Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
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  • JOSE IGOR VASCONCELOS DE OLIVEIRA
  • DESENVOLVIMENTO E VALIDAÇÃO DE UM PROTOCOLO PARA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DE PRECISÃO NA BOCHA PARALÍMPICA

  • Orientador : SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • JOSÉ IRINEU GORLA
  • PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • Data: 24/03/2022

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  • Introdução: A bocha paralímpica (BP) é uma modalidade baseada em controle motor, tomada de decisão e, principalmente, a precisão. Muito embora haja aumento no número de participantes e no desempenho apresentado pelos atletas nos eventos mundiais, diferente de outros esportes paralímpicos, a modalidade ainda não dispõe de protocolos para avaliação da precisão destinados aos atletas da modalidade. Objetivo: Desenvolver e validar um protocolo de avaliação individual da precisão na BP. Metodologia Geral: Esse estudo foi divido em três produtos finais: (estudo 1) uma revisão sistemática das investigações relacionadas ao desempenho na precisão de atletas da BP; (estudo 2) aplicabilidade e reprodutibilidade do protocolo de avaliação individual da precisão em atletas da BP; (estudo 3) validação do conteúdo do protocolo e instrumento por meio de avalição de treinadores e concordância de resultados entre avaliadores. Para as coletas, os avaliadores seguiram a estrutura de aplicação do protocolo e sempre utilizando o alvo 0.5 e 1.0. Todos as etapas seguiram critérios estabelecidos e aprovados pelo Comitê de Ética da instituição dos pesquisadores e pela Associação Nacional de Desportos para Deficientes. Principais Resultados: A BP possui lacunas de instrumentos validados para a prática da avaliação da precisão (estudo 1). Indicadores de aplicabilidade e reprodutibilidade de teste e reteste foram observados para o protocolo em todos os níveis de precisão (estudo 2). Por fim, a validação do conteúdo foi contemplada por treinadores da BP (estudo 3). Considerações finais: Observa-se que o protocolo e os instrumentos demonstram consistência suficiente para sua aplicação prática com objetivos diversos para o treinamento de atletas e a expansão de investigações para a área


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  • Introdução: A bocha paralímpica (BP) é uma modalidade baseada em controle motor, tomada de decisão e, principalmente, a precisão. Muito embora haja aumento no número de participantes e no desempenho apresentado pelos atletas nos eventos mundiais, diferente de outros esportes paralímpicos, a modalidade ainda não dispõe de protocolos para avaliação da precisão destinados aos atletas da modalidade. Objetivo: Desenvolver e validar um protocolo de avaliação individual da precisão na BP. Metodologia Geral: Esse estudo foi divido em três produtos finais: (estudo 1) uma revisão sistemática das investigações relacionadas ao desempenho na precisão de atletas da BP; (estudo 2) aplicabilidade e reprodutibilidade do protocolo de avaliação individual da precisão em atletas da BP; (estudo 3) validação do conteúdo do protocolo e instrumento por meio de avalição de treinadores e concordância de resultados entre avaliadores. Para as coletas, os avaliadores seguiram a estrutura de aplicação do protocolo e sempre utilizando o alvo 0.5 e 1.0. Todos as etapas seguiram critérios estabelecidos e aprovados pelo Comitê de Ética da instituição dos pesquisadores e pela Associação Nacional de Desportos para Deficientes. Principais Resultados: A BP possui lacunas de instrumentos validados para a prática da avaliação da precisão (estudo 1). Indicadores de aplicabilidade e reprodutibilidade de teste e reteste foram observados para o protocolo em todos os níveis de precisão (estudo 2). Por fim, a validação do conteúdo foi contemplada por treinadores da BP (estudo 3). Considerações finais: Observa-se que o protocolo e os instrumentos demonstram consistência suficiente para sua aplicação prática com objetivos diversos para o treinamento de atletas e a expansão de investigações para a área

2
  • JULIANE CAROLINA DA SILVA SANTOS
  • ANÁLISE LONGITUDINAL DA ASSOCIAÇÃO ENTRE BARREIRAS PARA A PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA E NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA EM PACIENTES COM DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA

  • Orientador : BRENO QUINTELLA FARAH
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • RAFAEL MIRANDA TASSITANO
  • Data: 28/04/2022

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  • Pacientes com doença arterial periférica (DAP) e sintomas de claudicação intermitente, tendem a apresentar baixos níveis de atividade física. Esse baixo nível de atividade física pode estar relacionado com as barreiras para a prática de atividade física, principalmente as barreiras que apresentam relação com o sintoma da doença. Porém, não se sabe ao certo, o impacto das barreiras sobre o nível de atividade física ao longo do tempo. Dessa maneira os objetivos do presente estudo foram analisar a associação das barreiras à atividade física sobre as mudanças nos níveis de atividade física e tempo sedentário e examinar se as barreiras à atividade física mudam ao longo do tempo em pacientes com doença arterial periférica (DAP). Trata-se de um estudo longitudinal que incluiu 72 pacientes (68% homens; 65,7±9,2 anos) com DAP sintomática. O nível de atividade física e as barreiras à atividade física foram coletados em dois momentos distintos com intervalo aproximado de 27 meses (IC95%: 26-28 meses). A atividade física foi avaliada em um período de sete dias por meio de um acelerômetro e foram obtidos o tempo gasto em atividades sedentárias, atividades físicas leves e atividades físicas moderadas a vigorosas (AFMV). Os pacientes que relataram “Falta de energia física” tiveram aumento do AFMV (ß=65,4 min/semana; p=0,033) e aqueles que relataram “Falta de dinheiro” tiveram aumento do comportamento sedentário (ß=559,0 min/semana; p =0,013). Além disso, aqueles que relataram as barreiras “Falta de dinheiro” (ß=-476,8 min/semana; p=0,006) e “falta de conhecimento e incerteza quanto aos benefícios da atividade física” (ß=-360,8; p=0,029) tiveram uma diminuição na atividade física leve de baixa intensidade. A prevalência de barreiras não se alterou nos dois momentos (kappa: 0,97 a 1,00). Dessa maneira, conclui-se que as barreiras são estáveis para pacientes com DAP e “falta de dinheiro” e “falta de conhecimento e incerteza sobre os benefícios da atividade física” foram associados à diminuição da atividade física com pouca luz e aumento do comportamento sedentário. A barreira da “falta de energia” foi associada ao aumento do AFMV.


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  • RESUMO: Pacientes com doença arterial periférica (DAP) e sintomas de claudicação intermitente tendem a apresentar diversas comorbidades cardiovasculares, além de ter baixa aptidão física e baixos níveis de atividade física, o que pode afetar diretamente a qualidade de vida desses pacientes. Estudos anteriores buscaram compreender quais as principais barreiras para prática de atividade física, dentre as barreiras, destacam-se a dor induzida pelo exercício e obstáculos que agravam a dor na perna. Sabe-se que a baixa adesão a essa prática pode estar relacionada aos sintomas da doença e as barreiras enfrentadas para a prática, por isso, alguns estudos têm buscado descrever as principais barreiras para a prática de atividade física nessa população, no entanto, não se sabe ao certo o poder preditivo dessas barreiras, dado que, os estudos realizados foram com desenho transversal. Dessa maneira, o objetivo do presente estudo será analisar a associação entre barreiras para a prática de atividade física e nível de atividade física em pacientes com doença arterial periférica. Para tanto, será realizado um estudo do tipo observacional com delineamento longitudinal com pacientes com DAP que apresentem sintomas de claudicação intermitente, de ambos os sexos, com idade acima de 50 anos e com índice tornozelo-braquial (ITB) <0,90. Os pacientes foram avaliados no período de setembro de 2015 a outubro 2019 e tiveram um acompanhamento de aproximadamente dois anos. Foram coletados dados referentes ao nível de atividade física através do acelerômetro, considerando tempo sedentário 0-99 counts/min; atividade física leve de baixa intensidade 100-1040 counts/min; atividade física leve de alta intensidade 1041-1951 counts/min e AFMV como ≥1952, barreiras pessoais e ambientais para a prática de atividade física através de questionário validado específico e dados demográficos e de fatores de risco cardiovascular como potencias fatores de confusão as variáveis sexo, idade, escolaridade, tabagista, diabetes, hipertensão, dislipidemia, doença coronária, insuficiência cardíaca, ITB. Para análise estatística será feito a associação entre as barreiras para a prática de atividade física e o nível de atividade física utilizando a regressão linear múltipla, na qual as associações serão ajustadas por potenciais fatores de confusões. O valor adotado como significante será P<0,05.

3
  • DIEGO DE MELO LIMA
  • ATIVIDADE FÍSICA E TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS: Uma avaliação epidemiológica e econométrica com usuários da atenção básica do município de Caruaru, Pernambuco.

  • Orientador : FLAVIO RENATO BARROS DA GUARDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • DANIEL DA ROCHA QUEIROZ
  • FLAVIO RENATO BARROS DA GUARDA
  • RAUL DA MOTA SILVEIRA NETO
  • Data: 28/04/2022

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  • Individuos afetados pela ansiedade e pela depressão geram altos gastos públicos com ações, serviços e medicamentos para o tratamento destes transtornos. Por outro lado, a prática de atividade física vem sendo utilizada como parte do tratamento dos transtornos mentais. Nesse sentido, o objetivo desta dissertação é avaliar a relação entre a prática de Atividades Físicas, a prevalência de ansiedade e os gastos totais com mediamentos gastos específicos com psicotrópicos em usuários da atenção primária a saúde do municipio de Caruaru - Pernambuco. Para isso foram realizados um estudo epidemiológico observacional e um estudo econométrico quase-experimental por meio da técnica de pareamento por escore de propensão, ambos com abordagem quantitativa. Os sujeitos da pesquisa foram os usuários de sete unidades básicas de saúde, de ambos os sexos e com 40 anos ou mais. Os resultados estão apresentados em dois artigos cientifícos. 78,5% dos usuários avaliados eram do sexo feminino, das quais 63,7% apresentavam sintomas de ansiedade leves, ou moderados a graves, com alta prevalência de atividade física doméstica (76,2%) e baixa prevalência no lazer (27,1%). Os sintomas de ansiedade estão associados à atividade física doméstica e ao diagnóstico de depressão, enquanto os gastos totais com medicamentos (média US$ 6,33) e os gastos específicos com psicotrópicos (média US$ 0,63) foram em média menores entre os indivíduos mais ativos. Os resultados nos permitem afirmar que a exposição à atividade física doméstica aumenta a chance (OR 2,57; IC95% 1,04 – 6,39) dos indivíduos apresentarem sintomas de ansiedade moderados ou grave, e que ser mais ativo reduz o gasto total com medicamentos (US$-34,83) e o gasto específico com psicotrópicos (US$-4,34). Os resultados reforçam a importância da manutenção e ampliação de políticas públicas voltadas para aumentar a prática regular de atividade física da população, principalmente no âmbito da Atenção Primária a Saúde.


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  • Individuos afetados pela ansiedade e pela depressão geram altos gastos públicos com ações, serviços e medicamentos para o tratamento destes transtornos. Por outro lado, a prática de atividade física vem sendo utilizada como parte do tratamento dos transtornos mentais. Nesse sentido, o objetivo desta dissertação é avaliar a relação entre a prática de Atividades Físicas, a prevalência de ansiedade e os gastos totais com mediamentos gastos específicos com psicotrópicos em usuários da atenção primária a saúde do municipio de Caruaru - Pernambuco. Para isso foram realizados um estudo epidemiológico observacional e um estudo econométrico quase-experimental por meio da técnica de pareamento por escore de propensão, ambos com abordagem quantitativa. Os sujeitos da pesquisa foram os usuários de sete unidades básicas de saúde, de ambos os sexos e com 40 anos ou mais. Os resultados estão apresentados em dois artigos cientifícos. 78,5% dos usuários avaliados eram do sexo feminino, das quais 63,7% apresentavam sintomas de ansiedade leves, ou moderados a graves, com alta prevalência de atividade física doméstica (76,2%) e baixa prevalência no lazer (27,1%). Os sintomas de ansiedade estão associados à atividade física doméstica e ao diagnóstico de depressão, enquanto os gastos totais com medicamentos (média US$ 6,33) e os gastos específicos com psicotrópicos (média US$ 0,63) foram em média menores entre os indivíduos mais ativos. Os resultados nos permitem afirmar que a exposição à atividade física doméstica aumenta a chance (OR 2,57; IC95% 1,04 – 6,39) dos indivíduos apresentarem sintomas de ansiedade moderados ou grave, e que ser mais ativo reduz o gasto total com medicamentos (US$-34,83) e o gasto específico com psicotrópicos (US$-4,34). Os resultados reforçam a importância da manutenção e ampliação de políticas públicas voltadas para aumentar a prática regular de atividade física da população, principalmente no âmbito da Atenção Primária a Saúde.

4
  • TARCIO AMANCIO DO NASCIMENTO
  • INFLUÊNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS ATIVOS NA COGNIÇÃO DE CRIANÇAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

  • Orientador : ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • LUIZ RENATO RODRIGUES CARREIRO
  • Data: 29/04/2022

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  • Os jogos e brincadeiras podem ser uma estratégia para auxiliar no desenvolvimento cognitivo para o público infantil. Diversas aplicações destas atividades podem ser identificadas em pesquisas, como a sua utilização para promoção da atividade física. Na literatura não foi identificada uma revisão sobre os impactos desta vivência na cognição de crianças. Também ainda é presente lacunas sobre os efeitos e associações dos jogos e brincadeiras ativos na cognição de crianças. Assim o objetivo desta revisão sistemática é sintetizar a influência dos jogos e brincadeiras ativos na cognição de crianças. As bases de dados empregadas neste estudo foram: Lilacs, PsycINFO, Pubmed, Scielo, e Scopus. Foram incluídos estudos com crianças que utilizaram jogos e brincadeiras ativos com delineamento observacional ou experimental. Pra avaliar a qualidade dos artigos foi utilizada a RoB 2: a revised tool for assessing risk of bias in randomised trials. O total de crianças investigadas foi 832 crianças. Nesta revisão cinco estudos foram incluídos a partir dos critérios de elegibilidade. Todos os estudos apresentaram delineamento experimental, mais especificamente dois estudos Cluster e três estudos Crossover. Foi verificado que três estudos apresentaram efeito dos jogos e brincadeiras na cognição de crianças. Em relação à qualidade metodológica é necessária uma melhor descrição e utilização do processo de alocação da randomização, maior cuidado na análise de dados e evitar múltiplas avaliações para uma única variável. Podemos concluir que os jogos e brincadeiras ativos podem gerar efeito para a atenção e funções executivas de crianças, entretanto mais estudos são necessários para entender sobre parâmetros que estão relacionados com a atividade como: intensidade, duração, tipos de atividades.


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  • Os jogos e brincadeiras podem ser uma estratégia para auxiliar no desenvolvimento cognitivo para o público infantil. Diversas aplicações destas atividades podem ser identificadas em pesquisas, como a sua utilização para promoção da atividade física. Na literatura não foi identificada uma revisão sobre os impactos desta vivência na cognição de crianças. Também ainda é presente lacunas sobre os efeitos e associações dos jogos e brincadeiras ativos na cognição de crianças. Assim o objetivo desta revisão sistemática é sintetizar a influência dos jogos e brincadeiras ativos na cognição de crianças. As bases de dados empregadas neste estudo foram: Lilacs, PsycINFO, Pubmed, Scielo, e Scopus. Foram incluídos estudos com crianças que utilizaram jogos e brincadeiras ativos com delineamento observacional ou experimental. Pra avaliar a qualidade dos artigos foi utilizada a RoB 2: a revised tool for assessing risk of bias in randomised trials. O total de crianças investigadas foi 832 crianças. Nesta revisão cinco estudos foram incluídos a partir dos critérios de elegibilidade. Todos os estudos apresentaram delineamento experimental, mais especificamente dois estudos Cluster e três estudos Crossover. Foi verificado que três estudos apresentaram efeito dos jogos e brincadeiras na cognição de crianças. Em relação à qualidade metodológica é necessária uma melhor descrição e utilização do processo de alocação da randomização, maior cuidado na análise de dados e evitar múltiplas avaliações para uma única variável. Podemos concluir que os jogos e brincadeiras ativos podem gerar efeito para a atenção e funções executivas de crianças, entretanto mais estudos são necessários para entender sobre parâmetros que estão relacionados com a atividade como: intensidade, duração, tipos de atividades.

5
  • SIDCLEY FELIX DE ARRUDA
  • ESTADO DE HUMOR, QUALIDADE DE VIDA E A PRÁTICA DE TREINOS EM CASA DURANTE PANDEMIA DA COVID-19 EM ATLETAS DA BOCHA PARALÍMPICA.

  • Orientador : SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • MÁRIO ANTÔNIO DE MOURA SIMIM
  • Data: 28/06/2022

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  • O coronavírus é uma doença com alta taxa de contaminação e transmissibilidade dentre a vida humana, medidas de isolamento social foram adotadas pelo mundo com intuito de desacelerar esta propagação. Contudo, esta alteração brusca na rotina da população fez elevar os problemas de saúde mental. Diante isto, pessoas com deficiência são mencionadas como uma população de risco tanto ao serem infectadas pela atual patologia quanto a desenvolver distúrbios psicológicos. Mesmo assim, acredita-se que a prática de treinos independentemente das limitações físicas apresentadas podem reduzir ou estagnar os fatores negativos. Logo, o objetivo deste estudo foi conhecer e descrever as implicações do isolamento social durante pandemia (COVID-19) com ou sem realização de treinamentos em casa sob estado de humor e qualidade de vida em atletas brasileiros de bocha paralímpica. Participaram deste estudo atletas de todas as regiões do país e classes funcionais reconhecidas pela modalidade. Foram solicitadas informações sobre seus dados pessoais, exercício físico realizado em casa, questionários como Profile of Mood States e WHOQOL-BREF que foram inseridos em um formulário eletrônico disponibilizado a todos pelas suas redes sociais. Foi obtido um total de 43 respostas que passaram a ser analisadas e identificaram os seguintes resultados: 1) independente do exercício físico, os atletas BC4 apresentam ter uma maior pressão psicológica em busca do desempenho que fez demonstrarem piores percepções quando comparado as outras classes funcionais do esporte. 2) Houve diferenças apontadas pelos atletas no aspecto de ambiente em qualidade de vida, isto pode ter ocorrido através da desigualdade percebida tanto em fator de investimento quanto da estrutura para realizar treinamentos. 3) Com o treinamento, a frequência semanal demonstrou ser um fator que disntiguiu as percepções de domínio físico em qualidade de vida nos atletas. Além disto, esta diferença foi pontencializada pela necessidade de quem é ou não auxiliado no esporte. Conclui-se que o treino realizado em casa por atletas de bocha paralímpica apontou necessidade de ser criar e desenvolver programas de acompanhamento para todas classes funcionais no intuito de evitar ou reduzir efeitos deletérios tanto em contexto de saúde como no desempenho esportivo.


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  • O coronavírus é uma doença com alta taxa de contaminação e transmissibilidade dentre a vida humana, medidas de isolamento social foram adotadas pelo mundo com intuito de desacelerar esta propagação. Contudo, esta alteração brusca na rotina da população fez elevar os problemas de saúde mental. Diante isto, pessoas com deficiência são mencionadas como uma população de risco tanto ao serem infectadas pela atual patologia quanto a desenvolver distúrbios psicológicos. Mesmo assim, acredita-se que a prática de treinos independentemente das limitações físicas apresentadas podem reduzir ou estagnar os fatores negativos. Logo, o objetivo deste estudo foi conhecer e descrever as implicações do isolamento social durante pandemia (COVID-19) com ou sem realização de treinamentos em casa sob estado de humor e qualidade de vida em atletas brasileiros de bocha paralímpica. Participaram deste estudo atletas de todas as regiões do país e classes funcionais reconhecidas pela modalidade. Foram solicitadas informações sobre seus dados pessoais, exercício físico realizado em casa, questionários como Profile of Mood States e WHOQOL-BREF que foram inseridos em um formulário eletrônico disponibilizado a todos pelas suas redes sociais. Foi obtido um total de 43 respostas que passaram a ser analisadas e identificaram os seguintes resultados: 1) independente do exercício físico, os atletas BC4 apresentam ter uma maior pressão psicológica em busca do desempenho que fez demonstrarem piores percepções quando comparado as outras classes funcionais do esporte. 2) Houve diferenças apontadas pelos atletas no aspecto de ambiente em qualidade de vida, isto pode ter ocorrido através da desigualdade percebida tanto em fator de investimento quanto da estrutura para realizar treinamentos. 3) Com o treinamento, a frequência semanal demonstrou ser um fator que disntiguiu as percepções de domínio físico em qualidade de vida nos atletas. Além disto, esta diferença foi pontencializada pela necessidade de quem é ou não auxiliado no esporte. Conclui-se que o treino realizado em casa por atletas de bocha paralímpica apontou necessidade de ser criar e desenvolver programas de acompanhamento para todas classes funcionais no intuito de evitar ou reduzir efeitos deletérios tanto em contexto de saúde como no desempenho esportivo.

6
  • JULIANA DANIELE DE ARAUJO SILVA
  • PROGRAMAS DE EXERCÍCIOS DOMICILIARES E FUNÇÃO COGNITIVA DE IDOSOS

  • Orientador : ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • RODRIGO CAPPATO DE ARAÚJO
  • Data: 28/07/2022

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  • Objetivo: Investigar os efeitos de programas de exercícios domiciliares na cognição de idosos.
    Para responder a este objetivo, os autores dividiram a pesquisa em dois produtos finais: identificação da
    lacuna e justificativa do estudo, por uma investigação do cenário na literatura através de uma revisão
    sistemática (artigo 1) e estudo principal, de intervenção (artigo 2). Participantes: 38 idosos comunitários
    sem comprometimento cognitivo, físico e/ou condições de saúde limitantes para participar da
    intervenção. Intervenção: 12 semanas de um programa de exercícios domiciliares com supervisão
    virtual, por videochamada, ou minimamente supervisionado. Principais desfechos: Medidas da função
    cognitiva: velocidade de processamento pelo teste de trilhas A e B; controle inibitório pela pontuação
    de interferência no Stroop test; e fluência verbal, pelo teste de fluência verbal categoria animal.
    Resultados: Artigo 1: Percebeu-se que a literatura possui lacunas quanto ao controle de fatores de
    programas de exercícios domiciliares que podem ser influenciados positivamente pela presença de uma
    supervisão, bem como potencializar os resultados de intervenções domiciliares de exercícios em idosos.
    Artigo 2: 38 participantes foram randomizados (81,6% mulheres, idade média de 68,39  6,48 anos,
    massa corporal média de 69,82  12,15 kg, altura média de 1,59  0,06 m, índice de massa corporal
    médio de 27,82  4,88 kg/m2; e 94,7% com mais de 12 anos de estudo). Os resultados principais não
    mostraram efeito estatisticamente significativo da supervisão virtual entre os grupos com supervisão
    virtual e minimamente supervisionado (p>0,05). O grupo com supervisão virtual melhorou o
    desempenho na avaliação do Teste de trilhas A (1,55, IC 95% = 0,13 a 2,97), ao passo que, para as
    mesmas medidas, o grupo minimamente supervisionado apresentou ganhos mínimos em relação à todas
    as alterações na velocidade de processamento [Teste de trilhas A (1,77, IC 95% = 0,49 a 3,05); Teste de
    trilhas B (-1,1, IC 95% = -11,11 a 8,91)] e no controle inibitório [pontuação de interferência (1,37, IC
    95% = -0,32 a 3,06)]. Na avaliação de fluência verbal, o grupo com supervisão virtual aumentou o
    desempenho (-0,34, IC 95% = -0,76 a 0,08), enquanto o grupo minimamente supervisionado manteve a
    mesma performance em relação à avaliação inicial (0,00, IC 95% = -0,38 a 0,38). Conclusão: A
    participação em um programa de exercícios domiciliares com supervisão virtual não promove ganhos
    cognitivos adicionais ao programa de exercícios domiciliares minimamente supervisionado em idosos
    sem comprometimento na função cognitiva. Registros da revisão sistemática e do ensaio clínico:
    CRD42021250611 e RBR-8qby2wt.


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  • Objetivo: Investigar os efeitos de programas de exercícios domiciliares na cognição de idosos.
    Para responder a este objetivo, os autores dividiram a pesquisa em dois produtos finais: identificação da
    lacuna e justificativa do estudo, por uma investigação do cenário na literatura através de uma revisão
    sistemática (artigo 1) e estudo principal, de intervenção (artigo 2). Participantes: 38 idosos comunitários
    sem comprometimento cognitivo, físico e/ou condições de saúde limitantes para participar da
    intervenção. Intervenção: 12 semanas de um programa de exercícios domiciliares com supervisão
    virtual, por videochamada, ou minimamente supervisionado. Principais desfechos: Medidas da função
    cognitiva: velocidade de processamento pelo teste de trilhas A e B; controle inibitório pela pontuação
    de interferência no Stroop test; e fluência verbal, pelo teste de fluência verbal categoria animal.
    Resultados: Artigo 1: Percebeu-se que a literatura possui lacunas quanto ao controle de fatores de
    programas de exercícios domiciliares que podem ser influenciados positivamente pela presença de uma
    supervisão, bem como potencializar os resultados de intervenções domiciliares de exercícios em idosos.
    Artigo 2: 38 participantes foram randomizados (81,6% mulheres, idade média de 68,39  6,48 anos,
    massa corporal média de 69,82  12,15 kg, altura média de 1,59  0,06 m, índice de massa corporal
    médio de 27,82  4,88 kg/m2; e 94,7% com mais de 12 anos de estudo). Os resultados principais não
    mostraram efeito estatisticamente significativo da supervisão virtual entre os grupos com supervisão
    virtual e minimamente supervisionado (p>0,05). O grupo com supervisão virtual melhorou o
    desempenho na avaliação do Teste de trilhas A (1,55, IC 95% = 0,13 a 2,97), ao passo que, para as
    mesmas medidas, o grupo minimamente supervisionado apresentou ganhos mínimos em relação à todas
    as alterações na velocidade de processamento [Teste de trilhas A (1,77, IC 95% = 0,49 a 3,05); Teste de
    trilhas B (-1,1, IC 95% = -11,11 a 8,91)] e no controle inibitório [pontuação de interferência (1,37, IC
    95% = -0,32 a 3,06)]. Na avaliação de fluência verbal, o grupo com supervisão virtual aumentou o
    desempenho (-0,34, IC 95% = -0,76 a 0,08), enquanto o grupo minimamente supervisionado manteve a
    mesma performance em relação à avaliação inicial (0,00, IC 95% = -0,38 a 0,38). Conclusão: A
    participação em um programa de exercícios domiciliares com supervisão virtual não promove ganhos
    cognitivos adicionais ao programa de exercícios domiciliares minimamente supervisionado em idosos
    sem comprometimento na função cognitiva. Registros da revisão sistemática e do ensaio clínico:
    CRD42021250611 e RBR-8qby2wt.

7
  • DIOGENES CANDIDO MENDES MARANHAO
  • COMPARAÇÃO DE DOIS PROGRAMAS DE EXERCÍCIOS DOMICILIARES, DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19, SOBRE A CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSOS COMUNITÁRIOS: ensaio controlado aleatorizado

  • Orientador : ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • LUCIANO MACHADO FERREIRA TENORIO DE OLIVEIRA
  • MARIANA FERREIRA DE SOUZA
  • Data: 12/08/2022

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  • O envelhecimento é um processo natural, intrínseco e irreversível, que traz consigo
    alterações e provoca perdas graduais das reservas biológicas do indivíduo. Buscando atenuar
    esse processo, recomenda-se a prática regular de exercícios físicos estruturados ou atividade
    física de modo geral. Contudo, a realização de atividades físicas por idosos, sem a supervisão
    profissional, parece demonstrar poucas melhorias quando comparada a mesma prática
    supervisionada. Assim, o objetivo do presente estudo foi comparar dois programas de exercícios
    domiciliares, supervisionado virtualmente e minimamente supervisionado, durante a pandemia
    da COVID-19, sobre a capacidade funcional de idosos comunitários. Um ensaio controlado
    aleatorizado foi conduzido em todo o território nacional brasileiro. A comunicação entre
    pesquisadores e participantes ocorreu por meio de vídeoconferência e mensagens de texto. A
    amostra foi composta por 38 idosos (81,6% mulheres; 68,3 ±6,4 anos; IMC:27,82 ±4,8)
    comunitários. Avaliou-se, por videoconferência, os seguintes desfechos: força muscular,
    resistência muscular, potência muscular, aptidão muscular funcional, risco de sarcopenia e
    preocupação em cair. Os participantes de ambos os grupos realizaram um programa de
    exercícios domiciliares composto por três sessões semanais, durante um período de 12 semanas,
    um dos grupos foi supervisionado virtualmente, em todas as sessões de exercícios, ao passo que
    o outro grupo foi minimante supervisionado, por meio de mensagens de texto realizadas
    semanalmente. Ao final da intervenção não foram observadas diferenças significativas entre os
    grupos para nenhum dos desfechos: força muscular (1,3, 95% IC = -1,77 a 4,37; 0,5, 95% IC =
    -2,05 a 3,05), resistência muscular (1,6, 95% IC = -4,24 a 1,04; 0,0, 95% IC = -2,26 a -2,26),
    potência muscular (5,8, 95% IC = -68,6 a 80,3; 16,7, 95% IC = -84,94 a 118,34), aptidão
    muscular funcional (0,1, 95% IC = -2,2 a 2,4; -0,3, 95% IC = -2,22 a 1,62), risco de Sarcopenia
    (0,5, 95% IC = 1,6 a 0,6; 0,3, 95% IC = -0,44 a 1,04) e preocupação em cair (-4,2, 95% IC = -
    10 a 1,7; -2,6, 95% IC = 6,24 a 1,04). Diante dos resultados observados conclui-se que
    programas de exercícios domiciliares supervisionados virtualmente ou minimamente
    supervisionado produzem efeitos similares sobre a capacidade funcional de idosos
    comunitários.


  • Mostrar Abstract
  • O envelhecimento é um processo natural, intrínseco e irreversível, que traz consigo
    alterações e provoca perdas graduais das reservas biológicas do indivíduo. Buscando atenuar
    esse processo, recomenda-se a prática regular de exercícios físicos estruturados ou atividade
    física de modo geral. Contudo, a realização de atividades físicas por idosos, sem a supervisão
    profissional, parece demonstrar poucas melhorias quando comparada a mesma prática
    supervisionada. Assim, o objetivo do presente estudo foi comparar dois programas de exercícios
    domiciliares, supervisionado virtualmente e minimamente supervisionado, durante a pandemia
    da COVID-19, sobre a capacidade funcional de idosos comunitários. Um ensaio controlado
    aleatorizado foi conduzido em todo o território nacional brasileiro. A comunicação entre
    pesquisadores e participantes ocorreu por meio de vídeoconferência e mensagens de texto. A
    amostra foi composta por 38 idosos (81,6% mulheres; 68,3 ±6,4 anos; IMC:27,82 ±4,8)
    comunitários. Avaliou-se, por videoconferência, os seguintes desfechos: força muscular,
    resistência muscular, potência muscular, aptidão muscular funcional, risco de sarcopenia e
    preocupação em cair. Os participantes de ambos os grupos realizaram um programa de
    exercícios domiciliares composto por três sessões semanais, durante um período de 12 semanas,
    um dos grupos foi supervisionado virtualmente, em todas as sessões de exercícios, ao passo que
    o outro grupo foi minimante supervisionado, por meio de mensagens de texto realizadas
    semanalmente. Ao final da intervenção não foram observadas diferenças significativas entre os
    grupos para nenhum dos desfechos: força muscular (1,3, 95% IC = -1,77 a 4,37; 0,5, 95% IC =
    -2,05 a 3,05), resistência muscular (1,6, 95% IC = -4,24 a 1,04; 0,0, 95% IC = -2,26 a -2,26),
    potência muscular (5,8, 95% IC = -68,6 a 80,3; 16,7, 95% IC = -84,94 a 118,34), aptidão
    muscular funcional (0,1, 95% IC = -2,2 a 2,4; -0,3, 95% IC = -2,22 a 1,62), risco de Sarcopenia
    (0,5, 95% IC = 1,6 a 0,6; 0,3, 95% IC = -0,44 a 1,04) e preocupação em cair (-4,2, 95% IC = -
    10 a 1,7; -2,6, 95% IC = 6,24 a 1,04). Diante dos resultados observados conclui-se que
    programas de exercícios domiciliares supervisionados virtualmente ou minimamente
    supervisionado produzem efeitos similares sobre a capacidade funcional de idosos
    comunitários.

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  • JESSICA GOMES GONCALVES
  • PROPRIEDADES PSICOMÉTRICAS DA VERSÃO BRASILEIRA DOS QUESTIONÁRIOS DO CANADIAN ASSESSMENT OF PHYSICAL LITERACY-2

  • Orientador : RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • PAULO FELIPE RIBEIRO BANDEIRA
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • Data: 17/08/2022

  • Mostrar Resumo
  • A Physical Literacy é definida como a motivação, confiança, competência física e
    conhecimento e compreensão da importância da atividade física ao longo da vida. O termo foi
    proposto pela primeira vez por Margaret Whitehead em 1993, diferenciando-se das demais
    temáticas sobre atividade física apresentadas na época por apresentar uma base filosófica
    (monismo, existencialismo e fenomenologia) incorporada a seu modelo teórico. Nas últimas
    décadas diversos eventos abordando a temática foram realizados, com apresentação de artigos,
    disseminação de novas proposições e fundação da International Physical Literacy Association.
    Nas últimas décadas, o conceito tem ganhado maior popularidade e maior interesse em
    pesquisas. Consequentemente, surgiu-se a necessidade de se desenvolver um instrumento
    alinhado às proposições da Physical Literacy. Nesse cenário, surge o Canadian Assessment of
    Physical Literacy (CAPL), elaborada no ano de 2015 com baterias que avaliavam os domínios
    físico, cognitivo e comportamental. Após diversas análises de conteúdos abordados, estrutura
    fatorial e baterias propostas, uma segunda versão do instrumento fora proposta e validada em
    diversos países. Atualmente, a segunda versão do instrumento, (CAPL-2) é composta por
    avaliações de competência motora, conhecimento e compreensão, comportamento diário e
    motivação e confiança. O presente estudo tem por objetivo avaliar as propriedades
    psicométricas dos questionários de motivação e confiança do Canadian Assessment of Physical
    Literacy em crianças brasileiras. A amostra foi composta por 523 estudantes (255 meninas),
    matriculados na rede pública municipal de Lagoa do Carro, Pernambuco, Brasil. Os
    questionários de Motivação e Confiança, foram traduzidos e adaptados culturalmente de acordo
    com as seguintes etapas: (1) Tradução, (2) Síntese, (3) Retrotradução, (4) Revisão por um
    comitê de especialistas, e (5) Pré-teste. Para avaliar a adequação da organização dos conteúdos
    dos sistemas de valores à estrutura proposta, aplicou-se uma Análise Fatorial Confirmatória,
    para avaliar a invariância estrutural foi utilizada a Análise Fatorial Confirmatória Multigrupo e
    para analisar as relações entre os itens do questionário foi utilizada a análise em redes.


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  • A Physical Literacy é definida como a motivação, confiança, competência física e conhecimento e compreensão da importância da atividade física ao longo da vida. O termo foi proposto pela primeira vez por Margaret Whitehead em 1993, diferenciando-se das demais temáticas sobre atividade física apresentadas na época por apresentar uma base filosófica (monismo, existencialismo e fenomenologia) incorporada a seu modelo teórico. Nas últimas décadas diversos eventos abordando a temática foram realizados, com apresentação de artigos, disseminação de novas proposições e fundação da International Physical Literacy Association. Nas últimas décadas, o conceito tem ganhado maior popularidade e maior interesse em pesquisas. Consequentemente, surgiu-se a necessidade de se desenvolver um instrumento alinhado às proposições da Physical Literacy. Nesse cenário, surge o Canadian Assessment of Physical Literacy (CAPL), elaborada no ano de 2015 com baterias que avaliavam os domínios físico, cognitivo e comportamental. Após diversas análises de conteúdos abordados, estrutura fatorial e baterias propostas, uma segunda versão do instrumento fora proposta e validada em diversos países. Atualmente, a segunda versão do instrumento, (CAPL-2) é composta por avaliações de competência motora, conhecimento e compreensão, comportamento diário e motivação e confiança. O presente estudo tem por objetivo avaliar as propriedades psicométricas dos questionários de motivação e confiança do Canadian Assessment of Physical Literacy em crianças brasileiras. A amostra foi composta por 523 estudantes (255 meninas), matriculados na rede pública de municipal de Lagoa do Carro, Pernambuco, Brasil. Os questionários de Motivação e Confiança, foram traduzidos e adaptados culturalmente de acordo com as seguintes etapas: (1) Tradução, (2) Síntese, (3) Retrotradução, (4) Revisão por um comitê de especialistas, e (5) Pré-teste. Para avaliar a adequação da organização dos conteúdos dos sistemas de valores à estrutura proposta, aplicou-se uma Análise Fatorial Confirmatória e para analisar a relações entre os itens do questionário foi utilizada a análise em redes.

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  • EDUARDO VICTOR RAMALHO LUCENA
  • EFEITO DA IDADE RELATIVA E MATURAÇÃO NO DESEMPENHO

    COMPETITIVO EM JOVENS ATLETAS DE JUDÔ

  • Orientador : PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARCELO MASSA
  • PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • Data: 23/08/2022
    Ata de defesa assinada:

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  • O objetivo deste estudo é analisar o Efeito da Idade Relativa nos competidores pernambucanos de judô, fazendo-se a diferenciação por desempenho competitivo, maturação e categorias etárias. Serão avaliados judoístas de ambos os sexos, com idade entre 11 e 30 anos. Trata-se de um estudo observacional. O estudo terá duração de dois encontros, antes da competição acontecer, durante a pesagem dos atletas. A coleta de dados será dividida em três momentos: mensuração das medidas antropométricas utilizados na formula do PVC, classificação de todos os participantes por ordem de desempenho competitivo e, num terceiro momento, coleta e análise das datas de nascimento. A categorização dos grupos leva em consideração o desempenho de todos os participantes, ao final de cada competição, publicada em súmula na página oficial da CBJ. Esta súmula classifica os competidores na seguinte ordem: i) grupo 1 (G1) – é o grupo dos medalhistas, com o primeiro, segundo e os dois terceiros colocados; ii) grupo 2 (G2) – os dois quintos e os dois sétimos colocados e o iii) grupo 3 (G3) do nono colocado em diante. Em seguida, os atletas serão agrupados em quartis, de acordo com suas respectivas datas de nascimento. Os nascidos em janeiro, fevereiro e março foram classificados dentro do quartil 1 (Q1), os nascidos em abril, maio e junho no quartil 2 (Q2), julho, agosto e setembro no quartil 3 (Q3) e os nascidos em outubro, novembro e dezembro no quartil 4 (Q4). Também serão subdividas em semestres, sendo os nascidos de janeiro a junho no primeiro semestre (S1) e os nascidos de julho a dezembro no segundo semestre (S2). Para análise dos dados, será utilizado o teste de Qui-Quadrado em cada um dos semestres e nos quartis para determinar a associação do desempenho competitivo e a maturação biológica, com as datas de nascimento (EIR), através da significância entre os desvios das frequências esperadas e observadas em cada uma das situações, adotando-se a significância de p < 0,05. Caso seja detectada alguma diferença significante, uma análise post hoc pelo método de Bonferroni será utilizado para saber onde está ocorrendo. Os dados serão analisados pelo Software SPSS Statistics na sua versão 25.0


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  • O objetivo deste estudo é analisar o Efeito da Idade Relativa nos competidores pernambucanos de judô, fazendo-se a diferenciação por desempenho competitivo, maturação e categorias etárias. Serão avaliados judoístas de ambos os sexos, com idade entre 11 e 30 anos. Trata-se de um estudo observacional. O estudo terá duração de dois encontros, antes da competição acontecer, durante a pesagem dos atletas. A coleta de dados será dividida em três momentos: mensuração das medidas antropométricas utilizados na formula do PVC, classificação de todos os participantes por ordem de desempenho competitivo e, num terceiro momento, coleta e análise das datas de nascimento. A categorização dos grupos leva em consideração o desempenho de todos os participantes, ao final de cada competição, publicada em súmula na página oficial da CBJ. Esta súmula classifica os competidores na seguinte ordem: i) grupo 1 (G1) – é o grupo dos medalhistas, com o primeiro, segundo e os dois terceiros colocados; ii) grupo 2 (G2) – os dois quintos e os dois sétimos colocados e o iii) grupo 3 (G3) do nono colocado em diante. Em seguida, os atletas serão agrupados em quartis, de acordo com suas respectivas datas de nascimento. Os nascidos em janeiro, fevereiro e março foram classificados dentro do quartil 1 (Q1), os nascidos em abril, maio e junho no quartil 2 (Q2), julho, agosto e setembro no quartil 3 (Q3) e os nascidos em outubro, novembro e dezembro no quartil 4 (Q4). Também serão subdividas em semestres, sendo os nascidos de janeiro a junho no primeiro semestre (S1) e os nascidos de julho a dezembro no segundo semestre (S2). Para análise dos dados, será utilizado o teste de Qui-Quadrado em cada um dos semestres e nos quartis para determinar a associação do desempenho competitivo e a maturação biológica, com as datas de nascimento (EIR), através da significância entre os desvios das frequências esperadas e observadas em cada uma das situações, adotando-se a significância de p < 0,05. Caso seja detectada alguma diferença significante, uma análise post hoc pelo método de Bonferroni será utilizado para saber onde está ocorrendo. Os dados serão analisados pelo Software SPSS Statistics na sua versão 25.0

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  • GUSTAVO AUGUSTO FERNANDES CORREIA
  • O DESEMPENHO TÉCNICO DE JOVENS ATLETAS DE BASQUETEBOL É INFLUENCIADO PELA FADIGA PÓS-SESSÃO DE TREINAMENTO DE FORÇA?

  • Orientador : PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FABIANO DE SOUZA FONSECA
  • MANOEL DA CUNHA COSTA
  • PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • Data: 25/08/2022
    Ata de defesa assinada:

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  • Objetivo: Comparar duas configurações do treinamento de força (TF) multicomponente na eficiência do desempenho técnico, nos níveis de fadiga neuromuscular e na percepção de esforço em jovens atletas de basquetebol. Métodos: Oito atletas de basquetebol foram aleatoriamente divididos em dois grupos (grupo repetições contínuas - GRC e grupo redistribuição de repouso - GRR). Ambas as configurações foram compostas por três exercícios (deadlift, supino reto e hip thrust) com volume total de 90 repetições (3x10 em cada exercício) a 70% de 1 repetição máxima (1RM) e 40 minutos de intervalo total de descanso. Usando repetições contínuas (RC) (5 minutos de intervalo de descanso após a décima repetição) e redistribuição de repouso (RR) (15 segundos de intervalo de descanso a cada duas repetições e 4 minutos após a décima repetição). A altura do countermovement jump (CMJ) foi avaliada pré e imediatamente após a sessão de treinamento, através do tapete de contato. A perda de velocidade média propulsiva (VMP) foi mensurada após cada repetição por um encoder linear. A percepção subjetiva de esforço (PSE) a cada série e após 15 minutos da sessão (PSE-S) foi avaliada através da escala CR-10. Resultados: Não houve diferença significativa pré e pós-intervenção e interação entre as condições no desempenho técnico do arremesso e drible (p > 0,05). Os valores do CMJ apresentaram decréscimos significativos no tempo para o GRC e GRR (p ≤ 0,0001). Apesar de não haver interação no CMJ (p > 0,05), o GRC apresentou maiores perdas percentuais (-8,50% vs -4,44%) em comparação com o GRR. Os percentuais de perda de VMP entre as séries e entre os grupos não diferiram estatisticamente (p > 0,05). Aumentos significantes foram evidenciados na PSE para o GRR (p ≤ 0,05). Ademais, não houve interação entre os grupos para PSE (p > 0,05). A PSE-S não diferiu no tempo e interação (p < 0,05). Conclusão: As configurações de RC e RR apresentam resultados similares no declínio do desempenho do CMJ, percentual de perda de VMP e esforço percebido. Além de ambas não ocasionarem prejuízos no desempenho técnico pós-intervenção.
     
     

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  • Objetivo: Comparar duas configurações do treinamento de força (TF) multicomponente na eficiência do desempenho técnico, nos níveis de fadiga neuromuscular e na percepção de esforço em jovens atletas de basquetebol. Métodos: Oito atletas de basquetebol foram aleatoriamente divididos em dois grupos (grupo repetições contínuas - GRC e grupo redistribuição de repouso - GRR). Ambas as configurações foram compostas por três exercícios (deadlift, supino reto e hip thrust) com volume total de 90 repetições (3x10 em cada exercício) a 70% de 1 repetição máxima (1RM) e 40 minutos de intervalo total de descanso. Usando repetições contínuas (RC) (5 minutos de intervalo de descanso após a décima repetição) e redistribuição de repouso (RR) (15 segundos de intervalo de descanso a cada duas repetições e 4 minutos após a décima repetição). A altura do countermovement jump (CMJ) foi avaliada pré e imediatamente após a sessão de treinamento, através do tapete de contato. A perda de velocidade média propulsiva (VMP) foi mensurada após cada repetição por um encoder linear. A percepção subjetiva de esforço (PSE) a cada série e após 15 minutos da sessão (PSE-S) foi avaliada através da escala CR-10. Resultados: Não houve diferença significativa pré e pós-intervenção e interação entre as condições no desempenho técnico do arremesso e drible (p > 0,05). Os valores do CMJ apresentaram decréscimos significativos no tempo para o GRC e GRR (p ≤ 0,0001). Apesar de não haver interação no CMJ (p > 0,05), o GRC apresentou maiores perdas percentuais (-8,50% vs -4,44%) em comparação com o GRR. Os percentuais de perda de VMP entre as séries e entre os grupos não diferiram estatisticamente (p > 0,05). Aumentos significantes foram evidenciados na PSE para o GRR (p ≤ 0,05). Ademais, não houve interação entre os grupos para PSE (p > 0,05). A PSE-S não diferiu no tempo e interação (p < 0,05). Conclusão: As configurações de RC e RR apresentam resultados similares no declínio do desempenho do CMJ, percentual de perda de VMP e esforço percebido. Além de ambas não ocasionarem prejuízos no desempenho técnico pós-intervenção.
     
     
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  • DRUMOND GILO DA SILVA
  • ACURÁCIA E REPRODUTIBILIDADE DA PERCEPÇÃO DE PERDA DE VELOCIDADE COMO MÉTODO DE AUTORREGULAÇÃO DO NÍVEL DE ESFORÇO NO EXERCÍCIO RESISTIDO.

  • Orientador : FABIANO DE SOUZA FONSECA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRÉ LUIZ TÔRRES PIRAUÁ
  • FABIANO DE SOUZA FONSECA
  • FABIO YUZO NAKAMURA
  • Data: 25/08/2022

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  • A manipulação e configuração dos estímulos aplicados durante o programa de treinamento de força (TF) é fundamental na modulação da magnitude e especificidade das respostas adaptativas . A configuração e programação das variáveis agudas no TF pode ser realizada de diferentes formas. O TF tem sido prescrito utilizando o modelo tradicional, que tem como princípio a fixação prévia do número de séries, repetições e cargas relativas em cada exercício. Apesar de ser o principal padrão na programação do TF, o modelo tradicional de prescrição no TF apresenta algumas limitações. Especificamente em relação ao volume, a prescrição pré-determinada tem implicações ao definir de forma arbitrária previamente o nível de esforço pelo número fixo de repetições para cada exercício com determinada carga relativa. Dessa forma, estabelecer previamente o número de repetições não garante que o nível de esforço é o mesmo ao longo do programa mesmo quando não há mudança da carga relativa (%1RM) e o volume (séries e repetições). Diante das diversas limitações associadas ao TF seguindo o modelo tradicional, uma alternativa seja a utilização de métodos autorregulação (AR), a AR parece ser uma forma eficiente na organização e programação do TF, sobretudo no controle de variáveis como o nível de esforço e fadiga através do volume de repetições dentro das séries. Recentemente, a acurácia da percepção de mudanças na velocidade da barra tem sido testada como uma ferramenta subjetiva na AR no treinamento de força. Até o presente momento poucos estudos se propuseram a examinar a percepção da velocidade da barra como uma ferramenta de autorregulação no controle do volume e nível de esforço no TF. Objetivo, será analisar a acurácia e reprodutibilidade da percepção de perda de velocidade da barra como método de autorregulação do volume intra-série e controle do nível de esforço no exercício de força.


  • Mostrar Abstract
  • A manipulação e configuração dos estímulos aplicados durante o programa de treinamento de força (TF) é fundamental na modulação da magnitude e especificidade das respostas adaptativas . A configuração e programação das variáveis agudas no TF pode ser realizada de diferentes formas. O TF tem sido prescrito utilizando o modelo tradicional, que tem como princípio a fixação prévia do número de séries, repetições e cargas relativas em cada exercício. Apesar de ser o principal padrão na programação do TF, o modelo tradicional de prescrição no TF apresenta algumas limitações. Especificamente em relação ao volume, a prescrição pré-determinada tem implicações ao definir de forma arbitrária previamente o nível de esforço pelo número fixo de repetições para cada exercício com determinada carga relativa. Dessa forma, estabelecer previamente o número de repetições não garante que o nível de esforço é o mesmo ao longo do programa mesmo quando não há mudança da carga relativa (%1RM) e o volume (séries e repetições). Diante das diversas limitações associadas ao TF seguindo o modelo tradicional, uma alternativa seja a utilização de métodos autorregulação (AR), a AR parece ser uma forma eficiente na organização e programação do TF, sobretudo no controle de variáveis como o nível de esforço e fadiga através do volume de repetições dentro das séries. Recentemente, a acurácia da percepção de mudanças na velocidade da barra tem sido testada como uma ferramenta subjetiva na AR no treinamento de força. Até o presente momento poucos estudos se propuseram a examinar a percepção da velocidade da barra como uma ferramenta de autorregulação no controle do volume e nível de esforço no TF. Objetivo, será analisar a acurácia e reprodutibilidade da percepção de perda de velocidade da barra como método de autorregulação do volume intra-série e controle do nível de esforço no exercício de força.

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  • WILLEMAX DOS SANTOS GOMES
  • EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO AGUDA DE NITRATO DE SÓDIO SOBRE A POTÊNCIA E FADIGA NEUROMUSCULAR NO EXERCÍCIO AGACHAMENTO EM INDIVÍDUOS TREINADOS

  • Orientador : EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • MARCELO PAPOTI
  • RAFAEL DOS SANTOS HENRIQUE
  • Data: 26/08/2022

  • Mostrar Resumo
  • O objetivo do presente trabalho foi investigar os efeitos da suplementação aguda de nitrato de sódio (NaNO3-) na fadiga neuromuscular e desempenho da força, potência (POT) e velocidade propulsiva média (VPM) durante uma sessão de treinamento de força utilizando o exercício agachamento. Nove indivíduos do sexo masculino (Idade: 25 ± 3,23 anos; Massa Corporal: 81,9 ± 12,19 kg; 1RM: 124 ± 18,3 kg; Força Relativa: 1,5 ± 0,15 kg/massa corporal) foram recrutados. Para este estudo foi utilizado um desenho crossover, randomizado e duplo cego. Os participantes foram suplementados com cápsulas de NaNO3- (NIT: 8,5mg/kg) ou placebo (PLA: 8,5mg/kg de glicose) durante 3 dias e a última cápsula consumida 2 horas antes do exercício. Antes e após cada ensaio experimental, os sujeitos realizaram 3 saltos vertical contra movimento (SVCM), 1 série de 3 repetições de agachamento a 40% de 1 repetição máxima (1RM) e 1 série de 3 repetições de agachamento a 90% de 1RM na máxima intenção possível na velocidade concêntrica. A altura média dos saltos foi registrada e a VPM e POT gerada em cada repetição foram medidas usando um encoder linear. Em seguida, os participantes realizaram 3 séries de 12 repetições a 70% de 1RM separados por 3 minutos de descanso entre as séries. A altura do SVCM, a POT, a VPM, o percentual da perda de velocidade (%PVel) nos momentos pré e pós a 40 e 90% de 1RM, bem como durante as séries do protocolo de treinamento utilizando 70% de 1RM no agachamento foram analisadas. Na comparação do SVCM a análise utilizando o Modelo Misto não demonstrou efeito no grupo (F = 3.320, p = 0.068) e na interação (F = 0.136, p = 0,712), apenas no momento (F = 4.157, p = 0.041). No %PVel a 40% de 1RM foi encontrado efeito na interação (grupo x momento) (F = 9.896, p = 0,005). A análise do post-hoc indicou que houve um aumento na perda da VPM a 40% de 1RM no grupo PLA (Pré = 7,6% vs. Pós = 14,0%; p=0,007), enquanto uma manutenção foi observada no grupo NIT (Pré = 10,3% vs. Pós = 8,3%; p=0,760). Além disso, foram observados maiores valores médios de perda da VPM a 40% de 1RM no pós-exercício no grupo PLA versus NIT (14,0% vs. 8,3%; p=0,043). No %PVel a 90% de 1RM não foram observadas modificações estatisticamente significantes na interação (F = 0.433, p = 0,517). Na análise do %PVel a 70% de 1RM durante as 3 séries do exercício agachamento não foram observadas modificações estatisticamente significantes (F = 1.072, p = 0,355). Na VPM a 40% de 1RM foram observadas modificações estatisticamente significantes no momento (F = 7,976, p = 0,018). A análise de post-hoc indicou que houve uma redução da VPM a 40% de 1RM no grupo PLA (Pré = 0,98 m/s vs. Pós = 0,91 m/s; p=0,037), enquanto uma manutenção na VPM a 40% de 1RM foi observada no grupo NIT (Pré = 0,96 m/s vs. Pós = 0,91 m/s; p=0,114). NA VPM a 90% de 1RM não foram observadas modificações estatisticamente significantes (p interação = 0,311).


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  • O objetivo do presente trabalho foi investigar os efeitos da suplementação aguda de nitrato de sódio (NaNO3-) na fadiga neuromuscular e desempenho da força, potência (POT) e velocidade propulsiva média (VPM) durante uma sessão de treinamento de força utilizando o exercício agachamento. Nove indivíduos do sexo masculino (Idade: 25 ± 3,23 anos; Massa Corporal: 81,9 ± 12,19 kg; 1RM: 124 ± 18,3 kg; Força Relativa: 1,5 ± 0,15 kg/massa corporal) foram recrutados. Para este estudo foi utilizado um desenho crossover, randomizado e duplo cego. Os participantes foram suplementados com cápsulas de NaNO3- (NIT: 8,5mg/kg) ou placebo (PLA: 8,5mg/kg de glicose) durante 3 dias e a última cápsula consumida 2 horas antes do exercício. Antes e após cada ensaio experimental, os sujeitos realizaram 3 saltos vertical contra movimento (SVCM), 1 série de 3 repetições de agachamento a 40% de 1 repetição máxima (1RM) e 1 série de 3 repetições de agachamento a 90% de 1RM na máxima intenção possível na velocidade concêntrica. A altura média dos saltos foi registrada e a VPM e POT gerada em cada repetição foram medidas usando um encoder linear. Em seguida, os participantes realizaram 3 séries de 12 repetições a 70% de 1RM separados por 3 minutos de descanso entre as séries. A altura do SVCM, a POT, a VPM, o percentual da perda de velocidade (%PVel) nos momentos pré e pós a 40 e 90% de 1RM, bem como durante as séries do protocolo de treinamento utilizando 70% de 1RM no agachamento foram analisadas. Na comparação do SVCM a análise utilizando o Modelo Misto não demonstrou efeito no grupo (F = 3.320, p = 0.068) e na interação (F = 0.136, p = 0,712), apenas no momento (F = 4.157, p = 0.041). No %PVel a 40% de 1RM foi encontrado efeito na interação (grupo x momento) (F = 9.896, p = 0,005). A análise do post-hoc indicou que houve um aumento na perda da VPM a 40% de 1RM no grupo PLA (Pré = 7,6% vs. Pós = 14,0%; p=0,007), enquanto uma manutenção foi observada no grupo NIT (Pré = 10,3% vs. Pós = 8,3%; p=0,760). Além disso, foram observados maiores valores médios de perda da VPM a 40% de 1RM no pós-exercício no grupo PLA versus NIT (14,0% vs. 8,3%; p=0,043). No %PVel a 90% de 1RM não foram observadas modificações estatisticamente significantes na interação (F = 0.433, p = 0,517). Na análise do %PVel a 70% de 1RM durante as 3 séries do exercício agachamento não foram observadas modificações estatisticamente significantes (F = 1.072, p = 0,355). Na VPM a 40% de 1RM foram observadas modificações estatisticamente significantes no momento (F = 7,976, p = 0,018). A análise de post-hoc indicou que houve uma redução da VPM a 40% de 1RM no grupo PLA (Pré = 0,98 m/s vs. Pós = 0,91 m/s; p=0,037), enquanto uma manutenção na VPM a 40% de 1RM foi observada no grupo NIT (Pré = 0,96 m/s vs. Pós = 0,91 m/s; p=0,114). NA VPM a 90% de 1RM não foram observadas modificações estatisticamente significantes (p interação = 0,311).

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  • ARIEL JOSE DO NASCIMENTO
  • VALIDAÇÃO DE UM SISTEMA DE AUTOAVALIAÇÃO E ACONSELHAMENTO PARA PRÁTICA ATIVIDADE FÍSICA

  • Orientador : TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • HASSAN MOHAMED ELSANGEDY
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • Data: 31/08/2022

  • Mostrar Resumo
  • Introdução. O comportamento físico, psicológico e social foi afetado pela necessidade do
    isolamento social devido a pandemia da COVID-19. Do ponto de vista da saúde pública, parece
    fundamental encontrar meios de mitigar esses problemas, evitando o aumento de doenças que
    podem agravar a saúde física e mental da população. Um dos fatores que pode ser prejudicado
    com o isolamento social é o nível de atividade física, que possui relação estreita com o
    desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis em pessoas com altos índices de
    inatividade física e sedentarismo. Contudo, o aconselhamento e a prescrição de atividades
    físicas têm sofrido com as dificuldades técnicas e metodológicas proporcionadas pelos
    ambientes virtuais. Pensando nisso, o objetivo do presente projeto foi desenvolver e validar um
    sistema especialista (SE) de autoavaliação e aconselhamento da prática de atividades físicas
    baseados em perfis individuais psicossociais. Material e Métodos. Participaram do estudo,
    professores doutores em educação física (n = 6). O projeto consistiu em cinco fases diferentes.
    Na primeira fase, foi realizada a idealização, criação do modelo conceitual e concepção do SE
    pelos pesquisadores responsáveis, além da criação dos questionários base do SE. Na segunda e
    terceira fase, foram realizados procedimentos de validação de conteúdo dos questionários e
    estabelecimento dos pesos matemáticos (base de regras do sistema especialista), junto ao Júri
    Expert e ao Usuário Final (homens e mulheres com idade superior a 18 anos). Na quarta fase,
    foi realizada a construção do SE. Na quinta fase, está ainda está em andamento, será realizada
    a validade de conteúdo do SE e dos outputs gerados pelo SE. Foram realizadas análises
    estatísticas de concordância para determinar a validade de conteúdo do sistema de
    aconselhamento. Resultados. Para as perguntas relacionadas à aptidão física autorrelatada, os
    resultados apontam níveis de concordância entre os júris que sugerem índices médios de clareza
    (66,7 ± 0,16%), precisão (83,3 ± 0,18%) e relevância (95,3 ± 0,34%) potencialmente adequados
    quanto ao conteúdo. Também foram encontrados níveis de concordância adequados quanto à
    clareza, precisão e relevância, respectivamente, para os questionários de sinais e sintomas (87,8
    ± 0,08%; 74,5 ± 0,28%; 92,3 ± 0,24%), preferências (87,9 ± 0,27%; 91,7 ± 0,35%; 92,4 ±
    0,34%) e nível de atividade física (86,7 ± 0,44%; 93,3 ± 0,39%; 93,3 ± 0,50%). Conclusão. O
    sistema especialista de aconselhamento da prática de atividade física se mostrou válido quanto
    ao conteúdo dos questionários.


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  • Introdução. O comportamento físico, psicológico e social foi afetado pela necessidade do isolamento social devido a pandemia da COVID-19. Do ponto de vista da saúde pública, parece fundamental encontrar meios de mitigar esses problemas, evitando o aumento de doenças que podem agravar a saúde física e mental da população. Um dos fatores que pode ser prejudicado com o isolamento social é o nível de atividade física, que possui relação estreita com o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis em pessoas com altos índices de inatividade física e sedentarismo. Contudo, o aconselhamento e a prescrição de atividades físicas têm sofrido com as dificuldades técnicas e metodológicas proporcionadas pelos ambientes virtuais. Pensando nisso, o objetivo do presente projeto é desenvolver e validar um sistema de autoavaliação e aconselhamento da prática de atividades físicas baseados em perfis individuais psicossociais. Material e Métodos. Participarão do estudo, professores doutores em educação física (n = 6). O projeto consiste em três fases diferentes. Na primeira fase, o sistema especialista será desenvolvido e concebido pelos pesquisadores responsáveis. Na segunda fase, serão realizados procedimentos de validação de conteúdo do sistema e estabelecimento dos pesos matemáticos (sistema especialista), junto ao júri de experts e ao público-alvo (homens e mulheres com idade superior a 18 anos). Na terceira fase, será realizada a validação de critério do instrumento, comparando a prescrição aconselhada pelo sistema especialista versus a prescrição sugerida pelo júri de experts. Serão realizadas análises estatísticas de concordância para determinar a validade de conteúdo do sistema de aconselhamento e de comparação para a validade de critério do sistema (prescrição do júri de experts x sistema especialista).

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  • JUAN CARLOS FREIRE
  • ASSOCIAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA COM O ESTRESSE OCUPACIONAL E A
    SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DA SEGURANÇA PÚBLICA: uma revisão sistemática

  • Orientador : CARLA MENESES HARDMAN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • MAURO VIRGILIO GOMES DE BARROS
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • YARA LUCY FIDELIX
  • Data: 31/08/2022

  • Mostrar Resumo
  • Os policiais são profissionais que lidam com a segurança de outras pessoas, e pelo fato
    de ser uma profissão que apresenta um risco de vida muito alto, eles são mais propensos ao
    comprometimento físico e mental, devido a essas condições e o ambiente de trabalho, uma
    forma de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas é por meio de intervenções que previnam
    e que possibilite uma redução no quadro de estresse físico e mental. Estudos relatam que a
    atividade física tem sido apontada como um recurso eficaz para a prevenção ou diminuição de
    fatores que possam levar o indivíduo a ter estresse ocupacional e a síndrome de burnout. Diante
    disso, o objetivo desta revisão sistemática (RS) foi sintetizar os achados acerca da associação
    e/ou efeito da atividade física, no estresse ocupacional e síndrome de burnout de policiais. Os
    estudos observacionais e experimentais que identificaram a associação e/ou da atividade física
    com o estresse ocupacional e a síndrome de burnout foram incluídos na revisão sistemática.
    Seis bases de dados eletrônicas foram pesquisadas (Scopus, Web of Science, PubMed, SciELO,
    PsycINFO e LILACS) até junho de 2022. Os critérios de elegibilidade seguiram a estratégia
    PICOS. Para avaliação da qualidade dos estudos foi utilizado o The Grading of
    Recommendations Assessment, Development, and Evaluation (GRADE). As divergências
    durante a avaliação foram resolvidas consensualmente por um terceiro revisor. Somente três
    estudos transversais preencheram os critérios de elegibilidade. Sobre a população, o número
    de participantes variou entre 184 e 254 policiais. Foi possível observar que policiais com baixo
    nível de atividade física têm maior probabilidade de desenvolver a síndrome de burnout (OR =
    2,49; IC95% 1,42-4,43), aumento de escores da dimensão eficiência profissional (Exp(β) 0,92;
    0,70-1,03; p=0,036) Por outro lado, o nível de atividade física não foi estatisticamente
    relacionado ao estresse ocupacional (p=0,73). Os resultados desta revisão sugerem que a atividade física tem associação com a síndrome de burnout em policiais, entretanto necessita-

    se cautela para interpretação das informações.


  • Mostrar Abstract
  • Os policiais são profissionais que lidam com a segurança de outras pessoas, e pelo fato
    de ser uma profissão que apresenta um risco de vida muito alto, eles são mais propensos ao
    comprometimento físico e mental, devido a essas condições e o ambiente de trabalho, uma
    forma de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas é por meio de intervenções que previnam
    e que possibilite uma redução no quadro de estresse físico e mental. Estudos relatam que a
    atividade física tem sido apontada como um recurso eficaz para a prevenção ou diminuição de
    fatores que possam levar o indivíduo a ter estresse ocupacional e a síndrome de burnout. Diante
    disso, o objetivo desta revisão sistemática (RS) foi sintetizar os achados acerca da associação
    e/ou efeito da atividade física, no estresse ocupacional e síndrome de burnout de policiais. Os
    estudos observacionais e experimentais que identificaram a associação e/ou da atividade física
    com o estresse ocupacional e a síndrome de burnout foram incluídos na revisão sistemática.
    Seis bases de dados eletrônicas foram pesquisadas (Scopus, Web of Science, PubMed, SciELO,
    PsycINFO e LILACS) até junho de 2022. Os critérios de elegibilidade seguiram a estratégia
    PICOS. Para avaliação da qualidade dos estudos foi utilizado o The Grading of
    Recommendations Assessment, Development, and Evaluation (GRADE). As divergências
    durante a avaliação foram resolvidas consensualmente por um terceiro revisor. Somente três
    estudos transversais preencheram os critérios de elegibilidade. Sobre a população, o número
    de participantes variou entre 184 e 254 policiais. Foi possível observar que policiais com baixo
    nível de atividade física têm maior probabilidade de desenvolver a síndrome de burnout (OR =
    2,49; IC95% 1,42-4,43), aumento de escores da dimensão eficiência profissional (Exp(β) 0,92;
    0,70-1,03; p=0,036) Por outro lado, o nível de atividade física não foi estatisticamente
    relacionado ao estresse ocupacional (p=0,73). Os resultados desta revisão sugerem que a atividade física tem associação com a síndrome de burnout em policiais, entretanto necessita-

    se cautela para interpretação das informações.

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  • LAISA CRISTINA VILARIM DE ASSIS
  • A SUPLEMENTAÇÃO DE NITRATO DE SÓDIO MODULA FADIGA MUSCULAR

    EM INDIVÍDUOS FISICAMENTE ATIVOS?

  • Orientador : EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALESSANDRO MOURA ZAGATTO
  • EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • Data: 31/08/2022

  • Mostrar Resumo
  • Introdução: o nitrato exógeno na forma dietética (suco de beterraba, beterraba in natura) ou
    farmacológica (nitrato de sódio) vem sendo estudado desde a década de 80 e atualmente tem
    sido reconhecido como um promissor recurso ergogênico capaz de modular o desempenho.
    Entretanto, os trabalhos que investigaram os efeitos do nitrato sobre mecanismos de fadiga
    neuromuscular apresentam resultados muito divergentes, contribuindo para a manutenção de
    uma lacuna na literatura. Sendo assim, o presente trabalho buscou investigar os efeitos do
    nitrato de sódio sobre a modulação de fadiga central e periférica em indivíduos fisicamente
    ativos. Métodos: para isso, 13 voluntários do sexo masculino (24 ± 5,4 anos; 81 ± 9,99 kg)
    participaram deste estudo crossover, duplo-cego e randomizado. Os participantes foram
    submetidos a testes exaustivos em ergômetro de extensão dinâmica de joelhos, após 3 dias de
    suplementação com nitrato de sódio e placebo (8,5mg/kg/dia), com wash-out de 10 dias entre
    as sessões. Após a realização dos esforços, todos os voluntários foram suplementados com
    nitrato de sódio e realizaram um terceiro teste exaustivo, em que a duração correspondeu ao
    tempo obtido na condição placebo (ISOTIME). A análise da fadiga central e periférica foi
    realizada através da estimulação do nervo motor durante contração voluntaria máxima
    (CVM), antes e imediatamente após os esforços. A força evocada no momento do estímulo
    durante a CVM foi assumida como twitch superimposed (TS), enquanto a força após a CVM
    foi denominada twitch control (TC). O percentual de ativação voluntária (%AV) foi assumido
    como a diferença percentual entre a TS e a TC. O Root Mean Square (RMS) foi relativo ao
    segundo de esforço anterior a aplicação do estímulo elétrico. A máxima amplitude do sinal
    eletromiográfico durante o estímulo elétrico foi considerada como amplitude da onda M.
    Diminuições nestas variáveis indicarão um perfil de fadiga periférica (TC e Onda M) ou
    central (TC, %AV e RMS). Resultados: foi observado efeito significativo do momento (pré,
    pós – Tlim[imediato] e pós – Tlim[30s]) para TC (F = 82,303; p = 0,001; ƞ

    2 = 0,901) em todas
    as condições de suplementação; e para a Força Máxima (Fmax) (F = 80,631; p = 0,001; ƞ
    2 =
    0,900), entre os momentos pré e pós – Tlim [30s] (Δ = 88,00; p = 0,001). Não houve efeitos
    significativos da suplementação (PLA, NIT e ISO) para as variáveis de fadiga: TC (F = 2,21;
    p = 0,153; ƞ

    2 = 0,197); TS (F = 0,988; p = 0,364; ƞ

    2 = 0,110); %AV (F = 2,534; p = 0,129; ƞ
    2

    = 0,297); RMS (F = 0,396; p = 0,585; ƞ

    2 = 0,047); Onda M (F = 2,069; p = 0,162; ƞ

    2 = 0,205);

    Fmáx (F = 1, 654; p = 0,155; ƞ

    2 = 0,155). Também não houve efeitos significativos para as
    variáveis de força: Força Média (F = 1,087; p = 0,32; ƞ2 = 0,090); Força Pico (F = 0,382; p =
    0,588; ƞ2 = 0,034); Trabalho (F – 0,889; p = 0,425; ƞ2 = 0,075); Potência (F = 0,516); p =
    0,516, ƞ2 = 0,045); TLim (F = 0,992; p = 0,343; ƞ2 = 0,083); FC (F = 4,045; p = 0,054; ƞ2
    =0,269); Lactato de Repouso (lac rep) (F = 0,122; p = 0,845; ƞ2 = 0,010); Lactato Pós 7min de
    esforço (lac 7min) (F = 0,231; p = 0,740; ƞ2 = 0,032). Foram observadas diferenças
    significativas quanto à Percepção Subjetiva de Esforço (PSE) (F = 6,949; p = 0,014; ƞ2 =
    0,436), entre as condições PLA e ISO (Δ = 1,4 u.a; p = 0,029). Conclusão: 3 dias de
    suplementação com nitrato de sódio não foi capaz de modular fadiga periférica, aumentar a
    tolerância ao exercício e melhorar a função contrátil em indivíduos fisicamente ativos.


  • Mostrar Abstract
  • Introdução: o nitrato exógeno na forma dietética (suco de beterraba, beterraba in natura) ou
    farmacológica (nitrato de sódio) vem sendo estudado desde a década de 80 e atualmente tem
    sido reconhecido como um promissor recurso ergogênico capaz de modular o desempenho.
    Entretanto, os trabalhos que investigaram os efeitos do nitrato sobre mecanismos de fadiga
    neuromuscular apresentam resultados muito divergentes, contribuindo para a manutenção de
    uma lacuna na literatura. Sendo assim, o presente trabalho buscou investigar os efeitos do
    nitrato de sódio sobre a modulação de fadiga central e periférica em indivíduos fisicamente
    ativos. Métodos: para isso, 13 voluntários do sexo masculino (24 ± 5,4 anos; 81 ± 9,99 kg)
    participaram deste estudo crossover, duplo-cego e randomizado. Os participantes foram
    submetidos a testes exaustivos em ergômetro de extensão dinâmica de joelhos, após 3 dias de
    suplementação com nitrato de sódio e placebo (8,5mg/kg/dia), com wash-out de 10 dias entre
    as sessões. Após a realização dos esforços, todos os voluntários foram suplementados com
    nitrato de sódio e realizaram um terceiro teste exaustivo, em que a duração correspondeu ao
    tempo obtido na condição placebo (ISOTIME). A análise da fadiga central e periférica foi
    realizada através da estimulação do nervo motor durante contração voluntaria máxima
    (CVM), antes e imediatamente após os esforços. A força evocada no momento do estímulo
    durante a CVM foi assumida como twitch superimposed (TS), enquanto a força após a CVM
    foi denominada twitch control (TC). O percentual de ativação voluntária (%AV) foi assumido
    como a diferença percentual entre a TS e a TC. O Root Mean Square (RMS) foi relativo ao
    segundo de esforço anterior a aplicação do estímulo elétrico. A máxima amplitude do sinal
    eletromiográfico durante o estímulo elétrico foi considerada como amplitude da onda M.
    Diminuições nestas variáveis indicarão um perfil de fadiga periférica (TC e Onda M) ou
    central (TC, %AV e RMS). Resultados: foi observado efeito significativo do momento (pré,
    pós – Tlim[imediato] e pós – Tlim[30s]) para TC (F = 82,303; p = 0,001; ƞ

    2 = 0,901) em todas
    as condições de suplementação; e para a Força Máxima (Fmax) (F = 80,631; p = 0,001; ƞ
    2 =
    0,900), entre os momentos pré e pós – Tlim [30s] (Δ = 88,00; p = 0,001). Não houve efeitos
    significativos da suplementação (PLA, NIT e ISO) para as variáveis de fadiga: TC (F = 2,21;
    p = 0,153; ƞ

    2 = 0,197); TS (F = 0,988; p = 0,364; ƞ

    2 = 0,110); %AV (F = 2,534; p = 0,129; ƞ
    2

    = 0,297); RMS (F = 0,396; p = 0,585; ƞ

    2 = 0,047); Onda M (F = 2,069; p = 0,162; ƞ

    2 = 0,205);

    Fmáx (F = 1, 654; p = 0,155; ƞ

    2 = 0,155). Também não houve efeitos significativos para as
    variáveis de força: Força Média (F = 1,087; p = 0,32; ƞ2 = 0,090); Força Pico (F = 0,382; p =
    0,588; ƞ2 = 0,034); Trabalho (F – 0,889; p = 0,425; ƞ2 = 0,075); Potência (F = 0,516); p =
    0,516, ƞ2 = 0,045); TLim (F = 0,992; p = 0,343; ƞ2 = 0,083); FC (F = 4,045; p = 0,054; ƞ2
    =0,269); Lactato de Repouso (lac rep) (F = 0,122; p = 0,845; ƞ2 = 0,010); Lactato Pós 7min de
    esforço (lac 7min) (F = 0,231; p = 0,740; ƞ2 = 0,032). Foram observadas diferenças
    significativas quanto à Percepção Subjetiva de Esforço (PSE) (F = 6,949; p = 0,014; ƞ2 =
    0,436), entre as condições PLA e ISO (Δ = 1,4 u.a; p = 0,029). Conclusão: 3 dias de
    suplementação com nitrato de sódio não foi capaz de modular fadiga periférica, aumentar a
    tolerância ao exercício e melhorar a função contrátil em indivíduos fisicamente ativos.

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  • ROBERTO VINICIUS DA COSTA SILVA
  • ATIVIDADE FÍSICA E DESEMPENHO COGNITIVO DE PACIENTES EM QUIMIOTERAPIA: UM ESTUDO OBSERVACIONAL LONGITUDINAL

  • Orientador : ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • FÁBIO SANTOS DE LIRA
  • Data: 05/09/2022

  • Mostrar Resumo
  • Introdução: Os pacientes com câncer podem apresentar ao longo do tratamento uma série de problemas como ansiedade, stress, neuropatia, enjoo e fadiga. Além disso, a quimioterapia que é uma das principais formas de tratamento, tem sido associada a neurotoxicidades e alterações cognitivas. Para controle dessas alterações a atividade física, tanto regular quanto de maneira não programada é capaz de melhorar a função cognitiva por estímulo de neurotransmissores, ativação cerebral, aumento do fluxo sanguíneo e entre outros mecanismos. Com isso, o objetivo desse estudo foi verificar a influência/impacto da quimioterapia no nível de atividade física e no desempenho cognitivo de pacientes com câncer; e, comparar o nível de atividade física e o desempenho cognitivo de pacientes com câncer, antes e depois do tratamento de quimioterapia. Métodos: Foi conduzido um estudo observacional longitudinal, no qual foram incluídos 29 pacientes de 33 a 82 anos, com 0 a 16 anos de escolaridade, que iriam iniciar a quimioterapia, sendo avaliados quanto ao desempenho cognitivo e nível de atividade física. Os pacientes foram avaliados utilizando Miniexame do estado mental (MEEM) e Questionário internacional de atividade física (IPAQ)- versão curta e testes neuropsicológicos (teste de figuras, teste de fluência verbal, o teste de extensão de dígitos). Os participantes foram categorizados em dois grupos: ativos e inativos fisicamente. Posterior a isso, os pacientes foram submetidos à quimioterapia, e foram seguidos para identificar possíveis abandonos no tratamento ou perdas de seguimento, e ao final foram reavaliados e comparados. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos com relação a presença de déficits cognitivos tanto antes (p=0,367), quanto depois do tratamento (p= 0,667). A quimioterapia diminuiu o desempenho da atenção e memória de trabalho (p= 0,021). A inatividade física aumentou entre indivíduos depois da quimioterapia (p= 0,034). Os pacientes ativos apresentaram melhores resultados para funções executivas comparados aos inativos antes da quimioterapia (p=0,023). Conclusão: A quimioterapia prejudicou a memória, atenção, e contribuiu para inatividade física. A atividade física parece contribuir para melhores desempenhos nas funções executivas dos pacientes oncológicos incluídos nesse estudo.
     
     
     

  • Mostrar Abstract
  • Os pacientes com câncer após o diagnostico podem experimentar uma variedade de mudanças que ocorrem na cognição, que envolve problemas de memória, atenção e execução de tarefas. Podem desencadear esses problemas o próprio câncer, a ansiedade, o stress, a fadiga ou o tratamento. Um dos tratamentos mais utilizados é a quimioterapia, a quimioterapia tem sido associada ao neurotoxicidades. Para controle dessas alterações o exercício é uma alternativa não farmacológica que atua ativando áreas cerebrais, diminuindo os marcadores inflamatórios e aumentando o estimulo por neurotransmissores. Com isso o objetivo desse estudo é verificar a influência do nível de atividade física no comprometimento cognitivo relacionado ao câncer em idosos ao longo do tratamento de quimioterapia. Para isso será conduzido um estudo de coorte prospectivo, onde pacientes com 60 anos ou mais, que possuem diagnostico de câncer, e estão matriculados e distribuídos para atendimento no ambulatório de oncologia clínica, serão acompanhados e avaliados quanto à função cognitiva e nível de atividade física. Eles passarão pelas avaliações são compostas por uma entrevista inicial onde irão responder aos questionários (Mini exame do estado mental (MEEM) e o Questionário internacional de atividade física (IPAQ)- versão curta, testes neuropsicológicos (teste de figuras, teste de fluência verbal, e o teste de expansão de dígitos) e o teste de marcha estacionária de 2 minutos. Posterior a isso os pacientes seguirão o curso normal do tratamento de quimioterapia, e ao longo do tratamento irão receber contatos periódicos a cada mês para identificar possíveis abandonos no tratamento ou perdas de acompanhamento. As reavaliações serão feitas no período pós-tratamento realizando o MEEM, o teste de figuras, teste de fluência verbal, e o teste de expansão de dígitos. O tempo de seguimento pode variar de acordo com o tratamento e ficará entre 4 e 24 semanas. Para fins de análise os participantes serão categorizados em não praticante de atividade física pré-tratamento e praticante de atividades físicas regulares pré-tratamento.

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  • JESSIKA KARLA TAVARES DO NASCIMENTO FAUSTINO DA SILVA
  • EFEITOS AGUDOS DO EXERCÍCIO ISOMÉTRICO DE AGACHAMENTO COMO BREAK DO COMPORTAMENTO SEDENTÁRIO NA FUNÇÃO ENDOTELIAL DE ADULTOS: UM ESTUDO CROSS-OVER

  • Orientador : BRENO QUINTELLA FARAH
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • EDUARDO CALDAS COSTA
  • EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • Data: 09/09/2022

  • Mostrar Resumo
  • Evidências recentes mostraram que realizar interrupções regulares no tempo sentado (breaks)
    promove uma proteção nas artérias dos membros inferiores contra a disfunção endotelial
    decorrente do tempo sentado, no entanto, até o momento não existe um tipo de break ideal.
    Visto que o exercício isométrico de agachamento na parede melhora parâmetros
    cardiovasculares, esse exercício torna-se um potencial tipo de break. O objetivo do estudo foi
    analisar os efeitos do exercício isométrico de agachamento na parede como break na função
    endotelial de adultos sedentários. Trata-se de um estudo cross-over randomizado, que incluiu
    oito homens e sete mulheres (25 ± 6 anos) aparentemente saudáveis e com atividade
    ocupacional sedentária. Os participantes realizaram aleatoriamente duas sessões experimentais
    (controle= 3 horas sentado ininterruptamente; break= 2 minutos de exercício de agachamento
    isométrico a cada 30 minutos durante o tempo sentado). Foram avaliadas dilatação mediada
    pelo fluxo (DMF), pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC) antes da sessão (Pré), e em
    dois momentos após (Pós; Pós30). Para analisar os efeitos das sessões nas variáveis, foi
    realizada uma ANOVA de duas vias para medidas repetidas seguido de post-hoc de Bonferroni,
    e um teste t pareado para comparar a resposta da DMF entre as sessões. Foi considerado
    significantes p<0,05. Não houve diferenças significativas na PA sistólica e PA diastólica em
    nenhuma sessão experimental (PA sistólica p=0,350; PA diastólica p=0,586). Houve redução
    da FC após ambas sessões experimentais (controle p<0,001; break p=0,003; tamanho do efeito
    = 0,49). O delta da DMF% foi significativamente melhor após a sessão break em relação a
    sessão controle (Break= 2,8 ± 5,2; Controle= -1,0 ± 7,2; p=0,021; tamanho do efeito= 0,60).
    Dessa forma, podemos concluir que, o exercício isométrico de agachamento na parede como
    break do comportamento sedentário melhorou a dilatação mediada pelo fluxo na artéria poplítea
    de adultos sedentários quando comparado com uma sessão de 3 horas de tempo sentado.


  • Mostrar Abstract
  • Evidências recentes mostraram que realizar interrupções regulares no tempo sentado (breaks)
    promove uma proteção nas artérias dos membros inferiores contra a disfunção endotelial
    decorrente do tempo sentado, no entanto, até o momento não existe um tipo de break ideal.
    Visto que o exercício isométrico de agachamento na parede melhora parâmetros
    cardiovasculares, esse exercício torna-se um potencial tipo de break. O objetivo do estudo foi
    analisar os efeitos do exercício isométrico de agachamento na parede como break na função
    endotelial de adultos sedentários. Trata-se de um estudo cross-over randomizado, que incluiu
    oito homens e sete mulheres (25 ± 6 anos) aparentemente saudáveis e com atividade
    ocupacional sedentária. Os participantes realizaram aleatoriamente duas sessões experimentais
    (controle= 3 horas sentado ininterruptamente; break= 2 minutos de exercício de agachamento
    isométrico a cada 30 minutos durante o tempo sentado). Foram avaliadas dilatação mediada
    pelo fluxo (DMF), pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC) antes da sessão (Pré), e em
    dois momentos após (Pós; Pós30). Para analisar os efeitos das sessões nas variáveis, foi
    realizada uma ANOVA de duas vias para medidas repetidas seguido de post-hoc de Bonferroni,
    e um teste t pareado para comparar a resposta da DMF entre as sessões. Foi considerado
    significantes p<0,05. Não houve diferenças significativas na PA sistólica e PA diastólica em
    nenhuma sessão experimental (PA sistólica p=0,350; PA diastólica p=0,586). Houve redução
    da FC após ambas sessões experimentais (controle p<0,001; break p=0,003; tamanho do efeito
    = 0,49). O delta da DMF% foi significativamente melhor após a sessão break em relação a
    sessão controle (Break= 2,8 ± 5,2; Controle= -1,0 ± 7,2; p=0,021; tamanho do efeito= 0,60).
    Dessa forma, podemos concluir que, o exercício isométrico de agachamento na parede como
    break do comportamento sedentário melhorou a dilatação mediada pelo fluxo na artéria poplítea
    de adultos sedentários quando comparado com uma sessão de 3 horas de tempo sentado.

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  • GLAUCIANO JOAQUIM DE MELO JUNIOR
  • NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E FATORES ASSOCIADOS EM PACIENTES HIPERTENSOS E DIABÉTICOS NA CIDADE DE CARUARU – PE 
  • Orientador : FLAVIO RENATO BARROS DA GUARDA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FLAVIO RENATO BARROS DA GUARDA
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • MAURO VIRGILIO GOMES DE BARROS
  • Data: 20/09/2022

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  • Introdução: O conhecimento a respeito da prevalência e dos fatores associados à prática de atividades físicas configura-se como uma importante ferramenta de apoio à tomada de decisão no campo das políticas públicas. Objetivo: Analisar o nível de atividade física e fatores associados em pacientes com hipertensão e/ou diabetes, atendidos em unidades básicas de saúde do município de Caruaru – Pernambuco. Método: Estudo transversal com componente retro-analítico, com indivíduos hipertensos e/ou diabéticos de ambos os sexos atendidos nas unidades de atenção básica de Caruaru. A amostra foi composta por 171 usuários de sete unidades básicas de saúde, com 40 anos ou mais de idade. A análise dos dados ocorreu através de procedimentos de estatística descritiva e Regressão de Poisson com variância robusta. Resultados: Na amostra prevaleceram indivíduos fisicamente ativos (81,3%); mulheres (78,4%); faixa etária “50 a 59 anos” (37,4%), “não brancos” (56,2%); indivíduos analfabetos ou com ensino fundamental 1 incompleto (46,8%), renda mensal inferior a um salário-mínimo (51,5%), aposentados ou pensionistas (38,6%); classe socioeconômica “D/E” (48%) e obesos (48,8%). A prevalência de atividade física entre os hipertensos foi de 83,3% e entre os hipertensos e diabéticos 80,3%. As maiores prevalências de atividade física foram observadas em: a) Mulheres hipertensas e diabéticas (73,8%); b) Hipertensos da faixa etária “50 a 59 anos de idade” (36,5%); c) Hipertensos e diabéticos “não brancos” (49,2%); d) Hipertensos e diabéticos analfabetos ou com ensino fundamental 1 incompleto (44,3%); e) Hipertensos cuja renda mensal era inferior a um salário-mínimo (46,9%); f) Hipertensos que trabalham (34,4%) e hipertensos e diabéticos aposentados ou pensionistas (34,4%); g) Hipertensos e diabéticos da Classe D/E (44,3%); h) Hipertensos obesos (44,2%). Renda mensal de 1 a 3 salários mínimos (RP=0,729), classe socioeconômica D/E (RP=0,833) e classe socioeconômica C (RP=0,808) associaram-se ao nível de atividade física entre os hipertensos. Entre os hipertensos e diabéticos a escolaridade “Analfabeto/Ensino Fundamental 1 incompleto” (RP=0,700) associou-se ao nível de atividade física. Conclusão: Os resultados sugerem que indivíduos hipertensos de menor renda e classe socioeconômica possuem menor probabilidade de serem fisicamente ativos, assim como os hipertensos e diabéticos de menor nível de escolaridade.


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  • Introdução: O conhecimento a respeito da prevalência e dos fatores associados à prática de atividades físicas configura-se como uma importante ferramenta de apoio à tomada de decisão no campo das políticas públicas. Objetivo: Analisar o nível de atividade física e fatores associados em pacientes com hipertensão e/ou diabetes, atendidos em unidades básicas de saúde do município de Caruaru – Pernambuco. Método: Estudo transversal com componente retro-analítico, com indivíduos hipertensos e/ou diabéticos de ambos os sexos atendidos nas unidades de atenção básica de Caruaru. A amostra foi composta por 171 usuários de sete unidades básicas de saúde, com 40 anos ou mais de idade. A análise dos dados ocorreu através de procedimentos de estatística descritiva e Regressão de Poisson com variância robusta. Resultados: Na amostra prevaleceram indivíduos fisicamente ativos (81,3%); mulheres (78,4%); faixa etária “50 a 59 anos” (37,4%), “não brancos” (56,2%); indivíduos analfabetos ou com ensino fundamental 1 incompleto (46,8%), renda mensal inferior a um salário-mínimo (51,5%), aposentados ou pensionistas (38,6%); classe socioeconômica “D/E” (48%) e obesos (48,8%). A prevalência de atividade física entre os hipertensos foi de 83,3% e entre os hipertensos e diabéticos 80,3%. As maiores prevalências de atividade física foram observadas em: a) Mulheres hipertensas e diabéticas (73,8%); b) Hipertensos da faixa etária “50 a 59 anos de idade” (36,5%); c) Hipertensos e diabéticos “não brancos” (49,2%); d) Hipertensos e diabéticos analfabetos ou com ensino fundamental 1 incompleto (44,3%); e) Hipertensos cuja renda mensal era inferior a um salário-mínimo (46,9%); f) Hipertensos que trabalham (34,4%) e hipertensos e diabéticos aposentados ou pensionistas (34,4%); g) Hipertensos e diabéticos da Classe D/E (44,3%); h) Hipertensos obesos (44,2%). Renda mensal de 1 a 3 salários mínimos (RP=0,729), classe socioeconômica D/E (RP=0,833) e classe socioeconômica C (RP=0,808) associaram-se ao nível de atividade física entre os hipertensos. Entre os hipertensos e diabéticos a escolaridade “Analfabeto/Ensino Fundamental 1 incompleto” (RP=0,700) associou-se ao nível de atividade física. Conclusão: Os resultados sugerem que indivíduos hipertensos de menor renda e classe socioeconômica possuem menor probabilidade de serem fisicamente ativos, assim como os hipertensos e diabéticos de menor nível de escolaridade.

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  • ISABELA NASCIMENTO DOS SANTOS
  • ANÁLISE DA OFERTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE ESPORTES MUNICIPAIS DO BRASIL

  • Orientador : VILDE GOMES DE MENEZES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FLAVIO RENATO BARROS DA GUARDA
  • PETRONIO JOSE DE LIMA MARTELLI
  • VILDE GOMES DE MENEZES
  • Data: 14/10/2022

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  • O objetivo dessa revisão sistemática foi analisar as evidências científicas sobre a oferta de políticas públicas de esportes municipais do Brasil. Trata-se de uma revisão sistemática cujas buscas foram realizadas entre setembro e novembro de 2021 através das bases de dados Google Acadêmico, Bireme, Pubmed, Periódicos Capes, Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). A seleção ocorreu em duas etapas e, para a extração das informações, utilizou-se um formulário elaborado pelos autores através da estratégia PICO. A análise dos artigos resultou na síntese qualitativa dessa revisão. A busca inicial nas seis bases de dados identificou 14.681 títulos. Nessa revisão, foram incluídos sete estudos a partir dos critérios de elegibilidade. A seleção dos artigos se deu em duas etapas: inicialmente, foi realizada a revisão de títulos e resumos e, posteriormente, foram examinados os textos completos. Todos os estudos apresentaram um delineamento descritivo. Os resultados foram apresentados descritivamente e abordaram os perfis dos programas e dos projetos municipais no Brasil. Além disso, foram identificadas as características dos gestores municipais de esportes e o impacto das intervenções para a população desses municípios. Compreende-se que se faz necessária a ampliação de políticas públicas de esportes que atendam a demanda da população, além de um preparo específico dos profissionais que assumem a função da gestão municipal de esportes.


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  • O objetivo dessa revisão sistemática foi analisar as evidências científicas sobre a oferta de políticas públicas de esportes municipais do Brasil. Trata-se de uma revisão sistemática cujas buscas foram realizadas entre setembro e novembro de 2021 através das bases de dados Google Acadêmico, Bireme, Pubmed, Periódicos Capes, Scielo e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). A seleção ocorreu em duas etapas e, para a extração das informações, utilizou-se um formulário elaborado pelos autores através da estratégia PICO. A análise dos artigos resultou na síntese qualitativa dessa revisão. A busca inicial nas seis bases de dados identificou 14.681 títulos. Nessa revisão, foram incluídos sete estudos a partir dos critérios de elegibilidade. A seleção dos artigos se deu em duas etapas: inicialmente, foi realizada a revisão de títulos e resumos e, posteriormente, foram examinados os textos completos. Todos os estudos apresentaram um delineamento descritivo. Os resultados foram apresentados descritivamente e abordaram os perfis dos programas e dos projetos municipais no Brasil. Além disso, foram identificadas as características dos gestores municipais de esportes e o impacto das intervenções para a população desses municípios. Compreende-se que se faz necessária a ampliação de políticas públicas de esportes que atendam a demanda da população, além de um preparo específico dos profissionais que assumem a função da gestão municipal de esportes.

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  • PAULO HENRIQUE DE MELO
  • EFEITO DA MASSA MUSCULAR DO EXERCÍCIO ISOMÉTRICO NAS RESPOSTAS CARDIOVASCULARES AGUDAS DE JOVENS SAUDÁVEIS: UM ESTUDO CROSS-OVER RANDOMIZADO CONTROLADO

  • Orientador : BRENO QUINTELLA FARAH
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALINE MENDES GERAGE DA SILVA
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • LUCIANO MACHADO FERREIRA TENORIO DE OLIVEIRA
  • Data: 01/11/2022

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  • Estudos apontam que a maior massa muscular envolvida nas sessões de exercício de força dinâmico promovem maior hipotensão pós-exercício. Por outro lado, se isso ocorre no exercício de força isométrico ainda é pouco explorado. Portanto, o objetivo desse estudo foi analisar os efeitos da massa muscular do exercício de força isométrico nas respostas cardiovasculares agudas de jovens saudáveis. Trata-se de um estudo controlado randomizado com delineamento cross-over, em que 12 homens adultos saudáveis (idade: 27,8 ± 6,4 anos), realizaram, em ordem aleatória, quatro sessões experimentais: exercício isométrico com handgrip bilateral (SH), exercício isométrico de agachamento na parede (SA), sessão combinada de SH e SA (SCOMB) e sessão controle (SC). Nas sessões de exercício, os indivíduos realizaram quatro séries de dois minutos de contração isométrica para dois minutos de descanso, intensidade de 30% da contração voluntaria máxima para o SH, enquanto para a SA, foi utilizada angulação equivalente a 95% da frequência cardíaca média após protocolo incremental de isometria, na SCOMB os indivíduos realizaram duas séries de SH e duas de SA, enquanto na SC permaneceram sentados por 14 minutos sem exercício. A pressão arterial, frequência cardíaca e duplo produto foi avaliada pré e nos momentos 15, 30, 45 e 60 minutos após as sessões experimentais. Foi calculada a média dos momentos pós. Não houve redução da pressão arterial após exercício isométrico e não houve efeito da massa muscular nas respostas da pressão arterial sistólica e diastólica no exercício isométrico (p>0,05 para todos). A frequência cardíaca foi reduzida após SH (70,3 ± 8,3bpm vs. 66,1 ± 8 bmp), enquanto que na SA (70,9 ± 13,6 bpm vs. 74,1 ± 12,8 bpm) e SCOMB e (69,5 ± 9,6 bpm vs. 69,8 ± 10,1 bpm) houve aumento. O duplo produto foi menor após SH (8563,3 ± 1689,9 bpm*mmHg vs.7868,7 ± 1421,6 bpm*mmHg) e na SC (8800,2 ± 1786,2 bpm*mmHg vs. 8120,5 ± 1449,2 bpm*mmHg), enquanto que a SA (8589,1 ± 1946,4 bpm*mmHg vs. 8965,3 ± 1670,4 bpm*mmHg) foi maior e na SCOMB não mostrou diferença significativa. Em conclusão, a massa muscular envolvida no exercício isométrico não afetou as respostas pressóricas, porém a sessão de menor massa muscular promoveu redução da frequência cardíaca e do duplo produto em jovens saudáveis.


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  • Estudos apontam que a maior massa muscular envolvida nas sessões de exercício de força dinâmico promovem maior hipotensão pós-exercício. Por outro lado, se isso ocorre no exercício de força isométrico ainda é pouco explorado. Portanto, o objetivo desse estudo foi analisar os efeitos da massa muscular do exercício de força isométrico nas respostas cardiovasculares agudas de jovens saudáveis. Trata-se de um estudo controlado randomizado com delineamento cross-over, em que 12 homens adultos saudáveis (idade: 27,8 ± 6,4 anos), realizaram, em ordem aleatória, quatro sessões experimentais: exercício isométrico com handgrip bilateral (SH), exercício isométrico de agachamento na parede (SA), sessão combinada de SH e SA (SCOMB) e sessão controle (SC). Nas sessões de exercício, os indivíduos realizaram quatro séries de dois minutos de contração isométrica para dois minutos de descanso, intensidade de 30% da contração voluntaria máxima para o SH, enquanto para a SA, foi utilizada angulação equivalente a 95% da frequência cardíaca média após protocolo incremental de isometria, na SCOMB os indivíduos realizaram duas séries de SH e duas de SA, enquanto na SC permaneceram sentados por 14 minutos sem exercício. A pressão arterial, frequência cardíaca e duplo produto foi avaliada pré e nos momentos 15, 30, 45 e 60 minutos após as sessões experimentais. Foi calculada a média dos momentos pós. Não houve redução da pressão arterial após exercício isométrico e não houve efeito da massa muscular nas respostas da pressão arterial sistólica e diastólica no exercício isométrico (p>0,05 para todos). A frequência cardíaca foi reduzida após SH (70,3 ± 8,3bpm vs. 66,1 ± 8 bmp), enquanto que na SA (70,9 ± 13,6 bpm vs. 74,1 ± 12,8 bpm) e SCOMB e (69,5 ± 9,6 bpm vs. 69,8 ± 10,1 bpm) houve aumento. O duplo produto foi menor após SH (8563,3 ± 1689,9 bpm*mmHg vs.7868,7 ± 1421,6 bpm*mmHg) e na SC (8800,2 ± 1786,2 bpm*mmHg vs. 8120,5 ± 1449,2 bpm*mmHg), enquanto que a SA (8589,1 ± 1946,4 bpm*mmHg vs. 8965,3 ± 1670,4 bpm*mmHg) foi maior e na SCOMB não mostrou diferença significativa. Em conclusão, a massa muscular envolvida no exercício isométrico não afetou as respostas pressóricas, porém a sessão de menor massa muscular promoveu redução da frequência cardíaca e do duplo produto em jovens saudáveis.

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  • RUDA GONCALVES ESPIRITO SANTO
  • ANÁLISE DAS DORES, ANSIEDADE, QUALIDADE DO SONO E SÍNDROME DE BURNOUT EM ATLETAS DE RÚGBI, TÊNIS E BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS DURANTE O PERÍODO DE COVID 19
     
  • Orientador : SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • SAULO FERNANDES MELO DE OLIVEIRA
  • PEDRO PINHEIRO PAES NETO
  • ANA PAULA DE LIMA FERREIRA
  • Data: 21/11/2022

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  • O esporte paralímpico é a adaptação do esporte tradicional. Entre tais esportes, o rúgbi (RCR), o tênis (TCR) e o basquete (BCR) em cadeira de rodas apresentam diversas semelhanças, entre elas, o predomínio do uso dos membros superiores (MS). Entretanto, conforme o avanço no desempenho dos atletas paralímpicos em seus esportes, é inerente o crescimento das dores e dos acometimentos psicobiológicos, como transtornos de ansiedade, alterações negativas na qualidade do sono e um esgotamento mental. Em adição, no ano de 2020, o mundo foi severamente afetado pela pandemia de COVID 19, onde diversos eventos esportivos sofreram alterações, como a paralimpíada de Tóquio 2020. Diversas medidas foram tomadas para desacelerar o vírus e, entre elas, o isolamento social foi aplicado. Como consequência do isolamento, houve um aumento dos comportamentos sedentários, como a diminuição da atividade física. Tais fatores podem ter incentivado o surgimento ou agravado as condições das dores bem como dos aspectos psicobiológicos. Uma das estratégias utilizadas para haver um controle desses quadros foi a aplicação da metodologia do exercício em casa. Diante disso, nosso estudo realizou três produtos com os objetivos de a) sumarizar os achados científicos e verificar o perfil das dores nos MS e suas possíveis associações com os aspectos psicobiológicos em atletas de RCR, TCR e BCR, b) verificar os indicadores das dores e desconfortos nos MS, ansiedade, qualidade de sono e síndrome de burnout em atletas paralímpicos sob a influência do exercício físico realizado em casa durante o período da pandemia de COVID 19 e, adicionalmente, verificar as diferenças entre os atletas de TCR e BCR, nas mesmas variáveis físicas e psicobiológicas e c) verificar as associações das dores e desconfortos nos MS com os aspectos psicobiológicos em atletas de TCR após o período de COVID 19. Os achados do primeiro produto relatam informações sobre uma alta incidência de dores nos MS nos atletas de RCR, TCR e BCR, mas não apresentam informações robustas sobre os aspectos psicobiológicos. Para os ascpetos correlacionais, foram percebidas lacunas onde apenas a qualidade do sono apresentou algum tipo de associação com as dores. O segundo estudo nos apresentou informações que o peso dos atletas apresentou uma influência em uma das dimensões da síndrome do burnout tanto para o grupo dos atletas sob influência do exercício físico em casa, como para o grupo dos esportes, onde o grupo que não realizou o exercício planejado apresentavam valores maiores nas respectivas variáveis e, que os atletas de BCR demonstravam números maiores quando comparados com os atletas de TCR, nas devidas variáveis. E, por fim, para o terceiro estudo, não foram encontradas correlações significativas entre as variáveis das dores nos MS com as psicobiológicas, entretanto, duas dimensões da síndrome de burnout apresentaram correlações significativas com a qualidade do sono. Em suma, existe um perfil robusto na literatura para as relações entre as dores nos MS nos atletas de RCR, TCR e BCR, contudo há uma lacuna para as associações entre as dores com os aspectos psicobiológicos


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  • O esporte paralímpico é a adaptação do esporte tradicional. Entre tais esportes, o rúgbi (RCR), o tênis (TCR) e o basquete (BCR) em cadeira de rodas apresentam diversas semelhanças, entre elas, o predomínio do uso dos membros superiores (MS). Entretanto, conforme o avanço no desempenho dos atletas paralímpicos em seus esportes, é inerente o crescimento das dores e dos acometimentos psicobiológicos, como transtornos de ansiedade, alterações negativas na qualidade do sono e um esgotamento mental. Em adição, no ano de 2020, o mundo foi severamente afetado pela pandemia de COVID 19, onde diversos eventos esportivos sofreram alterações, como a paralimpíada de Tóquio 2020. Diversas medidas foram tomadas para desacelerar o vírus e, entre elas, o isolamento social foi aplicado. Como consequência do isolamento, houve um aumento dos comportamentos sedentários, como a diminuição da atividade física. Tais fatores podem ter incentivado o surgimento ou agravado as condições das dores bem como dos aspectos psicobiológicos. Uma das estratégias utilizadas para haver um controle desses quadros foi a aplicação da metodologia do exercício em casa. Diante disso, nosso estudo realizou três produtos com os objetivos de a) sumarizar os achados científicos e verificar o perfil das dores nos MS e suas possíveis associações com os aspectos psicobiológicos em atletas de RCR, TCR e BCR, b) verificar os indicadores das dores e desconfortos nos MS, ansiedade, qualidade de sono e síndrome de burnout em atletas paralímpicos sob a influência do exercício físico realizado em casa durante o período da pandemia de COVID 19 e, adicionalmente, verificar as diferenças entre os atletas de TCR e BCR, nas mesmas variáveis físicas e psicobiológicas e c) verificar as associações das dores e desconfortos nos MS com os aspectos psicobiológicos em atletas de TCR após o período de COVID 19. Os achados do primeiro produto relatam informações sobre uma alta incidência de dores nos MS nos atletas de RCR, TCR e BCR, mas não apresentam informações robustas sobre os aspectos psicobiológicos. Para os ascpetos correlacionais, foram percebidas lacunas onde apenas a qualidade do sono apresentou algum tipo de associação com as dores. O segundo estudo nos apresentou informações que o peso dos atletas apresentou uma influência em uma das dimensões da síndrome do burnout tanto para o grupo dos atletas sob influência do exercício físico em casa, como para o grupo dos esportes, onde o grupo que não realizou o exercício planejado apresentavam valores maiores nas respectivas variáveis e, que os atletas de BCR demonstravam números maiores quando comparados com os atletas de TCR, nas devidas variáveis. E, por fim, para o terceiro estudo, não foram encontradas correlações significativas entre as variáveis das dores nos MS com as psicobiológicas, entretanto, duas dimensões da síndrome de burnout apresentaram correlações significativas com a qualidade do sono. Em suma, existe um perfil robusto na literatura para as relações entre as dores nos MS nos atletas de RCR, TCR e BCR, contudo há uma lacuna para as associações entre as dores com os aspectos psicobiológicos

2021
Dissertações
1
  • MARCELO DE SANTANA OLIVEIRA
  • EFEITOS DO TREINAMENTO ISOMÉTRICO COM HANDGRIP NA PRESSÃO ARTERIAL AMBULATORIAL DE ADULTOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE

  • Orientador : EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RAPHAEL MENDES RITTI-DIAS
  • BRENO QUINTELLA FARAH
  • TONY MEIRELES DOS SANTOS
  • Data: 03/08/2021

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  • Estudos de metanálise vêm demonstrando que o treinamento isométrico com handgrip é uma alternativa eficaz para redução da pressão arterial clínica em hipertensos. Contudo, até o presente momento, nenhum estudo de metanálise foi realizado analisando os efeitos do TIH na pressão arterial ambulatorial, que é considerado melhor discriminador de risco cardiovascular em hipertensos. Portanto, o objetivo dessa dissertação foi analisar os efeitos do treinamento isométrico com handgrip nas variáveis cardiovasculares em hipertensos e normotensos. Para tanto, foi realizado uma revisão sistemática com meta-análise de estudos que investigaram os efeitos do TIH na pressão arterial ambulatorial nas bases de dados Medline e Web of Science, bem como foi utilizado estudos presentes na literatura cinzenta. Foi realizada metanálise de efeitos aleatórios das diferença de médias (MD) com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Seis estudos foram incluídos na revisão, totalizando 157 participantes (82 TIH, 75 controle). A metanálise não identificou efeito significante do TIH sobre a pressão arterial sistólica de 24 horas (MD: -2,5, 95% IC -5,44-0,45, p=0,10), de sono (MD: -1,88, 95% IC -4,86-1,10, p=0,22), de vigília (MD: -1,85, 95% IC -4,81-1,10, p=0,22), pressão arterial diastólica de 24 horas (MD: -1,91, 95% IC -4,06- 0,24, p=0,08) e de sono (MD: -1,90, 95% IC -4,60-0,81, p=0,17), enquanto que houve redução da pressão arterial diastólica de vigília (MD: -2,53, 95% IC -4,87-0,18, p= 0,03) no grupo o treinamento isométrico com handgrip. Assim, pode-se concluir que o treinamento isométrico com handgrip reduziu a pressão arterial diastólica de vigília. Por outro lado, este tipo de treinamento não reduziu a pressão arterial diastólica e sistólica de 24 horas, de sono, assim como a pressão arterial sistólica de vigília em adultos.


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  • Estudos de metanálise vêm demonstrando que o treinamento isométrico com handgrip é uma alternativa eficaz para redução da pressão arterial clínica em hipertensos. Contudo, até o presente momento, nenhum estudo de metanálise foi realizado analisando os efeitos do TIH na pressão arterial ambulatorial, que é considerado melhor discriminador de risco cardiovascular em hipertensos. Portanto, o objetivo dessa dissertação foi analisar os efeitos do treinamento isométrico com handgrip nas variáveis cardiovasculares em hipertensos e normotensos. Para tanto, foi realizado uma revisão sistemática com meta-análise de estudos que investigaram os efeitos do TIH na pressão arterial ambulatorial nas bases de dados Medline e Web of Science, bem como foi utilizado estudos presentes na literatura cinzenta. Foi realizada metanálise de efeitos aleatórios das diferença de médias (MD) com intervalo de confiança de 95% (IC95%). Seis estudos foram incluídos na revisão, totalizando 157 participantes (82 TIH, 75 controle). A metanálise não identificou efeito significante do TIH sobre a pressão arterial sistólica de 24 horas (MD: -2,5, 95% IC -5,44-0,45, p=0,10), de sono (MD: -1,88, 95% IC -4,86-1,10, p=0,22), de vigília (MD: -1,85, 95% IC -4,81-1,10, p=0,22), pressão arterial diastólica de 24 horas (MD: -1,91, 95% IC -4,06- 0,24, p=0,08) e de sono (MD: -1,90, 95% IC -4,60-0,81, p=0,17), enquanto que houve redução da pressão arterial diastólica de vigília (MD: -2,53, 95% IC -4,87-0,18, p= 0,03) no grupo o treinamento isométrico com handgrip. Assim, pode-se concluir que o treinamento isométrico com handgrip reduziu a pressão arterial diastólica de vigília. Por outro lado, este tipo de treinamento não reduziu a pressão arterial diastólica e sistólica de 24 horas, de sono, assim como a pressão arterial sistólica de vigília em adultos.

2
  • THIAGO BORGES MADUREIRA SABINO
  • EFEITO DE DIFERENTES INTENSIDADES DO TREINAMENTO DE FORÇA SOBRE A FUNÇÃO ENDOTELIAL DE PESSOASCOM DIABETES MELLITUS TIPO 2: Uma Revisão Sistemática

  • Orientador : EDUARDO ZAPATERRA CAMPOS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANDRE DOS SANTOS COSTA
  • DENISE MARIA MARTINS VANCEA
  • JORGE LUIZ DE BRITO GOMES
  • Data: 30/09/2021

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  • As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de mortalidade em pessoas com diabetes mellitus do tipo 2 (DM2). O DM2 é uma doença metabólica associado com piora da função endotelial (FE). A disfunção endotelial (DE) é um forte fator de risco para futuros eventos cardiovasculares nessa população, além de ser um dos principais mecanismos de mediação das complicações microvasculares. O treinamento físico é considerado um dos pilares para o tratamento e o controle da diabetes, no entanto, o efeito do treinamento de força (TF) sobre a FE de pessoas com DM2 ainda não foi totalmente compreendido. O objetivo desta revisão sistemática (RS) foi analisar os efeitos de diferentes intensidades do TF sobre a FE de pessoas com DM2. Os ensaios clínicos randomizados (ECRs) que compararam o grupo TF com o grupo ou condição controle foram incluídos na RS. Diferentes intensidades foram categorizadas em baixa a moderada e alta intensidade. Seis bases de dados eletrônicas foram pesquisadas (Pubmed, Cochrane, Embase, Scopus, Web of Science, CINAHL e PeDro) até fevereiro de 2021.Os critérios de elegibilidade seguiram a estratégia PICOS. Para avaliação da qualidade dos estudos foi utilizada a escala TESTEX. As divergências foram resolvidas com um terceiro avaliador, por consenso. Quatro ECRs preencheram os critérios de elegibilidade. Sobre a amostra, 106 pessoas participaram dos estudos, sendo 57 do grupo TF (% homens: 24,53; % mulheres= 29,25) e 49 do controle (% homens: 15,09; % mulheres: 31,13), com idade média de 67,25 ± 5,5 anos e tempo médio do DM2 de 8,0 ± 2,3 anos. Um estudo agudo crossover demonstrou aumento na FMD da artéria braquial imediatamente após (IC95%: de 3,0% para + 5,9%; p< 0,05), 60 minutos após (IC95%: 0,8% para + 4,2%; p< 0,05) e 120 minutos após (IC95%: 0,7% para +3,1%; p< 0,05) uma única sessão de treino de força de alta intensidade (RPE ~ 5 “hard”) comparado a sessão controle. Os resultados desta revisão sistemática sugerem que em pessoas com DM2 uma única sessão de treino de força de alta intensidade, em membros inferiores, foi capaz de melhorar agudamente a FE de pessoas com DM2, porém mais estudos são necessários para estabelecer a intensidade ideal e a efetividade da prescrição desse método de treinamento


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  • As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de mortalidade em pessoas com diabetes mellitus do tipo 2 (DM2). O DM2 é uma doença metabólica associado com piora da função endotelial (FE). A disfunção endotelial (DE) é um forte fator de risco para futuros eventos cardiovasculares nessa população, além de ser um dos principais mecanismos de mediação das complicações microvasculares. O treinamento físico é considerado um dos pilares para o tratamento e o controle da diabetes, no entanto, o efeito do treinamento de força (TF) sobre a FE de pessoas com DM2 ainda não foi totalmente compreendido. O objetivo desta revisão sistemática (RS) foi analisar os efeitos de diferentes intensidades do TF sobre a FE de pessoas com DM2. Os ensaios clínicos randomizados (ECRs) que compararam o grupo TF com o grupo ou condição controle foram incluídos na RS. Diferentes intensidades foram categorizadas em baixa a moderada e alta intensidade. Seis bases de dados eletrônicas foram pesquisadas (Pubmed, Cochrane, Embase, Scopus, Web of Science, CINAHL e PeDro) até fevereiro de 2021.Os critérios de elegibilidade seguiram a estratégia PICOS. Para avaliação da qualidade dos estudos foi utilizada a escala TESTEX. As divergências foram resolvidas com um terceiro avaliador, por consenso. Quatro ECRs preencheram os critérios de elegibilidade. Sobre a amostra, 106 pessoas participaram dos estudos, sendo 57 do grupo TF (% homens: 24,53; % mulheres= 29,25) e 49 do controle (% homens: 15,09; % mulheres: 31,13), com idade média de 67,25 ± 5,5 anos e tempo médio do DM2 de 8,0 ± 2,3 anos. Um estudo agudo crossover demonstrou aumento na FMD da artéria braquial imediatamente após (IC95%: de 3,0% para + 5,9%; p< 0,05), 60 minutos após (IC95%: 0,8% para + 4,2%; p< 0,05) e 120 minutos após (IC95%: 0,7% para +3,1%; p< 0,05) uma única sessão de treino de força de alta intensidade (RPE ~ 5 “hard”) comparado a sessão controle. Os resultados desta revisão sistemática sugerem que em pessoas com DM2 uma única sessão de treino de força de alta intensidade, em membros inferiores, foi capaz de melhorar agudamente a FE de pessoas com DM2, porém mais estudos são necessários para estabelecer a intensidade ideal e a efetividade da prescrição desse método de treinamento

3
  • INALDO NASCIMENTO DE LIMA SILVA
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE ATIVIDADE FÍSICA E DOMÍNIOS DA SÍNDROME DE BURNOUT EM SERVIDORES DA POLÍCIA FEDERAL

  • Orientador : CARLA MENESES HARDMAN
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CARLA MENESES HARDMAN
  • DANIEL DA ROCHA QUEIROZ
  • JORGE BEZERRA
  • Data: 22/12/2021

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  • Introdução: A síndrome de burnout vem se constituindo como um dos distúrbios que mais causa problemas na relação entre o indivíduo e seu trabalho. O nível de atividade física pode se demonstrar como uma importante ferramenta na prevenção e controle desse problema. A existência de poucos estudos envolvendo a relação entre atividade física e síndrome de burnout em uma população de servidores da área de segurança pública representa um importante passo para tentar descobri a melhor forma de prevenir e tratar esse distúrbio que afeta os trabalhadores desse ramo. Objetivo: Analisar a associação entre o nível de atividade física e o comportamento sedentário com os domínios da síndrome de burnout em servidores da polícia federal brasileira. Método: Estudo transversal realizado em servidores da Polícia Federal de ambos os sexos. Foram enviados e-mails contendo link que conduzia o servidor à plataforma Survey Monkey, na qual continha três questionários que avaliavam os componentes sociodemográficos, o IPAQ em sua versão curta, para verificar o nível de atividade física, e o Maslach Burnout Inventory, os sintomas de burnout. Cada domínio foi classificado em tercil. Para análise dos dados foi empregado a regressão logística binária (OR; IC95%). Resultados: Em uma população de 13.327 servidores da Polícia Federal, 905 responderam os questionários, com idade entre 21 e 71 anos (42,9 ±8,3), dos quais 83,6% eram do sexo masculino. Foi observada uma prevalência de 21,7% dos respondentes com baixo nível de atividade física. Constatou-se, também, que 25,4% apresentaram alto nível de exaustão emocional, 26,1% tinham alto nível de despersonalização e 28,5% apresentaram baixo nível de realização profissional. Também foi observado que os servidores com baixo nível de atividade física tinham chance maior de apresentar alto nível de exaustão emocional (2,29; 1,57-3,33), despersonalização (1,69; 1,16-2,45) e baixo nível de realização profissional (2,05; 1,43-2,94). Conclusão: Na pesquisa foi constatado que o nível de atividade física estava significativamente associado ao alto nível de exaustão emocional e de despersonalização e com o baixo nível de realização profissional. Já o comportamento sedentário não foi estatisticamente associado aos domínios da Síndrome de Burnout.


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  • Introdução: A síndrome de burnout vem se constituindo como um dos distúrbios que mais causa problemas na relação entre o indivíduo e seu trabalho. O nível de atividade física pode se demonstrar como uma importante ferramenta na prevenção e controle desse problema. A existência de poucos estudos envolvendo a relação entre atividade física e síndrome de burnout em uma população de servidores da área de segurança pública representa um importante passo para tentar descobri a melhor forma de prevenir e tratar esse distúrbio que afeta os trabalhadores desse ramo. Objetivo: Analisar a associação entre o nível de atividade física e o comportamento sedentário com os domínios da síndrome de burnout em servidores da polícia federal brasileira. Método: Estudo transversal realizado em servidores da Polícia Federal de ambos os sexos. Foram enviados e-mails contendo link que conduzia o servidor à plataforma Survey Monkey, na qual continha três questionários que avaliavam os componentes sociodemográficos, o IPAQ em sua versão curta, para verificar o nível de atividade física, e o Maslach Burnout Inventory, os sintomas de burnout. Cada domínio foi classificado em tercil. Para análise dos dados foi empregado a regressão logística binária (OR; IC95%). Resultados: Em uma população de 13.327 servidores da Polícia Federal, 905 responderam os questionários, com idade entre 21 e 71 anos (42,9 ±8,3), dos quais 83,6% eram do sexo masculino. Foi observada uma prevalência de 21,7% dos respondentes com baixo nível de atividade física. Constatou-se, também, que 25,4% apresentaram alto nível de exaustão emocional, 26,1% tinham alto nível de despersonalização e 28,5% apresentaram baixo nível de realização profissional. Também foi observado que os servidores com baixo nível de atividade física tinham chance maior de apresentar alto nível de exaustão emocional (2,29; 1,57-3,33), despersonalização (1,69; 1,16-2,45) e baixo nível de realização profissional (2,05; 1,43-2,94). Conclusão: Na pesquisa foi constatado que o nível de atividade física estava significativamente associado ao alto nível de exaustão emocional e de despersonalização e com o baixo nível de realização profissional. Já o comportamento sedentário não foi estatisticamente associado aos domínios da Síndrome de Burnout.

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