Dissertações/Teses

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2022
Teses
1
  • WAGNER JOSÉ DE AGUIAR
  • GOVERNANÇA HÍDRICA E CONFLITOS HIDROTERRITORIAIS NO

    ALTO CAPIBARIBE, SEMIÁRIDO DE PERNAMBUCO – BRASIL

  • Orientador : VANICE SANTIAGO FRAGOSO SELVA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • MARIA CRISTINA BASÍLIO CRISPIM DA SILVA
  • EDNEIDA RABELO CAVALCANTI
  • FERNANDO JOAQUIM FERREIRA MAIA
  • MARIA DO CARMO MARTINS SOBRAL
  • VANICE SANTIAGO FRAGOSO SELVA
  • Data: 07/03/2022

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  • As condições desiguais de acesso à água potável refletem as assimetrias nos diferentes âmbitos (econômico, político, cultural etc.) de uma sociedade, afetando desproporcionalmente grupos específicos. Na região semiárida brasileira, considerada uma das mais povoadas do mundo, a disponibilidade hídrica limitada pelas variantes físico-naturais e o mau gerenciamento das reservas existentes têm ocasionado conflitos diversos e agravado o quadro de vulnerabilidade das populações, principalmente das mais pobres. Admitindo-se o papel das lacunas/falhas de governança na emergência de conflitos em torno do acesso e usos múltiplos da água, o presente trabalho tem como objetivo geral analisar as relações entre a estrutura existente para a governança hídrica local e a ocorrência de conflitos hidroterritoriais em zonas semiáridas, tendo como recorte de estudo a região do Alto Capibaribe, no Semiárido de Pernambuco - Brasil. Além de abranger territórios de municípios que integram o pólo de confecções do Agreste de Pernambuco, importante estimulador do crescimento urbano e econômico, a região exibe o maior déficit hídrico do Estado de Pernambuco, condição propícia para a instalação de conflitos em meio à carência de políticas efetivas de abastecimento hídrico, principalmente nas zonas rurais habitadas por populações difusas. Para verificar as hipóteses da pesquisa, compuseram a área de estudo os municípios de Brejo da Madre de Deus e de Santa Cruz do Capibaribe, definidos a partir de levantamentos preliminares acerca conflitos registrados. A metodologia abrangeu como principais etapas a pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental e a observação direta/participante.  Diante dos resultados apresentados e discutidos, conclui-se que há uma “marginalização” do papel dos municípios no sistema de governança hídrica no Alto Capibaribe, decorrente de um conjunto de lacunas de estrutura (política, de objetivo, de financiamento, de capacidade, de responsabilização e de informação) as quais refletem na capacidade institucional da gestão local em resolver problemas associados aos usos e conservação ambiental dos recursos hídricos. Como resultado, percebe-se a fragilização dos espaços de participação, a exemplo do Condema de um dos municípios estudados, assim como a negligência dos impactos ambientais de obras hídricas e de atividades econômicas, promissoras de um “progresso” que não leva em conta as vulnerabilidades ambientais dos hidroterritórios. Destarte, a pesquisa confirmou a hipótese sustentada de que deficiências e lacunas na estrutura de governança têm contribuído para a ocorrência de conflitos hidroterritoriais no Alto Capibaribe. Com vistas a contribuir para o fortalecimento da estrutura local de governança e, ao mesmo tempo, para a mitigação de conflitos hidroterritoriais, foram sugeridas medidas a serem implementadas de curto a médio prazo.

     

     

     


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  • Xxx

2
  • JOELIA NATALIA BEZERRA DA SILVA
  • ANÁLISE ESPAÇO TEMPORAL DOS FLUXOS  DE CARBONO NO DOMÍNIO DA FLORESTA TROPICAL SAZONALMENTE SECA, CAATINGA.

  • Orientador : JOSICLEDA DOMICIANO GALVINCIO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • BERNARDO BARBOSA DA SILVA
  • INAJÁ FRANCISCO DE SOUSA
  • JOSICLEDA DOMICIANO GALVINCIO
  • WERONICA MEIRA DE SOUZA
  • YGOR CRISTIANO BRITO MORAIS
  • Data: 07/03/2022

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  • Resumo: Os estudos da troca de energia nos ecossistemas fornecem informações importantes para a compreensão da produtividade nos ecossistemas. A vegetação é um dos principais elementos da biosfera terrestre sendo responsável pela avaliação e funcionamento da atividade fotossintética, bem como para as trocas de carbono entre os ecossistemas e a atmosfera. Neste contexto, os fluxos de carbono são utilizadas para avaliar, planejar e gerenciar os recursos ambientais frente às mudanças climáticas globais, sendo importante entender o comportamento da variabilidade da absorção do carbono em áreas semiáridas, a fim de quantificar e prever os efeitos das alterações climáticas. Este estudo tem por objetivo avaliar e modelar a Produção Primária Bruta, a Produtividade Primária Líquida e a Respiração do Ecossistema no Bioma da Caatinga frente às mudanças climáticas. Foram obtidas medições da GPP, NEE e Reco do ano de 2015 em área de caatinga preservada com sensores instalados numa torre  micrometeorológica. Os resultados foram apesentados em três diferentes artigos científicos, sendo que no primeiro deles utilizou-se a refletância da superfície do produto MOD09GA dereivado do MODIS/TERRA e a refletância de superfície obtida com o OLI - Landsat-8. Foram adquiridas 9 cenas do produto MOD09GA e 6 cenas do OLI - Landsat-8. Foi realizada a seleção de amostras espectrais na imagem (espectros de referência), considerando o ponto espectral do local de coleta. Os modelos foram construídos a partir das combinações das bandas  (, , , ...,  e suas transformações (, , , , , , ). Os desempenhos dos modelos foram avaliados utilizando o coeficiente de correlação de Pearson,  o Erro médio quadrático RMSE  e o PBIAS. Os resultados apontaram que os modelos calibrados demostraram bom desempenho na previsão da GPP, NPP e Reco com base nas reflectâncias do OLI/Landsat 8 e do MODIS/Terra MOD09GA. No segundo artigo foram exploradas medições realizadas com o espectrorradiômetro portátil FieldSpec HandHeld da Analytical Spectral Devices (ASD). Foram obtidas expressões de regressão envolvendo dados da torre micrometeorológica com os do FielSpec destinados a estimar a GPP, PSN_NET   e Reco.  Foram aplicadas as reflectâncias do produto MOD09GA e os valores do MOD17A2H. Os resultados apontaram que os modelos desenvolvidos são adequados para estimar a GPP, NPP e a Reco com dados de refletâncias do visível e infravermelho próximo e envolvendo ainda aspectos fenológicos para o ecossistema de Caatinga. No artigo 3 foi realizada a caracterização climática do período de 2015 a 2019 a fim de verificar se os fluxos de carbono acompanharam a sazonalidade climática da região. Os resultados apontaram que os valores médios dos fluxos foram condizentes com os padrões climáticos. Foi visto a variação dos fluxos de carbono diário associados as variáveis ambientais (vegetação, relevo e solos), assim também o uso e cobertura do solo para todo o domínio da Caatinga. Foram criados modelos a partir das faixas espectrais observadas em campo e verificadas as estimativas para as ecorregiões da Caatinga. Observou-se que as áreas de altitudes (Complexo Ibiapaba-Araripe e a Chapada Diamantina) obtiveram valores mais altos de GPP, Reco e PSN_net  , e a Depressão Sertaneja Meridional obteve valores baixos para todo o ano de 2015

     

     


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  • XXXXXXXX

3
  • VIVIANE PEDROSO GOMES
  • VARIAÇÃO ESPACIAL DA BIOMASSA E UMIDADE DO SOLO EM REGIÃO SEMIÁRIDA UTILIZANDO SENSORIAMENTO REMOTO.

  • Orientador : MARIA DO SOCORRO BEZERRA DE ARAUJO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ANTONIO MARCOS DOS SANTOS
  • MAGNA SOELMA BESERRA DE MOURA
  • MARIA DO SOCORRO BEZERRA DE ARAUJO
  • VLADIA PINTO VIDAL DE OLIVEIRA
  • YGOR CRISTIANO BRITO MORAIS
  • Data: 10/03/2022

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  • A vegetação desempenha um importante papel para a dinâmica climática e, em escalas variadas, na disponibilidade de água. Em regiões semiáridas, marcadas pela escassez hídrica, a degradação da vegetação é encarada como um processo que pode intensificar ainda mais esse problema que vem resultando em perdas materiais e de vidas humanas. Do ponto de vista ambiental, o enfrentamento dessa questão, passa pelo correto monitoramento e gestão das bacias hidrográficas localizadas no Semiárido. O objetivo da presente tese é determinar a variação espacial da biomassa e umidade do solo em uma região do semiárido pernambucano como subsídio à gestão ambiental. A área de estudo corresponde a bacia hidrográfica do rio Pontal, localizada no extremo oeste do estado de Pernambuco. Para determinar as mudanças espaciais e temporais do uso e cobertura da terra da área, foi realizada classificação supervisionada, com o auxílio da plataforma Google Earth Pro (GEP), e a utilização de imagens Landsat 5 e 8. Para estimar a biomassa arbórea da área de estudo foram utilizados Modelos Digitais de Elevação (MDE) do sensor Light Detection and Ranging (LiDAR), que permitiram a realização da estimativa de informações dendrométricas da vegetação, dados essenciais para a estimativa de biomassa arbórea. Para determinar a tendência de saturação da umidade do solo na área de estudo, foi aplicado o Topographic Wetness Index (TWI), gerado a partir de imagens do radar Shuttle Radar Topography Mission (SRTM). Foram utilizados dados do satélite Soil Moisture Ocean Salinity (SMOS) para a determinação da variação espaço-temporal da umidade do solo da bacia. A validação dos mesmos foi realizada a partir de dados de umidade do solo de campo, das redes de estações do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN). Será desenvolvido um Índice Espacial de Umidade do Solo (IEUS), com base no cruzamento de informações pedológicas, de uso e cobertura da terra e declividade da bacia hidrográfica do rio Pontal. O uso e cobertura da terra apresentou significativas alterações entre os anos de 1992 e 2020, com redução de 13,8 % de áreas de vegetação de Caatinga e aumento de 13% de áreas Solos Expostos e Agropecuária. A biomassa arbórea encontrada na área, apresentou médias mais elevadas à montante da bacia, área onde a vegetação predominante é a Savana Estépica Florestada, em detrimento de áreas à jusante da bacia, onde predominam áreas de agricultura irrigada, solo exposto e área urbana. O TWI variou entre 4,4 e 24,8, apresentando os maiores valores de umidade do solo, próximo aos canais principais de drenagem da bacia e regiões de relevo plano e suave ondulado. Quanto à estimativa da umidade do solo com o SMOS, na etapa de validação, o coeficiente de determinação linear aplicado à análise dos dados apresentou valores que variaram entre 0,49 e 0,68, nas diferentes estações e períodos. O trabalho apresentou consistência dos resultados alcançados até o presente momento, indicando que as informações podem ser utilizadas como referência nos planos de monitoramento e gestão de bacias hidrográficas.

     


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  • XXXXXXX

4
  • JADSON FREIRE DA SILVA
  • ÍNDICE E INDICADORES DE QUALIDADE PARA PLANOS AMBIENYAIS HÍDRICOS: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA.

  • Orientador : ANA LUCIA BEZERRA CANDEIAS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • GIOVANA MIRA DE ESPINDOLA
  • AFONSO FEITOSA REIS NETO
  • ANA LUCIA BEZERRA CANDEIAS
  • GERSICA MORAES NOGUEIRA DA SILVA
  • JANAINA MARIA OLIVEIRA DE ASSIS
  • MARIA DO CARMO MARTINS SOBRAL
  • Data: 14/03/2022

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  • Esse documento vem a perpassar reflexões sobre e visando melhorias na gestão ambiental em reservatórios tendo como obojetivo uma proposta metodológica através de índice e indicadores de qualidade para planos ambientais hidrícos. Os pensamentos se iniciaram a partir de uma análise bibliométrica dos estudos que envolveram os reservatórios brasileiros em bases de impacto (Web of Science e SCOPUS),  onde notou-se que os estudos mais citados sobre os reservatórios no Brasil baseiam-se nas pesquisas da comunidade planctônica e da ictiofauna como também nota-se uma carência de trabalhos do tema envolvendo diretamente as políticas hídricas. Seguindo a linha do planejamento territorial, o segundo capítulo trouxe uma análise dos Modelos Digitais de Elevação (MDE) enquanto sua qualidade, uma vez que esse produto é utilizado em diversos tipos de modelagens na atualidade. Diante as informações trabalhadas, observou-se a excelência dos dados oriundos dos MDEs SRTM-30, TOPODATA e ALOS AW3D30, quando comparados ao LiDAR PE3D, nas diferentes unidades geoambientais estudadas, alcançando fatores de escalas de 1:25000 (precisão acima dos 5 metros). As geotecnologias e o planejamento territorial foram o foco do terceiro capítulo, onde abordou-se diferentes respostas a potenciais e susceptibilidades das áreas de entorno dos reservatórios em diferentes escalas. A relevância desse capítulo se dá justamente pela busca da tangibilidade e a validação do processamento de dados com qualidade em diferentes tamanhos ao entorno de ambientes hídricos. Além de informações notórias que podem ser resgatadas dessas regiões, observa-se a veracidade em extrair produtos mais sensíveis, frente as metodologias e boas práticas científicas, tais como fragilidades ambientais, potencialidades a agruticultura ou suscetibilidade a erosão/desertificação, relacionando-as com a gestão do ambiente. Levando em consideração os resultados dos capítulos anteriores, o quarto capítulo  amparou-se na legislação vigente, estudos sobre administração estratégica e suas relações com a gestão ambiental. A partir de uma análise dos Planos Ambientais de Conservação e Uso do Entorno de Reservatório Artificial, apresentou-se de um mapeamento alternativo dos processos, a fixação de indicadores de qualidade de desempenho, a sua respectiva base métrica para mensuração e a confecção de uma proposta metológica composta de um índice de qualidade denominado Índice de Planejamento sustentável dos Planos Ambientais de Reservatórios de Água (IPARA) sendo este validado através de documentações onde apresentou resultados que poderão auxiliar no monitoramento qualitativo e verificação de diferentes instâncias, sejam elas institucionais/públicas, privadas e sociedade civil, podendo também ser replicado para outros documentos decorrentes e derivados das legislações ambientais em ambientes de interesse. Através dessas pesquisas, pretende-se contruibuir não somente no modo de como se confeciona os documentos sobre as áreas de entorno de reservatórios, mas também como se pesquisa e se extrai essas informações, entregando a sociedade referências sobre a região que podem ser utilizadas em outros âmbitos sensíveis a sociedade e economia.

     


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  • XXXXX

5
  • PEDRO DOS SANTOS FERREIRA
  • MODELAGEM HIDROSSEDIMENTALÓGICA E CLIMÁTICA PARA ESTIMATIVA DA DISPONIBILIDADE HÍDRICA EM BACIAS HIDROGRÁFICAS SEMIÁRIDAS COMO SUBSIDIO AO MONITORAMENTO AMBIENTAL 

  • Orientador : WERONICA MEIRA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ABELARDO ANTÔNIO DE ASSUNÇÃO MONTENEGRO
  • INAJÁ FRANCISCO DE SOUSA
  • RANYERE SILVA NOBREGA
  • RENATA MARIA CAMINHA MENDES DE OLIVEIRA CARVALHO
  • WERONICA MEIRA DE SOUZA
  • Data: 04/05/2022

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  • XXX


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  • XXX

6
  • BRUNO AUGUSTO NOGUEIRA MONTEIRO PONTES
  • Título da tese: DO SOL E MAR À SOMBRA E ÁGUA FRESCA: RESSIGNIFICAÇÃO DE PRAIAS E DIREITO À SUSTENTABILIDADE.

     

  • Orientador : CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • ITAMAR JOSE DIAS E CORDEIRO
  • KATIELLE SUSANE DO NASCIMENTO SILVA
  • MARIA DO CARMO ALBUQUERQUE BRAGA
  • WILZA GOMES REIS LOPES
  • Data: 13/05/2022

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  • Título da tese: DO SOL E MAR À SOMBRA E ÁGUA FRESCA: RESSIGNIFICAÇÃO DE PRAIAS E DIREITO À SUSTENTABILIDADE.

     

    RESUMO (preliminar):

     

    A premência de dar força aos lugares, às políticas ambientais como forma de conter o avanço da degradação do ambiente e o recrudescimento das desigualdades socioespaciais, como também estimular discussões acerca da sustentabilidade de forma crítica, reflexiva e que considere a complexidade, instiga-nos a escrutinar as transformações, a ressignificação, por que passa o litoral sul do estado de Pernambuco. Desse modo, as praias do complexo Porto de Galinhas, em Ipojuca, as quais apresentam maior intensidade e dinamismo, quanto às atividades econômicas que pressionam e impactam negativamente o ambiente, são o recorte geográfico para as investigações em escala local. Para a análise de similaridades e distinções do fenômeno investigado, dialogicamente, em escala internacional foram realizadas pesquisas nas praias de Rimini, Itália. Para tanto, orientamo-nos pelas linhas de investigação do quadro teórico e do estudo empírico, assumindo uma postura metodológica balizada pela dialética e apoiada pelo paradigma da complexidade. Adotaram-se como questões referenciais e que problematizaram nossas apreensões: a quem interessa a ressignificação de praias? Quais as razões para desvirtuar o sentido das políticas ambientais e desconsiderar o direito à sustentabilidade? De qual sustentabilidade se fala e quais suas possibilidades diante das transformações das praias de Porto de Galinhas no litoral sul de PE? Nesse sentido, estabelecemos como objetivo geral do estudo analisar as ressignificações dos territórios de praia e o sentido de suas transformações para propor possibilidades de fortalecimento da territorialidade e do direito coletivo à sustentabilidade, na perspectiva da força do lugar. Isto, com o intuito de propor outras formas de pensar e agir ambientalmente, dando maior vigor às políticas ambientais, sobretudo, municipais, alvitrando planos e ações que contribuam para a governança. Para, destarte, robustecer gradualmente a construção de ambientes saudáveis fundamentada pelos territórios vividos e pelo direito à sustentabilidade.

     


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  • XXXXXXX

7
  • MARIA AUXILIADORA FREITAS DOS SANTOS
  • TECNOLOGIAS SOCIAIS E DESENVOLVIMENTO LOCAL EM COMUNIDADE RURAIS NO SEMIÁRIDO BAIANO.

  • Orientador : JOSICLEDA DOMICIANO GALVINCIO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALZIRA GABRIELLE SOARES SARAIVA SOUZA
  • INAJÁ FRANCISCO DE SOUSA
  • JOSICLEDA DOMICIANO GALVINCIO
  • MAGNA SOELMA BESERRA DE MOURA
  • SILVIO ROBERTO MAGALHÃES ORRICO
  • Data: 01/07/2022

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  • A seca enquanto fenômeno natural e suas diferentes classificações em meteorológica, hidrológica, agrícola e social pode ser analisada a partir uma percepção que envolva estratégias necessárias para mudança de paradigmas. Neste contexto, as tecnologias sociais desempenham um papel de destaque, dentre elas às relacionadas com a água da chuva destinadas ao público da agricultura familiar e com reflexões que fomentam (re)pensar o espaço vivido. Este trabalho buscou avaliar o impacto das tecnologias sociais e sua utilização agrícola na perspectiva do desenvolvimento local em comunidades rurais situadas no semiárido nordestino. A pesquisa foi realizada no município de Serrinha, localizado no Estado da Bahia. A metodologia baseou-se em pesquisas em campo e levantamento de dados secundários em órgãos oficiais e entidades que atuaram na execução de programas voltados à captação da água de chuva e tecnologias sociais. Verificou-se que as décadas de 1900 e 2000 registraram um maior número de eventos secos, com destaque para os anos de 1993 e 2012. Neste contexto, as tecnologias identificadas e implementadas em comunidades rurais desempenham papel importante para a convivência com as secas, especialmente na produção agrícola familiar. E também em questões relacionadas à segurança alimentar, acesso à água, inclusão de mulheres, possibilidades de comercialização e diversificação dos produtos, geração de renda e redução da pobreza e da fome, de forma atuar em ações pautadas para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, mesmo em períodos 

    onde os eventos secos foram mais intensos. No entanto, vale destacar a necessidade de que ações desta natureza tenham continuidade e permanência de forma a não se transformar em estratégias que estimulam o assistencialismo e somente questões pontuais. A partir da mobilização social e estímulo ao desenvolvimento local as tecnologias analisadas contribuem com a ressiginificação do semiárido


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  • XXXXXXXXX

2021
Teses
1
  • ANTONIO PACHECO DE BARROS JÚNIOR
  • Modelo Conceitual da Gestão de Riscos a Desastres Associados aos Eventos de
    Chuvas: Estudo e Proposição

  • Orientador : WERONICA MEIRA DE SOUZA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • FREDS FERNANDO ALVES DE ALMEIDA
  • JOEL SILVA DOS SANTOS
  • LUCIVANIO JATOBA DE OLIVEIRA
  • RENATA MARIA CAMINHA MENDES DE OLIVEIRA CARVALHO
  • VALÉRIA SANDRA DE OLIVEIRA COSTA
  • Data: 22/07/2021

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  • A dinâmica da urbanização acelerada pela expansão de áreas irregulares, sem critérios
    técnicos adequados, impulsionou a formação de núcleos desordenados em áreas
    geomorfologicamente frágeis ao uso urbano, com efeitos graves sobre a qualidade de
    vida de sua população, como é o caso da fixação em áreas de risco geomorfológico. Na
    RMR as áreas de risco mais vulneráveis aos desastres decorrentes das chuvas são
    constituídas pelas áreas de morros íngremes, com adensamento populacional, aliada às
    condições sociais e econômicas. O presente trabalho tem como objetivo geral
    desenvolver um modelo conceitual da gestão de riscos a desastres associados aos
    eventos de chuvas na Região Metropolitana de Recife (RMR). A metodologia
    contemplada envolveu as seguintes etapas: levantamento bibliográfico, caracterização
    da área de estudo, interpretação de dados cartográficos e registro fotográfico. Os
    resultados obtidos indicaram que na análise da precipitação mensal, constatou-se que o
    trimestre maio-junho-julho, de forma geral, são os meses com as maiores frequências
    com registros de precipitação e com maiores ocorrências de desastres. Quanto à
    variabilidade interanual o levantamento demonstrou que ao longo do espaço-tempo na
    RMR foi atingido por períodos de secas, por conta dos efeitos do fenômeno do El Niño
    e por períodos de precipitações significativas. O mapa de índice de vulnerabilidade da
    população revelou que existem diferentes níveis de maneira geral, os habitantes que
    residem nas áreas mais pobres dos municípios da RMR atingem especialmente a fração
    mais socialmente vulnerável da sociedade. Diagnosticou-se que os principais impactos
    socioeconômicos e ambientais decorrentes das chuvas constituem em danos humanos,
    estruturais/materiais e ambientais. A implantação de sistema de alerta, que é relevante
    para reduzir ou até mesmo controlar a vulnerabilidade da população e os riscos a
    desastres. Quanto ao modelo de gestão de riscos a desastres associados aos eventos de
    chuvas intensas na RMR urge a necessidade do planejamento e que sejam pautados em:
    1) investimento em medidas de prevenção e preparação das comunidades sob áreas de
    risco de desastres; 2) mapeamento e monitoramento das áreas de risco; 3) a capacitação
    da população; 4) o serviço gratuito de envio de mensagens curtas por celulares a
    população; 5) o acionamento de sirenes com a saída imediata do imóvel; 6) a definição
    previamente dos locais seguros para as pessoas afetadas serem conduzidas; 7) a vistoria
    destes imóveis que foram evacuados 8) o cadastro das pessoas que devem receber o
    auxílio moradia e; 9) investimento do poder público em tecnologia para realizar o
    monitoramento da atmosfera e obter informações no curtíssimo prazo de tempo,
    sobretudo, quando a chuva atinge áreas habitadas aos deslizamentos e alagamentos. É
    fundamental que os gestores públicos cuidem mais dos municípios que compõem a
    RMR e, principalmente das pessoas, proporcionando ações afirmativas que primem por
    mais resiliência, acolhimento e inclusão.


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  • Modelo Conceitual da Gestão de Riscos a Desastres Associados aos Eventos de Chuvas: Estudo e Proposição

2
  • FLAVIA REGINA SOBRAL FEITOSA
  •  

     QUALIDADE DE VIDA EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS DO ESTADO DE SERGIPE: UM OLHAR VOLTADO PARA A SUSTENTABILIDADE.

  • Orientador : CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ROBERTO DOS SANTOS LACERDA
  • RODRIGO JOSE DE GOIS QUEIROZ
  • CLAUDIO JORGE MOURA DE CASTILHO
  • ROSEMERI MELO E SOUZA
  • SOLANGE LAURENTINO DOS SANTOS
  • Data: 04/10/2021

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  • A vida dos quilombolas sergipanos ainda é uma dificuldade, sobretudo pela precariedade do acesso a serviços básicos, a exemplo do acesso à água, saneamento ambiental, habitação, emprego, entre outros. O artigo 68 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição reconhece a titulação dos territórios tradicionais como dever do Estado e direito coletivo inalienável, fortalecendo a mobilização dessas comunidades por políticas afirmativas. Sendo assim, é necessário analisar se as políticas públicas implantadas, após a titulação dessas comunidades tradicionais, estão contribuindo efetivamente para a melhoria da qualidade de vida nos territórios quilombolas. Como hipótese, acredita-se que as políticas governamentais não estão sendo efetivamente implantadas, o que tem interferido na qualidade de vida dessas comunidades. Portanto, a tese tem por objetivo geral avaliar a qualidade de vida nos quilombos titulados do estado de Sergipe, considerando indicadores de sustentabilidade, que contemplem as dimensões territoriais, socioeconômicas e culturais. A pesquisa foi realizada em 04 (quatro) comunidades quilombolas com titulações emitidas pelo INCRA: Lagoa dos Campinhos (Amparo do São Francisco); Mocambo (Porto da Folha), Pirangi (Capela) e Serra da Guia (Poço Redondo). Na etapa de campo foram aplicadas técnicas de Diagnóstico Rápido Participativo, como entrevistas semiestruturadas com moradores e lideranças comunitárias, grupos focais, cartografias sociais além de serem elaborados mapas de uso do solo, de declividade, de áreas de preservação ambiental e confronto do uso do solo com áreas de preservação permanente, confeccionados no ArcGIS, que juntos possibilitaram registrar os principais equipamentos e estruturas da comunidade, bem como selecionar e mensurar os indicadores de qualidade de vida desse estudo. Os dados coletados foram agrupados e sistematizados em gráficos, quadros e tabelas e analisados de acordo com a metodologia de Sobral (2016) e Calório (1997). Por fim, a partir dos indicadores de sustentabilidade (territorial, socioeconômico e cultural), gerou-se índices de sustentabilidade integrados que demonstraram a invisibilidade social e a necessidade de operacionalização de várias políticas afirmativas, a fim de garantir cidadania e qualidade de vida para as comunidades quilombolas, que tanto contribuíram para o processo de formação da sociedade brasileira. Além disso, foi possível delinear junto com as comunidades estudadas um planejamento focado numa gestão territorial sustentável, contribuindo para a conquista da autonomia e efetivação dos direitos dessas comunidades.

     


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  • A vida dos quilombolas sergipanos ainda é uma dificuldade, sobretudo pela precariedade do acesso a serviços básicos, a exemplo do acesso à água, saneamento ambiental, habitação, emprego, entre outros. O artigo 68 do Ato das Disposições Transitórias da Constituição reconhece a titulação dos territórios tradicionais como dever do Estado e direito coletivo inalienável, fortalecendo a mobilização dessas comunidades por políticas afirmativas. Sendo assim, é necessário analisar se as políticas públicas implantadas, após a titulação dessas comunidades tradicionais, estão contribuindo efetivamente para a melhoria da qualidade de vida nos territórios quilombolas. Como hipótese, acredita-se que as políticas governamentais não estão sendo efetivamente implantadas, o que tem interferido na qualidade de vida dessas comunidades. Portanto, a tese tem por objetivo geral avaliar a qualidade de vida nos quilombos titulados do estado de Sergipe, considerando indicadores de sustentabilidade, que contemplem as dimensões territoriais, socioeconômicas e culturais. A pesquisa foi realizada em 04 (quatro) comunidades quilombolas com titulações emitidas pelo INCRA: Lagoa dos Campinhos (Amparo do São Francisco); Mocambo (Porto da Folha), Pirangi (Capela) e Serra da Guia (Poço Redondo). Na etapa de campo foram aplicadas técnicas de Diagnóstico Rápido Participativo, como entrevistas semiestruturadas com moradores e lideranças comunitárias, grupos focais, cartografias sociais além de serem elaborados mapas de uso do solo, de declividade, de áreas de preservação ambiental e confronto do uso do solo com áreas de preservação permanente, confeccionados no ArcGIS, que juntos possibilitaram registrar os principais equipamentos e estruturas da comunidade, bem como selecionar e mensurar os indicadores de qualidade de vida desse estudo. Os dados coletados foram agrupados e sistematizados em gráficos, quadros e tabelas e analisados de acordo com a metodologia de Sobral (2016) e Calório (1997). Por fim, a partir dos indicadores de sustentabilidade (territorial, socioeconômico e cultural), gerou-se índices de sustentabilidade integrados que demonstraram a invisibilidade social e a necessidade de operacionalização de várias políticas afirmativas, a fim de garantir cidadania e qualidade de vida para as comunidades quilombolas, que tanto contribuíram para o processo de formação da sociedade brasileira. Além disso, foi possível delinear junto com as comunidades estudadas um planejamento focado numa gestão territorial sustentável, contribuindo para a conquista da autonomia e efetivação dos direitos dessas comunidades.

     

3
  • WALTER MAURICIO GALLEGO MEDINA
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    ORO-RIQUEZA/MISERIA- EN LA RELACIÓN SOCIEDAD & NATURALEZA

    LO (I)LEGAL DE LA “PEQUEÑA” MINERÍA INFORMAL, MUNICIPIO DE SEGOVIA-ANTIOQUIA- COLOMBIA (2000-2021)

  • Orientador : EDVANIA TORRES AGUIAR GOMES
  • MEMBROS DA BANCA :
  • VICTOR GOMEZ
  • ALEXANDRA PATRICIA URAN CARMONA
  • ANA LUCIA BEZERRA CANDEIAS
  • EDVANIA TORRES AGUIAR GOMES
  • RAQUEL FRANCO DE SOUZA
  • Data: 12/11/2021

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  • La pequeña minería aurífera en Colombia está marcada por relaciones de informalidad e ”ilegalidad” propias de la estructura económica y política del país, ésta condición la convierte en una expresión de trabajo vulnerable de ser capturada por capitales subterráneos, usureros y criminales, quienes se encargan de financiar y/o extorsionar todas las etapas de la cadena de valor siendo los primeros aunque no los últimos en apropiarse de la riqueza y la plusvalía producida en los procesos productivos de la pequeña minería, la cual, será distribuida en un flujo que tiene lo local como contexto de múltiples sutilezas para encubrir la “ilegalidad” del oro, lavar dinero y continuar la ruta comercial hasta lo internacional.

    En esta tesis, se aborda la pequeña minería aurífera informal con sus funciones sociales y contradicciones particulares en el territorio de Segovia-Antioquia en Colombia, el cual se localiza en un ordenamiento a escala regional inserto, a su vez, en la lógica de totalidad del sistema capitalista y de la división internacional del trabajo. 


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  • La pequeña minería aurífera en Colombia está marcada por relaciones de informalidad e ”ilegalidad” propias de la estructura económica y política del país, ésta condición la convierte en una expresión de trabajo vulnerable de ser capturada por capitales subterráneos, usureros y criminales, quienes se encargan de financiar y/o extorsionar todas las etapas de la cadena de valor siendo los primeros aunque no los últimos en apropiarse de la riqueza y la plusvalía producida en los procesos productivos de la pequeña minería, la cual, será distribuida en un flujo que tiene lo local como contexto de múltiples sutilezas para encubrir la “ilegalidad” del oro, lavar dinero y continuar la ruta comercial hasta lo internacional.

    En esta tesis, se aborda la pequeña minería aurífera informal con sus funciones sociales y contradicciones particulares en el territorio de Segovia-Antioquia en Colombia, el cual se localiza en un ordenamiento a escala regional inserto, a su vez, en la lógica de totalidad del sistema capitalista y de la división internacional del trabajo. 

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