Dissertações/Teses

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2022
Dissertações
1
  • MILLENA LYRA VALENÇA
  • "FOLHAS DE NARRATIVA SEQUESTRADA": uma proposta transfeminista para o ensino de história através da HQ Xica Manicongo

     

     

  • Orientador : ELETA DE CARVALHO FREIRE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELETA DE CARVALHO FREIRE
  • JAQUELINE GOMES DE JESUS
  • LÚCIA FALCÃO BARBOSA
  • Data: 28/01/2022

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  • Esta pesquisa tem como objeto de estudo as identidades de gênero e orientações do desejo não hegemônicas no ensino de História.Diante do silenciamento dessas atrizes e atores sociais na narrativa histórica escolar, a pesquisa objetivou investigar sob que bases epistemológicas estão ancoradas as questões de gênero e sexualidades acerca dessas subjetividades insurgentes. Propõe-se a recuperar teoricamente o caminho histórico-crítico da categoria gênero tendo como fio condutor a desestabilização do sujeito do feminismo e os tensionamentos implicados na construção teórico-política transfeminista; identificar e analisar as disputas de narrativas referentes às questões de gênero e orientações do desejo na trajetória sócio histórica das histórias em quadrinhos (HQ) além de elaborar uma proposta didática transfeminista em formato de HQ,acompanhada de orientações para prática docente. Desenvolveu-se uma pesquisa de natureza qualitativa e bibliográfica tencionada a responder como o ensino de História pode contribuir para o processo de construção e autoafirmação identitária de estudantes com identidades de gênero e orientações do desejo não hegemônicas através do referencial teórico transfeminista ancorado nos trabalhos de JESUS (2014), NASCIMENTO (2020) e OLIVEIRA (2018). Como principais resultados, negritaram-se lacunas entre os avanços nos estudos de gênero no espaço acadêmico e mesmo na historiografia, em contraste com os aparatos reguladores de estado e a prática docente que mantém a narrativa histórica escolar cisheterocentrada,colonialista e excludente.Como parte propositiva, elaborou-se uma proposta didática transfeminista em HQ, protagonizada por Xica Manicongo, considerada a primeira travesti brasileira. A partir de subsídios teóricos, políticos e estéticos, a proposta objetiva contribuir com educadoras, educadores e estudantes, através da mobilização de uma narrativa em quadrinhos com roteiro adaptado e ilustrações de mulheres trans e travestis, acompanhada de suplemento didático no qual foram problematizadas categorias de análise relativas aos estudos transfeministas e de gênero, além do método de investigação histórica.

     


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  • Esta pesquisa tem como objeto de estudo as identidades de gênero e orientações do desejo não hegemônicas no ensino de História.Diante do silenciamento dessas atrizes e atores sociais na narrativa histórica escolar, a pesquisa objetivou investigar sob que bases epistemológicas estão ancoradas as questões de gênero e sexualidades acerca dessas subjetividades insurgentes. Propõe-se a recuperar teoricamente o caminho histórico-crítico da categoria gênero tendo como fio condutor a desestabilização do sujeito do feminismo e os tensionamentos implicados na construção teórico-política transfeminista; identificar e analisar as disputas de narrativas referentes às questões de gênero e orientações do desejo na trajetória sócio histórica das histórias em quadrinhos (HQ) além de elaborar uma proposta didática transfeminista em formato de HQ,acompanhada de orientações para prática docente. Desenvolveu-se uma pesquisa de natureza qualitativa e bibliográfica tencionada a responder como o ensino de História pode contribuir para o processo de construção e autoafirmação identitária de estudantes com identidades de gênero e orientações do desejo não hegemônicas através do referencial teórico transfeminista ancorado nos trabalhos de JESUS (2014), NASCIMENTO (2020) e OLIVEIRA (2018). Como principais resultados, negritaram-se lacunas entre os avanços nos estudos de gênero no espaço acadêmico e mesmo na historiografia, em contraste com os aparatos reguladores de estado e a prática docente que mantém a narrativa histórica escolar cisheterocentrada,colonialista e excludente.Como parte propositiva, elaborou-se uma proposta didática transfeminista em HQ, protagonizada por Xica Manicongo, considerada a primeira travesti brasileira. A partir de subsídios teóricos, políticos e estéticos, a proposta objetiva contribuir com educadoras, educadores e estudantes, através da mobilização de uma narrativa em quadrinhos com roteiro adaptado e ilustrações de mulheres trans e travestis, acompanhada de suplemento didático no qual foram problematizadas categorias de análise relativas aos estudos transfeministas e de gênero, além do método de investigação histórica.

     

2021
Dissertações
1
  • PEDRO BOTELHO ROCHA
  • PROFESSORES YOUTUBERS E ENSINO DE HISTÓRIA: critérios, limites e novas linguagens na era digital

  • Orientador : JULIANA ALVES DE ANDRADE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ALEXIA PADUA FRANCO
  • ARNALDO MARTIN SZLACHTA JUNIOR
  • BRUNO LEAL PASTOR DE CARVALHO
  • JULIANA ALVES DE ANDRADE
  • Data: 29/07/2021

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  • Este trabalho analisa as diferentes estratégias, métodos e saberes que compõem o trabalho do professor de História através do YouTube, observando como a produção de vídeos e materiais pedagógicos vem ampliando o ensino de Histórias nas redes. Temos como objetivos compreender como a cultura digital tem se integrado a realidade de professores, incorporando elementos da comunicação e publicidade como estratégias de produção e disseminação de seu trabalho pedagógico, consolidando suas narrativas históricas; observar como os vídeos do YouTube podem ser trabalhados no ensino escolar de História; e categorizar saberes docentes (TARDIFF; LESSARD; LAHAYE, 1991; SHULMAN, 2015; MONTEIRO, 2010) e perfis dos professores que atuam no ensino de História na plataforma do YouTube. Diante do crescimento de produções audiovisuais voltadas para a educação, as chamadas videoaulas (RAMOS NETO; SÁ, 2019), utilizamos o conceito de Professor Youtuber para delimitar o modelo de docente que ensina por esse meio audiovisual digital. A metodologia do trabalho se deu através de revisão bibliográfica sobre cultura digital, educação audiovisual e Ensino de História; coleta e análise de dados referentes a três canais de ensino de História no YouTube e suas produções audiovisuais, e entrevistas com os professores criadores de conteúdo desses respectivos canais. A partir deste trabalho, propusemos como produto pedagógico a criação de um eBook que compartilha estratégias, caminhos e possibilidades para professores que desejam trabalhar com o ensino de História através do YouTube.


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  • Este trabalho analisa as diferentes estratégias, métodos e saberes que compõem o trabalho do professor de História através do YouTube, observando como a produção de vídeos e materiais pedagógicos vem ampliando o ensino de Histórias nas redes. Temos como objetivos compreender como a cultura digital tem se integrado a realidade de professores, incorporando elementos da comunicação e publicidade como estratégias de produção e disseminação de seu trabalho pedagógico, consolidando suas narrativas históricas; observar como os vídeos do YouTube podem ser trabalhados no ensino escolar de História; e categorizar saberes docentes (TARDIFF; LESSARD; LAHAYE, 1991; SHULMAN, 2015; MONTEIRO, 2010) e perfis dos professores que atuam no ensino de História na plataforma do YouTube. Diante do crescimento de produções audiovisuais voltadas para a educação, as chamadas videoaulas (RAMOS NETO; SÁ, 2019), utilizamos o conceito de Professor Youtuber para delimitar o modelo de docente que ensina por esse meio audiovisual digital. A metodologia do trabalho se deu através de revisão bibliográfica sobre cultura digital, educação audiovisual e Ensino de História; coleta e análise de dados referentes a três canais de ensino de História no YouTube e suas produções audiovisuais, e entrevistas com os professores criadores de conteúdo desses respectivos canais. A partir deste trabalho, propusemos como produto pedagógico a criação de um eBook que compartilha estratégias, caminhos e possibilidades para professores que desejam trabalhar com o ensino de História através do YouTube.

2
  • JOSE EMERSON MAXIMO DE CARVALHO
  • EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E DOCUMENTAÇÃO NARRATIVA: por uma memória das práticas docentes

  • Orientador : LÚCIA FALCÃO BARBOSA
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELETA DE CARVALHO FREIRE
  • ELIZEU CLEMENTINO DE SOUZA
  • GUSTAVO MANOEL DA SILVA GOMES
  • LÚCIA FALCÃO BARBOSA
  • Data: 18/08/2021

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  • Esta pesquisa investigou as práticas pedagógicas de professores(as) de História da Educação Básica do Alto Sertão de Alagoas com a educação das relações étnico-raciais. Partimos da premissa de que o(a) professor(a) de História, em sua atividade profissional, é produtor de saberes, conhecimentos e estratégias que são próprios do seu trabalho (NÓVOA, 1992, 2009, 2019; TARDIF, 2008). Diante disso, a nossa problemática girou em torno de como a Lei nº 10.639/03 e todo o conjunto de normas, diretrizes e orientações para o trabalho com a educação das relações étnico-raciais tem exigido a mobilização de novos saberes e práticas pedagógicas por parte dos (as) professores(as) de História que são chamados a aplicá-los e, portanto, adaptá-los para o contexto da sala de aula. Assim, este trabalhou objetivou identificar, registrar e analisar as práticas docentes desses profissionais da Educação Básica no trabalho com a educação das relações étnico-raciais. Para isso, utilizamos como Metodologia de pesquisa a Documentação Narrativa, a partir dos estudos de Daniel Suárez (2016, 2017, 2019) que a concebe como um instrumento de pesquisa em educação e como proposta de formação horizontal e colaborativa a partir da produção de textos narrativos de experiências e práticas pedagógicas pelos(as) próprios(as) professores(as) autores(as) dessas mesmas práticas. Dessa forma, buscamos compreender, a partir da própria perspectiva desses profissionais, os saberes, as estratégias, os materiais e as práticas que estão sendo mobilizadas para o trabalho com a educação das relações étnico-raciais no cenário real da sala de aula. Temos como fundamentação teórica os Estudos Culturais em torno do olhar do Multiculturalismo Crítico para a compreensão das relações entre Identidade/Diferença a partir de autores como Stuart Hall (2001, 2005), Tomaz Tadeu (2005,2012) e Antônio Moreira (2002) e do Interculturalismo Crítico a partir de Catherine Wlash (2010) e Vera Candau (2011). Argumentamos que essas perspectivas nos fornecem um arcabouço epistêmico, teórico e metodológico para pensarmos uma aula de História antirracista na perspectiva da Lei nº 10.639/03. Na parte propositiva deste trabalho, apresentamos um diário de práticas docentes do ensino de História com a educação das relações étnico-raciais elaborado a partir das narrativas dos(as) próprios(as) professores(as) protagonistas destas mesmas práticas, como um material pedagógico de apoio para o trabalho com a temática na Educação Básica e como um registro da memória das práticas pedagógicas.


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  • Esta pesquisa investigou as práticas pedagógicas de professores(as) de História da Educação Básica do Alto Sertão de Alagoas com a educação das relações étnico-raciais. Partimos da premissa de que o(a) professor(a) de História, em sua atividade profissional, é produtor de saberes, conhecimentos e estratégias que são próprios do seu trabalho (NÓVOA, 1992, 2009, 2019; TARDIF, 2008). Diante disso, a nossa problemática girou em torno de como a Lei nº 10.639/03 e todo o conjunto de normas, diretrizes e orientações para o trabalho com a educação das relações étnico-raciais tem exigido a mobilização de novos saberes e práticas pedagógicas por parte dos (as) professores(as) de História que são chamados a aplicá-los e, portanto, adaptá-los para o contexto da sala de aula. Assim, este trabalhou objetivou identificar, registrar e analisar as práticas docentes desses profissionais da Educação Básica no trabalho com a educação das relações étnico-raciais. Para isso, utilizamos como Metodologia de pesquisa a Documentação Narrativa, a partir dos estudos de Daniel Suárez (2016, 2017, 2019) que a concebe como um instrumento de pesquisa em educação e como proposta de formação horizontal e colaborativa a partir da produção de textos narrativos de experiências e práticas pedagógicas pelos(as) próprios(as) professores(as) autores(as) dessas mesmas práticas. Dessa forma, buscamos compreender, a partir da própria perspectiva desses profissionais, os saberes, as estratégias, os materiais e as práticas que estão sendo mobilizadas para o trabalho com a educação das relações étnico-raciais no cenário real da sala de aula. Temos como fundamentação teórica os Estudos Culturais em torno do olhar do Multiculturalismo Crítico para a compreensão das relações entre Identidade/Diferença a partir de autores como Stuart Hall (2001, 2005), Tomaz Tadeu (2005,2012) e Antônio Moreira (2002) e do Interculturalismo Crítico a partir de Catherine Wlash (2010) e Vera Candau (2011). Argumentamos que essas perspectivas nos fornecem um arcabouço epistêmico, teórico e metodológico para pensarmos uma aula de História antirracista na perspectiva da Lei nº 10.639/03. Na parte propositiva deste trabalho, apresentamos um diário de práticas docentes do ensino de História com a educação das relações étnico-raciais elaborado a partir das narrativas dos(as) próprios(as) professores(as) protagonistas destas mesmas práticas, como um material pedagógico de apoio para o trabalho com a temática na Educação Básica e como um registro da memória das práticas pedagógicas.

3
  • KARLA VIVIANE MOREIRA BRASILINO
  • O RECIFE COMO ESPAÇO EDUCATIVO E A EDUCAÇÃO PATRIMONIAL: UMA PROPOSTA DE ENSINO SOBRE A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817

  • Orientador : RICARDO PINTO DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RICARDO PINTO DE MEDEIROS
  • ARNALDO MARTIN SZLACHTA JUNIOR
  • CLÁUDIA ENGLER CURY
  • Data: 31/08/2021

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  • Este trabalho é fruto da reflexão sobre a necessidade de desenvolver meios
    dinâmicos de ensino de assuntos relacionados à História de Pernambuco, em
    virtude da carência de abordagem nos livros didáticos e da demanda dos estudantes
    por estudarem conteúdos mais próximos a ele. Seguindo esta perspectiva, a
    presente pesquisa objetivou investigar as possibilidades de ensino da Revolução
    Pernambucana de 1817 a partir dos patrimônios culturais. Como proposta, foi
    desenvolvida uma sequência didática que culmina em um roteiro histórico pelos
    patrimônios culturais materiais do Recife que serviram de palco para este importante
    acontecimento histórico do século XIX, através da metodologia da educação
    patrimonial. A sequência didática foi, então, transformada em um produto
    pedagógico intitulado “”Revolução Pernambucana de 1817: cartilha didática de
    educação patrimonial”. Sendo pensado em cenário anterior à pandemia, a pesquisa
    precisou passar por ajustes nas diversas etapas de aplicação da sequência e na
    avaliação junto aos alunos, uma vez que com a pandemia do coronavírus, iniciada
    em 2020, as aulas presenciais das escolas foram suspensas e os espaços culturais
    foram fechados por tempo indeterminado. Como consequência, as atividades
    elaboradas na sequência para serem feitas de forma presencial foram adaptadas
    para a realidade do cenário remoto, com todos os desafios enfrentados no contexto
    de uma escola pública brasileira. Apesar das intercorrências, a cartilha adaptada
    cumpriu a função de ser um material didático que guia professores no ensino de
    uma temática específico e possibilitou aos alunos a experiência de uma nova
    ferramenta de aprendizagem, de modo que foram atendidos de forma satisfatória,
    durante a aplicação da cartilha, os seguintes critérios de análise: aderência, impacto,
    aplicabilidade, inovação e complexidade.


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  • Este trabalho é fruto da reflexão sobre a necessidade de desenvolver meios
    dinâmicos de ensino de assuntos relacionados à História de Pernambuco, em
    virtude da carência de abordagem nos livros didáticos e da demanda dos estudantes
    por estudarem conteúdos mais próximos a ele. Seguindo esta perspectiva, a
    presente pesquisa objetivou investigar as possibilidades de ensino da Revolução
    Pernambucana de 1817 a partir dos patrimônios culturais. Como proposta, foi
    desenvolvida uma sequência didática que culmina em um roteiro histórico pelos
    patrimônios culturais materiais do Recife que serviram de palco para este importante
    acontecimento histórico do século XIX, através da metodologia da educação
    patrimonial. A sequência didática foi, então, transformada em um produto
    pedagógico intitulado “”Revolução Pernambucana de 1817: cartilha didática de
    educação patrimonial”. Sendo pensado em cenário anterior à pandemia, a pesquisa
    precisou passar por ajustes nas diversas etapas de aplicação da sequência e na
    avaliação junto aos alunos, uma vez que com a pandemia do coronavírus, iniciada
    em 2020, as aulas presenciais das escolas foram suspensas e os espaços culturais
    foram fechados por tempo indeterminado. Como consequência, as atividades
    elaboradas na sequência para serem feitas de forma presencial foram adaptadas
    para a realidade do cenário remoto, com todos os desafios enfrentados no contexto
    de uma escola pública brasileira. Apesar das intercorrências, a cartilha adaptada
    cumpriu a função de ser um material didático que guia professores no ensino de
    uma temática específico e possibilitou aos alunos a experiência de uma nova
    ferramenta de aprendizagem, de modo que foram atendidos de forma satisfatória,
    durante a aplicação da cartilha, os seguintes critérios de análise: aderência, impacto,
    aplicabilidade, inovação e complexidade.

4
  • ADINALY PEREIRA BARBOZA
  • INTERCULTURALIDADE E DECOLONIALIDADE NO CURRÍCULO DE HISTÓRIA: OLHARES PARA A REEDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL EM TURMAS DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Orientador : ELETA DE CARVALHO FREIRE
  • MEMBROS DA BANCA :
  • ELETA DE CARVALHO FREIRE
  • ROSEANE MARIA DE AMORIM
  • TATIANA CRISTINA DOS SANTOS DE ARAUJO
  • Data: 16/12/2021

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  • RESUMO

     

    Esta pesquisa tem como tema “Interculturalidade e decolonialidade no currículo de História: olhares para a educação étnico-racial em turmas dos anos finais do ensino fundamental”. Seu objetivo foi identificar e analisar aproximações e distanciamentos entre a proposta curricular do município do Paulista, em Pernambuco, e o atendimento a Lei 10.639/2003 e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais no ensino de História, nos anos finais do ensino fundamental. Para isso, desenvolvemos uma pesquisa de natureza qualitativa do tipo documental, cujos dados foram buscados nas expectativas de aprendizagem para os anos finais do ensino fundamental da referida proposta. Aos dados obtidos aplicamos a análise de conteúdo. Com esse propósito, fizemos o mapeamento e a categorização dos dados utilizando o referencial teórico adotado na investigação. No âmbito desta pesquisa, desenvolvemos um jogo educativo digital, como material didático para o ensino de História. No jogo são abordadas narrativas afro-diaspóricas, reconhecendo a história dos negros/as na condição de sujeitos, reconsiderando e ressignificando a História e cultura da África e dos afro-brasileiros. Para atingir os objetivos da investigação, dialogamos com a perspectiva teórica e política dos estudos pós-coloniais latino-americanos, apoiada nos estudos dos autores decoloniais Aníbal Quijano (2005), Edgardo Lander (2005), Walter Mignolo (2005, 2008), Catherine Walsh (2005, 2012) e Nelson Maldonado-Torres (2007), do grupo de pesquisa Modernidade/Colonialidade. Os resultados apontam que o currículo de História é lacunar no que propõe a educação das relações étnico-raciais. Essa invisibilidade não acontece com o currículo de Educação em Direitos Humanos e Cidadania, pois nesse componente curricular as expectativas de aprendizagem alicerçadas no tratamento das questões raciais possuem maior relevância e estão diretamente relacionadas com as disposições normativas da legislação antirracista.


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  • RESUMO

     

    Esta pesquisa tem como tema “Interculturalidade e decolonialidade no currículo de História: olhares para a educação étnico-racial em turmas dos anos finais do ensino fundamental”. Seu objetivo foi identificar e analisar aproximações e distanciamentos entre a proposta curricular do município do Paulista, em Pernambuco, e o atendimento a Lei 10.639/2003 e as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-raciais no ensino de História, nos anos finais do ensino fundamental. Para isso, desenvolvemos uma pesquisa de natureza qualitativa do tipo documental, cujos dados foram buscados nas expectativas de aprendizagem para os anos finais do ensino fundamental da referida proposta. Aos dados obtidos aplicamos a análise de conteúdo. Com esse propósito, fizemos o mapeamento e a categorização dos dados utilizando o referencial teórico adotado na investigação. No âmbito desta pesquisa, desenvolvemos um jogo educativo digital, como material didático para o ensino de História. No jogo são abordadas narrativas afro-diaspóricas, reconhecendo a história dos negros/as na condição de sujeitos, reconsiderando e ressignificando a História e cultura da África e dos afro-brasileiros. Para atingir os objetivos da investigação, dialogamos com a perspectiva teórica e política dos estudos pós-coloniais latino-americanos, apoiada nos estudos dos autores decoloniais Aníbal Quijano (2005), Edgardo Lander (2005), Walter Mignolo (2005, 2008), Catherine Walsh (2005, 2012) e Nelson Maldonado-Torres (2007), do grupo de pesquisa Modernidade/Colonialidade. Os resultados apontam que o currículo de História é lacunar no que propõe a educação das relações étnico-raciais. Essa invisibilidade não acontece com o currículo de Educação em Direitos Humanos e Cidadania, pois nesse componente curricular as expectativas de aprendizagem alicerçadas no tratamento das questões raciais possuem maior relevância e estão diretamente relacionadas com as disposições normativas da legislação antirracista.

5
  • WILLIAMS URBANO DA SILVA
  • PATRIMÔNIO CULTURAL NA CIDADE DO PAULISTA: uma experiência de educação patrimonial a partir de jogo de trilha digital

  • Orientador : RICARDO PINTO DE MEDEIROS
  • MEMBROS DA BANCA :
  • RICARDO PINTO DE MEDEIROS
  • ANDRE MENDES SALLES
  • VIVIANE MARIA CAVALCANTI DE CASTRO
  • LUCAS VICTOR SILVA
  • Data: 21/12/2021

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  • Esta dissertação apresenta uma pesquisa centrada na linha de Educação Patrimonial com tema Patrimônio Cultural na cidade do Paulista. Propõe-se a construir conhecimento histórico e sentimento de pertencimento cultural a partir da ferramenta didática Trilha do Patrimônio Cultural em estudantes do 1º ano do Ensino Médio da EREM Drº Luis Cabral de Melo, aliando educação patrimonial e ensino de história. Além disso, foca em trabalhar conceitos históricos e de patrimônio cultural a partir da identificação dos valores representativos dos bens patrimoniais (não necessariamente oficiais) situados na cidade do Paulista. Para tanto, elaborou-se aulas-oficinas centradas na produção de atividades de análise e investigação da história e identidade local, guiados pelo método da educação patrimonial. Aplicaram-se formulários com perguntas sobre os bens culturais na intenção de levantar informações históricas para o inventário participativo. Procurou-se ainda discutir-se sobre jogos e ludicidade no contexto da educação. Também como parte desta dissertação de mestrado e produto didático-pedagógico foi possível elaborar um jogo para smartphone denominado Trilha do Patrimônio Cultural, a partir de um inventário participativo e colaborativo capaz de identificar os bens culturais dotados de valor simbólico para os estudantes.


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  • Esta dissertação apresenta uma pesquisa centrada na linha de Educação Patrimonial com tema Patrimônio Cultural na cidade do Paulista. Propõe-se a construir conhecimento histórico e sentimento de pertencimento cultural a partir da ferramenta didática Trilha do Patrimônio Cultural em estudantes do 1º ano do Ensino Médio da EREM Drº Luis Cabral de Melo, aliando educação patrimonial e ensino de história. Além disso, foca em trabalhar conceitos históricos e de patrimônio cultural a partir da identificação dos valores representativos dos bens patrimoniais (não necessariamente oficiais) situados na cidade do Paulista. Para tanto, elaborou-se aulas-oficinas centradas na produção de atividades de análise e investigação da história e identidade local, guiados pelo método da educação patrimonial. Aplicaram-se formulários com perguntas sobre os bens culturais na intenção de levantar informações históricas para o inventário participativo. Procurou-se ainda discutir-se sobre jogos e ludicidade no contexto da educação. Também como parte desta dissertação de mestrado e produto didático-pedagógico foi possível elaborar um jogo para smartphone denominado Trilha do Patrimônio Cultural, a partir de um inventário participativo e colaborativo capaz de identificar os bens culturais dotados de valor simbólico para os estudantes.

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