,00). Conclusão. O curso de capacitação se mostrou validado quanto ao seu conteúdo. Estudos futuros podem determinar outros tipos de validade desta ferramenta, como clareza e compreensão.


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  • O objetivo do presente estudo é desenvolver um curso de capacitação à distância em prescrição de exercícios físicos na prevenção e na sobrevivência ao câncer, com ênfase em mama, próstata e colorretal, para profissionais de Educação Física. Primeiramente será realizada a validação de uma trilha de aprendizagem e em seguida um ensaio clínico randomizado controlado cross-over. Serão selecionados mestres da área de saúde ou oncologia para composição do júri-expert e alunos de graduação ou formados em Educação Física – Bacharelado para composição do público-alvo. Para validação de conteúdo, será realizada uma consulta ao júri-expert acerca da relevância e importância de cada item, através de um instrumento de pontuação contendo uma escala tipo Likert 1-5. Em seguida, a intervenção se dará através da disponibilização de videoaulas em modelo EAD sem tutoria e material didático em .PDF. Os participantes selecionados serão randomizados e alocados em dois grupos: G_capacitação antecipada e G_capacitação tardia. Primeiramente, ambos os grupos serão submetidos à primeira avaliação (O1). Logo após, o G_capacitação antecipada será submetido à intervenção durante três semanas, enquanto o G_capacitação tardia não terá o mesmo acesso por igual período e, ao fim, realizará uma nova avaliação (O2). Após um período de wash-out de uma semana, o G_capacitação antecipada será privado da intervenção enquanto o G_capacitação tardia realizará a intervenção por três semanas. Após esse período, ambos os grupos realizarão a terceira avaliação (O3). As aulas e avaliações serão disponibilizadas na plataforma Competence Human Movement Science. Os resultados serão expressos pela média ± desvio padrão e intervalo de confiança de 95%. O desfecho de interesse do ensaio clínico randomizado será o desempenho nas avaliações realizadas para cada módulo do curso (escore de 0 a 100). O efeito da intervenção será comparado por uma ANOVA fatorial de dois caminhos e teste post hoc de Bonferroni. A validação da trilha de aprendizagem se dará através do cálculo da razão e índice de validade de conteúdo. O índice de concordância de Kappa verificará a concordância entre os juízes.

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  • JAKELINE OLINDINA FRANCELINO
  • NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA, CONSUMO ALIMENTAR, PERCEPÇÃO DE ESTRESSE E SINAIS E SINTOMAS DE DISBIOSE INTESTINAL EM PÓS-GRADUANDOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA DURANTE A PANDEMIA DO COVID-19.

  • Orientador : ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO HERBERT LANCHA JUNIOR
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • Data: 12/12/2022

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    A pandemia do COVID-19, trouxe como principal estratégia, a quarentena, que ocasionou fatores como o aumento nos níveis de estresse, além de ter modificado a rotina de grande parte da população. Esses fatores, podem modificar a microbiota intestinal, ocasionando um quadro de disbiose. A prática de atividade física pode melhorar o número de espécies microbianas benéficas responsáveis pela homeostase do intestino, prevenindo assim, um quadro de disbiose. Portanto, o trabalho tem como objetivo explorar o nível de atividade física, consumo alimentar, percepção de estresse e os sinais e sintomas de disbiose intestinal em pós-graduandos em Educação Física durante a pandemia do COVID-19. Trata-se de um estudo transversal, com amostra composta por 21 acadêmicos, idade média de 22 anos e DP= 1,88, 57% do sexo masculino (n=12), regularmente matriculados em um Programa de Pós-graduação em Educação Física. Foram coletadas informações a respeito da rotina e hábitos dos acadêmicos a partir de um questionário de perfil. Os dados referentes aos sinais e sintomas da disbiose intestinal foram quantificados por meio do Questionário de Rastreamento Metabólico (QRM) e pela avaliação da consistência das fezes com a Escala de Bristol. A percepção do estresse foi avaliada pela Escala de Percepção do Estresse Percebido. Para avaliação do nível de atividade física foi utilizado o Questionário Internacional de Atividade física (IPAQ) e o consumo alimentar foi avaliado pelo Recordatório 24 horas (R24h). A prevalência dos sinais e sintomas de disbiose foi constatada em 57,1% (n=12) dos acadêmicos que obtiveram pontuação ≥30 na seção do trato gastrointestinal do QRM. Em relação ao nível de atividade física, 47,6% (n=10) dos estudantes foram classificados como muito ativos e 4,7% (n=1) sedentário. Houve associação negativa entre o consumo alimentar de fibras com a disbiose (p=0,0136). O nível de atividade física parece ser um fator de proteção para a presença de disbiose intestinal.

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    A pandemia do COVID-19, trouxe como principal estratégia, a quarentena, que ocasionou fatores como o aumento nos níveis de estresse, além de ter modificado a rotina de grande parte da população. Esses fatores, podem modificar a microbiota intestinal, ocasionando um quadro de disbiose. A prática de atividade física pode melhorar o número de espécies microbianas benéficas responsáveis pela homeostase do intestino, prevenindo assim, um quadro de disbiose. Portanto, o trabalho tem como objetivo explorar o nível de atividade física, consumo alimentar, percepção de estresse e os sinais e sintomas de disbiose intestinal em pós-graduandos em Educação Física durante a pandemia do COVID-19. Trata-se de um estudo transversal, com amostra composta por 21 acadêmicos, idade média de 22 anos e DP= 1,88, 57% do sexo masculino (n=12), regularmente matriculados em um Programa de Pós-graduação em Educação Física. Foram coletadas informações a respeito da rotina e hábitos dos acadêmicos a partir de um questionário de perfil. Os dados referentes aos sinais e sintomas da disbiose intestinal foram quantificados por meio do Questionário de Rastreamento Metabólico (QRM) e pela avaliação da consistência das fezes com a Escala de Bristol. A percepção do estresse foi avaliada pela Escala de Percepção do Estresse Percebido. Para avaliação do nível de atividade física foi utilizado o Questionário Internacional de Atividade física (IPAQ) e o consumo alimentar foi avaliado pelo Recordatório 24 horas (R24h). A prevalência dos sinais e sintomas de disbiose foi constatada em 57,1% (n=12) dos acadêmicos que obtiveram pontuação ≥30 na seção do trato gastrointestinal do QRM. Em relação ao nível de atividade física, 47,6% (n=10) dos estudantes foram classificados como muito ativos e 4,7% (n=1) sedentário. Houve associação negativa entre o consumo alimentar de fibras com a disbiose (p=0,0136). O nível de atividade física parece ser um fator de proteção para a presença de disbiose intestinal.
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  • JULIANE CAMILA DE OLIVEIRA RIBAS
  • CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE UMA CARTILHA COM JOGOS E BRINCADEIRAS PARA ESTIMULAR FUNÇÕES COGNITIVAS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

  • Orientador : ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • LUIZ RENATO RODRIGUES CARREIRO
  • Data: 19/12/2022

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  • Os jogos e brincadeiras de atividade física têm sido apresentados na literatura científica como ferramentas capazes de promover benefícios tanto do ponto de vista motor, quanto do ponto de vista cognitivo para crianças e adolescentes. Entretanto, apesar do conhecimento a respeito da importância, eficiência e eficácia dos jogos e brincadeiras de atividades físicas para cognição, instrumentos validados por experts da neurociência que integram a apresentação “escrita” e visual de jogos e brincadeiras de atividade física quanto às funções cognitivas, não são conhecidos. Assim, o objetivo deste trabalho foi desenvolver e validar uma cartilha de jogos e brincadeiras quanto às funções cognitivas. Trata-se de um estudo metodológico com utilização da técnica Delphi para validação. O processo de validação dos jogos e brincadeiras ocorreu em três etapas, sendo: 1) seleção e validação dos jogos e brincadeiras quanto às funções cognitivas, às faixas etárias e nos critérios de clareza, precisão e relevância; 2) confecção da cartilha; 3) validação da cartilha de jogos e brincadeiras quanto a aparência e conteúdo. O painel de especialistas contou com 7 experts da neurociência e 9 profissionais de Educação Física da rede básica de ensino. As avaliações foram feitas por meio de formulários do Google Forms, elaborados em escalas tipo Likert. A frequência das respostas e a concordância entre os experts a respeito da análise foram verificadas através do Índice de Validação de Conteúdo (IVC) para cada item (I-IVC) para os domínios e para a cartilha em geral (S-IVC) assumindo como ponto de corte IVC ≥0,80. Os dados foram organizados no software Microsoft Excel 2019®, para todas as análises foram foi utilizado o software SPSS versão 26.0 e para elaboração das ilustrações e design da cartilha foram utilizados os softwares Photoshop CS6® e CorelDraw®. Dos 30 jogos e brincadeiras selecionados, após 2 fases de avaliações realizadas por experts da neurociência, 27 atividades foram validadas com IVC>0,80 para todos os critérios. A cartilha de jogos e brincadeiras foi elaborada e validadada em única avaliação com nível de concordância global de S-IVC=0,98 entre juízes profissionais de Educação Física e de S-IVC=0,98 entre os experts da neurociência.
     
     
     

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  • Os jogos e brincadeiras de atividade física têm sido apresentados na literatura científica como ferramentas capazes de promover benefícios tanto do ponto de vista motor, quanto do ponto de vista cognitivo para crianças e adolescentes. Entretanto, apesar do conhecimento a respeito da importância, eficiência e eficácia dos jogos e brincadeiras de atividades físicas para cognição, instrumentos validados por experts da neurociência que integram a apresentação “escrita” e visual de jogos e brincadeiras de atividade física quanto às funções cognitivas, não são conhecidos. Assim, o objetivo deste trabalho foi desenvolver e validar uma cartilha de jogos e brincadeiras quanto às funções cognitivas. Trata-se de um estudo metodológico com utilização da técnica Delphi para validação. O processo de validação dos jogos e brincadeiras ocorreu em três etapas, sendo: 1) seleção e validação dos jogos e brincadeiras quanto às funções cognitivas, às faixas etárias e nos critérios de clareza, precisão e relevância; 2) confecção da cartilha; 3) validação da cartilha de jogos e brincadeiras quanto a aparência e conteúdo. O painel de especialistas contou com 7 experts da neurociência e 9 profissionais de Educação Física da rede básica de ensino. As avaliações foram feitas por meio de formulários do Google Forms, elaborados em escalas tipo Likert. A frequência das respostas e a concordância entre os experts a respeito da análise foram verificadas através do Índice de Validação de Conteúdo (IVC) para cada item (I-IVC) para os domínios e para a cartilha em geral (S-IVC) assumindo como ponto de corte IVC ≥0,80. Os dados foram organizados no software Microsoft Excel 2019®, para todas as análises foram foi utilizado o software SPSS versão 26.0 e para elaboração das ilustrações e design da cartilha foram utilizados os softwares Photoshop CS6® e CorelDraw®. Dos 30 jogos e brincadeiras selecionados, após 2 fases de avaliações realizadas por experts da neurociência, 27 atividades foram validadas com IVC>0,80 para todos os critérios. A cartilha de jogos e brincadeiras foi elaborada e validadada em única avaliação com nível de concordância global de S-IVC=0,98 entre juízes profissionais de Educação Física e de S-IVC=0,98 entre os experts da neurociência.
     
     
     
2021
Dissertações
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  • MARCELO DE SANTANA OLIVEIRA
  • EFEITOS DO TREINAMENTO ISOMÉTRICO COM HANDGRIP NA PRESSÃO ARTERIAL AMBULATORIAL DE ADULTOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE

  • Orientador : BRENO QUINTELLA FARAH
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAPHAEL MENDES RITTI-DIAS
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • Data: 03/08/2021

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  • Estudos de metanálise vêm demonstrando que o treinamento isométrico com handgrip é uma alternativa eficaz para redução da pressão arterial clínica em hipertensos. Contudo, até o presente momento, nenhum estudo de metanálise foi realizado analisando os efeitos do TIH na pressão arterial ambulatorial, que é considerado melhor discriminador de risco cardiovascular em hipertensos. Portanto, o objetivo dessa dissertação foi analisar os efeitos do treinamento isométrico com handgrip nas variáveis cardiovasculares em hipertensos e normotensos. Para tanto, foi realizado uma revisão sistemática com meta-análise de estudos que investigaram os efeitos do TIH na pressão arterial ambulatorial nas bases de dados Medline e Web of Science, bem como foi utilizado estudos presentes na literatura cinzenta. Foi realizada metanálise de efeitos aleatórios das diferença de médias (MD) com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Seis estudos foram incluídos na revisão, totalizando 157 participantes (82 TIH, 75 controle). A metanálise não identificou efeito significante do TIH sobre a pressão arterial sistólica de 24 horas (MD: -2,5, 95% IC -5,44-0,45, p=0,10), de sono (MD: -1,88, 95% IC -4,86-1,10, p=0,22), de vigília (MD: -1,85, 95% IC -4,81-1,10, p=0,22), pressão arterial diastólica de 24 horas (MD: -1,91, 95% IC -4,06- 0,24, p=0,08) e de sono (MD: -1,90, 95% IC -4,60-0,81, p=0,17), enquanto que houve redução da pressão arterial diastólica de vigília (MD: -2,53, 95% IC -4,87-0,18, p= 0,03) no grupo o treinamento isométrico com handgrip. Assim, pode-se concluir que o treinamento isométrico com handgrip reduziu a pressão arterial diastólica de vigília. Por outro lado, este tipo de treinamento não reduziu a pressão arterial diastólica e sistólica de 24 horas, de sono, assim como a pressão arterial sistólica de vigília em adultos.


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  • Estudos de metanálise vêm demonstrando que o treinamento isométrico com handgrip é uma alternativa eficaz para redução da pressão arterial clínica em hipertensos. Contudo, até o presente momento, nenhum estudo de metanálise foi realizado analisando os efeitos do TIH na pressão arterial ambulatorial, que é considerado melhor discriminador de risco cardiovascular em hipertensos. Portanto, o objetivo dessa dissertação foi analisar os efeitos do treinamento isométrico com handgrip nas variáveis cardiovasculares em hipertensos e normotensos. Para tanto, foi realizado uma revisão sistemática com meta-análise de estudos que investigaram os efeitos do TIH na pressão arterial ambulatorial nas bases de dados Medline e Web of Science, bem como foi utilizado estudos presentes na literatura cinzenta. Foi realizada metanálise de efeitos aleatórios das diferença de médias (MD) com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Seis estudos foram incluídos na revisão, totalizando 157 participantes (82 TIH, 75 controle). A metanálise não identificou efeito significante do TIH sobre a pressão arterial sistólica de 24 horas (MD: -2,5, 95% IC -5,44-0,45, p=0,10), de sono (MD: -1,88, 95% IC -4,86-1,10, p=0,22), de vigília (MD: -1,85, 95% IC -4,81-1,10, p=0,22), pressão arterial diastólica de 24 horas (MD: -1,91, 95% IC -4,06- 0,24, p=0,08) e de sono (MD: -1,90, 95% IC -4,60-0,81, p=0,17), enquanto que houve redução da pressão arterial diastólica de vigília (MD: -2,53, 95% IC -4,87-0,18, p= 0,03) no grupo o treinamento isométrico com handgrip. Assim, pode-se concluir que o treinamento isométrico com handgrip reduziu a pressão arterial diastólica de vigília. Por outro lado, este tipo de treinamento não reduziu a pressão arterial diastólica e sistólica de 24 horas, de sono, assim como a pressão arterial sistólica de vigília em adultos.

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  • THIAGO BORGES MADUREIRA SABINO
  • EFEITO DE DIFERENTES INTENSIDADES DO TREINAMENTO DE FORÇA SOBRE A FUNÇÃO ENDOTELIAL DE PESSOASCOM DIABETES MELLITUS TIPO 2: Uma Revisão Sistemática

  • Orientador : EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • DENISE MARIA MARTINS VANCEA
  • JORGE LUIZ DE BRITO GOMES
  • Data: 30/09/2021

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  • As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de mortalidade em pessoas com diabetes mellitus do tipo 2 (DM2). O DM2 é uma doença metabólica associado com piora da função endotelial (FE). A disfunção endotelial (DE) é um forte fator de risco para futuros eventos cardiovasculares nessa população, além de ser um dos principais mecanismos de mediação das complicações microvasculares. O treinamento físico é considerado um dos pilares para o tratamento e o controle da diabetes, no entanto, o efeito do treinamento de força (TF) sobre a FE de pessoas com DM2 ainda não foi totalmente compreendido. O objetivo desta revisão sistemática (RS) foi analisar os efeitos de diferentes intensidades do TF sobre a FE de pessoas com DM2. Os ensaios clínicos randomizados (ECRs) que compararam o grupo TF com o grupo ou condição controle foram incluídos na RS. Diferentes intensidades foram categorizadas em baixa a moderada e alta intensidade. Seis bases de dados eletrônicas foram pesquisadas (Pubmed, Cochrane, Embase, Scopus, Web of Science, CINAHL e PeDro) até fevereiro de 2021.Os critérios de elegibilidade seguiram a estratégia PICOS. Para avaliação da qualidade dos estudos foi utilizada a escala TESTEX. As divergências foram resolvidas com um terceiro avaliador, por consenso. Quatro ECRs preencheram os critérios de elegibilidade. Sobre a amostra, 106 pessoas participaram dos estudos, sendo 57 do grupo TF (% homens: 24,53; % mulheres= 29,25) e 49 do controle (% homens: 15,09; % mulheres: 31,13), com idade média de 67,25 ± 5,5 anos e tempo médio do DM2 de 8,0 ± 2,3 anos. Um estudo agudo crossover demonstrou aumento na FMD da artéria braquial imediatamente após (IC95%: de 3,0% para + 5,9%; p< 0,05), 60 minutos após (IC95%: 0,8% para + 4,2%; p< 0,05) e 120 minutos após (IC95%: 0,7% para +3,1%; p< 0,05) uma única sessão de treino de força de alta intensidade (RPE ~ 5 “hard”) comparado a sessão controle. Os resultados desta revisão sistemática sugerem que em pessoas com DM2 uma única sessão de treino de força de alta intensidade, em membros inferiores, foi capaz de melhorar agudamente a FE de pessoas com DM2, porém mais estudos são necessários para estabelecer a intensidade ideal e a efetividade da prescrição desse método de treinamento


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  • As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de mortalidade em pessoas com diabetes mellitus do tipo 2 (DM2). O DM2 é uma doença metabólica associado com piora da função endotelial (FE). A disfunção endotelial (DE) é um forte fator de risco para futuros eventos cardiovasculares nessa população, além de ser um dos principais mecanismos de mediação das complicações microvasculares. O treinamento físico é considerado um dos pilares para o tratamento e o controle da diabetes, no entanto, o efeito do treinamento de força (TF) sobre a FE de pessoas com DM2 ainda não foi totalmente compreendido. O objetivo desta revisão sistemática (RS) foi analisar os efeitos de diferentes intensidades do TF sobre a FE de pessoas com DM2. Os ensaios clínicos randomizados (ECRs) que compararam o grupo TF com o grupo ou condição controle foram incluídos na RS. Diferentes intensidades foram categorizadas em baixa a moderada e alta intensidade. Seis bases de dados eletrônicas foram pesquisadas (Pubmed, Cochrane, Embase, Scopus, Web of Science, CINAHL e PeDro) até fevereiro de 2021.Os critérios de elegibilidade seguiram a estratégia PICOS. Para avaliação da qualidade dos estudos foi utilizada a escala TESTEX. As divergências foram resolvidas com um terceiro avaliador, por consenso. Quatro ECRs preencheram os critérios de elegibilidade. Sobre a amostra, 106 pessoas participaram dos estudos, sendo 57 do grupo TF (% homens: 24,53; % mulheres= 29,25) e 49 do controle (% homens: 15,09; % mulheres: 31,13), com idade média de 67,25 ± 5,5 anos e tempo médio do DM2 de 8,0 ± 2,3 anos. Um estudo agudo crossover demonstrou aumento na FMD da artéria braquial imediatamente após (IC95%: de 3,0% para + 5,9%; p< 0,05), 60 minutos após (IC95%: 0,8% para + 4,2%; p< 0,05) e 120 minutos após (IC95%: 0,7% para +3,1%; p< 0,05) uma única sessão de treino de força de alta intensidade (RPE ~ 5 “hard”) comparado a sessão controle. Os resultados desta revisão sistemática sugerem que em pessoas com DM2 uma única sessão de treino de força de alta intensidade, em membros inferiores, foi capaz de melhorar agudamente a FE de pessoas com DM2, porém mais estudos são necessários para estabelecer a intensidade ideal e a efetividade da prescrição desse método de treinamento

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  • INALDO NASCIMENTO DE LIMA SILVA
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE ATIVIDADE FÍSICA E DOMÍNIOS DA SÍNDROME DE BURNOUT EM SERVIDORES DA POLÍCIA FEDERAL

  • Orientador : CARLA MENESES HARDMAN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • DANIEL DA ROCHA QUEIROZ
  • JORGE BEZERRA
  • Data: 22/12/2021

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  • Introdução: A síndrome de burnout vem se constituindo como um dos distúrbios que mais causa problemas na relação entre o indivíduo e seu trabalho. O nível de atividade física pode se demonstrar como uma importante ferramenta na prevenção e controle desse problema. A existência de poucos estudos envolvendo a relação entre atividade física e síndrome de burnout em uma população de servidores da área de segurança pública representa um importante passo para tentar descobri a melhor forma de prevenir e tratar esse distúrbio que afeta os trabalhadores desse ramo. Objetivo: Analisar a associação entre o nível de atividade física e o comportamento sedentário com os domínios da síndrome de burnout em servidores da polícia federal brasileira. Método: Estudo transversal realizado em servidores da Polícia Federal de ambos os sexos. Foram enviados e-mails contendo link que conduzia o servidor à plataforma Survey Monkey, na qual continha três questionários que avaliavam os componentes sociodemográficos, o IPAQ em sua versão curta, para verificar o nível de atividade física, e o Maslach Burnout Inventory, os sintomas de burnout. Cada domínio foi classificado em tercil. Para análise dos dados foi empregado a regressão logística binária (OR; IC95%). Resultados: Em uma população de 13.327 servidores da Polícia Federal, 905 responderam os questionários, com idade entre 21 e 71 anos (42,9 ±8,3), dos quais 83,6% eram do sexo masculino. Foi observada uma prevalência de 21,7% dos respondentes com baixo nível de atividade física. Constatou-se, também, que 25,4% apresentaram alto nível de exaustão emocional, 26,1% tinham alto nível de despersonalização e 28,5% apresentaram baixo nível de realização profissional. Também foi observado que os servidores com baixo nível de atividade física tinham chance maior de apresentar alto nível de exaustão emocional (2,29; 1,57-3,33), despersonalização (1,69; 1,16-2,45) e baixo nível de realização profissional (2,05; 1,43-2,94). Conclusão: Na pesquisa foi constatado que o nível de atividade física estava significativamente associado ao alto nível de exaustão emocional e de despersonalização e com o baixo nível de realização profissional. Já o comportamento sedentário não foi estatisticamente associado aos domínios da Síndrome de Burnout.


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  • Introdução: A síndrome de burnout vem se constituindo como um dos distúrbios que mais causa problemas na relação entre o indivíduo e seu trabalho. O nível de atividade física pode se demonstrar como uma importante ferramenta na prevenção e controle desse problema. A existência de poucos estudos envolvendo a relação entre atividade física e síndrome de burnout em uma população de servidores da área de segurança pública representa um importante passo para tentar descobri a melhor forma de prevenir e tratar esse distúrbio que afeta os trabalhadores desse ramo. Objetivo: Analisar a associação entre o nível de atividade física e o comportamento sedentário com os domínios da síndrome de burnout em servidores da polícia federal brasileira. Método: Estudo transversal realizado em servidores da Polícia Federal de ambos os sexos. Foram enviados e-mails contendo link que conduzia o servidor à plataforma Survey Monkey, na qual continha três questionários que avaliavam os componentes sociodemográficos, o IPAQ em sua versão curta, para verificar o nível de atividade física, e o Maslach Burnout Inventory, os sintomas de burnout. Cada domínio foi classificado em tercil. Para análise dos dados foi empregado a regressão logística binária (OR; IC95%). Resultados: Em uma população de 13.327 servidores da Polícia Federal, 905 responderam os questionários, com idade entre 21 e 71 anos (42,9 ±8,3), dos quais 83,6% eram do sexo masculino. Foi observada uma prevalência de 21,7% dos respondentes com baixo nível de atividade física. Constatou-se, também, que 25,4% apresentaram alto nível de exaustão emocional, 26,1% tinham alto nível de despersonalização e 28,5% apresentaram baixo nível de realização profissional. Também foi observado que os servidores com baixo nível de atividade física tinham chance maior de apresentar alto nível de exaustão emocional (2,29; 1,57-3,33), despersonalização (1,69; 1,16-2,45) e baixo nível de realização profissional (2,05; 1,43-2,94). Conclusão: Na pesquisa foi constatado que o nível de atividade física estava significativamente associado ao alto nível de exaustão emocional e de despersonalização e com o baixo nível de realização profissional. Já o comportamento sedentário não foi estatisticamente associado aos domínios da Síndrome de Burnout.

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