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Dissertações |
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WENDEL CÉSAR E SILVA PEREIRA
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MECANISMO ANTIBACTERIANO DO EXTRATO AQUOSO DAS FOLHAS DE Myrciaria floribunda (H. West ex Willd.) O. Berg E EFEITO SINÉRGICO CONTRA Staphylococcus aureus
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Orientador : WENDEO KENNEDY COSTA
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MEMBROS DA BANCA :
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ALISSON MACARIO DE OLIVEIRA
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PALOMA MARIA DA SILVA
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WENDEO KENNEDY COSTA
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Data: 22/01/2026
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Staphylococcus aureus é um importante patógeno associado a infecções comunitárias e hospitalares, responsável por um amplo espectro de doenças, que variam desde infecções cutâneas leves até quadros sistêmicos graves. Sua notável capacidade de adaptação ao hospedeiro, aliada à expressão de múltiplos fatores de virulência e à emergência de cepas resistentes a antibióticos impõe sérias limitações às opções terapêuticas disponíveis. Nesse contexto, a prospecção de produtos naturais com potencial antimicrobiano e modulador da virulência bacteriana tem ganhado destaque como estratégia complementar ao tratamento convencional. O presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana do extrato aquoso da casca dos frutos de Myrciaria floribunda (MfAE) frente a S. aureus, bem como investigar seus efeitos sobre a integridade da membrana celular, a expressão de fatores de virulência e possíveis interações sinérgicas com antibióticos de uso clínico. O MfAE foi obtido por turbólise e submetido à caracterização fitoquímica por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada à espectrometria de massas com ionização por eletrospray (CLAE-ESI-MS). A atividade antimicrobiana foi determinada por meio da concentração inibitória mínima (CIM) frente à cepa padrão S. aureus ATCC e a isolados clínicos resistentes. Ensaios de sinergismo com antibióticos, incluindo ciprofloxacino e gentamicina, foram conduzidos pelo método de checkerboard. Adicionalmente, foram avaliados os efeitos do extrato sobre a atividade hemolítica, a produção de estafiloxantina e a integridade da membrana bacteriana, por meio da quantificação do extravasamento de ácidos nucleicos e proteínas intracelulares. A análise fitoquímica revelou predominância de ácidos orgânicos, com destaque para o ácido quínico, ácido maleico e citrato, compostos previamente associados a atividades antimicrobianas e moduladoras da permeabilidade de membranas. O MfAE apresentou atividade antimicrobiana moderada, com CIMs variando entre 256 e 512 µg/mL frente às cepas avaliadas. Notavelmente, quando associado ao ciprofloxacino ou à gentamicina, o extrato promoveu reduções expressivas das CIMs desses antibióticos, caracterizando sinergismo total para todas as cepas testadas, inclusive isolados clínicos multirresistentes. Além do efeito sobre o crescimento bacteriano, o MfAE exerceu ação antivirulência significativa, inibindo a atividade hemolítica em até 93,5% e reduzindo a produção de estafiloxantina em até 91,9%. Esses efeitos foram acompanhados por danos à membrana plasmática bacteriana, evidenciados pelo aumento significativo na liberação de DNA, RNA e proteínas para o meio extracelular, sugerindo comprometimento da integridade estrutural da célula. Em conjunto, os resultados demonstram que o extrato aquoso de M. floribunda apresenta atividade antimicrobiana direta, efeito sinérgico robusto com antibióticos de uso clínico e capacidade de interferir em importantes fatores de virulência e na integridade da membrana de S. aureus. Esses achados destacam o potencial do MfAE como agente adjuvante promissor no controle de infecções estafilocócicas, especialmente aquelas associadas à resistência antimicrobiana.
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Staphylococcus aureus é um importante patógeno associado a infecções comunitárias e hospitalares, responsável por um amplo espectro de doenças, que variam desde infecções cutâneas leves até quadros sistêmicos graves. Sua notável capacidade de adaptação ao hospedeiro, aliada à expressão de múltiplos fatores de virulência e à emergência de cepas resistentes a antibióticos impõe sérias limitações às opções terapêuticas disponíveis. Nesse contexto, a prospecção de produtos naturais com potencial antimicrobiano e modulador da virulência bacteriana tem ganhado destaque como estratégia complementar ao tratamento convencional. O presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana do extrato aquoso da casca dos frutos de Myrciaria floribunda (MfAE) frente a S. aureus, bem como investigar seus efeitos sobre a integridade da membrana celular, a expressão de fatores de virulência e possíveis interações sinérgicas com antibióticos de uso clínico. O MfAE foi obtido por turbólise e submetido à caracterização fitoquímica por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada à espectrometria de massas com ionização por eletrospray (CLAE-ESI-MS). A atividade antimicrobiana foi determinada por meio da concentração inibitória mínima (CIM) frente à cepa padrão S. aureus ATCC e a isolados clínicos resistentes. Ensaios de sinergismo com antibióticos, incluindo ciprofloxacino e gentamicina, foram conduzidos pelo método de checkerboard. Adicionalmente, foram avaliados os efeitos do extrato sobre a atividade hemolítica, a produção de estafiloxantina e a integridade da membrana bacteriana, por meio da quantificação do extravasamento de ácidos nucleicos e proteínas intracelulares. A análise fitoquímica revelou predominância de ácidos orgânicos, com destaque para o ácido quínico, ácido maleico e citrato, compostos previamente associados a atividades antimicrobianas e moduladoras da permeabilidade de membranas. O MfAE apresentou atividade antimicrobiana moderada, com CIMs variando entre 256 e 512 µg/mL frente às cepas avaliadas. Notavelmente, quando associado ao ciprofloxacino ou à gentamicina, o extrato promoveu reduções expressivas das CIMs desses antibióticos, caracterizando sinergismo total para todas as cepas testadas, inclusive isolados clínicos multirresistentes. Além do efeito sobre o crescimento bacteriano, o MfAE exerceu ação antivirulência significativa, inibindo a atividade hemolítica em até 93,5% e reduzindo a produção de estafiloxantina em até 91,9%. Esses efeitos foram acompanhados por danos à membrana plasmática bacteriana, evidenciados pelo aumento significativo na liberação de DNA, RNA e proteínas para o meio extracelular, sugerindo comprometimento da integridade estrutural da célula. Em conjunto, os resultados demonstram que o extrato aquoso de M. floribunda apresenta atividade antimicrobiana direta, efeito sinérgico robusto com antibióticos de uso clínico e capacidade de interferir em importantes fatores de virulência e na integridade da membrana de S. aureus. Esses achados destacam o potencial do MfAE como agente adjuvante promissor no controle de infecções estafilocócicas, especialmente aquelas associadas à resistência antimicrobiana.
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AMANDA PEDROSA DA CÂMARA
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Identificação e Caracterização do Mobiloma de Cenostigma pyramidale
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Orientador : VALESCA PANDOLFI
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MEMBROS DA BANCA :
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ISADORA LOUISE ALVES DA COSTA RIBEIRO
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RODRIGO CESAR GONCALVES DE OLIVEIRA
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VALESCA PANDOLFI
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Data: 06/02/2026
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Os elementos transponíveis (TEs) são sequências de DNA móveis que constituem componentes relevantes na organização e na evolução dos genomas vegetais. Inúmeros estudos têm demonstrado a influência que as diferentes condições ambientais exercem sobre a atividade transcricional dos TEs, entretanto, a composição, a diversidade e dinâmica desses elementos ainda permanecem pouco caracterizadas, especialmente em espécies vegetais nativas. A Cenostigma pyramidale - espécie nativa da Caatinga e reconhecida por sua notável tolerância à salinidade - destaca-se como um modelo vegetal particularmente relevante para o estudo, especialmente no contexto da resposta e da dinâmica dos seus TEs (mobiloma) frente a condições de estresse salino. Com base nisso, este estudo realizou a identificação e a caracterização do mobiloma da catingueira, com ênfase nos retrotransposons LTR, integrando análises genômicas e transcriptômicas. A anotação global dos TEs foi conduzida a partir do genoma da espécie, utilizando-se os programas RepeatModeler e RepeatMasker, sendo posteriormente refinada por análises específicas voltadas aos retrotransposons LTR, por meio das ferramentas AnnoTEP e DANTE_LTR. A dinâmica transcricional foi avaliada por meio da análise de dados de RNA-Seq obtidos de três bibliotecas de RNA (geradas a partir de 3 tratamentos: 30 minutos, 2 horas e 11 dias após estresse salino, NaCl 100mM), empregando-se o pacote edgeR. Os resultados mostraram que 354,9 Mb (46,37%) do genoma da catingueira correspondem a repetições intercaladas. Dentre os elementos da Classe I, observou-se o predomínio dos retrotransposons do tipo LTR (144,7 Mb; 18,91% do genoma), enquanto, que na Classe II, a fração mais representativa foi de transposons do tipo TIR (68,1 Mb; 8,90%). Dentre os retrotransposons LTR, a superfamília LTR/Copia foi a mais abundante (6,7%), com destaque para a linhagem Ale (4,45%). A análise de divergência indicou a presença de sequências com baixa divergência (~9%), principalmente entre os elementos LTR, resultado compatível com eventos de inserção relativamente recentes no genoma. A análise de expressão revelou um maior número de transcritos candidatos a TEs diferencialmente modulados (314 regulados positivamente e 356 regulados negativamente) após 11 dias de estresse salino, indicando um padrão de modulação transcricional responsivo à exposição prolongada ao estresse. Esses achados ampliam o conhecimento sobre a composição, a abundância relativa e o perfil transcricional dos elementos transponíveis em C. pyramidale, estabelecendo um panorama do mobiloma genômico e transcriptômico da espécie sob diferentes tempos de exposição ao estresse salino.
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Os elementos transponíveis (TEs) são sequências de DNA móveis que constituem componentes relevantes na organização e na evolução dos genomas vegetais. Inúmeros estudos têm demonstrado a influência que as diferentes condições ambientais exercem sobre a atividade transcricional dos TEs, entretanto, a composição, a diversidade e dinâmica desses elementos ainda permanecem pouco caracterizadas, especialmente em espécies vegetais nativas. A Cenostigma pyramidale - espécie nativa da Caatinga e reconhecida por sua notável tolerância à salinidade - destaca-se como um modelo vegetal particularmente relevante para o estudo, especialmente no contexto da resposta e da dinâmica dos seus TEs (mobiloma) frente a condições de estresse salino. Com base nisso, este estudo realizou a identificação e a caracterização do mobiloma da catingueira, com ênfase nos retrotransposons LTR, integrando análises genômicas e transcriptômicas. A anotação global dos TEs foi conduzida a partir do genoma da espécie, utilizando-se os programas RepeatModeler e RepeatMasker, sendo posteriormente refinada por análises específicas voltadas aos retrotransposons LTR, por meio das ferramentas AnnoTEP e DANTE_LTR. A dinâmica transcricional foi avaliada por meio da análise de dados de RNA-Seq obtidos de três bibliotecas de RNA (geradas a partir de 3 tratamentos: 30 minutos, 2 horas e 11 dias após estresse salino, NaCl 100mM), empregando-se o pacote edgeR. Os resultados mostraram que 354,9 Mb (46,37%) do genoma da catingueira correspondem a repetições intercaladas. Dentre os elementos da Classe I, observou-se o predomínio dos retrotransposons do tipo LTR (144,7 Mb; 18,91% do genoma), enquanto, que na Classe II, a fração mais representativa foi de transposons do tipo TIR (68,1 Mb; 8,90%). Dentre os retrotransposons LTR, a superfamília LTR/Copia foi a mais abundante (6,7%), com destaque para a linhagem Ale (4,45%). A análise de divergência indicou a presença de sequências com baixa divergência (~9%), principalmente entre os elementos LTR, resultado compatível com eventos de inserção relativamente recentes no genoma. A análise de expressão revelou um maior número de transcritos candidatos a TEs diferencialmente modulados (314 regulados positivamente e 356 regulados negativamente) após 11 dias de estresse salino, indicando um padrão de modulação transcricional responsivo à exposição prolongada ao estresse. Esses achados ampliam o conhecimento sobre a composição, a abundância relativa e o perfil transcricional dos elementos transponíveis em C. pyramidale, estabelecendo um panorama do mobiloma genômico e transcriptômico da espécie sob diferentes tempos de exposição ao estresse salino.
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MARIA JULIANA SANTOS DA SILVA
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Avaliação Pré-Clínica da Fração Proteica de Moringa oleifera em Modelo Murino de Câncer de Mama Triplo Negativo: Potencial Antitumoral e Perfil de Segurança Biológica
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Orientador : ROSEMAIRY LUCIANE MENDES
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MEMBROS DA BANCA :
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NAYARA PRISCILA DANTAS DE OLIVEIRA
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ROSEMAIRY LUCIANE MENDES
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TALITA MOTA GONCALVES
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Data: 12/02/2026
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O câncer de mama triplo negativo (TNBC) constitui um dos subtipos mais agressivos da doença, caracterizado pela ausência de receptores hormonais e de HER2 (Human Epidermal growth factor Receptor-type 2), elevada taxa de recorrência e opções terapêuticas limitadas, o que reforça a necessidade de novas estratégias de tratamento mais eficazes e seguras. Nesse contexto, compostos bioativos de origem vegetal têm sido amplamente investigados como alternativas ou adjuvantes às terapias convencionais. A presente dissertação teve como objetivo avaliar a atividade antitumoral da fração proteica das sementes de Moringa oleifera (fpMo) em modelo murino de câncer de mama triplo negativo, bem como investigar seu perfil de segurança biológica e toxicológica. A abordagem metodológica incluiu ensaios in vitro utilizando a linhagem murina 4T1 para avaliação de citotoxicidade (MTS), migração celular e clonogenicidade. A segurança biológica foi analisada por meio do ensaio de mutagenicidade em Allium cepa, teste de hemólise e ensaio de toxicidade oral aguda segundo o Guia 423 da OECD. A atividade antitumoral in vivo foi avaliada em modelo ortotópico de carcinoma mamário 4T1 em camundongos BALB/c, com monitoramento do crescimento tumoral, parâmetros clínicos que incluem Piloereção, Tremores, Respiração anormal e Curvatura do tronco, consumo alimentar, peso corporal e pesos relativos de órgãos, sendo a cisplatina utilizada como controle positivo. Os resultados demonstraram que a fpMo apresentou elevada atividade citotóxica in vitro, com redução dose e tempo-dependente da viabilidade celular, inibição significativa da migração celular e supressão quase completa da capacidade clonogênica, evidenciando forte potencial antiproliferativo e antimigratório. Nos ensaios de segurança, a fpMo não apresentou efeito mutagênico, exibiu baixa atividade hemolítica e demonstrou perfil de toxicidade oral aguda compatível com categoria 4 da OECD, além de boa tolerabilidade sistêmica em doses moderadas. Entretanto, no modelo in vivo de tumor sólido ortotópico, a fpMo administrada na dose de 50 mg/kg não promoveu inibição tumoral significativa nem redução sustentada da progressão tumoral, embora tenha apresentado melhor perfil de tolerabilidade clínica quando comparada à cisplatina. Em conjunto, os achados indicam que a fpMo possui elevado potencial antitumoral intrínseco em modelos in vitro e perfil de segurança favorável in vivo, porém sua eficácia terapêutica frente a tumores sólidos agressivos depende de ajustes experimentais relacionados à dose, regime de administração e estratégias que aumentem sua biodisponibilidade.
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O câncer de mama triplo negativo (TNBC) constitui um dos subtipos mais agressivos da doença, caracterizado pela ausência de receptores hormonais e de HER2 (Human Epidermal growth factor Receptor-type 2), elevada taxa de recorrência e opções terapêuticas limitadas, o que reforça a necessidade de novas estratégias de tratamento mais eficazes e seguras. Nesse contexto, compostos bioativos de origem vegetal têm sido amplamente investigados como alternativas ou adjuvantes às terapias convencionais. A presente dissertação teve como objetivo avaliar a atividade antitumoral da fração proteica das sementes de Moringa oleifera (fpMo) em modelo murino de câncer de mama triplo negativo, bem como investigar seu perfil de segurança biológica e toxicológica. A abordagem metodológica incluiu ensaios in vitro utilizando a linhagem murina 4T1 para avaliação de citotoxicidade (MTS), migração celular e clonogenicidade. A segurança biológica foi analisada por meio do ensaio de mutagenicidade em Allium cepa, teste de hemólise e ensaio de toxicidade oral aguda segundo o Guia 423 da OECD. A atividade antitumoral in vivo foi avaliada em modelo ortotópico de carcinoma mamário 4T1 em camundongos BALB/c, com monitoramento do crescimento tumoral, parâmetros clínicos que incluem Piloereção, Tremores, Respiração anormal e Curvatura do tronco, consumo alimentar, peso corporal e pesos relativos de órgãos, sendo a cisplatina utilizada como controle positivo. Os resultados demonstraram que a fpMo apresentou elevada atividade citotóxica in vitro, com redução dose e tempo-dependente da viabilidade celular, inibição significativa da migração celular e supressão quase completa da capacidade clonogênica, evidenciando forte potencial antiproliferativo e antimigratório. Nos ensaios de segurança, a fpMo não apresentou efeito mutagênico, exibiu baixa atividade hemolítica e demonstrou perfil de toxicidade oral aguda compatível com categoria 4 da OECD, além de boa tolerabilidade sistêmica em doses moderadas. Entretanto, no modelo in vivo de tumor sólido ortotópico, a fpMo administrada na dose de 50 mg/kg não promoveu inibição tumoral significativa nem redução sustentada da progressão tumoral, embora tenha apresentado melhor perfil de tolerabilidade clínica quando comparada à cisplatina. Em conjunto, os achados indicam que a fpMo possui elevado potencial antitumoral intrínseco em modelos in vitro e perfil de segurança favorável in vivo, porém sua eficácia terapêutica frente a tumores sólidos agressivos depende de ajustes experimentais relacionados à dose, regime de administração e estratégias que aumentem sua biodisponibilidade.
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KAREN CRISTINA DA SILVA MOREIRA
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CARACTERIZAÇÃO DE ACTINOBACTÉRIAS OBTIDAS DE SOLO RIZOSFÉRICO DA CAATINGA: UMA ABORDAGEM FISIOLÓGICA, BIOQUÍMICA E MOLECULAR
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Orientador : MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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AMANDA MARIA DA SILVA
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KATIA CILENE DA SILVA FELIX
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MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
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MATHEUS FILGUEIRA BEZERRA
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Data: 25/02/2026
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A preservação de microrganismos em coleções de cultura, visando manter sua viabilidade, estabilidade genética e características originais, é uma prática fundamental para disponibilizar recursos microbianos para pesquisa, ensino e inovação biotecnológica. A Caatinga, bioma semiárido brasileiro único, apresenta condições extremas que selecionam uma microbiota adaptada e diversa, com elevado potencial biotecnológico ainda pouco explorado. Dentre estes microrganismos, as actinobactérias, particularmente do gênero Amycolatopsis, se destacam por sua notável capacidade de produzir Metabólitos Secundários com aplicações médicas, agrícolas e industriais. Contudo, a escassez de estudos sobre o microbioma deste ecossistema, limita a descoberta e o aproveitamento desses recursos. O presente estudo, teve como objetivo caracterizar fenotipicamente, bioquimicamente e molecularmente isolados de actinobactérias provenientes da rizosfera da Caatinga, depositados na Coleção de Culturas de Microrganismos do Departamento de Antibióticos (UFPEDA). A abordagem metodológica integrada, incluiu: reativação dos isolados, preparo dos inóculos, caracterização bioquímica e fisiológica, identificação molecular por meio do sequenciamento do gene 16S rRNA e pela técnica de Matrix-Assisted Laser Desorption/Ionization Time-of-Flight (MALDI-TOF). Os resultados demonstraram que os 5 isolados de actinobactéria de solo rizosférico da Caatinga possuem notável adaptabilidade a uma ampla faixa de temperaturas de crescimento. Nos ensaios bioquímicos e fisiológicos, estes exibiram elevada capacidade de degradar diversas fontes de carbono complexas, como dextrina e D-lactose, com concomitante produção de ácidos. No processo de identificação molecular, dois dos cinco isolados foram identificados com alto grau de confiança (log score, conforme recomendado pela literatura), pertencentes ao gênero Amycolatopsis, espécies A. japonica e A. keratiniphila, ambas consideradas raras. Conclui-se que este trabalho contribui para a ampliação do conhecimento sobre a diversidade e as propriedades funcionais das actinobactérias rizosféricas das Caatinga, um bioma microbiologicamente subestimado. A combinação de técnicas clássicas e moleculares mostrou-se eficaz para a caracterização robusta desses microrganismos. A identificação das espécies raras de Amycolatopsis reforça o potencial desse bioma único como fonte de microrganismos adaptados a condições extremas e de interesse biotecnológico, validando a importância da manutenção e estudo de coleções microbianas como a UFPEDA para a prospecção de novos recursos microbianos.
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A preservação de microrganismos em coleções de cultura, visando manter sua viabilidade, estabilidade genética e características originais, é uma prática fundamental para disponibilizar recursos microbianos para pesquisa, ensino e inovação biotecnológica. A Caatinga, bioma semiárido brasileiro único, apresenta condições extremas que selecionam uma microbiota adaptada e diversa, com elevado potencial biotecnológico ainda pouco explorado. Dentre estes microrganismos, as actinobactérias, particularmente do gênero Amycolatopsis, se destacam por sua notável capacidade de produzir Metabólitos Secundários com aplicações médicas, agrícolas e industriais. Contudo, a escassez de estudos sobre o microbioma deste ecossistema, limita a descoberta e o aproveitamento desses recursos. O presente estudo, teve como objetivo caracterizar fenotipicamente, bioquimicamente e molecularmente isolados de actinobactérias provenientes da rizosfera da Caatinga, depositados na Coleção de Culturas de Microrganismos do Departamento de Antibióticos (UFPEDA). A abordagem metodológica integrada, incluiu: reativação dos isolados, preparo dos inóculos, caracterização bioquímica e fisiológica, identificação molecular por meio do sequenciamento do gene 16S rRNA e pela técnica de Matrix-Assisted Laser Desorption/Ionization Time-of-Flight (MALDI-TOF). Os resultados demonstraram que os 5 isolados de actinobactéria de solo rizosférico da Caatinga possuem notável adaptabilidade a uma ampla faixa de temperaturas de crescimento. Nos ensaios bioquímicos e fisiológicos, estes exibiram elevada capacidade de degradar diversas fontes de carbono complexas, como dextrina e D-lactose, com concomitante produção de ácidos. No processo de identificação molecular, dois dos cinco isolados foram identificados com alto grau de confiança (log score, conforme recomendado pela literatura), pertencentes ao gênero Amycolatopsis, espécies A. japonica e A. keratiniphila, ambas consideradas raras. Conclui-se que este trabalho contribui para a ampliação do conhecimento sobre a diversidade e as propriedades funcionais das actinobactérias rizosféricas das Caatinga, um bioma microbiologicamente subestimado. A combinação de técnicas clássicas e moleculares mostrou-se eficaz para a caracterização robusta desses microrganismos. A identificação das espécies raras de Amycolatopsis reforça o potencial desse bioma único como fonte de microrganismos adaptados a condições extremas e de interesse biotecnológico, validando a importância da manutenção e estudo de coleções microbianas como a UFPEDA para a prospecção de novos recursos microbianos.
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QUÉREN HAPUQUE SILVA PEREIRA DE ALCÂNTARA VILARIM
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ÓLEO ESSENCIAL DE FOLHAS DE Eplingiella fruticosa (Salzm. Ex Benth) Harley & J.F.B. Pastore (LAMIACEAE): CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA, ATIVIDADE INSETICIDA CONTRA Sitophilus zeamais Motschulsky, 1855 (COLEOPTERA: DRYOPHTHORIDAE) E DESENVOLVIMENTO DE FORMULAÇÃO
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Orientador : THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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MEMBROS DA BANCA :
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THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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ANA PATRICIA SILVA DE OLIVEIRA SANTOS
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JULIANE NANCY DE OLIVEIRA SILVA
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Data: 25/02/2026
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Sitophilus zeamais é uma das principais pragas de grãos armazenados no mundo, causando impactos econômicos significativos. Diante dos desafios associados ao uso de inseticidas sintéticos, como resistência e impactos ambientais, óleos essenciais têm sido investigados como alternativas promissoras. Nesse contexto, o óleo essencial das folhas de Eplingiella fruticosa (EfLEO), espécie nativa do Brasil, foi estudado quanto à sua caracterização química e atividade inseticida contra adultos de S. zeamais. Considerando limitações inerentes aos óleos essenciais, como alta volatilidade e baixa estabilidade, foi também desenvolvida uma nanoemulsão contendo EfLEO visando aprimorar sua estabilidade e aplicabilidade. EfLEO foi obtido por hidrodestilação e analisado por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM). A ação inseticida de EfLEO foi avaliada pelos ensaios de contato indireto, ingestão e fumigação. Também foi avaliada a atividade repelente em teste de dupla escolha. Ainda, foram determinados os efeitos in vitro de EfLEO sobre as atividades de tripsina, amilase e acetilcolinesterase em extratos de insetos adultos. A compatibilidade entre EfLEO e os tensoativos não iônicos Tween 80 e Span 80 foi avaliada por FTIR e análise termogravimétrica. Nove formulações contendo EfLEO (10%, m/m) e diferentes proporções dos tensoativos foram preparadas e avaliadas quando ao equilíbrio hidrofílico-lipofílico (EHL) e caracterizadas quanto a aspectos visuais e quanto ao tamanho médio da gotícula (Z-average), índice de polidispersão (PDI) e potencial zeta pela técnica de espalhamento dinâmico de luz. Foram identificados 36 compostos em EfLEO, sendo carvacrol (25,36%) o constituinte majoritário, seguido por 1,8-cineol (15,22%), (E)-cariofileno (10,73%) e p-cimeno (10,12%). O óleo apresentou toxicidade por contato indireto (CL₅₀ = 12,02 e 11,34 mg/g de milho para 24 e 48 h, respectivamente) e por ingestão (CL₅₀ = 22,55 e 9,99 mg/g de farinha de trigo para 7 e 15 dias, respectivamente), além de efeitos deterrentes e antinutricionais em dietas artificiais. Embora não tenha demonstrado ação letal por fumigação, promoveu efeitos subletais (hiperexcitação, tremores e distúrbios locomotores) após 24 h e apresentou atividade repelente entre 24 e 96 h. Ensaios bioquímicos indicaram redução na atividade de α-amilase e acetilcolinesterase, sugerindo interferência nos processos digestivos e neurológicos do inseto. Estudos de compatibilidade por FTIR e análise termogravimétrica demonstraram ausência de interações químicas significativas entre o óleo e os tensoativos, indicando compatibilidade físico-química e térmica. As formulações com maior proporção de Tween 80 (F5a F9) apresentaram melhor aspecto visual e menores tamanhos de gotícula, variando de 202,9 a 35,8 nm. Destacaram-se as formulações F6 a F9, com tamanho nanométrico (<50 nm) e baixos índices de polidispersão (<0,30). O potencial zeta variou de −28,2 a −2,6 mV, sendo a estabilidade atribuída principalmente ao impedimento estérico promovido pelos tensoativos. Após centrifugação e avaliação por 7 dias, F5 aF9 mantiveram estabilidade física preliminar, com a formulação F6 (EHL = 10,72) apresentando o melhor equilíbrio entre tamanho reduzido, homogeneidade e estabilidade coloidal. Em conjunto, os resultados evidenciam o potencial do EfLEO como alternativa promissora e sustentável para o manejo de S. zeamais em grãos armazenados e estimulam a avaliação da eficácia inseticida de formulação (F6) do tipo nanoemulsão.
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Sitophilus zeamais é uma das principais pragas de grãos armazenados no mundo, causando impactos econômicos significativos. Diante dos desafios associados ao uso de inseticidas sintéticos, como resistência e impactos ambientais, óleos essenciais têm sido investigados como alternativas promissoras. Nesse contexto, o óleo essencial das folhas de Eplingiella fruticosa (EfLEO), espécie nativa do Brasil, foi estudado quanto à sua caracterização química e atividade inseticida contra adultos de S. zeamais. Considerando limitações inerentes aos óleos essenciais, como alta volatilidade e baixa estabilidade, foi também desenvolvida uma nanoemulsão contendo EfLEO visando aprimorar sua estabilidade e aplicabilidade. EfLEO foi obtido por hidrodestilação e analisado por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG-EM). A ação inseticida de EfLEO foi avaliada pelos ensaios de contato indireto, ingestão e fumigação. Também foi avaliada a atividade repelente em teste de dupla escolha. Ainda, foram determinados os efeitos in vitro de EfLEO sobre as atividades de tripsina, amilase e acetilcolinesterase em extratos de insetos adultos. A compatibilidade entre EfLEO e os tensoativos não iônicos Tween 80 e Span 80 foi avaliada por FTIR e análise termogravimétrica. Nove formulações contendo EfLEO (10%, m/m) e diferentes proporções dos tensoativos foram preparadas e avaliadas quando ao equilíbrio hidrofílico-lipofílico (EHL) e caracterizadas quanto a aspectos visuais e quanto ao tamanho médio da gotícula (Z-average), índice de polidispersão (PDI) e potencial zeta pela técnica de espalhamento dinâmico de luz. Foram identificados 36 compostos em EfLEO, sendo carvacrol (25,36%) o constituinte majoritário, seguido por 1,8-cineol (15,22%), (E)-cariofileno (10,73%) e p-cimeno (10,12%). O óleo apresentou toxicidade por contato indireto (CL₅₀ = 12,02 e 11,34 mg/g de milho para 24 e 48 h, respectivamente) e por ingestão (CL₅₀ = 22,55 e 9,99 mg/g de farinha de trigo para 7 e 15 dias, respectivamente), além de efeitos deterrentes e antinutricionais em dietas artificiais. Embora não tenha demonstrado ação letal por fumigação, promoveu efeitos subletais (hiperexcitação, tremores e distúrbios locomotores) após 24 h e apresentou atividade repelente entre 24 e 96 h. Ensaios bioquímicos indicaram redução na atividade de α-amilase e acetilcolinesterase, sugerindo interferência nos processos digestivos e neurológicos do inseto. Estudos de compatibilidade por FTIR e análise termogravimétrica demonstraram ausência de interações químicas significativas entre o óleo e os tensoativos, indicando compatibilidade físico-química e térmica. As formulações com maior proporção de Tween 80 (F5a F9) apresentaram melhor aspecto visual e menores tamanhos de gotícula, variando de 202,9 a 35,8 nm. Destacaram-se as formulações F6 a F9, com tamanho nanométrico (<50 nm) e baixos índices de polidispersão (<0,30). O potencial zeta variou de −28,2 a −2,6 mV, sendo a estabilidade atribuída principalmente ao impedimento estérico promovido pelos tensoativos. Após centrifugação e avaliação por 7 dias, F5 aF9 mantiveram estabilidade física preliminar, com a formulação F6 (EHL = 10,72) apresentando o melhor equilíbrio entre tamanho reduzido, homogeneidade e estabilidade coloidal. Em conjunto, os resultados evidenciam o potencial do EfLEO como alternativa promissora e sustentável para o manejo de S. zeamais em grãos armazenados e estimulam a avaliação da eficácia inseticida de formulação (F6) do tipo nanoemulsão.
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ELIELSON FRANCISCO FERNANDES FERREIRA
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AVALIAÇÃO IN VIVO, UTILIZANDO ZEBRAFISH (DANIO RERIO), DE NANOPARTÍCULAS REVESTIDAS COM POLISSACARÍDEO FRENTE AOS EFEITOS TÓXICOS INDUZIDOS POR ETANOL EM MODELO DE TRANSTORNO DO ESPECTRO ALCOÓLICO FETAL (TEAF).
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Orientador : MARIANE CAJUBA DE BRITTO LIRA NOGUEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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FABIO HENRIQUE PORTELLA CORREA DE OLIVEIRA
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MARIANE CAJUBA DE BRITTO LIRA NOGUEIRA
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SAMARA DA SILVA GOMES
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Data: 04/03/2026
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Em estudos sobre o Transtorno do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), decorrente da exposição ao etanol durante o desenvolvimento embrionário, o zebrafish oferece vantagens, pois permite a avaliação sem a necessidade de procedimentos invasivos, sendo portanto bastante utilizado. Sabe-se que compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias são capazes de prevenir os danos tóxicos induzidos pelo etanol. Neste sentido, propomos avaliar o efeito protetivo de nanopartículas de poli(isobutilcianoacrilato) (PIBCA) revestida com fucana contendo oncoA, contra os efeitos induzidos pelo etanol em zebrafish. A metodologia incluiu inicialmente a avaliação da atividade antioxidante das nanopartículas (DPPH e ABTS), a avaliação da nanotoxicidade, e a internalização das nanopartículas utilizando embriões. O efeito protetivo durante a epibolia (8 horas pós fecundação (hpf)) foi avaliado nos embriões com e sem exposição ao etanol. Finalmente, a análise histopatológica foi avaliada na fase larval (6 dpf). Foi confirmada a atividade antioxidante das formulações. A partir dos testes de nanotoxidade, concentrações inferiores a 1,86µg/mL se mostraram seguras para a continuidade dos testes. As nanopartículas foram capazes de adentrar o córion e a membrana vitelina, se internalizando no embrião, fato observado a partir da detecção de fluorescência. O teste do efeito protetivo na epibolia confirmou que as nanopartículas exibiram proteção parcial, ficando com comprimento acima do encontrado para o EtOH de 40%, porém abaixo do comprimento normal de 75%, contra os efeitos tóxicos do etanol, e que a oncoA livre apresentou efeitos sub-letais nos embriões ocasionando atraso no seu desenvolvimento. Na análise histopatológica, observaram-se alterações no cérebro dos embriões tratados com oncoA, confirmando o seu efeito sub-letal. Por outro lado, as nanopartículas demonstraram efeito protetor frente aos danos induzidos pelo etanol. A nanoencapsulação reduziu os efeitos citotóxicos neurais da oncoA livre, contribuindo para minimizar os danos tóxicos e subletais. Os resultados são inéditos, reforçando o potencial da nanoencapsulação como alternativa para aumentar a segurança e a eficácia da oncoA. Contudo, estudos adicionais são necessários para esclarecer os mecanismos envolvidos.
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Em estudos sobre o Transtorno do Espectro Alcoólico Fetal (TEAF), decorrente da exposição ao etanol durante o desenvolvimento embrionário, o zebrafish oferece vantagens, pois permite a avaliação sem a necessidade de procedimentos invasivos, sendo portanto bastante utilizado. Sabe-se que compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias são capazes de prevenir os danos tóxicos induzidos pelo etanol. Neste sentido, propomos avaliar o efeito protetivo de nanopartículas de poli(isobutilcianoacrilato) (PIBCA) revestida com fucana contendo oncoA, contra os efeitos induzidos pelo etanol em zebrafish. A metodologia incluiu inicialmente a avaliação da atividade antioxidante das nanopartículas (DPPH e ABTS), a avaliação da nanotoxicidade, e a internalização das nanopartículas utilizando embriões. O efeito protetivo durante a epibolia (8 horas pós fecundação (hpf)) foi avaliado nos embriões com e sem exposição ao etanol. Finalmente, a análise histopatológica foi avaliada na fase larval (6 dpf). Foi confirmada a atividade antioxidante das formulações. A partir dos testes de nanotoxidade, concentrações inferiores a 1,86µg/mL se mostraram seguras para a continuidade dos testes. As nanopartículas foram capazes de adentrar o córion e a membrana vitelina, se internalizando no embrião, fato observado a partir da detecção de fluorescência. O teste do efeito protetivo na epibolia confirmou que as nanopartículas exibiram proteção parcial, ficando com comprimento acima do encontrado para o EtOH de 40%, porém abaixo do comprimento normal de 75%, contra os efeitos tóxicos do etanol, e que a oncoA livre apresentou efeitos sub-letais nos embriões ocasionando atraso no seu desenvolvimento. Na análise histopatológica, observaram-se alterações no cérebro dos embriões tratados com oncoA, confirmando o seu efeito sub-letal. Por outro lado, as nanopartículas demonstraram efeito protetor frente aos danos induzidos pelo etanol. A nanoencapsulação reduziu os efeitos citotóxicos neurais da oncoA livre, contribuindo para minimizar os danos tóxicos e subletais. Os resultados são inéditos, reforçando o potencial da nanoencapsulação como alternativa para aumentar a segurança e a eficácia da oncoA. Contudo, estudos adicionais são necessários para esclarecer os mecanismos envolvidos.
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LUIS ROMARIO DA SILVA SANTOS
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QUINTAIS PRODUTIVOS NO VALE DO CATIMBAU: USOS DA BIODIVERSIDADE E NARRATIVAS DE VIDA NA CAATINGA
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Orientador : THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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MEMBROS DA BANCA :
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AMANDA VIEIRA DE BARROS
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FRANCINETE FRANCIS LACERDA
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THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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Data: 04/03/2026
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O Parque Nacional do Catimbau está localizado nos municípios de Buíque, Tupanatinga e Ibimirim, no estado de Pernambuco. Inserido no bioma Caatinga, o território é marcado pela sobreposição entre unidade de conservação e áreas de uso tradicional, onde vivem populações rurais e povos indígenas. Os quintais produtivos (sistemas localizados no entorno das residências, especialmente em contextos rurais e periurbanos) constituem tecnologias sociais que estruturam dinâmicas socioambientais, sustentam modos de vida e expressam narrativas que articulam território, identidade e biodiversidade. Nesse sentido, esta dissertação analisou os quintais produtivos como espaços de produção, memória e resistência no território do Parque Nacional do Catimbau. A investigação adotou abordagem qualitativa e quantitativa, com uso de metodologias participativas, incluindo cartografia social, entrevistas semiestruturadas, histórias de vida, observação direta e registro georreferenciado dos espaços produtivos. A construção do vínculo com as comunidades foi fundamentada na escuta sensível e na técnica de rapport, priorizando o protagonismo local na produção dos mapas e na interpretação dos usos do território. Ao todo, foram analisados quintais que revelaram elevada diversidade de espécies vegetais nativas e exóticas, destinadas a fins alimentares, medicinais, forrageiros, ritualísticos e comerciais. Os resultados evidenciam que os quintais produtivos do Catimbau constituem sistemas complexos, estruturados a partir de saberes tradicionais transmitidos entre gerações. Esses espaços funcionam como despensas vivas, garantindo segurança alimentar, geração complementar de renda e conservação da agrobiodiversidade da Caatinga. Observou-se a presença de práticas adaptadas às condições do semiárido, como o manejo de espécies resistentes à seca, reutilização de recursos hídricos, consórcios de culturas e criação de pequenos animais integrados ao sistema produtivo. Além de sua dimensão material, os quintais se revelam territórios afetivos, onde memórias familiares, experiências de trabalho e ensinamentos ancestrais são constantemente atualizados. As narrativas dos moradores expressam sentimentos ambíguos em relação à unidade de conservação, alternando reconhecimento da importância ambiental e críticas às limitações sobre práticas tradicionais. Tais relatos evidenciam processos históricos de adaptação, resistência e reorganização sociocultural frente às transformações territoriais. Conclui-se que a cartografia social, aliada às narrativas de vida, constitui ferramenta estratégica para visibilizar os usos tradicionais da biodiversidade, fortalecer o protagonismo comunitário e subsidiar políticas públicas que conciliem conservação ambiental, direitos territoriais e promoção da bioeconomia no semiárido brasileiro. Os quintais produtivos, portanto, ultrapassam a dimensão produtiva e afirmam-se como espaços de vida, conhecimento e permanência no Catimbau.
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O Parque Nacional do Catimbau está localizado nos municípios de Buíque, Tupanatinga e Ibimirim, no estado de Pernambuco. Inserido no bioma Caatinga, o território é marcado pela sobreposição entre unidade de conservação e áreas de uso tradicional, onde vivem populações rurais e povos indígenas. Os quintais produtivos (sistemas localizados no entorno das residências, especialmente em contextos rurais e periurbanos) constituem tecnologias sociais que estruturam dinâmicas socioambientais, sustentam modos de vida e expressam narrativas que articulam território, identidade e biodiversidade. Nesse sentido, esta dissertação analisou os quintais produtivos como espaços de produção, memória e resistência no território do Parque Nacional do Catimbau. A investigação adotou abordagem qualitativa e quantitativa, com uso de metodologias participativas, incluindo cartografia social, entrevistas semiestruturadas, histórias de vida, observação direta e registro georreferenciado dos espaços produtivos. A construção do vínculo com as comunidades foi fundamentada na escuta sensível e na técnica de rapport, priorizando o protagonismo local na produção dos mapas e na interpretação dos usos do território. Ao todo, foram analisados quintais que revelaram elevada diversidade de espécies vegetais nativas e exóticas, destinadas a fins alimentares, medicinais, forrageiros, ritualísticos e comerciais. Os resultados evidenciam que os quintais produtivos do Catimbau constituem sistemas complexos, estruturados a partir de saberes tradicionais transmitidos entre gerações. Esses espaços funcionam como despensas vivas, garantindo segurança alimentar, geração complementar de renda e conservação da agrobiodiversidade da Caatinga. Observou-se a presença de práticas adaptadas às condições do semiárido, como o manejo de espécies resistentes à seca, reutilização de recursos hídricos, consórcios de culturas e criação de pequenos animais integrados ao sistema produtivo. Além de sua dimensão material, os quintais se revelam territórios afetivos, onde memórias familiares, experiências de trabalho e ensinamentos ancestrais são constantemente atualizados. As narrativas dos moradores expressam sentimentos ambíguos em relação à unidade de conservação, alternando reconhecimento da importância ambiental e críticas às limitações sobre práticas tradicionais. Tais relatos evidenciam processos históricos de adaptação, resistência e reorganização sociocultural frente às transformações territoriais. Conclui-se que a cartografia social, aliada às narrativas de vida, constitui ferramenta estratégica para visibilizar os usos tradicionais da biodiversidade, fortalecer o protagonismo comunitário e subsidiar políticas públicas que conciliem conservação ambiental, direitos territoriais e promoção da bioeconomia no semiárido brasileiro. Os quintais produtivos, portanto, ultrapassam a dimensão produtiva e afirmam-se como espaços de vida, conhecimento e permanência no Catimbau.
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BEATRIZ MEYRUZE BARROS DA FONSÊCA
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ATIVIDADE ANTIBACTERIANA E ANTI-VIRULÊNCIA IN VITRO DE EXTRATOS HIDROALCOÓLICOS DE Psidium guineense E Psidium cattleyanum CONTRA Staphylococcus aureus MULTIDROGA-RESISTENTE
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Orientador : MARCIA VANUSA DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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MARCIA VANUSA DA SILVA
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MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
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PALOMA MARIA DA SILVA
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Data: 16/03/2026
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Staphylococcus aureus é uma bactéria Gram-positiva, comensal e oportunista, capaz de causar infecções com diferentes níveis de invasividade e gravidade. O tratamento dessas infecções depende da sensibilidade das cepas bacterianas aos antibióticos convencionais; entretanto, o surgimento de mecanismos de resistência e virulência tem comprometido progressivamente sua eficácia, aumentando a patogenicidade bacteriana e dificultando o controle das infecções. Nesse contexto, plantas medicinais vêm sendo investigadas como potenciais fontes de novos compostos bioativos. Psidium guineense e Psidium cattleyanum, duas espécies nativas do Brasil, são conhecidas pelo uso tradicional contra diversas enfermidades, inclusive as associadas à bactérias. Portanto, esse estudo objetivou determinar e quantificar os metabólitos secundários com bioatividade presentes nos extratos hidroalcoólicos dos araçazeiros avaliados e comparar seus respectivos potenciais antimicrobiano, sinérgico com antibióticos e de antivirulência. As folhas foram coletadas em Recife-Pe, secadas em estufa, trituradas em moinho de facas e extraídas por turbólise com água e etanol na proporção de 1:1. O material resultante foi rotaevaporado e liofilizado, gerando extratos em pó utilizados nos ensaios. Uma alíquota seguiu para a caracterização fitoquímica, realizada por Cromatografia de Camada Delgada e Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. Foram realizadas análises da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM) para investigar a atividade antibacteriana e ensaios de curva de crescimento, impacto sinérgico e antivirulência (ação hemolítica e da estafiloxantina), para investigar o mecanismo antibacteriano. O extrato de P. guineense demonstrou a presença de flavonoides, derivados cinâmicos, saponinas e açúcares, enquanto o de P. cattleyanum demonstrou a presença de flavonoides e polifenois. A CIM e a CBM dos dois extratos foram iguais: 256–512 µg/mL e 512–1024 µg/mL, respectivamente. P. guineense conseguiu suprimir o desenvolvimento de isolados resistentes à Ciprofloxacino e Gentamicina e amplificou as ações desses antibióticos, exibindo sinergismo completo ou parcial. Mostrou também uma forte capacidade de diminuir a hemólise (57%; 79,78%) e produção de estafiloxantina (35,76%; 69,05%; 82,60%), ambos mecanismos de virulência significativos. Igualmente, o extrato de P. cattleyanum inibiu o crescimento das cepas resistentes, porém, diferentemente de P. guineense, apresentou ação sinérgica completa com os antibióticos testados. Além disso, também reduziu a produção de estafiloxantina (33%; 76%; 81,40%) e a hemólise (56%; 76,5%; 78%). os extratos avaliados representam alternativas terapêuticas complementares promissoras devido à sua acessibilidade e atividade biológica. A capacidade de inibir isolados resistentes de Staphylococcus aureus, potencializar a eficácia de antibióticos e reduzir mecanismos-chave de virulência destaca seu potencial como fonte de compostos para o desenvolvimento de novas estratégias antimicrobianas.
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Staphylococcus aureus é uma bactéria Gram-positiva, comensal e oportunista, capaz de causar infecções com diferentes níveis de invasividade e gravidade. O tratamento dessas infecções depende da sensibilidade das cepas bacterianas aos antibióticos convencionais; entretanto, o surgimento de mecanismos de resistência e virulência tem comprometido progressivamente sua eficácia, aumentando a patogenicidade bacteriana e dificultando o controle das infecções. Nesse contexto, plantas medicinais vêm sendo investigadas como potenciais fontes de novos compostos bioativos. Psidium guineense e Psidium cattleyanum, duas espécies nativas do Brasil, são conhecidas pelo uso tradicional contra diversas enfermidades, inclusive as associadas à bactérias. Portanto, esse estudo objetivou determinar e quantificar os metabólitos secundários com bioatividade presentes nos extratos hidroalcoólicos dos araçazeiros avaliados e comparar seus respectivos potenciais antimicrobiano, sinérgico com antibióticos e de antivirulência. As folhas foram coletadas em Recife-Pe, secadas em estufa, trituradas em moinho de facas e extraídas por turbólise com água e etanol na proporção de 1:1. O material resultante foi rotaevaporado e liofilizado, gerando extratos em pó utilizados nos ensaios. Uma alíquota seguiu para a caracterização fitoquímica, realizada por Cromatografia de Camada Delgada e Cromatografia Líquida de Alta Eficiência. Foram realizadas análises da Concentração Inibitória Mínima (CIM) e Concentração Bactericida Mínima (CBM) para investigar a atividade antibacteriana e ensaios de curva de crescimento, impacto sinérgico e antivirulência (ação hemolítica e da estafiloxantina), para investigar o mecanismo antibacteriano. O extrato de P. guineense demonstrou a presença de flavonoides, derivados cinâmicos, saponinas e açúcares, enquanto o de P. cattleyanum demonstrou a presença de flavonoides e polifenois. A CIM e a CBM dos dois extratos foram iguais: 256–512 µg/mL e 512–1024 µg/mL, respectivamente. P. guineense conseguiu suprimir o desenvolvimento de isolados resistentes à Ciprofloxacino e Gentamicina e amplificou as ações desses antibióticos, exibindo sinergismo completo ou parcial. Mostrou também uma forte capacidade de diminuir a hemólise (57%; 79,78%) e produção de estafiloxantina (35,76%; 69,05%; 82,60%), ambos mecanismos de virulência significativos. Igualmente, o extrato de P. cattleyanum inibiu o crescimento das cepas resistentes, porém, diferentemente de P. guineense, apresentou ação sinérgica completa com os antibióticos testados. Além disso, também reduziu a produção de estafiloxantina (33%; 76%; 81,40%) e a hemólise (56%; 76,5%; 78%). os extratos avaliados representam alternativas terapêuticas complementares promissoras devido à sua acessibilidade e atividade biológica. A capacidade de inibir isolados resistentes de Staphylococcus aureus, potencializar a eficácia de antibióticos e reduzir mecanismos-chave de virulência destaca seu potencial como fonte de compostos para o desenvolvimento de novas estratégias antimicrobianas.
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PEDRO VICTOR RODRIGUES DA SILVA
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Avaliação do potencial anti-inflamatório do óleo fixo de amêndoas de Syagrus coronata (Mart.) Becc em modelo murino de lesão pulmonar aguda induzida por lipopolissacarídeo.
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Orientador : TERESINHA GONCALVES DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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TERESINHA GONCALVES DA SILVA
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MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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LEUCIO DUARTE VIEIRA FILHO
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Data: 31/03/2026
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A palmeira Syagrus coronata (Mart.) Becc., conhecida popularmente como licuri, está distribuída no Nordeste brasileiro, sendo de grande importância socioeconômica para as comunidades tradicionais. O óleo vegetal extraído de suas amêndoas é rico em ácidos graxos que possuem efeitos farmacológicos, o qual é utilizado na medicina popular para tratar feridas, infecções causadas por fungos, inflamações, dores, entre outras condições, além de possuir valor nutricional agregado. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial anti-inflamatório do óleo fixo de S. coronata em modelo murino de lesão pulmonar aguda induzida por lipopolissacarídeo (LPS). A atividade anti-inflamatória foi avaliada em modelo experimetal de lesão pulmonar aguda induzida por LPS (2 mg/kg) por via intratraqueal em camundongos BALB/c. Os animais foram tratados com as doses de 50,100 e 200 mg/kg do óleo fixo e a dexametasona (5 mg/kg) foi usada como controle positivo. Ao verificar a atividade anti-inflamatória, o óleo inibiu em até 67,6% a migração de leucócitos, bem como reduziu significativamente os níveis da enzima mieloperoxidase nas três doses avaliadas. A histologia dos pulmões revelou a presença de focos hemorrágicos e destruição dos alvéolos no grupo LPS e uma melhora destes aspectos nos grupos tratados com o óleo. Na avaliação da imunorreatividade de F4/80 e COX-2 no tecido pulmonar, as três doses não apresentaram diferença entre si, no entanto, todas reduziram de forma signicativa as marcações de ambas as proteínas, em relação ao grupo LPS. Os resultados das expressões protéicas de NF-κB, iNOS e TNF-α revelaram uma redução significativa desses marcadores apenas na dose de 200 mg/kg do óleo. Em contrapartida, a expressão protéica de COX-2 revelou um comportamento diferente para a dose intermediária, ou seja, o efeito farmacológico de redução protéica foi evidenciado apenas nas doses de 50 e 200 mg/kg, já na dose de 100 mg/kg não houve diferença significativa em relação ao grupo LPS. Conclui-se que o óleo fixo de S. coronata demonstrou potencial anti- inflamatório no modelo de lesão pulmonar aguda induzida por LPS, especialmente com a dose de 200 mg/kg que apontou reversão do processo inflamatório em todos os parâmetros avaliados.
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A palmeira Syagrus coronata (Mart.) Becc., conhecida popularmente como licuri, está distribuída no Nordeste brasileiro, sendo de grande importância socioeconômica para as comunidades tradicionais. O óleo vegetal extraído de suas amêndoas é rico em ácidos graxos que possuem efeitos farmacológicos, o qual é utilizado na medicina popular para tratar feridas, infecções causadas por fungos, inflamações, dores, entre outras condições, além de possuir valor nutricional agregado. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial anti-inflamatório do óleo fixo de S. coronata em modelo murino de lesão pulmonar aguda induzida por lipopolissacarídeo (LPS). A atividade anti-inflamatória foi avaliada em modelo experimetal de lesão pulmonar aguda induzida por LPS (2 mg/kg) por via intratraqueal em camundongos BALB/c. Os animais foram tratados com as doses de 50,100 e 200 mg/kg do óleo fixo e a dexametasona (5 mg/kg) foi usada como controle positivo. Ao verificar a atividade anti-inflamatória, o óleo inibiu em até 67,6% a migração de leucócitos, bem como reduziu significativamente os níveis da enzima mieloperoxidase nas três doses avaliadas. A histologia dos pulmões revelou a presença de focos hemorrágicos e destruição dos alvéolos no grupo LPS e uma melhora destes aspectos nos grupos tratados com o óleo. Na avaliação da imunorreatividade de F4/80 e COX-2 no tecido pulmonar, as três doses não apresentaram diferença entre si, no entanto, todas reduziram de forma signicativa as marcações de ambas as proteínas, em relação ao grupo LPS. Os resultados das expressões protéicas de NF-κB, iNOS e TNF-α revelaram uma redução significativa desses marcadores apenas na dose de 200 mg/kg do óleo. Em contrapartida, a expressão protéica de COX-2 revelou um comportamento diferente para a dose intermediária, ou seja, o efeito farmacológico de redução protéica foi evidenciado apenas nas doses de 50 e 200 mg/kg, já na dose de 100 mg/kg não houve diferença significativa em relação ao grupo LPS. Conclui-se que o óleo fixo de S. coronata demonstrou potencial anti- inflamatório no modelo de lesão pulmonar aguda induzida por LPS, especialmente com a dose de 200 mg/kg que apontou reversão do processo inflamatório em todos os parâmetros avaliados.
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MIRELLA MARIA RIBEIRO PINTO
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ATIVIDADES ANTIBACTERIANA E ANTIBIOFILME DE GEOPRÓPOLIS PRODUZIDOS POR Melipona scutellaris (Latreille, 1811) EM DIFERENTES AMBIENTES: ÁREA CONSERVADA DE MATA ATLÂNTICA, SISTEMA AGROFLORESTAL EXPERIMENTAL E MELIPONÁRIO URBANO
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Orientador : THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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MEMBROS DA BANCA :
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THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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DARCLET TERESINHA MALERBO DE SOUZA
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PATRYCK ÉRMERSON MONTEIRO DOS SANTOS
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Data: 17/04/2026
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A resistência antimicrobiana está associada a milhões de mortes anuais em todo o mundo, especialmente em infecções causadas por bactérias formadoras de biofilme, que apresentam maior tolerância a tratamentos convencionais. Nesse contexto, a geoprópolis de abelhas sem ferrão tem despertado interesse científico devido à sua complexa composição química e relevante potencial antimicrobiano. O presente estudo teve como objetivo avaliar a constituição química e as atividades antibacteriana e antibiofilme de extratos etanólicos de geoprópolis (EEGP) de Melipona scutellaris, coletadas em três ambientes distintos: meliponário próximo à Unidade de Conservação (UC), meliponário residencial em área urbana (URB) e meliponário instalado em Sistema Agroflorestal Experimental (SAFE). As amostras foram denominadas EEGPUC, EEGPURB e EEGPSAFE, respectivamente, e tiveram sua composição química avaliada por cromatografia em camada delgada (CCD). A atividade antimicrobiana contra Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Enterococcus faecalis foi avaliada por ensaios de microdiluição (determinação das concentrações mínimas capazes de inibir 50% ou 90% do crescimento bacteriano, CMI50 e CMI90), curvas de crescimento bacteriano, viabilidade celular e ensaio antibiofilme (determinação da concentração mínima capaz de reduzir em pelo menos 50% a formação de biofilme, CMIB). EEGPURB apresentou compostos exclusivos, como derivados cinâmicos, enquanto EEGPUC e EEGPSAFE apresentaram taninos e outros compostos fenólicos. Flavonoides, terpenos e saponinas foram identificados nos três extratos. Todos os extratos demonstraram atividade frente a bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. EEGPUC e EEGPURB apresentaram maior potência antibacteriana, com CMI90 de 60 µg/mL para todas as cepas avaliadas. EEGPSAFE apresentou CMI50 variando entre <60 e 250 µg/mL e CMI90 entre 60 e 500 µg/mL, indicando menor potência relativa em comparação aos demais extratos. A análise de cinética de crescimento e de viabilidade celular foi realizada exclusivamente com o EEGPSAFE já que os demais apresentaram forte atividade inibitória já na menor concentração testada (CMI90). As curvas de crescimento confirmaram efeito inibitório significativo do EEGPSAFE a partir de 4–6 horas de incubação. EEGPSAFE reduziu a viabilidade em até 13,3% (S. aureus), 12,7% (P. aeruginosa) e 10,3% (E. faecalis) na CMI50. Na avaliação antibiofilme, os valores de CMIB variaram entre 125 e 4000 µg/mL, com maior eficácia para EEGPURB, seguido de EEGPUC e EEGPSAFE. Em conclusão, todos os extratos apresentaram potencial antibacteriano e antibiofilme, com destaque para EEGPUC e EEGPURB na atividade sobre células planctônicas e para EEGPURB na inibição de biofilmes. Os resultados indicam influência do ambiente de coleta sobre a bioatividade, sem relação linear com o grau de conservação, sugerindo a atuação de fatores florísticos e do comportamento de forrageamento das abelhas na composição química e funcional da geoprópolis.
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A resistência antimicrobiana está associada a milhões de mortes anuais em todo o mundo, especialmente em infecções causadas por bactérias formadoras de biofilme, que apresentam maior tolerância a tratamentos convencionais. Nesse contexto, a geoprópolis de abelhas sem ferrão tem despertado interesse científico devido à sua complexa composição química e relevante potencial antimicrobiano. O presente estudo teve como objetivo avaliar a constituição química e as atividades antibacteriana e antibiofilme de extratos etanólicos de geoprópolis (EEGP) de Melipona scutellaris, coletadas em três ambientes distintos: meliponário próximo à Unidade de Conservação (UC), meliponário residencial em área urbana (URB) e meliponário instalado em Sistema Agroflorestal Experimental (SAFE). As amostras foram denominadas EEGPUC, EEGPURB e EEGPSAFE, respectivamente, e tiveram sua composição química avaliada por cromatografia em camada delgada (CCD). A atividade antimicrobiana contra Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Enterococcus faecalis foi avaliada por ensaios de microdiluição (determinação das concentrações mínimas capazes de inibir 50% ou 90% do crescimento bacteriano, CMI50 e CMI90), curvas de crescimento bacteriano, viabilidade celular e ensaio antibiofilme (determinação da concentração mínima capaz de reduzir em pelo menos 50% a formação de biofilme, CMIB). EEGPURB apresentou compostos exclusivos, como derivados cinâmicos, enquanto EEGPUC e EEGPSAFE apresentaram taninos e outros compostos fenólicos. Flavonoides, terpenos e saponinas foram identificados nos três extratos. Todos os extratos demonstraram atividade frente a bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. EEGPUC e EEGPURB apresentaram maior potência antibacteriana, com CMI90 de 60 µg/mL para todas as cepas avaliadas. EEGPSAFE apresentou CMI50 variando entre <60 e 250 µg/mL e CMI90 entre 60 e 500 µg/mL, indicando menor potência relativa em comparação aos demais extratos. A análise de cinética de crescimento e de viabilidade celular foi realizada exclusivamente com o EEGPSAFE já que os demais apresentaram forte atividade inibitória já na menor concentração testada (CMI90). As curvas de crescimento confirmaram efeito inibitório significativo do EEGPSAFE a partir de 4–6 horas de incubação. EEGPSAFE reduziu a viabilidade em até 13,3% (S. aureus), 12,7% (P. aeruginosa) e 10,3% (E. faecalis) na CMI50. Na avaliação antibiofilme, os valores de CMIB variaram entre 125 e 4000 µg/mL, com maior eficácia para EEGPURB, seguido de EEGPUC e EEGPSAFE. Em conclusão, todos os extratos apresentaram potencial antibacteriano e antibiofilme, com destaque para EEGPUC e EEGPURB na atividade sobre células planctônicas e para EEGPURB na inibição de biofilmes. Os resultados indicam influência do ambiente de coleta sobre a bioatividade, sem relação linear com o grau de conservação, sugerindo a atuação de fatores florísticos e do comportamento de forrageamento das abelhas na composição química e funcional da geoprópolis.
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JADE MARTINI QUINTAS
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AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES ANTIOXIDANTE, CICATRIZANTE E ANTIBACTERIANA DO EXTRATO HIDROETANÓLICO DA FOLHA DE Plinia cauliflora (Mart.) Kausel
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Orientador : THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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MEMBROS DA BANCA :
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AMANDA DE OLIVEIRA MARINHO
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THAMARAH DE ALBUQUERQUE LIMA
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THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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Data: 25/05/2026
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O uso de plantas medicinais tem despertado crescente interesse científico devido ao seu potencial terapêutico, associado principalmente à presença de metabólitos secundários com propriedades antioxidantes, antimicrobianas e cicatrizantes. Essas propriedades são especialmente relevantes no processo de reparo tecidual, uma vez que o excesso de espécies reativas de oxigênio e a presença de microrganismos multirresistentes podem retardar a cicatrização e agravar lesões. Nesse sentido, a busca por compostos naturais capazes de reduzir o estresse oxidativo e controlar infecções microbianas torna-se fundamental para o desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas. Nesse contexto, Plinia cauliflora (jabuticabeira), nativa da Mata Atlântica, destaca-se pelo potencial biológico e uso tradicional no tratamento de enfermidades e cicatrização de feridas. O objetivo desse estudo foi avaliar as atividades antioxidante, cicatrizante e antibacteriana de extrato hidroetanólico das folhas de P. cauliflora. O extrato foi obtido por turboextração em solução hidroetanólica (50%) e secagem em spray dryer. A caracterização química foi realizada por Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e Líquida de Alta Eficiência (CLAE/HPLC), além da dosagem de fenóis totais e flavonoides. A atividade antioxidante foi testada pelos métodos de eliminação dos radicais ABTS+ e DPPH e determinação da capacidade antioxidante total (CAT). A atividade cicatrizante foi avaliada in vivo em camundongos Swiss, analisando-se a área da lesão, histopatologia e níveis séricos de citocinas (IL-2, 4, 6, 10, 17, IFN-γ e TNF). A atividade antibacteriana incluiu a determinação da Concentração Mínima Inibitória (CIM) e potencial antibiofilme. A análise fitoquímica revelou a presença de flavonoides, derivados cinâmicos e taninos hidrolisáveis, com destaque para a identificação de miricitrina e ácido elágico. O extrato apresentou alto teor de fenóis totais (390,0 mgEAG/g) e atividade antioxidante, com valores de CI50 de 99,2, 114,2 e 684,4 μg/mL nos ensaios de DPPH, ABTS+ e CAT, respectivamente. No modelo de cicatrização, o tratamento com EH acelerou as fases iniciais da cicatrização, promovendo modulação da resposta inflamatória, redução da área das feridas e melhor organização histológica do tecido reparado. Quanto à atividade antibacteriana, o extrato atividade inibitória contra Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Enterococcus faecalis, com CMI de 0,5, 0,06 e 0,06 mg/mL, respectivamente. O extrato inibiu a formação do biofilme de S. aureus em 63,26% (0,06 mg/mL) e de E. faecalis em 53,07% (0,06 mg/mL). Em conclusão, o extrato hidroetanólico das folhas de P. cauliflora possui um perfil fitoquímico rico em compostos fenólicos, potencial antioxidante, antimicrobiano e cicatrizante, consolidando a espécie como uma promissora fonte de compostos bioativos para o tratamento de feridas cutâneas.
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O uso de plantas medicinais tem despertado crescente interesse científico devido ao seu potencial terapêutico, associado principalmente à presença de metabólitos secundários com propriedades antioxidantes, antimicrobianas e cicatrizantes. Essas propriedades são especialmente relevantes no processo de reparo tecidual, uma vez que o excesso de espécies reativas de oxigênio e a presença de microrganismos multirresistentes podem retardar a cicatrização e agravar lesões. Nesse sentido, a busca por compostos naturais capazes de reduzir o estresse oxidativo e controlar infecções microbianas torna-se fundamental para o desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas. Nesse contexto, Plinia cauliflora (jabuticabeira), nativa da Mata Atlântica, destaca-se pelo potencial biológico e uso tradicional no tratamento de enfermidades e cicatrização de feridas. O objetivo desse estudo foi avaliar as atividades antioxidante, cicatrizante e antibacteriana de extrato hidroetanólico das folhas de P. cauliflora. O extrato foi obtido por turboextração em solução hidroetanólica (50%) e secagem em spray dryer. A caracterização química foi realizada por Cromatografia em Camada Delgada (CCD) e Líquida de Alta Eficiência (CLAE/HPLC), além da dosagem de fenóis totais e flavonoides. A atividade antioxidante foi testada pelos métodos de eliminação dos radicais ABTS+ e DPPH e determinação da capacidade antioxidante total (CAT). A atividade cicatrizante foi avaliada in vivo em camundongos Swiss, analisando-se a área da lesão, histopatologia e níveis séricos de citocinas (IL-2, 4, 6, 10, 17, IFN-γ e TNF). A atividade antibacteriana incluiu a determinação da Concentração Mínima Inibitória (CIM) e potencial antibiofilme. A análise fitoquímica revelou a presença de flavonoides, derivados cinâmicos e taninos hidrolisáveis, com destaque para a identificação de miricitrina e ácido elágico. O extrato apresentou alto teor de fenóis totais (390,0 mgEAG/g) e atividade antioxidante, com valores de CI50 de 99,2, 114,2 e 684,4 μg/mL nos ensaios de DPPH, ABTS+ e CAT, respectivamente. No modelo de cicatrização, o tratamento com EH acelerou as fases iniciais da cicatrização, promovendo modulação da resposta inflamatória, redução da área das feridas e melhor organização histológica do tecido reparado. Quanto à atividade antibacteriana, o extrato atividade inibitória contra Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Enterococcus faecalis, com CMI de 0,5, 0,06 e 0,06 mg/mL, respectivamente. O extrato inibiu a formação do biofilme de S. aureus em 63,26% (0,06 mg/mL) e de E. faecalis em 53,07% (0,06 mg/mL). Em conclusão, o extrato hidroetanólico das folhas de P. cauliflora possui um perfil fitoquímico rico em compostos fenólicos, potencial antioxidante, antimicrobiano e cicatrizante, consolidando a espécie como uma promissora fonte de compostos bioativos para o tratamento de feridas cutâneas.
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BIANCA DE LIMA XAVIER GOMES
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DESENVOLVIMENTO DE BIOSSENSOR ELETROQUÍMICO ENZIMÁTICO PARA DETECÇÃO DO LACTATO EM QUADROS DE SEPSE
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Orientador : ROSA AMALIA FIREMAN DUTRA
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MEMBROS DA BANCA :
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ANNA PAULA DE OLIVEIRA SOUZA
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ROSA AMALIA FIREMAN DUTRA
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THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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Data: 29/05/2026
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A sepse constitui uma das principais causas de mortalidade global, sendo responsável por aproximadamente 1 a cada 5 mortes por ano, e 30% dos pacientes com sepse evoluem para óbito. Em países que apresentam recursos limitados em saúde, essas taxas podem aumentar; no Brasil, a letalidade por sepse está estimada em 50%. A redução desses indicadores depende principalmente de diagnóstico precoce e tratamento rápido, especialmente nas primeiras horas. A dosagem do lactato é amplamente utilizada, pois a elevação está associada à hipoperfusão tecidual, inflamação sistêmica etc. Propôs-se aqui um biossensor eletroquímico a partir da lactato oxidase (LOX) imobilizada sobre óxido de grafeno carboxilado montado a um filme de polietilenodiamina (PEDA). O PEDA foi obtido por eletropolimerização do etilenodiamina EDA, aplicando-se 8 ciclos voltamétricos em faixa de potencial entre -0,2 e 1,2 V. Para eletropolimerização, foram investigados diferentes solventes, incluindo meio aquoso, hidroalcoólico e acetonitrila/água, bem como diferentes condições de pH, com o objetivo de obter uma camada fina e uniforme para ligação covalente com o óxido de grafeno carboxilado (GO-COOH). Os eletrodos modificados foram caracterizados por voltametria cíclica, espectroscopia de impedância eletroquímica, microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia por energia dispersiva. As respostas analíticas do biossensor ao lactato foram analisadas em tampão fosfato pH 6, pH ótimo da enzima, mostrando respostas lineares até 26 mM e limite de detecção de 0,6 mM de lactato. A sensibilidade corrente relativa do sensor na faixa de 2 a 8 mM foi de 7,7 %/mM, enquanto entre 8 e 26 mM foi de 5,72 %/mM. Em pH fisiológico, a resposta apresentou faixa linear entre 2 e 10 mM, com sensibilidade de 6,5%/mM. Esses resultados indicaram que a plataforma desenvolvida apresenta potencial para detecção eletroquímica de lactato em concentrações clinicamente relevantes, assim contribuindo para aplicação em estratégias de monitoramento contínuo de pacientes com sepse, visto que as respostas analíticas encontram-se em limiares de faixa clínica de avaliação da sepsemia.
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A sepse constitui uma das principais causas de mortalidade global, sendo responsável por aproximadamente 1 a cada 5 mortes por ano, e 30% dos pacientes com sepse evoluem para óbito. Em países que apresentam recursos limitados em saúde, essas taxas podem aumentar; no Brasil, a letalidade por sepse está estimada em 50%. A redução desses indicadores depende principalmente de diagnóstico precoce e tratamento rápido, especialmente nas primeiras horas. A dosagem do lactato é amplamente utilizada, pois a elevação está associada à hipoperfusão tecidual, inflamação sistêmica etc. Propôs-se aqui um biossensor eletroquímico a partir da lactato oxidase (LOX) imobilizada sobre óxido de grafeno carboxilado montado a um filme de polietilenodiamina (PEDA). O PEDA foi obtido por eletropolimerização do etilenodiamina EDA, aplicando-se 8 ciclos voltamétricos em faixa de potencial entre -0,2 e 1,2 V. Para eletropolimerização, foram investigados diferentes solventes, incluindo meio aquoso, hidroalcoólico e acetonitrila/água, bem como diferentes condições de pH, com o objetivo de obter uma camada fina e uniforme para ligação covalente com o óxido de grafeno carboxilado (GO-COOH). Os eletrodos modificados foram caracterizados por voltametria cíclica, espectroscopia de impedância eletroquímica, microscopia eletrônica de varredura e espectroscopia por energia dispersiva. As respostas analíticas do biossensor ao lactato foram analisadas em tampão fosfato pH 6, pH ótimo da enzima, mostrando respostas lineares até 26 mM e limite de detecção de 0,6 mM de lactato. A sensibilidade corrente relativa do sensor na faixa de 2 a 8 mM foi de 7,7 %/mM, enquanto entre 8 e 26 mM foi de 5,72 %/mM. Em pH fisiológico, a resposta apresentou faixa linear entre 2 e 10 mM, com sensibilidade de 6,5%/mM. Esses resultados indicaram que a plataforma desenvolvida apresenta potencial para detecção eletroquímica de lactato em concentrações clinicamente relevantes, assim contribuindo para aplicação em estratégias de monitoramento contínuo de pacientes com sepse, visto que as respostas analíticas encontram-se em limiares de faixa clínica de avaliação da sepsemia.
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GABRIEL JOSE MATTOS LEÃO
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Correlação Entre a Mutação BRAF(V600) e a Expressão da Metaloproteinase da Matriz 14 e p16(INK4a) em Carcinoma Papilífero de Tireoide
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Orientador : JACINTO DA COSTA SILVA NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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ANNA JESSICA DUARTE SILVA
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JACINTO DA COSTA SILVA NETO
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LARISSA SILVA DE MACÊDO
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Data: 13/07/2026
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Mundialmente, o câncer de tireoide (CT) é o sétimo mais incidente e o vigésimo-quarto mais mortal. O carcinoma papilífero de tireoide (CPT) corresponde a cerca de 90% dos casos de CT, sendo, em geral, bem diferenciado e de bom prognóstico. Alguns CPTs, contudo, podem apresentar perfis clínico-patológicos mais agressivos, com avançados estágios tumorais e piores prognósticos. Supõe-se que as mutações BRAF(V600), em especial a V600E, que acomete cerca de 25% a 82% dos casos de CPT, estejam envolvidas com o risco de invasão tumoral e metástase, o que leva à necessidade de se detectar marcadores potencialmente associados à BRAF(V600). Dentre os prováveis, destacam-se as metaloproteinases da matriz (MMPs), como a MMP-14, envolvida na degradação e remodelamento da matriz tecidual, e a proteína p16(INK4a), importante supressora tumoral e reguladora do ciclo celular. Logo, este estudo buscou analisar as expressões de MMP-14 e p16(INK4a), correlacionado-as à presença da mutação BRAF(V600), a padrões de densidade de colágeno e aos dados clínico-patológicos. Houveram diferenças significativas nas expressões de MMP-14 e p16(INK4a), por imuno-histoquímica (IHQ), entre área tumoral e tecido tireoidiano saudável adjacente (p < 0,0001 em ambas). Para a densidade de colágeno, analisada após coloração por Tricrômico de Masson, também houveram diferenças significativas entre áreas tumorais e adjacentes (p < 0,0001). MMP-14 e p16(INK4a) também destacaram-se como biomarcadores de CPT, com ótima distinção entre tumor e tecido saudável (p < 0,0001, AUC = 0,9064, sensibilidade = 84,09%, especificidade = 82,95% e p < 0,0001, AUC = 0,9653, sensibilidade = 92,05% e especificidade = 89,77%, respectivamente). A mutação BRAF(V600) apresentou associação significativa à expressão de p16(INK4a) (p = 0,0320) e à parte dos dados clínico-patológicos, embora não à expressão de MMP-14 (p = 0,1245) ou ao colágeno tumoral (p = 0,4067). Esses resultados demonstram o potencial de p16(INK4a) como biomarcador de progressão tumoral e diagnóstico diferencial de CPTs com mutação BRAF(V600), embora análises mais minuciosas tanto para p16(INK4a) quanto para MMP-14 sejam necessárias para validar os achados deste estudo e elucidar mais assertivamente o real impacto desses biomarcadores sobre o CPT.
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Mundialmente, o câncer de tireoide (CT) é o sétimo mais incidente e o vigésimo-quarto mais mortal. O carcinoma papilífero de tireoide (CPT) corresponde a cerca de 90% dos casos de CT, sendo, em geral, bem diferenciado e de bom prognóstico. Alguns CPTs, contudo, podem apresentar perfis clínico-patológicos mais agressivos, com avançados estágios tumorais e piores prognósticos. Supõe-se que as mutações BRAF(V600), em especial a V600E, que acomete cerca de 25% a 82% dos casos de CPT, estejam envolvidas com o risco de invasão tumoral e metástase, o que leva à necessidade de se detectar marcadores potencialmente associados à BRAF(V600). Dentre os prováveis, destacam-se as metaloproteinases da matriz (MMPs), como a MMP-14, envolvida na degradação e remodelamento da matriz tecidual, e a proteína p16(INK4a), importante supressora tumoral e reguladora do ciclo celular. Logo, este estudo buscou analisar as expressões de MMP-14 e p16(INK4a), correlacionado-as à presença da mutação BRAF(V600), a padrões de densidade de colágeno e aos dados clínico-patológicos. Houveram diferenças significativas nas expressões de MMP-14 e p16(INK4a), por imuno-histoquímica (IHQ), entre área tumoral e tecido tireoidiano saudável adjacente (p < 0,0001 em ambas). Para a densidade de colágeno, analisada após coloração por Tricrômico de Masson, também houveram diferenças significativas entre áreas tumorais e adjacentes (p < 0,0001). MMP-14 e p16(INK4a) também destacaram-se como biomarcadores de CPT, com ótima distinção entre tumor e tecido saudável (p < 0,0001, AUC = 0,9064, sensibilidade = 84,09%, especificidade = 82,95% e p < 0,0001, AUC = 0,9653, sensibilidade = 92,05% e especificidade = 89,77%, respectivamente). A mutação BRAF(V600) apresentou associação significativa à expressão de p16(INK4a) (p = 0,0320) e à parte dos dados clínico-patológicos, embora não à expressão de MMP-14 (p = 0,1245) ou ao colágeno tumoral (p = 0,4067). Esses resultados demonstram o potencial de p16(INK4a) como biomarcador de progressão tumoral e diagnóstico diferencial de CPTs com mutação BRAF(V600), embora análises mais minuciosas tanto para p16(INK4a) quanto para MMP-14 sejam necessárias para validar os achados deste estudo e elucidar mais assertivamente o real impacto desses biomarcadores sobre o CPT.
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LAÍS RUANITA LEOPOLDINA GALVÃO
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AVALIAÇÃO DO EFEITO FOTOPROTETOR E ANTIOXIDANTE DOS EXTRATOS DO RESÍDUO DE Syagrus coronata (Mart.) Becc PARA MITIGAÇÃO DO ENVELHECIMENTO DA PELE
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Orientador : MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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MEMBROS DA BANCA :
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IRIVANIA FIDELIS DA SILVA AGUIAR
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MARCIA VANUSA DA SILVA
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MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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Data: 29/07/2026
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O processo de envelhecimento da pele é intensificado por influências extrínsecas e intrínsecas, como a radiação ultravioleta e os radicais livres, impulsionando a investigação de constituintes bioativos de origem natural. Espécies da Caatinga, como Syagrus coronata (Mart.) Becc., apresentam um arsenal metabólico único e relevância etnofarmacológica consolidada. No entanto, a aplicação biotecnológica de seus subprodutos industriais no setor cosmético permanece completamente inexplorada, limitando o potencial inovador dessa matriz vegetal. Para solucionar essa lacuna, o presente trabalho propõe elucidar o perfil fitoquímico, bem como avaliar o potencial fotoprotetor, antioxidante, antienvelhecimento e o perfil de segurança das frações derivadas do resíduo de Syagrus coronata, com foco em sua viabilidade para formulações dermocosméticas. Metodologicamente, procedeu-se à extração sequencial dos compostos químicos do resíduo empregando-se solventes em ordem crescente de polaridade: hexano (Sc-Hex), acetato de etila (Sc-Aet), metanol (Sc-Met) e etanol (Sc-Et). A quantificação de compostos fenólicos totais e flavonoides constituiu a base para a identificação fitoquímica. A capacidade antioxidante foi avaliada pelos ensaios de ABTS, DPPH e CAT, juntamente com a quantificação in vitro do Fator de Proteção Solar (FPS) através do método descrito por Mansur com adaptações. A atividade antienvelhecimento foi determinada mediante testes de inibição da enzima colagenase, enquanto a segurança celular foi avaliada pelos ensaios de hemólise oxidativa e citotoxicidade (MTT). Os resultados evidenciaram que os extratos de maior polaridade concentraram os maiores teores de compostos fenólicos, exibindo 149,95 ± 0,57 mg/g (Sc-Et) e 117,22 ± 0,78 mg/g (Sc-Met). Em relação aos flavonoides, registraram-se valores de 32,20 ± 0,51 mg/g (Sc-Et) e 21,11 ± 0,66 mg/g (Sc-Met). O Sc-Et demonstrou a capacidade antioxidante mais expressiva, comprovada através dos menores valores de IC50 nos testes DPPH (372,20 μg/mL), CAT (978,25 μg/mL) e ABTS (351,30 μg/mL). Na avaliação fotoprotetora, os extratos polares atingiram FPS de 23,10 (Sc-Et) e 21,96 (Sc-Met), superando significativamente o mínimo exigido pela ANVISA (FPS ≥ 6) para produtos fotoprotetores. Constatou-se inibição discreta da colagenase em todas as amostras, com destaque para o Sc-Aet (13,70%) e o Sc-Met (11,69%). O ensaio de hemólise revelou que as frações Sc-Hex, Sc-Aet e Sc-Et conferiram proteção celular de até 63% por um período de seis horas. A avaliação de citotoxicidade pelo teste MTT demonstrou um perfil de segurança biológica adequado para as concentrações analisadas, exibindo viabilidade celular moderada e baixa citotoxicidade, com valores de IC50 determinados para os fibroblastos L929 de 367,4 µg/mL (Sc - Met), 392,8 µg/mL (Sc - Et), 474,3 µg/mL (Sc - Aet) e 293,9 µg/mL (Sc - Hex). Simultaneamente, o ensaio com a linhagem de macrófagos RAW 264.7 indicou concentrações inibitórias de 116,7 µg/mL (Sc - Met), 131,9 µg/mL (Sc - Et), 133,5 µg/mL (Sc - Aet) e 103,3 µg/mL (Sc - Hex). Conclui-se que os extratos possuem elevado potencial biológico e segurança, viabilizando-os como ingredientes ativos sustentáveis para novas formulações dermocosméticas antienvelhecimento.
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O processo de envelhecimento da pele é intensificado por influências extrínsecas e intrínsecas, como a radiação ultravioleta e os radicais livres, impulsionando a investigação de constituintes bioativos de origem natural. Espécies da Caatinga, como Syagrus coronata (Mart.) Becc., apresentam um arsenal metabólico único e relevância etnofarmacológica consolidada. No entanto, a aplicação biotecnológica de seus subprodutos industriais no setor cosmético permanece completamente inexplorada, limitando o potencial inovador dessa matriz vegetal. Para solucionar essa lacuna, o presente trabalho propõe elucidar o perfil fitoquímico, bem como avaliar o potencial fotoprotetor, antioxidante, antienvelhecimento e o perfil de segurança das frações derivadas do resíduo de Syagrus coronata, com foco em sua viabilidade para formulações dermocosméticas. Metodologicamente, procedeu-se à extração sequencial dos compostos químicos do resíduo empregando-se solventes em ordem crescente de polaridade: hexano (Sc-Hex), acetato de etila (Sc-Aet), metanol (Sc-Met) e etanol (Sc-Et). A quantificação de compostos fenólicos totais e flavonoides constituiu a base para a identificação fitoquímica. A capacidade antioxidante foi avaliada pelos ensaios de ABTS, DPPH e CAT, juntamente com a quantificação in vitro do Fator de Proteção Solar (FPS) através do método descrito por Mansur com adaptações. A atividade antienvelhecimento foi determinada mediante testes de inibição da enzima colagenase, enquanto a segurança celular foi avaliada pelos ensaios de hemólise oxidativa e citotoxicidade (MTT). Os resultados evidenciaram que os extratos de maior polaridade concentraram os maiores teores de compostos fenólicos, exibindo 149,95 ± 0,57 mg/g (Sc-Et) e 117,22 ± 0,78 mg/g (Sc-Met). Em relação aos flavonoides, registraram-se valores de 32,20 ± 0,51 mg/g (Sc-Et) e 21,11 ± 0,66 mg/g (Sc-Met). O Sc-Et demonstrou a capacidade antioxidante mais expressiva, comprovada através dos menores valores de IC50 nos testes DPPH (372,20 μg/mL), CAT (978,25 μg/mL) e ABTS (351,30 μg/mL). Na avaliação fotoprotetora, os extratos polares atingiram FPS de 23,10 (Sc-Et) e 21,96 (Sc-Met), superando significativamente o mínimo exigido pela ANVISA (FPS ≥ 6) para produtos fotoprotetores. Constatou-se inibição discreta da colagenase em todas as amostras, com destaque para o Sc-Aet (13,70%) e o Sc-Met (11,69%). O ensaio de hemólise revelou que as frações Sc-Hex, Sc-Aet e Sc-Et conferiram proteção celular de até 63% por um período de seis horas. A avaliação de citotoxicidade pelo teste MTT demonstrou um perfil de segurança biológica adequado para as concentrações analisadas, exibindo viabilidade celular moderada e baixa citotoxicidade, com valores de IC50 determinados para os fibroblastos L929 de 367,4 µg/mL (Sc - Met), 392,8 µg/mL (Sc - Et), 474,3 µg/mL (Sc - Aet) e 293,9 µg/mL (Sc - Hex). Simultaneamente, o ensaio com a linhagem de macrófagos RAW 264.7 indicou concentrações inibitórias de 116,7 µg/mL (Sc - Met), 131,9 µg/mL (Sc - Et), 133,5 µg/mL (Sc - Aet) e 103,3 µg/mL (Sc - Hex). Conclui-se que os extratos possuem elevado potencial biológico e segurança, viabilizando-os como ingredientes ativos sustentáveis para novas formulações dermocosméticas antienvelhecimento.
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MAYZA JENNIFER DA SILVA GOMES
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DESENVOLVIMENTO DE NANOBIOELETRODOS BASEADOS EM FILME NANOESTRUTURADO DE POLIPIRROL E LECTINAS PARA DETECÇÃO DE ARBOVIROSES
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Orientador : MARIA DANIELLY LIMA DE OLIVEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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MARIA DANIELLY LIMA DE OLIVEIRA
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MICHELLY CRISTINY PEREIRA
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THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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Data: 30/07/2026
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As arboviroses constituem um importante problema de saúde pública mundial, especialmente em regiões tropicais e subtropicais, devido à ampla distribuição de seus vetores e à cocirculação dos vírus da dengue (DENV), Zika (ZIKV), chikungunya (CHIKV) e febre amarela (YFV). A elevada similaridade entre as manifestações clínicas dessas infecções dificulta o diagnóstico diferencial, tornando necessária a busca por metodologias rápidas, sensíveis e específicas que complementem ou superem as limitações dos métodos convencionais. Os biossensores vêm se destacando como uma alternativa promissora por serem sensíveis e de baixo custo, especialmente quando combinados com nanomateriais. Nesse contexto, esta dissertação propôs o desenvolvimento de plataformas biossensoras eletroquímicas baseadas no reconhecimento de glicanos virais por lectinas. Inicialmente, foi desenvolvido um biossensor sobre eletrodo convencional de ouro, constituído por filme de polipirrol (PPy), nanopartículas de ouro (AuNPs) e a lectina Bandeiraea simplicifolia I (BS-I). Posteriormente, foi desenvolvida uma plataforma flexível baseada em eletrodos de óxido de índio dopado com estanho (ITO) modificados com PPy, pontos quânticos de grafeno (Graphene Quantum Dots – GQDs) e funcionalizados com as lectinas BS-I e Wheat Germ Agglutinin (WGA). As plataformas foram caracterizadas por espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), espectroscopia de absorção no ultravioleta-visível (UV-Vis), espalhamento dinâmico de luz (DLS), potencial zeta, voltametria cíclica (VC), espectroscopia de impedância eletroquímica (EIE) e microscopia de força atômica (AFM), confirmando a formação dos nanomateriais e a construção dos nanobioeletrodos. Os biossensores foram avaliados utilizando vírus inativados em diferentes concentrações, apresentando resposta eletroquímica proporcional ao aumento da concentração viral e elevada seletividade frente a potenciais interferentes. A plataforma baseada em AuNPs/BS-I apresentou limite de detecção de 7,10 × 10⁻⁵ PFU mL⁻¹ e limite de quantificação de 6,10 × 10⁻⁴ PFU mL⁻¹, enquanto a plataforma flexível baseada em GQDs e lectinas BS-I e WGA, demonstrou elevada sensibilidade e estabilidade, permitindo a diferenciação de DENV, CHIKV e YFV por meio de seus perfis de glicosilação. Os resultados evidenciam o potencial dessas plataformas para o desenvolvimento de dispositivos rápidos, seletivos, de baixo custo e com elevada aplicabilidade no diagnóstico diferencial de arboviroses.
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As arboviroses constituem um importante problema de saúde pública mundial, especialmente em regiões tropicais e subtropicais, devido à ampla distribuição de seus vetores e à cocirculação dos vírus da dengue (DENV), Zika (ZIKV), chikungunya (CHIKV) e febre amarela (YFV). A elevada similaridade entre as manifestações clínicas dessas infecções dificulta o diagnóstico diferencial, tornando necessária a busca por metodologias rápidas, sensíveis e específicas que complementem ou superem as limitações dos métodos convencionais. Os biossensores vêm se destacando como uma alternativa promissora por serem sensíveis e de baixo custo, especialmente quando combinados com nanomateriais. Nesse contexto, esta dissertação propôs o desenvolvimento de plataformas biossensoras eletroquímicas baseadas no reconhecimento de glicanos virais por lectinas. Inicialmente, foi desenvolvido um biossensor sobre eletrodo convencional de ouro, constituído por filme de polipirrol (PPy), nanopartículas de ouro (AuNPs) e a lectina Bandeiraea simplicifolia I (BS-I). Posteriormente, foi desenvolvida uma plataforma flexível baseada em eletrodos de óxido de índio dopado com estanho (ITO) modificados com PPy, pontos quânticos de grafeno (Graphene Quantum Dots – GQDs) e funcionalizados com as lectinas BS-I e Wheat Germ Agglutinin (WGA). As plataformas foram caracterizadas por espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), espectroscopia de absorção no ultravioleta-visível (UV-Vis), espalhamento dinâmico de luz (DLS), potencial zeta, voltametria cíclica (VC), espectroscopia de impedância eletroquímica (EIE) e microscopia de força atômica (AFM), confirmando a formação dos nanomateriais e a construção dos nanobioeletrodos. Os biossensores foram avaliados utilizando vírus inativados em diferentes concentrações, apresentando resposta eletroquímica proporcional ao aumento da concentração viral e elevada seletividade frente a potenciais interferentes. A plataforma baseada em AuNPs/BS-I apresentou limite de detecção de 7,10 × 10⁻⁵ PFU mL⁻¹ e limite de quantificação de 6,10 × 10⁻⁴ PFU mL⁻¹, enquanto a plataforma flexível baseada em GQDs e lectinas BS-I e WGA, demonstrou elevada sensibilidade e estabilidade, permitindo a diferenciação de DENV, CHIKV e YFV por meio de seus perfis de glicosilação. Os resultados evidenciam o potencial dessas plataformas para o desenvolvimento de dispositivos rápidos, seletivos, de baixo custo e com elevada aplicabilidade no diagnóstico diferencial de arboviroses.
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GABRIELA DE LIMA TORRES
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Caracterização da Diversidade Bacteriana Associada a Ninhos de Eretmochelys imbricata Linnaeus (1766) no Litoral Nordestino Brasileiro
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Orientador : MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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FABRICIO MOTTERAN
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KAROLAYNE SILVA SOUZA
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MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
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Data: 31/07/2026
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A microbiota associada aos ambientes de incubação de tartarugas marinhas ainda é pouco conhecida para a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), espécie classificada como Criticamente Em Perigo pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Neste estudo, objetivou-se caracterizar a diversidade bacteriana associada a ninhos de E. imbricata no litoral de Ipojuca, Pernambuco. Durante a temporada reprodutiva de 2024–2025, foram monitorados dois ninhos, dos quais foram obtidos 204 isolados bacterianos provenientes de amostras de muco cloacal, areia da câmara do ninho antes e após a eclosão e ovos não eclodidos. A identificação dos isolados foi realizada por Matrix-Assisted Laser Desorption Ionization Time-of-Flight Mass Spectrometry (MALDI-TOF MS). Foram identificados 15 gêneros bacterianos, com predominância de Enterobacter e Serratia, seguidos por Pseudomonas, Bacillus, Lysinibacillus, Acinetobacter, Microbacterium, Stenotrophomonas, Alcaligenes, Enterococcus, Escherichia e Cellulosimicrobium. Os ovos não eclodidos apresentaram maior diversidade bacteriana e compartilharam táxons com o muco cloacal e a areia da câmara do ninho, evidenciando a complexidade microbiológica do ambiente de incubação. Os resultados ampliam o conhecimento sobre a diversidade bacteriana associada aos ninhos de E. imbricata no Atlântico Sul Ocidental e fornecem subsídios para estudos em ecologia microbiana, monitoramento sanitário e conservação de espécies ameaçadas.
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A microbiota associada aos ambientes de incubação de tartarugas marinhas ainda é pouco conhecida para a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), espécie classificada como Criticamente Em Perigo pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Neste estudo, objetivou-se caracterizar a diversidade bacteriana associada a ninhos de E. imbricata no litoral de Ipojuca, Pernambuco. Durante a temporada reprodutiva de 2024–2025, foram monitorados dois ninhos, dos quais foram obtidos 204 isolados bacterianos provenientes de amostras de muco cloacal, areia da câmara do ninho antes e após a eclosão e ovos não eclodidos. A identificação dos isolados foi realizada por Matrix-Assisted Laser Desorption Ionization Time-of-Flight Mass Spectrometry (MALDI-TOF MS). Foram identificados 15 gêneros bacterianos, com predominância de Enterobacter e Serratia, seguidos por Pseudomonas, Bacillus, Lysinibacillus, Acinetobacter, Microbacterium, Stenotrophomonas, Alcaligenes, Enterococcus, Escherichia e Cellulosimicrobium. Os ovos não eclodidos apresentaram maior diversidade bacteriana e compartilharam táxons com o muco cloacal e a areia da câmara do ninho, evidenciando a complexidade microbiológica do ambiente de incubação. Os resultados ampliam o conhecimento sobre a diversidade bacteriana associada aos ninhos de E. imbricata no Atlântico Sul Ocidental e fornecem subsídios para estudos em ecologia microbiana, monitoramento sanitário e conservação de espécies ameaçadas.
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PAULO FERNANDO LINS DE BARROS
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DESENVOLVIMENTO DE ELETRODO IMPRESSO À BASE DE NANOPLAQUETAS DE GRAFENO PARA APLICAÇÃO EM IMUNOSSENSOR ELETROQUÍMICO DE TIRA LATERAL
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Orientador : ROSA AMALIA FIREMAN DUTRA
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MEMBROS DA BANCA :
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ROSA AMALIA FIREMAN DUTRA
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WENDEO KENNEDY COSTA
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LÍCIA DE SOUSA GONÇALVES
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Data: 31/07/2026
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A crescente circulação de agentes patogênicos com elevada transmissibilidade e impacto clínico aliada ao aumento da expectativa de vida geral humana, que acarreta maior prevalência de distúrbios genéticos e metabólicos crônicos, evidencia a necessidade de dispositivos diagnósticos point-of-care que conciliem sensibilidade analítica, baixo custo e viabilidade de produção em larga escala para diagnóstico e acompanhamento de diversas patologias. Nesse contexto, a integração de transdução eletroquímica a plataformas de fluxo lateral surge como uma estratégia promissora para superar limitações intrínsecas dos testes imunocromatográficos convencionais, particularmente a leitura predominantemente qualitativa e a sensibilidade restrita. Este trabalho apresenta o desenvolvimento e a caracterização de um protótipo de biossensor híbrido lateral flow–eletroquímico, composto por uma tira imunocromatográfica baseada em membrana de nitrocelulose, contendo pads de amostra e de conjugação, integrada a eletrodos impressos nanoestruturados fabricados por técnica compatível com produção em larga escala e acondicionados em um case rígido prototipado em ambiente CAD e fabricado por impressão 3D. Além de atuar como plataforma de reconhecimento molecular, a tira imunocromatográfica desempenha a função de pré-tratamento passivo de amostras biológicas complexas, promovendo sua distribuição, filtração e condicionamento ao longo da membrana, eliminando ou reduzindo a necessidade de etapas prévias de processamento antes da detecção eletroquímica. Em contrapartida, a incorporação dos eletrodos impressos permite converter a resposta convencionalmente qualitativa da tira de fluxo lateral em uma leitura eletroquímica potencialmente quantitativa, ampliando a sensibilidade analítica e as possibilidades de aplicação da plataforma. Os eletrodos, constituídos por tinta condutiva carbonácea nanoestruturada, apresentaram resposta eletroquímica característica frente ao sistema ferri/ferrocianeto, boa repetibilidade entre unidades produzidas e desempenho compatível com sua aplicação como plataforma transdutora. Após a funcionalização da superfície e ensaios de detecção biológica, observou-se uma tendência de aumento da resistência à transferência de carga, condizente com a formação de camadas biológicas sobre o eletrodo, embora não tenha sido possível confirmar de forma conclusiva a eficiência da biofuncionalização e detecção biológica, indicando a necessidade de otimização da estratégia de imobilização, do protocolo analítico e da arquitetura do dispositivo. Em conjunto, os resultados demonstram a viabilidade tecnológica da fabricação dos eletrodos impressos nanoestruturados e de sua integração com a plataforma de fluxo lateral, estabelecendo uma prova de conceito para o desenvolvimento de dispositivos diagnósticos híbridos quantitativos, de baixo custo, portáteis e potencialmente escaláveis, capazes de combinar o pré-tratamento simplificado de amostras complexas com detecção eletroquímica sensível, aplicáveis a cenários de vigilância epidemiológica e saúde pública.
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A crescente circulação de agentes patogênicos com elevada transmissibilidade e impacto clínico aliada ao aumento da expectativa de vida geral humana, que acarreta maior prevalência de distúrbios genéticos e metabólicos crônicos, evidencia a necessidade de dispositivos diagnósticos point-of-care que conciliem sensibilidade analítica, baixo custo e viabilidade de produção em larga escala para diagnóstico e acompanhamento de diversas patologias. Nesse contexto, a integração de transdução eletroquímica a plataformas de fluxo lateral surge como uma estratégia promissora para superar limitações intrínsecas dos testes imunocromatográficos convencionais, particularmente a leitura predominantemente qualitativa e a sensibilidade restrita. Este trabalho apresenta o desenvolvimento e a caracterização de um protótipo de biossensor híbrido lateral flow–eletroquímico, composto por uma tira imunocromatográfica baseada em membrana de nitrocelulose, contendo pads de amostra e de conjugação, integrada a eletrodos impressos nanoestruturados fabricados por técnica compatível com produção em larga escala e acondicionados em um case rígido prototipado em ambiente CAD e fabricado por impressão 3D. Além de atuar como plataforma de reconhecimento molecular, a tira imunocromatográfica desempenha a função de pré-tratamento passivo de amostras biológicas complexas, promovendo sua distribuição, filtração e condicionamento ao longo da membrana, eliminando ou reduzindo a necessidade de etapas prévias de processamento antes da detecção eletroquímica. Em contrapartida, a incorporação dos eletrodos impressos permite converter a resposta convencionalmente qualitativa da tira de fluxo lateral em uma leitura eletroquímica potencialmente quantitativa, ampliando a sensibilidade analítica e as possibilidades de aplicação da plataforma. Os eletrodos, constituídos por tinta condutiva carbonácea nanoestruturada, apresentaram resposta eletroquímica característica frente ao sistema ferri/ferrocianeto, boa repetibilidade entre unidades produzidas e desempenho compatível com sua aplicação como plataforma transdutora. Após a funcionalização da superfície e ensaios de detecção biológica, observou-se uma tendência de aumento da resistência à transferência de carga, condizente com a formação de camadas biológicas sobre o eletrodo, embora não tenha sido possível confirmar de forma conclusiva a eficiência da biofuncionalização e detecção biológica, indicando a necessidade de otimização da estratégia de imobilização, do protocolo analítico e da arquitetura do dispositivo. Em conjunto, os resultados demonstram a viabilidade tecnológica da fabricação dos eletrodos impressos nanoestruturados e de sua integração com a plataforma de fluxo lateral, estabelecendo uma prova de conceito para o desenvolvimento de dispositivos diagnósticos híbridos quantitativos, de baixo custo, portáteis e potencialmente escaláveis, capazes de combinar o pré-tratamento simplificado de amostras complexas com detecção eletroquímica sensível, aplicáveis a cenários de vigilância epidemiológica e saúde pública.
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BRUNA DE SOUSA GOMES
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AVALIAÇÃO DO POTENCIAL FARMACOLÓGICO DO ÓLEO FIXO DE Syagrus coronata (Mart.) Becc. EM MODELO EXPERIMENTAL DE PANCREATITE AGUDA INDUZIDA POR L-ARGININA
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Orientador : MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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MEMBROS DA BANCA :
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IRIVANIA FIDELIS DA SILVA AGUIAR
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MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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PALOMA MARIA DA SILVA
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Data: 05/08/2026
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A pancreatite aguda (PA) é uma doença inflamatória caracterizada por intensa resposta inflamatória e estresse oxidativo, mecanismos fundamentais para o agravamento da lesão pancreática e o desenvolvimento de complicações sistêmicas. Nesse cenário, produtos naturais com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias têm sido amplamente investigados como potenciais alternativas terapêuticas. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do óleo fixo de Syagrus coronata (Mart.) Becc. (ScFO) em um modelo murino de pancreatite aguda induzida por L-arginina. Após a caracterização química do ScFO, os animais foram tratados por via oral com ScFO nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg, sendo avaliados marcadores bioquímicos de lesão pancreática, citocinas pró-inflamatórias, parâmetros de estresse oxidativo no tecido pulmonar e alterações histopatológicas. A análise química revelou predominância de ácidos graxos saturados de cadeia média, com destaque para o ácido láurico. A indução da pancreatite promoveu aumento significativo dos níveis séricos de amilase, lipase, glicose, TNF-α, IL-1β e IL-6, além do aumento da peroxidação lipídica e da redução da atividade das enzimas antioxidantes SOD e CAT. O tratamento com ScFO apresentou efeito dose-dependente, sendo observados resultados significativos nas doses de 50 e 100 mg/kg. Na maior dose, foram observadas reduções de até 56,44% na amilase, 59,26% na lipase, 30,95% na glicose, 52,56% na IL-1β, 52,99% na IL-6, 50,00% no TNF-α e 54,69% nos níveis de MDA, além da recuperação da atividade das enzimas antioxidantes SOD e CAT em 60,37% e 58,38%, respectivamente. Adicionalmente, o tratamento promoveu atenuação das alterações histopatológicas pulmonares, evidenciada pela redução do infiltrado inflamatório, edema e desorganização tecidual. Conclui-se que o ScFO exerce atividade anti-inflamatória e antioxidante, reduzindo as alterações sistêmicas associadas à pancreatite aguda experimental. Esses achados ampliam o conhecimento sobre o potencial farmacológico de S. coronata e reforçam sua relevância como fonte promissora de compostos bioativos para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas voltadas ao tratamento da pancreatite aguda.
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A pancreatite aguda (PA) é uma doença inflamatória caracterizada por intensa resposta inflamatória e estresse oxidativo, mecanismos fundamentais para o agravamento da lesão pancreática e o desenvolvimento de complicações sistêmicas. Nesse cenário, produtos naturais com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias têm sido amplamente investigados como potenciais alternativas terapêuticas. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos do óleo fixo de Syagrus coronata (Mart.) Becc. (ScFO) em um modelo murino de pancreatite aguda induzida por L-arginina. Após a caracterização química do ScFO, os animais foram tratados por via oral com ScFO nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg, sendo avaliados marcadores bioquímicos de lesão pancreática, citocinas pró-inflamatórias, parâmetros de estresse oxidativo no tecido pulmonar e alterações histopatológicas. A análise química revelou predominância de ácidos graxos saturados de cadeia média, com destaque para o ácido láurico. A indução da pancreatite promoveu aumento significativo dos níveis séricos de amilase, lipase, glicose, TNF-α, IL-1β e IL-6, além do aumento da peroxidação lipídica e da redução da atividade das enzimas antioxidantes SOD e CAT. O tratamento com ScFO apresentou efeito dose-dependente, sendo observados resultados significativos nas doses de 50 e 100 mg/kg. Na maior dose, foram observadas reduções de até 56,44% na amilase, 59,26% na lipase, 30,95% na glicose, 52,56% na IL-1β, 52,99% na IL-6, 50,00% no TNF-α e 54,69% nos níveis de MDA, além da recuperação da atividade das enzimas antioxidantes SOD e CAT em 60,37% e 58,38%, respectivamente. Adicionalmente, o tratamento promoveu atenuação das alterações histopatológicas pulmonares, evidenciada pela redução do infiltrado inflamatório, edema e desorganização tecidual. Conclui-se que o ScFO exerce atividade anti-inflamatória e antioxidante, reduzindo as alterações sistêmicas associadas à pancreatite aguda experimental. Esses achados ampliam o conhecimento sobre o potencial farmacológico de S. coronata e reforçam sua relevância como fonte promissora de compostos bioativos para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas voltadas ao tratamento da pancreatite aguda.
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JOÃO VITOR XAVIER DA SILVA
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Investigação do potencial inseticida do ácido cafeico contra Aedes aegypti: investigações in vivo, in silico e efeitos sobre organismos não-alvo
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Orientador : EMMANUEL VIANA PONTUAL
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MEMBROS DA BANCA :
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EMMANUEL VIANA PONTUAL
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JULIANA MENDES CORREIA
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NATALY DINIZ DE LIMA SANTOS
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Data: 18/08/2026
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Aedes aegypti L. (Diptera: Culicidae) é um importante vetor de arboviroses, e o uso contínuo de inseticidas sintéticos tem contribuído para a seleção de populações resistentes, reforçando a necessidade de novas estratégias de controle. Nesse contexto, este estudo investigou os efeitos do ácido cafeico sobre diferentes aspectos do ciclo de vida e da fisiologia de Ae. aegypti, incluindo atividades ovicida e larvicida, desenvolvimento pós-embrionário, eclosão da geração F2, morfofisiologia do intestino médio, permeabilidade da membrana peritrófica, melanização, atividade enzimática, interações moleculares e toxicidade sobre organismos não-alvo. O ácido cafeico apresentou atividade larvicida concentração-dependente, com CL25, CL50 e CL90 de 0,365, 1,08 e 2,44 mg/mL, respectivamente. A exposição dos ovos também reduziu a eclodibilidade, com taxas de 42,44–44,66% após 72 h nas concentrações de 1,26–5,04 mg/mL, em comparação a 94,00% no controle. O acompanhamento do ciclo de vida evidenciou redução da viabilidade de ovos, larvas e popas, bem como da sobrevivência dos adultos, sendo registrada, ao final de 432 h, sobrevivência média de 27,33 ± 10,38% na concentração de 2,52 mg/mL. Na geração F2, a exposição parental ao ácido cafeico reduziu a eclodibilidade dos ovos, que após 72 h foi de 58,75% e 63,32% nas concentrações de 2,52 e 5,04 mg/mL, respectivamente, em comparação a 81,63% no controle. O ácido cafeico modulou a resposta de melanização, mas não alterou a permeabilidade da membrana peritrófica. A atividade da acetilcolinesterase foi reduzida em 20,51% e 51,28% nas concentrações correspondentes às CL50 e CL90, respectivamente, embora essa redução não tenha diferido estatisticamente do controle (p = 0,4690). A atividade da tripsina foi reduzida para 72,27% e 77,41% nas CL50 e CL90, respectivamente, sem diferença estatística entre os tratamentos (p = 0,0554). A α-amilase apresentou redução de atividade para 76,40% e 67,10%, correspondendo a inibições de 23,60% e 32,92% nas CL50 e CL90, respectivamente, com diferença estatística entre os tratamentos (p = 0,0206). Estudos de docking molecular indicaram interações favoráveis do ácido cafeico com os sítios ativos da tripsina e da acetilcolinesterase. Nos ensaios ecotoxicológicos, foi observada elevada toxicidade para Artemia salina, enquanto os efeitos registrados em Tisbe biminiensis não puderam ser atribuídos exclusivamente ao ácido cafeico devido à resposta observada no controle do veículo. Em conjunto, os resultados demonstram que o ácido cafeico exerce ação multifatorial sobre Ae. aegypti, afetando processos associados à sobrevivência, desenvolvimento, reprodução e fisiologia larval, indicando seu potencial como material de partida para o desenvolvimento de estratégias alternativas de controle desse vetor. Entretanto, a toxicidade observada para A. salina evidencia a necessidade de estudos adicionais de seletividade e segurança ambiental antes de sua aplicação no controle vetorial.
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Aedes aegypti L. (Diptera: Culicidae) é um importante vetor de arboviroses, e o uso contínuo de inseticidas sintéticos tem contribuído para a seleção de populações resistentes, reforçando a necessidade de novas estratégias de controle. Nesse contexto, este estudo investigou os efeitos do ácido cafeico sobre diferentes aspectos do ciclo de vida e da fisiologia de Ae. aegypti, incluindo atividades ovicida e larvicida, desenvolvimento pós-embrionário, eclosão da geração F2, morfofisiologia do intestino médio, permeabilidade da membrana peritrófica, melanização, atividade enzimática, interações moleculares e toxicidade sobre organismos não-alvo. O ácido cafeico apresentou atividade larvicida concentração-dependente, com CL25, CL50 e CL90 de 0,365, 1,08 e 2,44 mg/mL, respectivamente. A exposição dos ovos também reduziu a eclodibilidade, com taxas de 42,44–44,66% após 72 h nas concentrações de 1,26–5,04 mg/mL, em comparação a 94,00% no controle. O acompanhamento do ciclo de vida evidenciou redução da viabilidade de ovos, larvas e popas, bem como da sobrevivência dos adultos, sendo registrada, ao final de 432 h, sobrevivência média de 27,33 ± 10,38% na concentração de 2,52 mg/mL. Na geração F2, a exposição parental ao ácido cafeico reduziu a eclodibilidade dos ovos, que após 72 h foi de 58,75% e 63,32% nas concentrações de 2,52 e 5,04 mg/mL, respectivamente, em comparação a 81,63% no controle. O ácido cafeico modulou a resposta de melanização, mas não alterou a permeabilidade da membrana peritrófica. A atividade da acetilcolinesterase foi reduzida em 20,51% e 51,28% nas concentrações correspondentes às CL50 e CL90, respectivamente, embora essa redução não tenha diferido estatisticamente do controle (p = 0,4690). A atividade da tripsina foi reduzida para 72,27% e 77,41% nas CL50 e CL90, respectivamente, sem diferença estatística entre os tratamentos (p = 0,0554). A α-amilase apresentou redução de atividade para 76,40% e 67,10%, correspondendo a inibições de 23,60% e 32,92% nas CL50 e CL90, respectivamente, com diferença estatística entre os tratamentos (p = 0,0206). Estudos de docking molecular indicaram interações favoráveis do ácido cafeico com os sítios ativos da tripsina e da acetilcolinesterase. Nos ensaios ecotoxicológicos, foi observada elevada toxicidade para Artemia salina, enquanto os efeitos registrados em Tisbe biminiensis não puderam ser atribuídos exclusivamente ao ácido cafeico devido à resposta observada no controle do veículo. Em conjunto, os resultados demonstram que o ácido cafeico exerce ação multifatorial sobre Ae. aegypti, afetando processos associados à sobrevivência, desenvolvimento, reprodução e fisiologia larval, indicando seu potencial como material de partida para o desenvolvimento de estratégias alternativas de controle desse vetor. Entretanto, a toxicidade observada para A. salina evidencia a necessidade de estudos adicionais de seletividade e segurança ambiental antes de sua aplicação no controle vetorial.
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MARIA LUIZA CARVALHO FARIAS
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Perfil Genômico e Transcriptômico da Família Gênica Terpeno Sintase em Feijão-Caupi Sob Inoculação Viral: Implicações para a Defesa e Adaptação da Planta.
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Orientador : JOSÉ RIBAMAR COSTA FERREIRA NETO
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA MARIA BENKO ISEPPON
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JOSÉ RIBAMAR COSTA FERREIRA NETO
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MANASSES DANIEL DA SILVA
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Data: 28/08/2026
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Os vegetais, em sua totalidade, sintetizam uma vasta gama de metabólitos secundários, compostos essenciais em processos associados à adaptação e defesa da planta. Em culturas de importância agrícola, como o feijão-caupi (Vigna unguiculata), a investigação desses metabólitos faz-se um instrumento relevante para mitigação das múltiplas mudanças climáticas e as adversidades enfrentadas Esta leguminosa, por sua vez, apresenta elevado valor agronômico, nutricional e social, abrangentemente cultivada por sistemas de agricultura familiar e reconhecida por sua tolerância a condições ambientais adversas. No entanto, sua produtividade é severamente comprometida por pragas e doenças, realçando a demanda de investigações referentes aos mecanismos bioquímicos de defesa da planta. Nesse contexto, a família gênica das terpeno sintases (TPS) distingue-se devido à sua atuação central nos mecanismos de defesa vegetal, sobretudo frente a infecções frequentemente transmitidas por insetos vetores. Dessa forma, este trabalho buscou realizar uma análise genômica abrangente à família das terpeno sintases (TPS) em Vigna unguiculata que revelou 29 genes TPS, os quais foram classificados em cinco subfamílias (TPS-a, TPS-b, TPS-c, TPS-e/f e TPS-g) com base na filologia. Os motivos catalíticos essenciais, abrangendo o domínio DDXXD, mostraram-se conservados, assim como outras regiões relacionadas ao reconhecimento do substrato. A família expandiu-se no genoma do feijão-caupi, especificamente, por duplicações segmentares e em tandem, com a maioria dos pares duplicados evoluindo sob pressão de seleção purificadora. Ademais, a anotação funcional (KEGG e Gene Ontology) consolidou a identificação de genes VuTPS, os quais estão predominantemente envolvidos nas vias biossintéticas de mono-, sesqui- e diterpenoides, processos clássicos correlacionados à defesa vegetal. Suplementarmente, análises transcriptômicas consolidaram padrões de expressão diferencial de genes VuTPS selecionados em resposta às infecções pelos vírus Cowpea aphid-borne mosaic virus (CABMV) e Cowpea severe mosaic virus (CPSMV), caracterizados por uma indução transcricional precoce seguida de repressão dependente do tempo. Em conjunto, estes resultados fornecem uma visão integrada sobre a organização genômica, a evolução e a resposta ao estresse da família TPS em V. unguiculata, contribuindo para o entendimento dos mecanismos de defesa mediados por terpenoides e oferecendo subsídios para estratégias futuras de melhoramento genético da cultura.
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Os vegetais, em sua totalidade, sintetizam uma vasta gama de metabólitos secundários, compostos essenciais em processos associados à adaptação e defesa da planta. Em culturas de importância agrícola, como o feijão-caupi (Vigna unguiculata), a investigação desses metabólitos faz-se um instrumento relevante para mitigação das múltiplas mudanças climáticas e as adversidades enfrentadas Esta leguminosa, por sua vez, apresenta elevado valor agronômico, nutricional e social, abrangentemente cultivada por sistemas de agricultura familiar e reconhecida por sua tolerância a condições ambientais adversas. No entanto, sua produtividade é severamente comprometida por pragas e doenças, realçando a demanda de investigações referentes aos mecanismos bioquímicos de defesa da planta. Nesse contexto, a família gênica das terpeno sintases (TPS) distingue-se devido à sua atuação central nos mecanismos de defesa vegetal, sobretudo frente a infecções frequentemente transmitidas por insetos vetores. Dessa forma, este trabalho buscou realizar uma análise genômica abrangente à família das terpeno sintases (TPS) em Vigna unguiculata que revelou 29 genes TPS, os quais foram classificados em cinco subfamílias (TPS-a, TPS-b, TPS-c, TPS-e/f e TPS-g) com base na filologia. Os motivos catalíticos essenciais, abrangendo o domínio DDXXD, mostraram-se conservados, assim como outras regiões relacionadas ao reconhecimento do substrato. A família expandiu-se no genoma do feijão-caupi, especificamente, por duplicações segmentares e em tandem, com a maioria dos pares duplicados evoluindo sob pressão de seleção purificadora. Ademais, a anotação funcional (KEGG e Gene Ontology) consolidou a identificação de genes VuTPS, os quais estão predominantemente envolvidos nas vias biossintéticas de mono-, sesqui- e diterpenoides, processos clássicos correlacionados à defesa vegetal. Suplementarmente, análises transcriptômicas consolidaram padrões de expressão diferencial de genes VuTPS selecionados em resposta às infecções pelos vírus Cowpea aphid-borne mosaic virus (CABMV) e Cowpea severe mosaic virus (CPSMV), caracterizados por uma indução transcricional precoce seguida de repressão dependente do tempo. Em conjunto, estes resultados fornecem uma visão integrada sobre a organização genômica, a evolução e a resposta ao estresse da família TPS em V. unguiculata, contribuindo para o entendimento dos mecanismos de defesa mediados por terpenoides e oferecendo subsídios para estratégias futuras de melhoramento genético da cultura.
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MARIA CIDINARIA SILVA ALVES
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Vigilância Genômica e Dinâmica Epidemiológica do SARS-CoV-2 no Nordeste Brasileiro: Integração de Dados e Revisões sobre Microbiota Intestinal e Terapias para COVID-19.
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Orientador : VALDIR DE QUEIROZ BALBINO
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MEMBROS DA BANCA :
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AUGUSTO SCHRANK
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JOSÉ RIBAMAR COSTA FERREIRA NETO
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MOISES THIAGO DE SOUZA FREITAS
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RUANA CAROLINA CABRAL DA SILVA
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VALDIR DE QUEIROZ BALBINO
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Data: 23/01/2026
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A Síndrome Respiratória Aguda Grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2) é responsável pela pandemia da doença do coronavírus-2019 (COVID-19), a qual levou à notificação de milhões de casos em todo o mundo, com o Brasil registrando um dos maiores números de casos e mortes globalmente. Desde então, a vigilância genômica tem sido uma ferramenta fundamental para rastrear a disseminação viral, identificar novas variantes e avaliar seu impacto. Este estudo multifacetado fornece uma análise detalhada da dinâmica do SARS-CoV-2, abrangendo a caracterização genômica e epidemiológica no Nordeste do Brasil, a relação entre a microbiota intestinal e a COVID-19, e as abordagens terapêuticas. Para isso, realizamos a análise de 17.992 genomas de SARS-CoV-2 dos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, recuperados do banco de dados GISAID, com dados de 2020 a 2024. Dados epidemiológicos (casos, óbitos, vacinação) foram coletados do Painel Coronavírus do Ministério da Saúde e integrados com informações do IBGE. Realizamos também uma análise aprofundada do papel da microbiota intestinal e revisamos as principais abordagens terapêuticas para a COVID-19, incluindo antivirais, imunoterapias e novas estratégias. Descrevemos a disseminação temporal e a evolução do SARS-CoV-2 na região leste do Nordeste do Brasil. A análise epidemiológica revelou picos de crescimento de casos e óbitos alinhados às fases nacionais e globais da pandemia, com uma tendência geral de redução da mortalidade em 2023-2024, atribuída ao aumento da cobertura vacinal e à evolução viral para variantes de menor virulência. As regiões metropolitanas, como Recife (PE), João Pessoa (PB), Maceió (AL) e Natal (RN), apresentaram maior incidência e óbitos. A caracterização genômica identificou 43.594 SNPs e 15.366 INDELs, com mutações concentradas em ORF1a, ORF1b, S e N. A dinâmica das linhagens demonstrou a sucessiva emergência e dominância de variantes como Gamma, Delta e Ômicron (incluindo sublinhagens BA.1, BA.2, BA.5, XBB.1.16, XBB.1.5). A análise filogenética demonstrou a circulação de 27 linhagens distintas na região, com predominância de Delta (AY.99.2) e Gamma (P.1), apontando para múltiplas introduções independentes do SARS-CoV-2. Em relação à microbiota intestinal, a disbiose foi correlacionada com a exacerbação da inflamação sistêmica e piores desfechos clínicos, destacando o papel imunomodulador da microbiota. As abordagens terapêuticas, incluindo antivirais e imunomoduladores, mostraram eficácia, mas a necessidade contínua de inovação e adaptação é indispensável devido ao surgimento de variantes virais resistentes e à variabilidade nas respostas dos pacientes. Esses resultados evidenciam elevados níveis de diversidade genômica no Nordeste do Brasil e destacam a importância de investigações contínuas em vigilância genômica para rastreamento de variantes virais. A integração de dados epidemiológicos e genômicos, juntamente com a compreensão da interação entre microbiota e hospedeiro, é fundamental para fortalecer os sistemas de saúde, reduzir a vulnerabilidade a novas pandemias e garantir respostas mais ágeis e eficazes no futuro.
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A Síndrome Respiratória Aguda Grave coronavírus 2 (SARS-CoV-2) é responsável pela pandemia da doença do coronavírus-2019 (COVID-19), a qual levou à notificação de milhões de casos em todo o mundo, com o Brasil registrando um dos maiores números de casos e mortes globalmente. Desde então, a vigilância genômica tem sido uma ferramenta fundamental para rastrear a disseminação viral, identificar novas variantes e avaliar seu impacto. Este estudo multifacetado fornece uma análise detalhada da dinâmica do SARS-CoV-2, abrangendo a caracterização genômica e epidemiológica no Nordeste do Brasil, a relação entre a microbiota intestinal e a COVID-19, e as abordagens terapêuticas. Para isso, realizamos a análise de 8.442 genomas de SARS-CoV-2 dos estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, recuperados do banco de dados GISAID, com dados de 2020 a 2024. Dados epidemiológicos (casos, óbitos, vacinação) foram coletados do Painel Coronavírus do Ministério da Saúde e integrados com informações do IBGE. Realizamos também uma análise aprofundada do papel da microbiota intestinal e revisamos as principais abordagens terapêuticas para a COVID-19, incluindo antivirais, imunoterapias e novas estratégias. Descrevemos a disseminação temporal e a evolução do SARS-CoV-2 no Nordeste Oriental do Brasil. A análise epidemiológica revelou picos de crescimento de casos e óbitos alinhados às fases nacionais e globais da pandemia, com uma tendência geral de redução da mortalidade em 2023-2024, atribuída ao aumento da cobertura vacinal e à evolução viral para variantes de menor virulência. As regiões metropolitanas, como Recife (PE), João Pessoa (PB), Maceió (AL) e Natal (RN), apresentaram maior incidência e óbitos. A caracterização genômica identificou 21.594 SNPs e 7.366 INDELs, com mutações concentradas em ORF1a, ORF1b, S e N. A dinâmica das linhagens demonstrou a sucessiva emergência e dominância de variantes como Gamma, Delta e Ômicron (incluindo sublinhagens BA.1, BA.2, BA.5, XBB.1.16, XBB.1.5). A análise filogenética demonstrou a circulação de 27 linhagens distintas na região, com predominância de Delta (AY.99.2) e Gamma (P.1), apontando para múltiplas introduções independentes do SARS-CoV-2. Em relação à microbiota intestinal, a disbiose foi correlacionada com a exacerbação da inflamação sistêmica e piores desfechos clínicos, destacando o papel imunomodulador da microbiota. As abordagens terapêuticas, incluindo antivirais e imunomoduladores, mostraram eficácia, mas a necessidade contínua de inovação e adaptação é indispensável devido ao surgimento de variantes virais resistentes e à variabilidade nas respostas dos pacientes. Esses resultados evidenciam elevados níveis de diversidade genômica no Nordeste do Brasil e destacam a importância de investigações contínuas em vigilância genômica para rastreamento de variantes virais. A integração de dados epidemiológicos e genômicos, juntamente com a compreensão da interação entre microbiota e hospedeiro, é fundamental para fortalecer os sistemas de saúde, reduzir a vulnerabilidade a novas pandemias e garantir respostas mais ágeis e eficazes no futuro.
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RENNAN RIBEIRO MANO DE LIMA
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DETECÇÃO DE MARCADORES BIOLÓGICOS DA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA ASSISTIDA POR FERRAMENTAS FOTÔNICAS
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Orientador : ADRIANA FONTES
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MEMBROS DA BANCA :
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ADRIANA FONTES
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CLAUDILENE RIBEIRO CHAVES
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LUANA CASSANDRA BREITENBACH BARROSO COELHO
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TIAGO HENRIQUE DOS SANTOS SOUZA
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WESLLEY FELIX DE OLIVEIRA
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Data: 26/01/2026
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A esquistossomose é uma parasitose negligenciada, considerada um desafio crítico de saúde pública. Dessa maneira, é importante o desenvolvimento de ferramentas para aprofundar a compreensão dessa doença e otimizar seu diagnóstico e tratamento. Assim, este trabalho teve como objetivo avaliar a deposição do antígeno catódico circulante (CCA) e do colágeno em tecidos de modelo experimental murino de esquistossomose, em diferentes estágios da doença, usando ferramentas fotônicas: pontos quânticos (PQs) e a microscopia por geração de segundo harmônico (SHG). Os PQs apresentam propriedades ópticas e físico-químicas únicas, como alta fluorescência, fotoestabilidade e superfície ativa para conjugação. A microscopia SHG apresenta potencial para avaliar o perfil de fibras de colágeno, incluindo mudanças no tipo e alinhamento, sem o auxílio de sondas exógenas. Assim, nesta Tese, são apresentados os resultados obtidos sobre: (i) o perfil de deposição do CCA em tecidos de fígado e rim de camundongos infectados com Schistosomamansoni, em diferentes estágios da doença, usando conjugados de PQs e (ii) o perfil de deposição de colágeno, nos tecidos de fígado, por microscopia SHG. Ademais, a Tese também traz um artigo de revisão sobre biomarcadores e métodos de diagnóstico da esquistossomose. Para o estudo de deposição do CCA, PQs de CdTe foram sintetizados e conjugados covalentemente ao anticorpo anti-CCA, e a conjugação foi caracterizada e confirmada por ensaio fluorescente em microplaca (EFM), análise de potencial Zeta (ζ) e pela incubação de tecidos controles (não-infectados) com o conjugado. A microscopia de fluorescência mostrou que não houve marcação nos tecidos controles após interação com o conjugado, sendo uma avaliação relevante para confirmar a especificidade do conjugado. Além disso, análises comparativas, e também quantitativas, das imagens de tecidos de fígado e rim infectados marcadas pelo conjugado, indicaram que a deposição de CCA aumentou na seguinte ordem: 30 < 60 = 120 dias (os períodos de 30, 60 e 120 dias após a infecção correspondem aproximadamente aos estágios pré-patente, agudo e início da fase crônica da doença). Portanto, a nanossonda PQs-anti-CCA foi desenvolvida com êxito, exibindo potencial para avaliar, monitorar e quantificar o CCA, com especificidade, em períodos distintos da infecção por S. mansoni. Com relação ao segundo estudo experimental realizado com tecidos de fígado infectados, a microscopia SHG indicou a presença de poucas fibras de colágeno em 30 dias, e sua associação com a microscopia de fluorescência excitada por dois fótons, indicou uma alta presença de células inflamatórias. Já para 60 dias e, especialmente para 120 dias, a microscopia SHG exibiu uma maior presença de fibras de colágeno, mais espessas e ordenadas. Utilizando a microscopia SHG, com o suporte de aprendizado de máquina, foi possível diferenciar os estágios de infecção, com o parâmetro de coerência local do perfil das fibras de colágeno desempenhando um papel relevante. Por conseguinte, este trabalho trouxe a perspectiva de utilização de ferramentas fotônicas no âmbito da esquistossomose, abrindo possibilidades para aprofundar o entendimento da dinâmica patológica dessa doença, bem como para o desenvolvimento de futuras modalidades diagnósticas e o acompanhamento de abordagens terapêuticas.
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A esquistossomose é uma doença tropical negligenciada, considerada um problema crítico de saúde pública. Dessa maneira, é relevante desenvolver ferramentas que possam auxiliar em uma melhor compreensão dessa parasitose, colaborando para diagnósticos mais aprimorados e sua erradicação a nível global. Nesse sentido, esse projeto tem como objetivo avaliar o perfil de carboidratos, colágeno e do antígeno catódico circulante (CCA) em tecidos de modelo experimental de esquistossomose, em diferentes estágios da doença, usando ferramentas fotônicas. Dentre essas ferramentas estão os pontos quânticos (PQs) e a microscopia por geração de segundo harmônico (SHG). Os PQs são nanopartículas (NPs) que apresentam propriedades ópticas e físico-químicas únicas, como fluorescência altamente estável e superfície ativa para conjugação. A microscopia SHG apresenta potencial para o estudo de perfis de deposição de colágeno. Assim, nesta qualificação, apresenta-se os resultados obtidos até o momento, incluindo: (i) uma revisão bibliográfica sobre biomarcadores e métodos de diagnóstico da esquistossomose (publicado na revista Talanta); (ii) o estudo do perfil de deposição do CCA em tecidos de fígado e rim de camundongos infectados com esquistossomose mansônica, em diferentes estágios da infecção, usando PQs (publicado na revista Micron) e (iii) resultados iniciais do estudo do perfil de deposição de colágenos, nesses mesmos tecidos, por microscopia SHG. Para o estudo de deposição do CCA, os PQs foram conjugados covalentemente ao anticorpo anti-CCA, sendo a conjugação caracterizada e confirmada por ensaio fluorescente em microplaca (EFM), potencial zeta (ζ) e pela incubação de tecidos controles (não-infectados) com o conjugado. A microscopia de fluorescência mostrou que não houve marcação nos tecidos não- infectados após incubação com o PQs-anti-CCA, indicando a especificidade do conjugado. No entanto, análises quantitativas comparativas da marcação dos tecidos de fígado e rim indicaram que a deposição de CCA aumentou na seguinte ordem: 30 < 60 = 120 dias (os períodos de 30, 60 e 120 dias após a infecção correspondem aproximadamente aos estágios pré-patente, aguda e início da fase crônica da doença). Ademais, não foi observado sinal de SHG nos tecidos hepáticos não-infectados, bem como em todos os tecidos renais (infectados e não-infectados), uma vez que não é comum ocorrer a formação do granuloma e deposição de fibras colágenas, especialmente tipo I, em tecidos renais infectados. Já nos tecidos hepáticos infectados, observou-se um baixo sinal de SHG (em 30 dias) devido à baixa deposição de colágeno. No entanto, para 60 e 120 dias após a infecção, o sinal de SHG aumentou significativamente, especialmente para 120 dias, devido à presença de numerosas fibras colágenas, mais espessas e melhor ordenadas. Observou-se que a nanossonda PQs- anti-CCA exibiu potencial para investigar o perfil de marcação de CCA em um modelo experimental de esquistossomose. Já os resultados preliminares da microscopia SHG indicaram sensibilidade para analisar o perfil de deposição de fibras colágenas nos diferentes estágios da infecção por S. mansoni. Acreditamos que este trabalho abre possibilidades para desenvolver novas ferramentas diagnósticas e terapêuticas para a esquistossomose, uma doença parasitária negligenciada que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
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ZILDENE DE SOUSA SILVEIRA
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ESTUDO QUÍMICO E AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES ANTIMICROBIANAS DOS PRODUTOS DA ABELHA SEM FERRÃO Scaptotrigona depilis (MOURE, 1942) E DO ÁCIDO p-CUMÁRICO
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Orientador : MARCIA VANUSA DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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FABIOLA FERNANDES GALVÃO RODRIGUES
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HENRIQUE DOUGLAS MELO COUTINHO
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JANAINA ESMERALDO ROCHA
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MARCIA VANUSA DA SILVA
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MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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Data: 26/01/2026
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A abelha sem ferrão Scaptotrigona depilis é uma importante polinizadora da região Neotropical, sendo amplamente utilizada na meliponicultura devido à produção de mel e própolis.No entanto, as informações sobre a composição química e os potenciais biológicos de seus produtos são limitadas. Este estudo teve como objetivo determinar a composição química dos extratos etanólicos dos potes de mel (EEPMSd) e de própolis (EEPSd) de S. depilis, bem como avaliar sua atividade antimicrobiana frente a Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Escherichia coli, Candida albicans e Candida tropicalis. Adicionalmente, investigou-se a atividade inibidora das bombas de efluxo NorA e TetK de S. aureus pelo ácido p-cumárico, incluindo análises in silico para elucidar sua interação com a bomba NorA e suas propriedades farmacocinéticas. A caracterização química dos extratos foi realizada por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência acoplada à Espectrometria de Massas em Tandem com detector QTOF (CLAE-QTOF-MS/MS) e por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência com Detector de Arranjo de Diodos (CLAE-DAD). A atividade antibacteriana foi avaliada pelo método de microdiluição em caldo, utilizando linhagens padrão (S. aureus ATCC 25923, E. coli ATCC 25922 e P. aeruginosa ATCC 9027) e cepas multirresistentes (S. aureus 10, E. coli 06 e P. aeruginosa 24). A atividade antifúngica dos extratos, isoladamente e em associação com o fluconazol, foi determinada pela CI₅₀ frente às cepas C. albicans ATCC 10231 e C. tropicalis ATCC 13803. A inibição da bomba NorA foi avaliada por meio do efeito combinado do ácido p-cumárico com antibióticos padrão e brometo de etídio (BrEt). As análises de docagem molecular e propriedades farmacocinéticas foram conduzidas por abordagens in silico. A análise por CLAE-QTOF-MS/MS permitiu a identificação de dez compostos no EEPMSd, incluindo 8-prenilnaringenina, 6-gingerol, 6-prenilnaringenina, isoxanthohumol, xanthohumol, isômero de lespedezaflavanona B, ácido 19α-hidroxiursólico, vogelin D, ácido 2α-hidroxioleanólico e ácido glicirretínico. Por CLAE-DAD, foram identificados naringenina no EEPMSd e ácido p-cumárico, ácido ferúlico e naringenina no EEPSd. Os extratos EEPMSd e EEPSd potencializaram a atividade da norfloxacina e da ampicilina contra S. aureus 10, bem como da gentamicina frente a E. coli 06. Além disso, ambos os extratos intensificaram o efeito do fluconazol contra C. albicans e C. tropicalis. O ácido p-cumárico não apresentou atividade antibacteriana direta contra cepas de S. aureus superexpressando NorA e TetK, porém reduziu significativamente a CIM da norfloxacina e do BrEt. Os estudos de docagem molecular indicaram energia de ligação favorável entre o ácido p-cumárico e a bomba de efluxo NorA. Em conjunto, os resultados demonstram que os extratos EEPMSd e EEPSd e o ácido p-cumárico apresentam potencial promissor como alternativas terapêuticas no controle de microrganismos resistentes.
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Scaptotrigona depilis é um importante polinizador na região Neotropical, sendo amplamente utilizada na meliponicultura por produzir mel, própolis, geoprópolis e saburá. Apesar de sua relevância ecológica, cultural e econômica, ainda são limitadas as informações sobre os potenciais biológicos de seus produtos e compostos isolados, assim como os impactos das mudanças climáticas e da fragmentação de habitat sobre suas populações. O presente estudo objetivou avaliar os efeitos antimicrobianos e potencializadores de fármacos dos extratos etanólicos de potes de mel (EEPMSd) e própolis (EEPSd) de S. depilis contra cepas bacterianas padrão e multirresistentes e fungos do gênero Candida. Também se investigou a inibição das bombas de efluxo NorA e TetK pelo ácido p-cumárico, utilizando abordagens in silico para explorar as interações desse composto com a bomba de efluxo NorA e suas propriedades farmacocinéticas. A adequabilidade e viabilidade de habitat de S. depilis na região Neotropical foi investigada. Os ensaios microbiológicos foram realizados usando o método de microdiluição em caldo, verificando a atividade antibacteriana das substâncias teste através da Concentração Inibitória Mínima (CIM). O efeito combinado entre os extratos e antibióticos em concentração subinibitória também foi avaliado. Os efeitos antifúngicos e atividade modificadora do fluconazol pelos extratos contra cepas de Candida albicans e C. tropicalis foi avaliada usando o método de microdiluição em caldo. A inibição das bombas de efluxo NorA e TetK foi avaliada pelo efeito combinado do ácido p-cumárico e inibidores padrão com os antibióticos padrão e brometo de etídio (BrEt). Os ensaios de docagem molecular entre o ácido p-cumárico e a bomba de efluxo NorA e suas propriedades farmacocinéticas foram realizados in silico. A modelação de nicho para S. depilis foi conduzida usando o MaxEnt e os dados de uso e ocupação da terra do MapBiomas foram utilizados para avaliar a viabilidade de habitat. Foi verificado que apenas o EEPMSd apresentou atividade antibacteriana direta sobre as cepas padrão de Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa com valores de CIM de 128 e 645,08 μg/mL, respectivamente. Para as cepas multirresistentes não foram verificados efeitos antibacterianos diretos com CIMs ≥ 1024 μg/mL. No entanto, os extratos EEPMSd e EEPSd reduziram as CIMs da norfloxacina e da ampicilina sobre Staphylococcus aureus 10. A CIM da gentamicina também foi reduzida quando associada ao EEPMSd sobre P. aeruginosa 24. O ácido p-cumárico não mostrou atividade antibacteriana direta contra cepas de S. aureus que expressam NorA e TetK, mas reduziu significativamente a CIM da norfloxacina e do BrEt. O estudo de acoplamento molecular mostrou uma energia de ligação favorável entre o ácido p-cumárico e NorA. Já a modelagem de nicho indicou áreas adequadas para S. depilis na Mata Atlântica, Floresta de Araucárias e Cerrado no Brasil, regiões na Bolívia e Chaco, projetando-se reduções de áreas adequadas no futuro. As áreas de ocorrência dessa abelha estão incluídas nas categorias de uso de áreas urbanas, florestais e de pastagem. Em conclusão, destaca-se o potencial dos extratos EEPMSd e EEPSd como adjuvantes de antibióticos, e o ácido p-cumárico como candidato a inibidor da bomba de efluxo NorA. Os dados de modelagem de nicho podem orientar o planejamento de políticas de conservação e manejo sustentável dessa espécie.
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ELISANDRA CIBELY CABRAL DE MELO
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OBTENÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE NANOEMULSÕES ESTABILIZADAS POR POLISSACARÍDEOS PARA USO NO DESENVOLVIMENTO DE ALIMENTOS FUNCIONAIS
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Orientador : PAULO ANTONIO GALINDO SOARES
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MEMBROS DA BANCA :
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JACIANA DOS SANTOS AGUIAR
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PAULO ANTONIO GALINDO SOARES
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PAULO EUZEBIO CABRAL FILHO
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PRISCILLA BARBOSA SALES DE ALBUQUERQUE
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WILSON BARROS JUNIOR
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Data: 11/02/2026
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Polissacarídeos e gomas podem ser utilizados como emulsificantes na indústria alimentícia e farmacêutica. No entanto, o mercado global desses emulsificantes está concentrado em poucos países que abastecem as cadeias produtivas mundiais. Nesse contexto, a descoberta e aprimoramento das condições de uso de emulsificantes produzidos no país representa uma vantagem estratégica. Materiais como o arabinogalactano de Anacardium occidentale, a xiloglucana de Hymenaea courbaril e a goma de Schinopsis brasiliensis podem ser utilizados para suprir esse mercado devido às suas características químicas e reológicas. Desse modo, o objetivo deste estudo foi avaliar o potencial da atividade emulsificante de polissacarídeos e gomas extraídos da flora brasileira. Para tanto, foram otimizadas as condições de produção das nanoemulsões, como o método de produção, que variou entre emulsificação espontânea e homogeneização mecânica, a utilização e concentração de coadjuvantes, como Tween 80 e glicerol, e a composição da fase dispersa, entre óleo fixo e óleo essencial. Além disso, o impacto da aplicação de emulsões com óleo essencial foi avaliado em produto lácteo do tipo iogurte natural, quanto a sua caracterização microbiológica, na contagem de lactobacilos, bolores e leveduras, bactérias psicrotróficas e confirmação de Salmonella spp. e Escherichia coli, caracterização físico-química, com dosagem de teor de lactose, ácido lático e pH, e análise de textura. Ambas as análises foram comparadas com formulações contendo gomas comerciais. Os resultados indicaram elevado potencial emulsificante do arabinogalactano e da goma da baraúna (S. brasiliensis) em emulsões com óleo fixo, em especial através do método de emulsificação espontânea, que produziu emulsões com óleo fixo nanométricas (< 50 nm) estáveis por até 70 dias. Os materiais mantiveram a estabilidade das emulsões por impedimento estérico, influenciado pelo conteúdo proteico observado, o qual foi essencial para ancorar os polissacarídeos e goma nas gotículas enquanto as porções polissacarídicas promoviam o afastamento das gotículas. Em relação aos métodos de emulsificação, a emulsificação espontânea produziu emulsões com gotículas menores (<100 nm) e aspecto transparente, comum em nanoemulsões, enquanto as emulsões produzidas por homogeneização mecânica apresentaram tamanhos maiores (>1000 nm) e aspecto turvo. Os resultados também indicaram que o uso de Tween 80 e glicerol não foi suficiente para manter a estabilidade das emulsões ao longo do tempo, reforçando a importância da utilização dos polissacarídeos. Em comparação com as gomas comerciais, os polissacarídeos e goma testados apresentaram maior estabilidade no decorrer dos dias, com emulsões mais finas e gotículas menos aglomeradas. Nas emulsões produzidas com óleo essencial de Eugenia uniflora, o quimiotipo contendo curzereno como componente majoritário se destacou apresentando maior atividade antioxidante e rendimento, e sua utilização na emulsão adicionada no iogurte natural zerou a contaminação de bolores e leveduras, sem alterar significativamente a contagem de lactobacilos. Os resultados indicam potencial uso do arabinogalactano de A. occidentale e goma de Schinopsis brasiliensis como emulsificantes na indústria alimentícia e farmacêutica, representando alternativas sustentáveis com potencial para substituir insumos importados por produtos produzidos localmente, incentivando a cadeia produtiva local.
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Óleos essenciais são misturas de compostos produzidos pelo metabolismo secundário de plantas, eles possuem elevado potencial biológico, no entanto, sua hidrofobicidade e volatilidade impedem sua aplicação tecnológica. O encapsulamento de óleos essenciais em emulsões estabilizadas por polissacarídeos pode ser uma alternativa para garantir a estabilidade necessária para o desenvolvimento de produtos à base de óleos essenciais e a manutenção da atividade biológica dos mesmos. Neste trabalho, a xiloglucana (X) extraída de sementes de Hymenaea coubaril, o arabinogalactano extraído do exsudato de Anacardium occidentale (A) e a goma bruta da baraúna (Schinopsis brasiliensis) (GB) foram avaliados quanto ao seu potencial emulsificante em emulsões contendo óleo essencial de Eugenia uniflora (EuEO) como fase dispersa. Inicialmente, a capacidade de emulsificação de A utilizando óleo fixo foi avaliada durante 70 dias utilizando dois métodos de emulsificação, sendo eles, a homogeneização mecânica (HM) e a emulsificação espontânea (EE), sendo a emulsão caracterizada quanto ao seu tamanho de gotícula por espalhamento dinâmico de luz, potencial ζ, reologia e microscopia eletrônica de transmissão. Foi realizada também a caracterização e atividade antioxidante e hipoglicêmica de dois quimiotipos de EuEO, um contendo curzereno (EuEOc) e outro selina (EuEOs) como componentes majoritários. Em seguida, formulações contendo EuEOs, como fase dispersa e os polissacarídeos A, X e GB como estabilizantes foram preparadas por emulsificação espontânea, avaliadas segundo sua atividade antioxidante e hipoglicêmica e caracterizadas quanto ao seu tamanho de gotícula e potencial ζ durante 28 dias. Na avaliação de 70 dias, A (4 mg/mL) se mostrou eficaz na estabilização do tamanho das gotículas em emulsões com até 50 nm através da emulsificação espontânea, apresentando comportamento semelhante com a goma guar comercial em relação ao seu tamanho de gotícula e comportamento reológico. Na avaliação dos quimiotipos de EuEO, foi observado que EuEOc apresentou maior atividade hipoglicêmica, com IC50 de 2,9±0,7 µg/mL, inferior ao controle positivo cujo IC50 foi de 15±3,0 µg/mL, confirmando seu uso popular e potencial farmacológico no controle das consequências de diabetes melitus tipo 2. EuEOc apresentou também atividade antioxidante de redução de radicais ABTS, com IC50 de 10 mg/mL para ABTS e 40 mg/mL para DPPH, semelhante a EuEOs, porém inferior ao controle positivo. Na análise de 28 dias, A, X e GB apresentaram atividade emulsificante em emulsões contendo EuEOc, sendo X e GB os que mais se destacaram por terem sido capazes de manter emulsões estáveis com preservação da atividade hipoglicêmica do óleo essencial em torno de 20% e a atividade antioxidante de inibição de radicais DPPH superior a 10%, respectivamente. Desse modo, a utilização de polissacarídeos extraídos da flora brasileira possuem potencial de serem utilizados como emulsificantes em substituição às gomas comerciais, bem como na formulação biotecnológica de materiais para a manutenção da atividade biológica de óleos essenciais.
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MARIA DA CONCEIÇÃO VIANA INVENÇÃO
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DESENVOLVIMENTO DE VACINAS TERAPÊUTICAS PARA O CÂNCER DE COLO DE ÚTERO BASEADAS EM DNA E RNAm CONTENDO O GENE E5 DO PAPILOMAVÍRUS HUMANO TIPO 16 CARREADAS POR LEVEDURA E SEUS DERIVADOS
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Orientador : ANTONIO CARLOS DE FREITAS
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MEMBROS DA BANCA :
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ANTONIO CARLOS DE FREITAS
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FERNANDA CRISTINA BEZERRA LEITE
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ISABELLE FREIRE TABOSA VIANA
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MOACYR JESUS BARRETO DE MELO REGO
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PAULO EUZEBIO CABRAL FILHO
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Data: 20/02/2026
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O câncer do colo do útero está relacionado à infecção prolongada pelo Papilomavírus Humano (HPV). As terapias atuais são pouco eficazes e muito invasivas. Assim, há a necessidade de investir em novas alternativas de tratamentos com potencial imunoestimulatório, como imunoterapias a partir de vacinas terapêuticas. Nesse contexto, o presente estudo buscou desenvolver estratégias vacinais terapêuticas baseadas em DNA e RNAm contendo o oncogene E5wt do HPV carreado por leveduras Pichia pastoris e cápsula de β-glucano. O oncogene E5 foi amplificado a partir do genoma do HPV16 e inserido em dois vetores de expressão para carreamento por levedura, o pLT-CMV-ARS e o pLT-PGK-IRES-ARS (vacinas de DNA e RNAm, respectivamente), enquanto que nas cápsulas foi utilizado o vetor pVAX1. A expressão dos antígenos presentes nas vacinas de DNA e RNAm foi avaliada em células HEK-293 T e nas leveduras, respectivamente. Já as cápsulas com DNA foram confirmadas por microscopia de fluorescência.Para avaliação da imunogenicidade in vitro, as vacinas foram avaliadas quanto à indução da liberação de citocinas a partir do estímulo de PBMCs. Para avaliação in vivo do efeito antitumoral das vacinas carreadas por levedura foi feito um esquema de inoculação de células tumorais C3 seguido de 2 doses de levedura com intervalo de 7 dias para acompanhamento do crescimento tumoral, imunofenotipagem, dosagem de citocinas e avaliação histopatológica. Foram confirmadas a clonagem nos três vetores, bem como a expressão dos antígenos. A partir do ensaio de imunoestimulação in vitro foi observado que todas as vacinas estimularam a secreção de citocinas voltadas para perfil pró-inflamatório e citotóxico e que a levedura por si só tem propriedades adjuvantes. A partir disso, os ensaios in vivo realizados com as vacinas carreadas por levedura demonstraram que a vacina de DNA promoveu redução nos volumes tumorais e apresentou tendência de induzir aumento de IFN-γ. Já em relação à resposta imunológica antitumoral, em ambas as estratégias vacinais as detecções de linfócitos TCD8+ e TCD4+, bem como macrófagos CD80+ e CD206+ foram maiores que o controle. Além disso, os tumores dos grupos vacinados apresentaram maior quantidade de infiltrados linfocitários, figuras de mitose, necrose tumoral e fibrose, destacando a capacidade dessa abordagem terapêutica de aumentar a produção de células T, a especificidade para atingir células tumorais e a regeneração tecidual na região que foi afetada pelo tumor. Assim, foi possível demonstrar que as estratégias vacinais com oncogene E5 que usam leveduras e seus derivados para carreamento de vacinas de ácidos nucleicos são capazes de induzir efeito antitumoral mais amplo, incluindo efeitos desde a redução de volume até uma resposta pró-inflamatória importante na indução de citotoxicidade de células tumorais.
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Mostrar Abstract
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A infecção prolongada do Papilomavírus Humano (HPV) tem relação com o câncer de colo do útero, considerado o quarto câncer que mais afeta mulheres no mundo, provocando aproximadamente 350.000 mortes em 2022. A maioria desses casos estão associados a infecção pelo genótipo de alto risco oncogênico HPV16. As terapias atuais são pouco eficazes e muito invasivas, assim há a necessidade de investir em novas alternativas de tratamentos, como estratégias de imunoterapias. Nesse contexto, o objetivo do presente estudo foi desenvolver uma estratégia vacinal terapêutica baseada em DNA para o câncer de colo do útero contendo o oncogene E5 tipo selvagem (wildtype - wt) do HPV carreado por cápsulas de levedura Pichia pastoris. O oncogene foi obtido a partir do genoma do HPV16, clonado no vetor pBR322, utilizando PCR convencional. Em seguida esse gene foi digerido e ligado ao vetor de expressão pVAX1 formando o clone pVAX-E5wt que foi confirmado por digestão enzimática e sequenciamento. Posteriormente, para obtenção das cápsulas, leveduras da espécie P. pastoris passaram por tratamentos para remoção dos componentes intracelulares, fornecendo uma estrutura capsular a qual a vacina de DNA construída foi inserida. Para visualização da incorporação da vacina, o DNA foi marcado para visualização através de microscopia de fluorescência. Os amplicons de E5wt foram obtidos, purificados e ligados ao vetor de expressão pVAX1 formando os clones pVAX-E5wt que foram inseridos nas cápsulas de levedura. A microscopia de fluorescência confirmou a internalização de pVAX-E5wt ao comparar com o controle, cápsula vazia, através da marcação do DNA por 4′,6-diamidino-2-phenylindole (DAPI). Assim, foi o obtida uma vacina terapêutica de DNA com um oncogene associado a lesões pré-cancerosas, E5 wt, carreada por cápsula de levedura que é considerada um vetor com propriedades adjuvantes naturais viabilizando a apresentação às células TCD8+ de resposta antitumoral. Diante da estratégia vacinal obtida posteriormente será avaliado in vitro e in vivo o seu potencial de estímulo à citotoxicidade e redução da progressão tumoral.
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JEANDERSON MARCELINO DA SILVA
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AVALIAÇÃO DAS PROPRIEDADES ANTI-INFLAMATÓRIA, ANTINOCICEPTIVA E ANTIGENOTÓXICA E DO PERFIL TOXICOLÓGICO DO ÓLEO FIXO DE Syagrus vagans (Bondar) Hawkes
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Orientador : MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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MEMBROS DA BANCA :
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JOAO VICTOR DE OLIVEIRA ALVES
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MARCIA VANUSA DA SILVA
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MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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MEYKSON ALEXANDRE DA SILVA
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WENDEO KENNEDY COSTA
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Data: 26/02/2026
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Syagrus vagans (Bondar) Hawkes, comumente chamado de Ariri e Licurioba, representa uma espécie endêmica do Brasil e habita o bioma Caatinga, exibindo adaptações significativas às condições ambientais semiáridas. O aproveitamento dos frutos, amêndoas e óleo fixo tem sido associado a diferentes aplicações tradicionais em comunidades locais do semiárido, incluindo propriedades farmacológicas, juntamente com outras espécies do gênero Syagrus. O presente estudo teve como objetivo caracterizar o perfil toxicológico e investigar as atividades antigenotóxica, anti-inflamatória e antinociceptiva do óleo fixo de S. vagans (SvO) por meio de diferentes bioensaios. Inicialmente, o perfil dos ésteres graxos do SvO foi caracterizado por cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massas. Realizou-se o ensaio de citotoxicidade utilizando as linhagens celulares HCT-116 e RAW 264.7 em ensaio de viabilidade celular pelo método colorimétrico MTT. Nos testes in vivo, camundongos foram utilizados para o teste de toxicidade oral aguda e para os ensaios de genotoxicidade e mutagenicidade. No modelo de danos genéticos induzidos pelo Metil metanosulfonato (MMS), o SvO foi avaliado quanto às suas propriedades antigenotóxica e antimutagênica. As atividades antinociceptivas foram investigadas em modelos animais de contorções abdominais e pelo teste de formalina, enquanto as propriedades anti-inflamatórias do SvO foram avaliadas pelos modelos de edema de pata e pelo teste de peritonite. Na caracterização dos ácidos graxos, o SvO demonstrou uma composição diversa, com ácido láurico, ácido palmítico e ácido linoleico apresentando os maiores percentuais. No teste de citotoxicidade, aconcentração inibitória de 50% (IC50) do SvO para HCT-116 e RAW 264.7 excedeu 200 µg/mL, respectivamente. Na avaliação da toxicidade aguda, não houve mortalidade, mudanças comportamentais nem alterações significativas nos parâmetros analisados, incluindo peso, consumo de água ou ingestão de alimento. Os parâmetros bioquímicos, as análises histomorfométricas e os marcadores de estresse oxidativo não mostraram alterações significativas após a exposição aguda, havendo apenas mudança nos mecanismos antioxidantes enzimáticos, como o aumento da enzima SOD. Nenhum efeito genotóxico ou impacto mutagênico foi observado após a administração de SvO no grupo tratado. No ensaio com MMS, o tratamento com SvO reduziu os índices genotóxicos em relação ao controle, enquanto o teste de micronúcleo evidenciou diminuição na frequência de micronúcleos, embora ainda superior ao grupo controle. Nos ensaios antinociceptivos, o SvO reduziu as contorções abdominais induzidas por ácido acético e atenuou as fases neurogênica e inflamatória no teste da formalina. O óleo de Ariri também apresentou efeito antiedematogênico no modelo de carragenina, além de diminuir a migração celular e os níveis de citocinas inflamatórias na cavidade peritoneal. Em conjunto, os achados indicam que o SvO apresenta relevante potencial genoprotetor, anti-inflamatório e antinociceptivo, associado à modulação da resposta inflamatória e à segurança biológica observada, justificando futuras investigações para consolidar seu uso na prática clínica.
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S. vagans (Bondar) Hawkes é uma espécie nativa do bioma Caatinga, comumente reconhecida pelos nomes populares Ariri e Licurioba. Seu óleo fixo tem sido associado a propriedades anti-inflamatórias e cicatrização de feridas. No entanto, ainda são escassos estudos etnofarmacológicos relativos à sua eficácia e também da sua segurança. O presente estudo teve como objetivo avaliar a segurança do uso do óleo de S. vagans (SvO) por meio de ensaios in vitro e in vivo. Inicialmente, o perfil dos ésteres graxos do SvO foi quantificado por cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massas. Realizou-se o ensaio de citotoxicidade utilizando duas linhagens celulares: HCT-116 (carcinoma colorretal) e RAW 264.7 (macrófago murino) em diluições seriadas (6,25 - 200 μg/mL). Camundongos machos da espécie Mus musculus foram utilizados para o teste de toxicidade aguda, sendo administrada uma dose única de SvO de 2.000 mg/kg por gavagem. Durante o período de teste de 14 dias foram monitorados o peso, o consumo de água e a mortalidade. Ao final do experimento, os animais foram anestesiados, o sangue foi coletado para análises bioquímicas, um fragmento do fígado foi utilizado para análise do estado oxidativo e do sistema antioxidante e a avaliação histomorfométrica foi realizada no fígado, rim e baço. Também foram realizados ensaios de genotoxicidade (teste do cometa) e mutagenicidade (teste do micronúcleo) com uma dose única de SvO de 2.000 mg/kg em camundongos.A caracterização do óleo revelou o ácido láurico como o composto majoritário (41,25%). No ensaio de citotoxicidade, foram observados níveis mínimos de citotoxicidade nas duas linhagens celulares testadas. A avaliação da toxicidade aguda não mostrou alterações no peso, consumo de água ou ingestão de alimento. Além disso, os parâmetros bioquímicos não apresentaram diferenças em comparação ao grupo controle. O SvO não induziu alterações nos marcadores de estresse oxidativo ou no equilíbrio REDOX do fígado, mas houve um aumento nos mecanismos antioxidantes enzimáticos, como SOD. A avaliação histomorfométrica não mostrou alterações no fígado, rim ou baço. Nenhum efeito genotóxico ou impacto mutagênico foi observado após a administração de SvO no grupo tratado. Considerando esses achados, o óleo fixo extraído de S. vagans não apresentou sinais de toxicidade aguda em camundongos. Esta pesquisa contribui para a validação da segurança do uso do óleo de Ariri e estudos futuros são necessários para investigar suas propriedades farmacológicas.
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GEORON FERREIRA DE SOUSA
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ACHADOS EM PACIENTES HOSPITALIZADOS NÃO VACINADOS DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19: IMPACTO DAS COMORBIDADES NOS PARÂMETROS CLÍNICOS, LABORATORIAIS E IMUNOLÓGICOS
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Orientador : CRISTIANE MOUTINHO LAGOS DE MELO
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MEMBROS DA BANCA :
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CRISTIANE MOUTINHO LAGOS DE MELO
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JACINTO DA COSTA SILVA NETO
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CARLA TORRES BRACONI DOS SANTOS
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MADI VEIGA DINIZ
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WENDELL PALOMA MARIA DOS SANTOS REIS
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Data: 05/03/2026
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A pandemia de COVID-19 continua a evidenciar o impacto significativo das comorbidades pré-existentes na progressão da doença e nos desfechos clínicos, devido aos fatores de risco para formas graves da doença em pacientes não vacinados. Neste estudo, avaliamos a associação entre diversos achados clínicos/laboratoriais e comorbidades em uma coorte de pacientes não vacinados hospitalizados em enfermarias ou unidades de terapia intensiva em Recife, Pernambuco, Brasil. Foram incluídos 36 voluntários não vacinados. Foram realizadas análises clínicas, bioquímicas, hematológicas e microbiológicas. A imunidade celular, a dosagem de citocinas e a expressão gênica também foram analisadas. Além disso, amostras de soro foram submetidas a testes sorológicos e de neutralização utilizando as variantes do SARS-CoV-2 selvagem (WT), P1/Gama, Delta e Ômicron original (BA.1.1.529). Como principais resultados, demonstramos que a hipertensão foi a comorbidade mais comum entre os pacientes que necessitaram de suplementação de oxigênio, seguida pela diabetes e pela síndrome metabólica. Essas condições estavam associadas ao aumento da gravidade da doença, com níveis elevados de biomarcadores inflamatórios (D-dímero, proteína C-reativa), neutrofilia e linfopenia. A inflamação crônica, frequentemente observada no diabetes e na síndrome metabólica, agrava a resposta inflamatória desencadeada pela COVID-19, intensificando a lesão endotelial e promovendo um estado de hipercoagulabilidade. Além disso, pacientes com comorbidades apresentaram imunidade humoral comprometida, com menor soroconversão e atividade neutralizante reduzida, o que dificultou a capacidade de combate ao vírus. Este estudo também revelou que pacientes com diabetes e síndrome metabólica apresentaram uma resposta imune exacerbada mediada por células Th17, contribuindo para desfechos graves e falência de múltiplos órgãos. Esses achados ressaltam a importância do cuidado personalizado e de intervenções direcionadas para pacientes com comorbidades, destacando a necessidade de mais pesquisas sobre distúrbios metabólicos, disfunção imunológica e COVID-19.
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A pandemia de COVID-19 continua a evidenciar o impacto significativo das comorbidades pré-existentes na progressão da doença e nos desfechos clínicos, devido aos fatores de risco para formas graves da doença em pacientes não vacinados. Neste estudo, avaliamos a associação entre diversos achados clínicos/laboratoriais e comorbidades em uma coorte de pacientes não vacinados hospitalizados em enfermarias ou unidades de terapia intensiva em Recife, Pernambuco, Brasil. Foram incluídos 36 voluntários não vacinados. Foram realizadas análises clínicas, bioquímicas, hematológicas e microbiológicas. A imunidade celular, a dosagem de citocinas e a expressão gênica também foram analisadas. Além disso, amostras de soro foram submetidas a testes sorológicos e de neutralização utilizando as variantes do SARS-CoV-2 selvagem (WT), P1/Gama, Delta e Ômicron original (BA.1.1.529). Como principais resultados, demonstramos que a hipertensão foi a comorbidade mais comum entre os pacientes que necessitaram de suplementação de oxigênio, seguida pela diabetes e pela síndrome metabólica. Essas condições estavam associadas ao aumento da gravidade da doença, com níveis elevados de biomarcadores inflamatórios (D-dímero, proteína C-reativa), neutrofilia e linfopenia. A inflamação crônica, frequentemente observada no diabetes e na síndrome metabólica, agrava a resposta inflamatória desencadeada pela COVID-19, intensificando a lesão endotelial e promovendo um estado de hipercoagulabilidade. Além disso, pacientes com comorbidades apresentaram imunidade humoral comprometida, com menor soroconversão e atividade neutralizante reduzida, o que dificultou a capacidade de combate ao vírus. Este estudo também revelou que pacientes com diabetes e síndrome metabólica apresentaram uma resposta imune exacerbada mediada por células Th17, contribuindo para desfechos graves e falência de múltiplos órgãos. Esses achados ressaltam a importância do cuidado personalizado e de intervenções direcionadas para pacientes com comorbidades, destacando a necessidade de mais pesquisas sobre distúrbios metabólicos, disfunção imunológica e COVID-19.
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MILENA ROBERTA FREIRE DA SILVA
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CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DO POTENCIAL BIODEGRADATIVO DE CONSÓRCIOS BACTERIANOS FRENTE A MICROPLÁSTICOS (MPS) PROVENIENTES DE AMBIENTES SOB INFLUÊNCIA ANTRÓPICA
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Orientador : MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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AMANDA VIEIRA DE BARROS
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LIVIA CAROLINE ALEXANDRE DE ARAUJO
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MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
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RANILSON DE SOUZA BEZERRA
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RICARDO MARQUES NOGUEIRA FILHO
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Data: 20/03/2026
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A poluição por microplásticos (MPs) tem se destacado como um problema ambiental crescente, especialmente em ambientes aquáticos influenciados por atividades antrópicas. A Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Multifabril, localizada em Jaboatão dos Guararapes, recebe efluentes industriais e domésticos e tem como corpo receptor o rio Jaboatão. O riacho Cavouco, por sua vez, é um ambiente aquático urbano que deságua no Rio Capibaribe e sofre influência de diferentes fontes de impacto ambiental. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo investigar o potencial de comunidades bacterianas desses ambientes na interação com MPs, a partir de duas abordagens complementares: uma revisão sistemática da literatura e um estudo experimental. A revisão sistemática foi conduzida em bases de dados científicas, utilizando descritores relacionados a MPs, biodegradação e bactérias, com critérios de seleção previamente estabelecidos, visando identificar o estado da arte sobre microrganismos com potencial para degradação de plásticos. Paralelamente, no estudo experimental, amostras de lodo foram coletadas em três pontos da ETE Multifabril e três pontos do riacho Cavouco. A caracterização microbiológica foi realizada por extração de DNA com o kit DNeasy PowerSoil, seguida de sequenciamento metabarcoding do gene 16S rRNA para identificação das Unidades Taxonômicas Operacionais (OTUs). Para avaliar a interação com MPs, partículas de polietileno de baixa densidade (LDPE) foram incubadas em reatores biológicos em batelada contendo consórcios bacterianos provenientes dos dois ambientes durante 90 dias, com análises por espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados da revisão sistemática evidenciaram o crescente interesse científico na biodegradação de microplásticos e destacaram diferentes grupos bacterianos associados à colonização e transformação de polímeros. No estudo experimental, foram observadas diferenças na composição das comunidades bacterianas entre os ambientes analisados, com maior diversidade no riacho Cavouco. Além disso, os MPs atuaram como superfícies seletivas para colonização microbiana, favorecendo a formação de biofilmes. As análises por MEV confirmaram a presença de material biológico aderido às partículas, enquanto os espectros de FTIR indicaram manutenção da estrutura química do polímero, com alterações discretas possivelmente relacionadas à matriz extracelular do biofilme. Em conjunto, os resultados indicam que ambientes aquáticos impactados podem atuar como reservatórios de microrganismos com potencial biotecnológico, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre a interação entre comunidades bacterianas e microplásticos, especialmente em estágios iniciais do processo de biodegradação.
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A Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) Multifabril, localizada em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, nordeste do Brasil, desempenha um papel fundamental no tratamento de efluentes industriais e domésticos dessa região. Inaugurada em 1980, utiliza um sistema de lagoas e atende à comunidade local e às indústrias do Conjunto Industrial Multifabril. Esta ETE tem sido eficaz na remoção de grande parte da matéria orgânica dos efluentes, com o rio Jaboatão como o destino do “material” tratado. O riacho Cavouco, por outro lado, é um corpo d'água natural também localizado no estado de Pernambuco, que se estende por aproximadamente 6 km desembocando no rio Capibaribe, uma das principais bacias hidrográficas do estado. Este riacho é influenciado tanto por fatores naturais quanto por intervenções humanas, representando um ambiente aquático diversificado. Sendo assim, o presente estudo objetivou realizar o estudo com duas abordagens: 1 realizar um estudo de revisão sobre o estado-da-arte: por meio da realização de uma revisão sistemática da literatura e 2. realizar um estudo experimental para caracterizar a microbiota destes dois ambientes e avaliar o potencial biotecnológico dessas bactérias para a degradação de Microplásticos (MP’s). Para o artigo experimental, amostras de lodo foram coletadas na ETE Multifabril (3 pontos) e no Riacho Cavouco (3 pontos), acondicionadas em frascos adequados e mantidas refrigeradas até suas análises. Foi verificado os Sólidos Totais (ST), Sólidos Totais Fixos (STF) e Sólidos Totais Voláteis (STV) utilizando a secagem em estufa e combustão em forno mufla, o que permitiu calcular a quantidade total de sólidos, a fração de sólidos não volatilizáveis e a fração de sólidos volatilizáveis. Para caracterizar a microbiota presente nos ambientes foi utilizado o Kit de extração de DNA DNeasy PowerSoil e o material genético foi enviado para sequenciamento metabarcoding do gene 16S rRNA. Em seguida, as sequências foram processadas e analisadas para identificar e classificar as Unidades Taxonômicas Operacionais (OTUs). O artigo de revisao demonstrou uma diversidade bactériana que apresentam a capacidade de degradar MPs, bem como quais enzimas estão atuando em tal processo de forma mais efetiva. Em relação as analises experimentais foram observadas diferenças significativas nos ST entre os ambientes investigados, refletindo as características e os processos presentes em cada ambiente. Quanto a caracterização microbiológica, foi possível observar diferenças significativas presente nos dois locais investigados, com maior diversidade no riacho Cavouco. A predominância de diferentes filos e gêneros bacterianos nos dois ambientes sugere adaptações às condições específicas de cada local, tanto em termos de processos naturais quanto em relação as atividades realizadas. Os dados aqui apresentados revelam não apenas a microbiota presente nestes locais, mas também as potenciais fontes de microrganismos para a degradação de microplásticos.
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JOYCE BEZERRA GUEDES
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Biodiversidade química e avaliação farmacológica in vitro e in vivo de óleos da Caatinga: estudo de Syagrus coronata (Mart.) Becc e Eugenia gracillima Kiaersk
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Orientador : MARCIA VANUSA DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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MARCIA VANUSA DA SILVA
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ALISSON MACARIO DE OLIVEIRA
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MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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RAFAEL DE FELÍCIO
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WENDEO KENNEDY COSTA
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Data: 06/04/2026
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Espécies vegetais nativas da Caatinga brasileira desempenham papel fundamental na alimentação e na medicina tradicional, sendo fontes importantes de compostos bioativos com potencial terapêutico. Entre essas espécies, destacam-se a Syagrus coronata (Licuri) e Eugenia gracillima, amplamente utilizadas pelas comunidades locais. Esse trabalho, investigou o potencial bioativo do óleo essencial de E. gracillima (OOEg), obtido por hidrodestilação e caracterizado quimicamente por GC-MS, bem como o perfil de óleos fixos de S. coronata (OFSc) coletadas em diferentes localidades e de outras palmeiras brasileiras, e analisadas quanto à composição de ácidos graxos por GC-FID. O OEEg foi avaliado quanto à toxicidade aguda, atividades anti-inflamatória e antinociceptiva, e possíveis efeitos sobre o comportamento de camundongos. Paralelamente, os óleos de Licuri e suas frações foram submetidos a ensaios anticâncer in vitro, permitindo avaliar seletividade e potencial atividade biológica frente a células tumorais. A caracterização química do OEEg identificou o germacreno-D como composto majoritário, enquanto os ensaios farmacológicos demonstraram atividade anti-inflamatória e antinociceptiva, sem efeitos adversos sobre parâmetros hematológicos, bioquímicos ou comportamentais. Os óleos de Licuri apresentaram distribuição de ácidos graxos relativamente consistente entre localidades, com variações especialmente no teor de ácido láurico, e diferenças significativas em relação a outras espécies de palmeiras. Ensaios anticâncer revelaram atividade seletiva em frações de média e alta complexidade, indicando presença de compostos bioativos com potencial farmacológico. De forma integrada, os resultados evidenciam o potencial bioativo de óleos vegetais de espécies nativas da Caatinga, reforçando a importância da combinação de caracterização química e avaliação biológica como estratégia para valorização científica e sustentável desses recursos. Esta pesquisa contribui para o entendimento do valor farmacológico do óleo essencial de E. gracillima e do óleo fixo de S. coronata, oferecendo subsídios para futuras aplicações terapêuticas e conservação da biodiversidade brasileira.
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A palmeira da Caatinga, Syagrus coronata, conhecida popularmente como Licuri, possui grande importância social, econômica e ecológica para as comunidades no Semiárido Brasileiro, principalmente devido a sua aplicação cosmética e alimentícia. O óleo de Licuri também é usado na medicina popular, ainda de forma empírica, no tratamento de diferentes enfermidades. Dessa forma, pesquisas que ampliam os conhecimentos sobre o potencial farmacêutico do óleo de Licuri, e que atrelem o conhecimento popular ao científico, são extremamente importantes. Ácidos graxos extraídos de palmeiras da família Arecaceae, como o Licuri, têm demonstrado uma variedade de atividades biológicas. Dentre esses compostos, o ácido láurico (AL), representa cerca de 40% da composição química do óleo de Licuri. É um aliado valioso na indústria cosmética e vem sendo apontado como responsável por parte das atividades biológicas relatadas para o óleo fixo de Licuri. Nesse sentido, esse estudo se propõe a avaliar o perfil químico e identificar os compostos bioativos presentes no óleo fixo de S. coronata e de outras palmeiras da família Arecaceae. Esta abordagem visiona embasar métodos para o controle de qualidade e previsibilidade de produção do óleo de Licuri por cooperativas locais, além de explorar o potencial do óleo das palmeiras brasileiras, e de seus componentes químicos, também para aplicações farmacêuticas. Para isto, foram realizadas coletas do Licuri e de outros frutos de palmeiras do Brasil, em diferentes biomas. Para o Licuri foram ainda realizadas coletas em nove localidades distintas. As amêndoas de cada espécie, ou oriundas das nove localidades de coleta do Licuri, foram prensadas a frio, obtendo-se os óleos fixos. O perfil de ácidos graxos nestes óleos foi inicialmente avaliado por cromatografia gasosa acoplada à detecção em chama de ionização (GC-FID). Esta etapa da pesquisa visou identificar as variações na composição química do óleo de Licuri, e entender quais fatores podem estar relacionados a isso. Além disso, foi realizada uma análise comparativa do perfil de ácidos graxos e o teor de LA presente nas amostras. Os resultados indicaram uma distribuição semelhante de ácidos graxos livres entre os diferentes óleos de Licuri analisados (OFSc A, B, C e OFSc loc1 a loc9). Em relação ao teor de AL, as amostras padrão (OFSc A, B e C), apresentaram uma média de 400 mg/ml, com uma variação inferior a 3%. Já, as amostras coletadas nas nove diferentes localidades (OFsc loc1 a loc9), evidenciaram uma média de 420 mg/ml, com uma variação de 22% a 40% entre elas. A comparação entre S. coronata e outras quatro espécies de palmeiras do Brasil (Syagrus schizophyla, Syagrus werdermanii, Attalea speciosa e Butia catarinensis), revelou variações, tanto na distribuição dos ácidos graxos, quanto no teor de AL. Baseado em estudos recentes, que evidenciam o potencial biológico de S. coronata e a bioatividade do AL, investigou-se a atividade biológica do óleo de Licuri e suas frações, frente a ensaios anticâncer. Os resultados mostraram atividades seletivas significativas para frações de média e alta complexidade. Em razão destes resultados, seguimos com o isolamento e caracterização química e biológica dos compostos bioativos presentes no óleo de Licuri, visando avaliar o potencial de aplicação destes no desenvolvimento de novos produtos farmacêuticos.
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ANDREZA LARISSA DO NASCIMENTO
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“Bioprospecção de espécies da Caatinga: Caracterização farmacológica do óleo essencial das folhas de Eugenia pohliana DC. e investigação do potencial anticâncer in vitro de frações do óleo fixo das amêndoas de Syagrus coronata (Mart.) Becc”
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Orientador : MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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MEMBROS DA BANCA :
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MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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ALISSON MACARIO DE OLIVEIRA
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THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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DANIELI CRISTINA GONÇALVES
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WENDEO KENNEDY COSTA
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Data: 10/04/2026
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Produtos naturais constituem uma importante fonte de moléculas bioativas e têm desempenhado papel relevante na descoberta de fármacos devido à diversidade estrutural e à complexidade química de seus metabólitos. No semiárido brasileiro, especialmente no bioma Caatinga, diversas espécies vegetais apresentam diversidade química pouco explorada, incluindo plantas utilizadas tradicionalmente com finalidade terapêutica. Diferentes estratégias experimentais podem ser aplicadas na investigação dessas substâncias, incluindo a validação farmacológica de usos tradicionais e abordagens de triagem voltadas à identificação de compostos bioativos com potencial farmacológico. Este estudo teve como objetivo investigar atividades biológicas de produtos naturais derivados de espécies da Caatinga, combinando modelos farmacológicos in vivo e estratégias de triagem fenotípica multiparamétrica baseadas em High Content Screening (HCS). O óleo essencial de Eugenia pohliana DC. (OEEp) foi caracterizado por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (CG–MS) e avaliado em modelos in vivo de nocicepção e inflamação. A análise química revelou como constituintes majoritários (E)-β-cariofileno (15,56%), δ-cadineno (11,24%) e α-cadinol (10,89%). Nos ensaios farmacológicos, o OEEp reduziu significativamente o número de contorções abdominais induzidas por ácido acético e inibiu as fases neurogênica e inflamatória no teste da formalina, indicando atividade antinociceptiva e anti-inflamatória. Paralelamente, frações do óleo fixo de Syagrus coronata (Mart.) Becc. (OFSc) foram investigadas quanto à atividade citotóxica utilizando um ensaio multiparamétrico baseado em HCS integrado a análises de triagem quantitativa de alto desempenho (qHTS). O método foi desenvolvido, otimizado e validado utilizando compostos de referência, incluindo produtos naturais. As frações avaliadas reduziram a viabilidade de células de câncer colorretal (HCT 116) e apresentaram menor citotoxicidade em queratinócitos humanos não tumorais (HaCaT), resultando em índices de seletividade superiores a 4. Também foi observada redução significativa da viabilidade em células de câncer de mama triplo-negativo (MDA-MB-231). Dados obtidos por LC-MS/MS sugerem que compostos minoritários presentes no OFSc podem estar associados aos efeitos anticancerígenos seletivos observados, uma vez que as amostras com atividade não apresentaram LA em sua composição. No entanto, são necessários ensaios complementares e análises químicas adicionais para a identificação precisa dos compostos bioativos responsáveis por essa atividade. Em conjunto, os resultados indicam atividade farmacológica do óleo essencial de E. pohliana e evidenciam que frações do óleo fixo de S. coronata contêm compostos associados à atividade citotóxica seletiva. Além disso, o estudo contribui com estratégias de triagem fenotípica multiparamétrica baseadas em HCS para a investigação de produtos naturais.
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O câncer uma das principais causas de mortalidade global, representa um desafio significativo para a saúde pública. Embora os tratamentos convencionais mostrem eficácia, estes frequentemente são acompanhados de efeitos colaterais. Assim, a busca por terapias alternativas e mais seletivas tem se intensificado. Produtos naturais (PNs) historicamente representam a maior fonte de novos fármacos, assim como de novos agentes quimioterápicos, mesmo na era das terapias baseadas em alvos. PNs provenientes do semiárido brasileiro, em especial do bioma Caatinga, apresentam grande potencial terapêutico. A exemplo, a palmeira endêmica, Syagrus coronata (Mart.) Becc., denominada popularmente Licuri, já é conhecida por suas propriedades nutricionais e terapêuticas, especialmente na indústria cosmética e alimentícia, já apresentando importância socioeconômica regionalmente. A literatura também descreve a atividade anticancerígena de compostos majoritários do Licuri, como o lauric acid (LA), especialmente em células de câncer colorretal. No entanto, a caracterização desta ação do LA, assim como do potencial terapêutico dos compostos minoritários do Licuri, ainda é pouco explorada. Desta forma, este estudo investigou o potencial anticancerígeno das frações do óleo de Licuri utilizando a técnica de High Content Screening (HCS) acoplada ao modelo Quantitative High Throughput Screening (qHTS), com o objetivo de avaliar a viabilidade celular e o Selectivity Index (SI) de compostos presentes no óleo de Licuri na busca de novas terapias contra câncer, aliado ao aprofundamento de seus mecanismos de ação (MoA). Propôs-se a aplicação de um método customizado de HCS para a avaliação destes PNs, assim como para a triagem de amplas bibliotecas químicas no futuro. O método visa a determinação de sete parâmetros celulares críticos: (1) viabilidade celular, (2) morfologia nuclear, (3) indução de danos às membranas celulares, (4) função mitocondrial (potencial transmembrana mitocondrial - ΔΨ m), (5) estresse oxidativo (ROS), (6) agregação de proteínas, gerando estresse no retículo endoplasmático (endoplasmic reticulum stress; ER stress) e (7) indução de apoptose. Esses parâmetros são essenciais para descoberta de novos antitumorais, bem como para determinação de citotoxicidade de compostos em pipelines de descoberta de fármacos. O método foi desenvolvido, testado e validado com compostos referência, incluindo PNs, fornecendo dados robustos para a priorização de hits com base nos mecanismos de ação. Este método será posteriormente aplicado para a avaliação de PNs oriundos do óleo de Licuri. Os resultados indicaram que o óleo de Licuri contém compostos com atividade anticancerígena seletiva, reduzindo a viabilidade celular das células de câncer colorretal (HCT-116) e apresentando menor potência em queratinócitos não tumorais (HaCaT). Além disso, esses compostos diminuem a viabilidade de células de câncer de mama triplo-negativo (MDA-MB-231), que são caracterizadas por apresentarem maior resistência a medicamentos. Os estudos avançaram na identificação de compostos minoritários do óleo de Licuri como novos agentes antitumorais, que atuam, a priori, de forma sinérgica. A validação do método de triagem mostrou-se eficaz, fornecendo dados robustos para a priorização de hits com base nos mecanismos de ação, o que contribui significativamente para o pipeline de descoberta de fármacos. Contudo, este trabalho vem destacando o potencial do óleo de Licuri como uma fonte de compostos anticancerígenos seletivos e evidencia a eficácia das metodologias avançadas de triagem, baseadas em HCS na aceleração da descoberta de novas moléculas com mecanismos citotóxicos de interesse terapêutico.
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NATHALIA BANDEIRA CARVALHO DOS SANTOS
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Aplicação de microalgas provenientes de estação de tratamento de efluentes domésticos e industriais na remoção de alquilbenzeno sulfonado linear
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Orientador : FABRICIO MOTTERAN
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MEMBROS DA BANCA :
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FABIO HENRIQUE PORTELLA CORREA DE OLIVEIRA
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FABRICIO MOTTERAN
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GLAUCIA MANOELLA DE SOUZA LIMA GOMES
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MARCELO CHUEI MATSUDO
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RONALDO FAUSTINO DA SILVA
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Data: 19/05/2026
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A Estação de Tratamento de Águas Residuárias Multifabril, em Jaboatão dos Guararapes, Brasil, recebe efluentes de 15 diferentes indústrias, bem como resíduos domésticos. Isso permitiu o estabelecimento de uma comunidade microbiana altamente adaptada e um elevado nível de remoção de poluentes. Este estudo investigou suas características físico-químicas e como a composição microbiana pode contribuir para sua eficiência. Na análise da comunidade de cianobactérias e microalgas verificou-se que Oocystis sp., Choricystis sp. e Chlorella sp., foram os mais abundantes nas lagoas aeróbias. Contribuindo para o desempenho do tratamento e oxigenação das lagoas. Esses achados indicam que o sistema de tratamento avaliado, que combina lagoas anaeróbias e aeróbias, representa uma solução para o tratamento de águas residuárias industriais e domésticas. Paralelamente, a revisão sistemática, que teve como objetivo de realizar uma revisão sistemática da literatura sobre os efeitos do alquilbenzeno sulfonato linear (LAS) em microalgas, com ênfase na toxicidade, nas concentrações testadas, nas espécies avaliadas e nas eficiências de remoção reportadas. A busca sistemática, conduzida de acordo com as diretrizes PRISMA, resultou na seleção de 17 estudos publicados entre 2005 a 2023. As concentrações de LAS avaliadas variaram de 0,001 a 1.000 mg/L. Efeitos tóxicos subletais e letais foram observados em concentrações tão baixas quanto 0,01–0,02 mg/L, com reduções superiores a 90% na viabilidade celular em espécies sensíveis, como Chaetoceros sp. Os valores de IC₅₀ variaram de 0,332 a 8,46 mg/L, indicando elevada variabilidade interespecífica. Em contraste, Chlorella sp. e Scenedesmus sp. mantiveram crescimento em concentrações de até 100 mg/L. Sistemas com microalgas apresentaram eficiências de remoção entre 61,7% e 73,3%, enquanto consórcios microalga-bactéria alcançaram remoções superiores a 90%, com eficiência máxima de 97,2%. Conclui-se que o LAS representa um risco ecotoxicológico; entretanto, as microalgas, especialmente em sistemas simbióticos, constituem alternativas promissoras para sua biorremediação. O LAS é um surfactante aniônico amplamente utilizado em produtos de limpeza domésticos e industriais, sendo frequentemente detectado em ambientes aquáticos. Neste contexto, este estudo teve como objetivo avaliar os mecanismos de remoção do LAS por um consórcio microalgal composto por Oocystis sp., Choricystis sp. e Chlorella sp., isolado de uma estação de tratamento de efluentes, bem como analisar, por meio de revisão sistemática da literatura, os efeitos desse surfactante sobre microalgas. Nos ensaios experimentais de biorremediação, foram avaliadas 11 ensaios sob diferentes condições de luz, concentração inicial do surfactante e biomassa algal, incluindo experimentos com células inativadas para avaliação da biossorção. Os ensaios foram conduzidas com concentrações iniciais de LAS variando entre 6,08 ± 0,86 mg/L e 23,59 ± 5,15 mg/L, sob condições controladas de iluminação e ausência de luz. A quantificação do LAS e de seus homólogos (C10–C13) foi realizada por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC), e os dados foram ajustados a um modelo cinético de decaimento exponencial para avaliação da degradação do surfactante. Os resultados indicaram elevada eficiência de remoção do LAS total, alcançando até 83,3% nas amostras contendo microalgas sob iluminação, com degradação completa dos homólogos de cadeia mais longa (C12 e C13). Em contraste, os homólogos de cadeia mais curta, especialmente o C10, apresentaram maior recalcitrância e tendência de acúmulo, sugerindo sua formação como subproduto da degradação parcial. Ensaios de ecotoxicidade com Aliivibrio fischeri demonstraram redução progressiva da toxicidade ao longo do período experimental, com valores finais em conformidade com a legislação ambiental brasileira vigente.
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A Estação Multifabril de Tratamento de Efluentes (ETE-MF), localizada dentro de um complexo industrial na área metropolitana do Recife, Brasil, recebe efluentes industriais de 15 empresas de diferentes setores, incluindo lavanderia, processamento de alimentos, transporte rodoviário, produção de tintas, metalurgia, etc., bem como efluentes domésticos. Esta é uma unidade de tratamento reconhecida como altamente eficiente pelo sistema estadual de saneamento. Isso leva à pergunta sobre quais são as causas desse cenário e se esse processo pode ser reproduzido para outras unidades de tratamento. Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo avaliar os aspectos físico-químicos do sistema de tratamento e a comunidade microbiana que ali se estabeleceu durante décadas de operação. No geral, os resultados mostraram remoção de DQO (Demanda Química de Oxigênio) de 84,0% e razões DQO/DBO (DBO - Demanda Biológica de Oxigênio) de 1,78 e 5,79 para efluentes brutos não tratados e filtrados, respectivamente. Os resultados identificaram um gradiente decrescente de anoxia desde a entrada do efluente industrial, com a lagoa 1 completamente anaeróbica, a lagoa 2 microaeróbica e a lagoa 3 aeróbica facultativa. A DBO filtrada aumentou nas duas primeiras lagoas e diminuiu após a terceira lagoa, indicando a solubilização e biodegradação da matéria orgânica suspensa. Amônia e ácidos orgânicos foram produzidos na lagoa 1 e posteriormente reduzidos sucessivamente. A análise metagenômica revelou a constituição geral da comunidade bacteriana (bactérias e arqueias) e, juntamente com os dados químicos, permitiu a proposição de um modelo ecometabólico trófico que auxiliou no entendimento da eficiência da biorremediação naquela estação. Esse processo foi concluído pela comunidade de microalgas encontrada principalmente na lagoa 3. No entanto, a remoção de matéria orgânica não foi totalmente acompanhada por uma redução do potencial citotóxico e genotóxico do efluente industrial, em parte devido à carga pesada de metais e moléculas recalcitrantes, em parte devido à provável produção de toxinas pelas comunidades de cianobactérias estabelecidas nas lagoas 1 e 2. Contudo, o alto potencial de biorremediação do lodo que foi estabelecido nesse ambiente parece inegável e a perspectiva de usar esse lodo para outras unidades que tratam efluentes domésticos e/ou industriais deve ser considerada.
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KELIANE OLIVEIRA DE LIMA
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CARACTERIZAÇÃO NUTRICIONAL E DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS DA CAATINGA UTILIZANDO FOLHAS DE Spondias tuberosa Arr. Cam. E AMÊNDOAS DE Syagrus coronata (Mart.) Becc
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Orientador : MARCIA VANUSA DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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MARCIA VANUSA DA SILVA
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MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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ANTONIO FÉLIX DA COSTA
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JENYFFER MEDEIROS CAMPOS GUERRA
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JOAO VICTOR DE OLIVEIRA ALVES
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Data: 21/05/2026
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Diversas espécies compõem a vegetação nativa da Caatinga, destacando-se o umbuzeiro (Spondias tuberosa Arr. Cam.) e o licuri (Syagrus coronata (Mart.) Becc.), usados de forma extrativista, sendo relevante na cultura do sertanejo. Considerando a necessidade de pesquisas que busquem o desenvolvimento sustentável de produtos de espécies nativas, este trabalho teve por objetivo desenvolver produtos alimentícios utilizando duas espécies da Caatinga (umbuzeiro e licurizeiro) na elaboração de produtos de maior valor agregado, construindo uma alternativa saudável, biodiversa e inclusiva. Para isso, o estudo foi realizado em três momentos. Inicialmente, o objetivo foi desenvolver farinhas de folhas de S. tuberosa a partir de duas plantas pertencentes à uma coleção de uma Estação Experimental, e seus respectivos clones a fim de obter a caracterização nutricional e compará-las entre si. Os resultados demonstraram teor significativo de proteínas (16,3 a 18,2 g), altos níveis de cálcio (180 a 250 mg·100 g⁻¹), ferro (6 a 7 mg·100 g⁻¹) e magnésio (140 a 170 mg·100 g⁻¹), qualificando-os como excelentes fontes desses nutrientes; atividade antioxidante notável na redução de DPPH, ABTS e radicais CAT; e a presença de compostos fenólicos (78,03 a 144,01 mg de GAE/g), flavonoides (15,7 a 21,5 mg de GAE/g) e vitamina C (60,07 a 63,95 mg·100 g⁻¹), apresentando atributos nutricionais desejáveis. Além disso, investigaram-se os efeitos da administração oral do extrato aquoso da farinha de folhas de S. tuberosa em camundongos a fim de avaliar a toxicidade aguda (2000 mg/kg, via oral) e subaguda ( 250, 500 e 1000 mg/kg, via oral), mutagenicidade e genotoxicidade do extrato. Foi possível observar que não houve mortalidade ou alterações comportamentais no grupo tratado com o extrato em dose única ou repetida, assim como alterações significativas no ganho de peso, consumo de água e ração ou, ainda, nos parâmetros bioquímicos e hematológicos. O extrato não apresentou sinais de toxicidade ou alterações toxicogenéticas em camundongos, fornecendo evidências de que é seguro para uso em dose única e doses repetidas a curto prazo. Já no terceiro momento, o estudo subsidiou um processo inventivo compreendendo em uma bebida vegetal em pó à base da amêndoa de licuri utilizando agentes adjuvantes na concentração de 25% da massa seca existente na bebida (sendo 98% de Maltodextrina e 2% de Goma Xantana) e o emulsificante Estearato de Sacarose na concentração de 4% de massa seca existente na bebida, através do processo de secagem Spray Dryer. O pó apresentou uma composição centesimal contendo teores de Umidade (3,6%), Resíduo Mineral Fixo (9,66 g/100g), Lipídios (58,34 g/100g), Proteínas Totais (6,85 g/100g), Carboidratos (28,74 g/100g) e Valor energético total (667,42 Kcal/100g), chamando a atenção para os teores preservados de lipídios em sua formulação, quando comparado com as amêndoas in natura, agregando valor nutricional ao produto, tornando-se alternativa para beneficiamento visando aumentar a vida útil e preservar o valor nutricional da matéria-prima. Diante do exposto, esses resultados revelam o potencial nutricional e alimentar, além da versatilidade do uso de espécies nativas da Caatinga.
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Diversas espécies compõem a vegetação nativa da Caatinga, destacando-se o umbuzeiro (Spondias tuberosa Arr. Cam.) e o licuri (Syagrus coronata (Mart.) Becc.), usados de forma extrativista, sendo relevante na cultura do sertanejo. Considerando a necessidade de pesquisas que busquem o desenvolvimento sustentável de produtos de espécies nativas, este trabalho teve por objetivo desenvolver produtos alimentícios utilizando duas espécies da Caatinga (umbuzeiro e licurizeiro) na elaboração de produtos de maior valor agregado, construindo uma alternativa saudável, biodiversa e inclusiva. Para isso, o estudo foi realizado em três momentos. Inicialmente, o objetivo foi desenvolver farinhas de folhas de S. tuberosa a partir de duas plantas pertencentes à uma coleção de uma Estação Experimental, e seus respectivos clones a fim de obter a caracterização nutricional e compará-las entre si. Os resultados demonstraram teor significativo de proteínas (16,3 a 18,2 g), altos níveis de cálcio (180 a 250 mg·100 g⁻¹), ferro (6 a 7 mg·100 g⁻¹) e magnésio (140 a 170 mg·100 g⁻¹), qualificando-os como excelentes fontes desses nutrientes; atividade antioxidante notável na redução de DPPH, ABTS e radicais CAT; e a presença de compostos fenólicos (78,03 a 144,01 mg de GAE/g), flavonoides (15,7 a 21,5 mg de GAE/g) e vitamina C (60,07 a 63,95 mg·100 g⁻¹), apresentando atributos nutricionais desejáveis. Além disso, investigaram-se os efeitos da administração oral do extrato aquoso da farinha de folhas de S. tuberosa em camundongos a fim de avaliar a toxicidade aguda (2000 mg/kg, via oral) e subaguda ( 250, 500 e 1000 mg/kg, via oral), mutagenicidade e genotoxicidade do extrato. Foi possível observar que não houve mortalidade ou alterações comportamentais no grupo tratado com o extrato em dose única ou repetida, assim como alterações significativas no ganho de peso, consumo de água e ração ou, ainda, nos parâmetros bioquímicos e hematológicos. O extrato não apresentou sinais de toxicidade ou alterações toxicogenéticas em camundongos, fornecendo evidências de que é seguro para uso em dose única e doses repetidas a curto prazo. Já no terceiro momento, o estudo subsidiou um processo inventivo compreendendo em uma bebida vegetal em pó à base da amêndoa de licuri utilizando agentes adjuvantes na concentração de 25% da massa seca existente na bebida (sendo 98% de Maltodextrina e 2% de Goma Xantana) e o emulsificante Estearato de Sacarose na concentração de 4% de massa seca existente na bebida, através do processo de secagem Spray Dryer. O pó apresentou uma composição centesimal contendo teores de Umidade (3,6%), Resíduo Mineral Fixo (9,66 g/100g), Lipídios (58,34 g/100g), Proteínas Totais (6,85 g/100g), Carboidratos (28,74 g/100g) e Valor energético total (667,42 Kcal/100g), chamando a atenção para os teores preservados de lipídios em sua formulação, quando comparado com as amêndoas in natura, agregando valor nutricional ao produto, tornando-se alternativa para beneficiamento visando aumentar a vida útil e preservar o valor nutricional da matéria-prima. Diante do exposto, esses resultados revelam o potencial nutricional e alimentar, além da versatilidade do uso de espécies nativas da Caatinga.
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IRIVANIA FIDELIS DA SILVA AGUIAR
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Bioprospecção farmacológica de espécies medicinais da Caatinga: caracterização fitoquímica e atividades biológicas de Eugenia flavescens DC. e Pseudobombax simplicifolium A. Robyns
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Orientador : MARCIA VANUSA DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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MARCIA VANUSA DA SILVA
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ALISSON MACARIO DE OLIVEIRA
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MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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ELBA VERONICA MATOSO MACIEL DE CARVALHO
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IZABELLY BIANCA DA SILVA SANTOS
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Data: 02/06/2026
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A Caatinga representa um dos principais biomas brasileiros, destacando-se pela elevada biodiversidade e pelo amplo uso de espécies medicinais por comunidades tradicionais. Entre as plantas com potencial terapêutico, destacam-se Pseudobombax simplicifolium A. Robyns e Eugenia flavescens DC., utilizadas popularmente no tratamento de processos inflamatórios, dores e distúrbios gastrointestinais. Contudo, ainda são escassas as evidências científicas relacionadas às propriedades farmacológicas e toxicológicas dessas espécies. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar as propriedades fitoquímicas, farmacológicas e toxicológicas do extrato aquoso de Pseudobombax simplicifolium (EAPS) e do óleo essencial de Eugenia flavescens (EOEf), visando à validação científica de seu uso tradicional. Foram realizadas análises fitoquímicas qualitativas e quantitativas para identificação dos principais metabólitos secundários presentes nas espécies estudadas. As atividades biológicas foram investigadas por meio de modelos experimentais in vitro e in vivo voltados à avaliação antioxidante, antinociceptiva, anti-inflamatória, antipirética, gastroprotetora e toxicológica. A análise fitoquímica do EAPS revelou elevados teores de compostos fenólicos e flavonoides, com identificação de catequina e epicatequina. O EOEf apresentou composição rica em sesquiterpenos, destacando-se guaiol, germacreno B, biciclogermacreno e E-cariofileno. Nos ensaios de toxicidade oral aguda, tanto o EAPS quanto o EOEf apresentaram baixa toxicidade, sem alterações comportamentais ou sinais relevantes de toxicidade sistêmica. Ambos demonstraram significativa atividade antioxidante nos ensaios ABTS, DPPH e capacidade antioxidante total (CAT). Na avaliação antinociceptiva, o EOEf promoveu inibição de 72,05% na dose de 100 mg/kg, enquanto o EAPS apresentou redução de 62,1% na mesma dose. No teste da formalina, o EAPS reduziu significativamente o tempo de lambida das patas, sendo esse efeito revertido pela naloxona e atropina, sugerindo envolvimento dos sistemas opioide e colinérgico. Em relação à atividade anti-inflamatória, o EOEf apresentou inibição do edema de pata de 95,50% e 97,69% nas doses de 50 e 100 mg/kg, respectivamente. O EAPS reduziu aproximadamente 48% do edema na dose de 100 mg/kg, além de promover diminuição significativa e dose-dependente da migração leucocitária, bem como redução dos níveis de TNF-α e IL-1β. Adicionalmente, o EAPS demonstrou atividade antipirética comparável à dipirona. O EOEf também apresentou efeito gastroprotetor significativo, possivelmente mediado pela participação de compostos sulfidrila (–SH), óxido nítrico (NO) e prostaglandina E₂ (PGE₂). Os resultados demonstraram que Pseudobombax simplicifolium e Eugenia flavescens apresentam relevante potencial farmacológico associado às atividades antioxidante, anti-inflamatória, antinociceptiva, antipirética e gastroprotetora, com baixa toxicidade aguda. Esses achados reforçam a importância das espécies medicinais da Caatinga como fontes promissoras de compostos bioativos e contribuem para a validação científica do uso tradicional dessas plantas, ampliando as perspectivas para o desenvolvimento de novos fitoterápicos seguros e eficazes.
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Pseudobombax simplicifolium A. Robyns (Malvaceae), popularmente conhecida como Imbiruçu ou Imbiraçu, é utilizada na medicina tradicional para tratar dores, inflamações e disfunções cardiovasculares, respiratórias, intestinais e renais. Apesar de seu uso difundido pelas comunidades tradicionais, estudos científicos sobre suas atividades biológicas são escassos na literatura. Este estudo tem como objetivo investigar a toxicidade aguda e avaliar as atividades antinociceptivas, anti-inflamatórias e cicatrizantes do extrato aquoso das cascas de Pseudobombax simplicifolium (EAPS). O material vegetal foi coletado no distrito de Jutaí, município de Lagoa Grande - Pernambuco. O extrato aquoso foi preparado por decocção, em seguida filtrado e liofilizado. A caracterização química do extrato foi realizada utilizando cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), e a quantificação de compostos fenólicos e flavonoides foi efetuada. A capacidade antioxidante foi avaliada por meio dos ensaios DPPH, ABTS e CAT. Nos testes in vivo, foi avaliada a toxicidade utilizado o teste de toxicidade oral aguda. As atividades antinociceptivas foram avaliadas através dos testes de contorção abdominal e formalina, também foram investigados os possíveis mecanismos envolvidos no teste de formalina. As atividades anti-inflamatórias foram avaliadas pelo teste de edema de pata induzido por carragenina. Já a atividade antipirética foi avaliada a partir da febre induzida por Saccharomyces cerevisiae com medição da temperatura retal. Os resultados observados na análise química do EAPS revelou a presença de fenóis e flavonoides, incluindo catequina e epicatequina. O EAPS demonstrou atividade antioxidante significativa no ensaio DPPH (58,1±0,17), mas não apresentou resultados significativos nos ensaios ABTS e CAT. A toxicidade oral aguda indicou que o EAPS é seguro para uso, com uma DL50 superior a 2.000 mg/kg e não apresentou alterações significaticas em seu comportamento nem no peso dos orgãos. No teste de contorções abdominais, a concentração de 100 mg/kg do EAPS apresentou uma inibição significativa de 62,10% no número de contorções. No teste de formalina, na primeira fase, as concentrações de 100 mg/kg e 50 mg/kg reduziram a nocicepção induzida pela formalina em 40,10% e 39,60%, respectivamente. Na segunda fase, apenas a concentração de 100 mg/kg mostrou significância estatística, com redução de 47,50%. Nos testes de formalina utilizando os bloqueadores Naloxona e Antropina não conseguiram reverter o efeito antinociceptivo do extrato EAPS, indicando que o extrato não atua via receptores opioides ou dos receptores muscarínicos. No teste de edema de pata, a concentração de 100 mg/kg mostrou a maior inibição do edema, variando de 6,67% a 17,33% nas 4 horas do experimento. E na atividade antipiretica o grupo tratado com EAPS de 100mg/kg reduziu a temperatura a partir dos 30 minutos iniciais, mantendo os animais em temperatura não fébris, resultado aproximando-se do grupo tratado com Dipirona. Em conclusão os resultados indicam que o extrato aquoso de Pseudobombax simplicifolium possui propriedades antioxidantes, antinoceptivas, anti-inflamatórias e antipirético, devido aos compostos químicos encontrado nessa espécie sugerindo seu potencial terapêutico e validando seu uso na medicina tradicional.
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THAYS MARIA COSTA DE LUCENA
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DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO CELULAR DE COINFECÇÃO ENTRE Mycobacterium tuberculosis E SARS-COV-2 PARA AVALIAÇÃO DAS VIAS DE ATIVAÇÃO GÊNICA NA RESPOSTA IMUNE
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Orientador : JAQUELINE DE AZEVEDO SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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ISABELLE FREIRE TABOSA VIANA
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JAQUELINE DE AZEVEDO SILVA
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PAULO ANTONIO GALINDO SOARES
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REGINA CÉLIA BRESSAN QUEIROZ DE FIGUEIREDO
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TATIANY PATRICIA ROMAO POMPILIO DE MELO
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Data: 24/07/2026
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A tuberculose (TB), causada por Mycobacterium tuberculosis (Mtb), e a COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, representam importantes desafios para a saúde pública mundial. A sobreposição dessas doenças evidenciou que a coinfecção está associada ao agravamento do quadro clínico, maior risco de mortalidade e alterações na resposta imune do hospedeiro. Entretanto, os mecanismos responsáveis por essa interação permanecem pouco elucidados, principalmente em decorrência da escassez de modelos experimentais capazes de reproduzir, de forma padronizada, o microambiente pulmonar e as complexas interações entre esses patógenos. Nesse contexto, esta tese teve como objetivo desenvolver um modelo celular para o estudo da coinfecção entre Mtb e SARS-CoV-2. Inicialmente, são discutidos os principais mecanismos biológicos e imunológicos envolvidos na infecção por ambos os patógenos, bem como as potencialidades e limitações dos modelos celulares empregados na investigação da coinfecção, evidenciando a necessidade de estratégias experimentais mais representativas. Com base nessas lacunas, foi estabelecido um protocolo padronizado para a coinfecção de células epiteliais alveolares humanas (linhagem celular A549), contemplando procedimentos de cultivo celular, preparo dos inóculos, infecção, quantificação da carga bacteriana e viral e análises moleculares. A aplicação desse modelo permitiu caracterizar aspectos da resposta do hospedeiro durante a coinfecção, por meio da avaliação da expressão gênica e produção de citocinas inflamatórias envolvidas na imunidade inata. Em conjunto, os resultados obtidos demonstram a viabilidade e a reprodutibilidade do modelo experimental proposto, ampliando o conhecimento sobre os mecanismos imunológicos envolvidos na interação entre Mtb e SARS-CoV-2 e disponibilizando um modelo eficiente capaz de subsidiar futuras investigações sobre imunopatogênese de infecções respiratórias.
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Mycobacterium tuberculosis (Mtb), principal agente etiológico da Tuberculose (TB), permanece como a maior causa de mortalidade por um único agente infeccioso no mundo. O surgimento do SARS-CoV-2, responsável pela pandemia de COVID-19, trouxe novas preocupações quanto aos efeitos imunopatológicos de uma possível coinfecção envolvendo ambos os patógenos, especialmente por atuarem predominantemente no trato respiratório. Apesar da relevância clínica, os mecanismos imunológicos envolvidos nessa interação ainda são pouco compreendidos. Neste trabalho, realizamos um protocolo experimental para padronizar a coinfecção Mtb + SARS-CoV-2 em um modelo in vitro utilizando células epiteliais pulmonares humanas (A549). O protocolo compreende oito etapas fundamentais: (I) cultivo de Mtb, (II) manutenção das células A549, (III) preparação dos estoques virais de SARS-CoV-2, (IV) determinação dos títulos infecciosos, (V) coinfecção sequencial das células, (VI) quantificação da carga bacteriana intracelular, (VII) avaliação da viabilidade viral e (VIII) descontaminação dos sobrenadantes. Após infecção inicial com Mtb (cepa H37Rv) e subsequente infecção com SARS-CoV-2 (hCoV-19/Brazil/PE-FIOCRUZ-IAM4372/2021) após 24 horas, as células foram incubadas por mais 72 horas. Em seguida, foram realizadas análises de expressão gênica das citocinas IFN-γ, TNF-α, IL-6 e IL-1β por RT-qPCR, além da quantificação das citocinas IL-1β, IL-2, IL-4, IL-6, IL-10, IFN-γ e TNF-α nos sobrenadantes por citometria de fluxo. Os resultados demonstraram que a coinfecção levou à supressão dos níveis de IFN-γ, TNF-α e IL-10, concomitantemente à indução de IL-6 e IL-1β, quando comparadas a células não infectadas. Tais achados indicam um perfil pró-inflamatório exacerbado, sugerindo que a coinfecção pode potencializar a resposta inflamatória pulmonar, contribuindo para a gravidade clínica observada em pacientes. Este estudo contribui significativamente para a compreensão dos mecanismos imunopatológicos associados à coinfecção Mtb + SARS-CoV-2, fornecendo um modelo experimental robusto para outras investigações futuras.
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PAULO HENRIQUE ELOI FERNANDES
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AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE AGUDA, POTENCIAL ANTIINFLAMATÓRIO E GASTROPROTETOR DO ÓLEO ESSENCIAL OBTIDO DAS FOLHAS DE Piper aduncum L.
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Orientador : MARCIA VANUSA DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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ELBA VERONICA MATOSO MACIEL DE CARVALHO
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MARCIA VANUSA DA SILVA
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MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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PALOMA MARIA DA SILVA
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WENDEO KENNEDY COSTA
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Data: 28/07/2026
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As plantas medicinais constituem importante fonte de compostos bioativos para o desenvolvimento de novos agentes terapêuticos. Entre elas, Piper aduncum L. destaca-se pelo uso tradicional no tratamento de distúrbios gastrointestinais, processos inflamatórios e condições dolorosas. Entretanto, ainda são escassos estudos que integrem sua caracterização química, perfil toxicológico, atividades farmacológicas e mecanismos de ação. Assim, este estudo teve como objetivo caracterizar quimicamente o óleo essencial das folhas de P. aduncum e avaliar seu perfil toxicológico, bem como suas atividades anti-inflamatória, antipirética, antinociceptiva e gastroprotetora. As folhas foram coletadas e o óleo essencial foi obtido por hidrodestilação. A caracterização química foi realizada por cromatografia gasosa. As análises toxicológicas in silico investigaram interações dos constituintes com proteínas-alvo e enzimas do citocromo P450. Os ensaios in vitro incluíram citotoxicidade em células mononucleares do sangue periférico humano e atividade hemolítica em eritrócitos. A toxicidade aguda in vivo foi conduzida em camundongos Swiss, seguindo as recomendações da OECD, com modificações, utilizando doses orais únicas de 500, 1000 e 2000 mg/kg, com monitoramento por 14 dias e avaliações hematológicas e bioquímicas. As atividades farmacológicas foram investigadas nos modelos de edema de pata induzido por carragenina, pirexia induzida por Saccharomyces cerevisiae, contorções abdominais induzidas por ácido acético, teste da formalina e úlcera gástrica induzida por etanol absoluto, etanol acidificado e indometacina. Estudos mecanísticos utilizaram antagonistas farmacológicos para investigar a participação de receptores opioides, muscarínicos e α₂-adrenérgicos, compostos sulfidrílicos, óxido nítrico sintase e canais de potássio sensíveis ao ATP. O rendimento do óleo essencial foi de 0,83% (p/p), sendo o dilapiol identificado como constituinte majoritário (69,65 ± 2,12%). As análises in silico evidenciaram interação dos constituintes com enzimas do citocromo P450, destacando-se a inibição da CYP1A2. Nos ensaios in vitro, o óleo apresentou elevada biocompatibilidade, mantendo 100% de viabilidade celular e atividade hemolítica máxima de 2,37%. No estudo in vivo, não foram observadas mortes nem alterações comportamentais, indicando baixa toxicidade aguda; contudo, a dose de 2000 mg/kg promoveu aumento das enzimas hepáticas AST e ALT, sugerindo discretas alterações hepáticas. Nos modelos farmacológicos, o óleo reduziu o edema de pata em até 26,48%, a febre em 76,1%, as contorções abdominais em 65,90% e o comportamento nociceptivo em 39,89% na fase neurogênica e 70,67% na fase inflamatória do teste da formalina. Os estudos mecanísticos demonstraram que a atividade antinociceptiva depende da ativação de receptores muscarínicos e de canais K+ATP. Além disso, o óleo apresentou atividade gastroprotetora dependente da dose, reduzindo as lesões gástricas em 78,24%, 83,59% e 91,32% nos modelos induzidos por etanol absoluto, etanol acidificado e indometacina, respectivamente, com eficácia comparável à do lansoprazol. Esse efeito envolveu a participação da óxido nítrico sintase, de compostos sulfidrílicos, de receptores α₂-adrenérgicos e da formação de uma barreira protetora sobre a mucosa gástrica. Em conjunto, os resultados demonstram que o óleo essencial de Piper aduncum apresenta expressivo potencial gastroprotetor, anti-inflamatório, antipirético e antinociceptivo, associado a múltiplos mecanismos de ação e baixa toxicidade aguda em doses terapêuticas, embora doses elevadas possam induzir discretas alterações hepáticas. Esses achados fornecem respaldo científico para o uso tradicional da espécie e reforçam seu potencial como fonte promissora de compostos bioativos para o desenvolvimento de novos fitoterápicos destinados ao tratamento de doenças gastrointestinais, inflamatórias e dolorosas.
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As doenças inflamatórias gástricas afetam aproximadamente 10% da população mundial, representando um desafio significativo para a saúde global. Embora tratamentos convencionais, como os inibidores da bomba de prótons (IBPs), sejam amplamente utilizados, seus efeitos colaterais podem limitar a adesão dos pacientes e aumentar o risco de complicações secundárias. Nesse contexto, a busca por alternativas naturais e seguras se torna essencial. Este estudo investigou o óleo essencial extraído das folhas de Piper aduncum, com foco em sua segurança toxicológica e potencial gastroprotetor. A análise química revelou que o dilapiol, um composto fenilpropanoide, é o principal componente do óleo essencial, representando 69,65 ± 2,12% de sua composição total. Em estudos toxicológicos in vitro o óleo demonstrou ser seguro, sem sinais de toxicidade celular. Em contrapartida, nos testes in vivo a histologia evidenciou sinais tóxicos no fígado e rins como apoptose e distorção do túbulo proximal na dose de 2000 mg/kg. Esses dados indicam um elevado perfil de segurança biológica, essencial para o desenvolvimento de novos fármacos. No âmbito da gastroproteção, os resultados foram promissores. No modelo experimental com etanol absoluto, o óleo essencial reduziu as lesões gástricas em 78,24%, enquanto no modelo com etanol acidificado, a inibição alcançou 83,59%, ambos utilizando a dose de 200 mg/kg. Esses índices são comparáveis aos obtidos com o lansoprazol, um medicamento padrão utilizado no tratamento de úlceras gástricas. Além disso, o teste de barreira gástrica revelou que o óleo atua por mecanismos físicos, como a formação de uma película protetora na mucosa, e químicos, envolvendo a ativação de vias antioxidantes e anti-inflamatórias. Os achados reforçam o potencial do óleo essencial de Piper aduncum como uma alternativa natural e eficaz no tratamento de doenças gástricas inflamatórias. Em conclusão, o óleo essencial de Piper aduncum emerge como uma possível solução potencialmente segura em doses inferiores a 2000 mg/kg e eficaz no manejo de condições gástricas, contribuindo para o avanço de terapias naturais no campo da gastroenterologia.
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RAYANNE MARIA VITORIA VASCONCELOS DE OLIVEIRA
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PROTEÍNAS BIOATIVAS DE Microgramma vacciniifolia (Langsd. & Fisch.) Copel.: POTENCIAL BIOTECNOLÓGICO DE PROTEASES DO RIZOMA E AVALIAÇÃO DE ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DA LECTINA DA FRONDE
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Orientador : THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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MEMBROS DA BANCA :
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THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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AMANDA VIEIRA DE BARROS
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PATRYCK ÉRMERSON MONTEIRO DOS SANTOS
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GUSTAVO RAMOS SALLES FERREIRA
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POLLYANNA MICHELLE DA SILVA
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Data: 31/07/2026
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Microgramma vacciniifolia (Langsd. & Fisch.) Copel. é uma samambaia com potencial para a prospecção de biomoléculas de interesse biotecnológico. Diante do aumento da resistência microbiana e da crescente demanda por biocatalisadores sustentáveis, esta tese teve como objetivo caracterizar proteínas bioativas de diferentes órgãos dessa espécie, por meio da purificação parcial e caracterização bioquímica de proteases do rizoma e da avaliação da atividade antifúngica da lectina da fronde (M. vacciniifolia frond lectin, MvFL). As proteases foram parcialmente purificadas por cromatografia de troca aniônica em DEAE-Sephadex, originando a preparação MvRP (M. vacciniifolia rhizome proteases), a qual foi caracterizada quanto ao perfil eletroforético, propriedades bioquímicas, classes catalíticas, parâmetros cinéticos e potencial biotecnológico (atividade coagulante de leite, antimicrobiana e antibiofilme). O extrato de rizoma também foi avaliado quanto à atividade queratinolítica. Paralelamente, MvFL foi investigada quanto à atividade antifúngica sobre leveduras, incluindo inibição do crescimento, efeitos sobre processos celulares, atividade antibiofilme e à interação com fluconazol. MvRP apresentou duas proteínas com massas moleculares aproximadas de 32,6 e 24,2 kDa, atividade proteolítica ótima em pH 3,0–4,0 e elevada termoestabilidade, com máxima atividade a 80 e 90 °C. Ensaios com inibidores específicos sugeriram a presença de serino proteases, cisteíno proteases e metaloproteases, enquanto a hidrólise do substrato cromogênico BApNA confirmou atividade tripsina-símile, com Km de 2,359 mM e Vmax de 0,02413 mmol/min. A preparação não apresentou atividade coagulante sobre leite, porém o extrato bruto promoveu completa degradação e solubilização de penas de Gallus gallus após 96 h de incubação, evidenciando elevado potencial queratinolítico. MvRP apresentou atividade bacteriostática contra Escherichia coli, Enterococcus faecalis e Salmonella enterica (concentração mínima inibitória, CMI = 450 µg/mL), bem como contra Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus (CMI = 900 µg/mL), além de atividade antifúngica contra Cryptococcus gattii (CMI = 77 µg/mL). Adicionalmente, reduziu significativamente a formação de biofilmes bacterianos e fúngicos de maneira dependente da concentração. MvFL apresentou expressiva atividade fungistática contra leveduras patogênicas, destacando-se Nakaseomyces glabratus (CMI = 0,625 µg/mL) e Candida krusei (CMI = 1,25 µg/mL). A lectina reduziu a proliferação celular de N. glabratus e comprometeu a integridade lisossomal e o potencial de membrana mitocondrial, indicando interferência em processos celulares essenciais. Embora tenha apresentado atividade antibiofilme limitada, reduziu significativamente a formação de biofilme de Candida tropicalis em concentração subinibitória. Nos ensaios de combinação com fluconazol, foram observados efeitos aditivos para C. krusei e C. tropicalis, efeito sinérgico para Candida parapsilosis e antagonismo para Candida albicans e N. glabratus, evidenciando interações espécie-específicas. Em conjunto, os resultados demonstram que diferentes órgãos de M. vacciniifolia constituem fontes promissoras de proteínas bioativas. As proteases do rizoma apresentam características bioquímicas relevantes, incluindo elevada estabilidade térmica, atividade em condições ácidas, atividade tripsina-símile, capacidade queratinolítica e efeitos antimicrobianos e antibiofilme, enquanto a lectina da fronde apresenta potencial como agente antifúngico e como moduladora da atividade de fármacos convencionais. Esses achados ampliam o conhecimento sobre as biomoléculas de M. vacciniifolia e fornecem uma base para futuras investigações voltadas à elucidação estrutural, aos mecanismos de ação e à exploração biotecnológica desses componentes.
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Proteases são enzimas que catalisam irreversivelmente a quebra de ligações peptídicas, gerando proteínas de menor massa, peptídeos de tamanhos variados e/ou aminoácidos isolados. Representam 60% do mercado global de enzimas por causa de suas inúmeras aplicações em diferentes indústrias de detergentes, couro, farmacêutica, alimentos. As enzimas de origem vegetal têm um papel essencial na Biotecnologia e podem ser obtidas a partir de várias partes das plantas. Microgramma vacciniifolia (Polypodiaceae) é uma planta epífita que possui propriedades medicinais, por exemplo, no tratamento de infecções respiratórias. Atividade proteolítica foi detectada em extrato do rizoma dessa planta. Este trabalho descreve a obtenção e caracterização de uma preparação de rizoma de M. vaccinifolia parcialmente purificada contendo proteases, bem como a avaliação de atividade coagulante do leite e atividade queratinolítica. Proteínas do rizoma foram extraídas em tampão Tris e atividade proteolítica foi determinada usando azocaseína como substrato. O extrato foi então cromatografado em coluna de DEAE-Sephadex e o pico (P2) de proteínas adsorvidas foi avaliado por eletroforese em gel de poliacrilamida (PAGE) em condições nativas ou desnaturantes. A atividade proteolítica de P2 foi caracterizada quanto ao pH ótimo e à temperatura ótima, natureza química do sítio catalítico (utilizando inibidores específicos), atividade tripsina-símile e cinética em função do aumento da concentração do substrato. Também foi avaliada a atividade coagulante de leite de P2. Por fim, o extrato de rizoma foi avaliado quando à atividade queratinolítica. Extrato e P2 apresentaram atividade proteolítica de 60 e 50 U/mg, respectivamente. Nenhuma banda polipeptídica foi detectada em P2 por PAGE para proteínas básicas, porém duas bandas foram observadas para proteínas ácidas, confirmando a presença de duas proteínas. PAGE em condições desnaturantes revelou duas bandas polipeptídicas, de 24,2 e 32,6 kDa. P2 apresentou maior atividade proteolítica em pH 3,0 (104,97 U/mg) e a 80–90 ºC. A avaliação do efeito de inibidores revelou a presença de serinoproteases, cisteínoproteases e metaloproteases. P2 apresentou atividade tripsina-símile sendo determinada uma constante de Michaelis (Km) de 2,359 mM de BApNA e velocidade máxima de 0,02413 mmol BApNA/min. P2 não apresentou atividade coagulante de leite. O extrato de rizoma apresentou atividade queratinolítica em ensaio qualitativo, sendo capaz de degradar a queratina de penas de galinhas após incubação por 96 h a 30°C, pH 8. Em conclusão, rizoma de M. vacciniifolia é fonte de proteases com promissor potencial biotecnológico.
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CLEIDIANE SILVA VIEIRA DE SOUZA
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Avaliação da Toxicidade Aguda e em Doses Repetidas da Lectina da Entrecasca de Crateva tapia L. (CrataBL)
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Orientador : MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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MEMBROS DA BANCA :
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AMANDA DE OLIVEIRA MARINHO
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LEYDIANNE LEITE DE SIQUEIRA PATRIOTA
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MARIA TEREZA DOS SANTOS CORREIA
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PATRYCK ÉRMERSON MONTEIRO DOS SANTOS
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THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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Data: 31/08/2026
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A lectina CrataBL, obtida da entrecasca de Crateva tapia L., apresenta amplo potencial biológico, com atividades anticoagulante, anti-inflamatória, antimicrobiana, antitumoral e hipoglicemiante. Apesar dessas propriedades, seu perfil toxicológico ainda é pouco caracterizado, especialmente em condições de exposição repetida. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a toxicidade aguda e em doses repetidas da CrataBL em camundongos Swiss fêmeas, contribuindo para a caracterização de seu perfil de segurança. Na avaliação da toxicidade aguda, os animais receberam uma dose única de 200 mg/kg de CrataBL pelas vias oral ou intraperitoneal e foram acompanhados durante 14 dias quanto à mortalidade, sinais clínicos e comportamentais, peso corporal, consumo de água e alimento. Ao final do período, foram avaliados pesos dos órgãos, parâmetros hematológicos e bioquímicos séricos e alterações histopatológicas. Não foi observada mortalidade ou sinais clínicos evidentes de toxicidade, e a maioria dos parâmetros avaliados permaneceu semelhante aos controles. Entretanto, foram identificadas alterações histopatológicas leves no fígado, rins e pulmões, além de discreta redução do consumo de alimento após administração oral. Na avaliação subaguda, a CrataBL foi administrada diariamente, durante 28 dias, pelas vias oral e intraperitoneal, nas doses de 0,5, 5 e 50 mg/kg. Durante o tratamento, foram monitorados sinais clínicos e comportamentais, peso corporal e consumo de água e alimento. Ao final, foram determinados os pesos dos principais órgãos e avaliados parâmetros hematológicos e bioquímicos séricos. A exposição repetida não promoveu alterações relevantes no peso corporal, consumo de alimento, pesos dos órgãos ou marcadores bioquímicos de função hepática e renal. Contudo, foi registrada uma morte no grupo tratado com 50 mg/kg por via oral, além de alterações no consumo de água e em alguns parâmetros hematológicos, incluindo aumento de eritrócitos, hemoglobina, hematócrito e leucócitos, dependendo da dose e da via de administração. Em conjunto, os resultados indicam que a CrataBL apresenta perfil de segurança predominantemente favorável nas condições experimentais avaliadas, especialmente após exposição aguda, embora os achados observados após administração repetida, particularmente na maior dose oral, reforcem a necessidade de estudos complementares, incluindo avaliação histopatológica, para melhor caracterização dos efeitos decorrentes da exposição prolongada. Esses dados contribuem para o conhecimento toxicológico da CrataBL e fornecem subsídios para futuras investigações sobre seu potencial biotecnológico e terapêutico.
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A CrataBL, uma lectina bifuncional e inibidora de proteases isolada da casca de Crateva tapia L., apresenta atividades anticoagulante, anti-inflamatória, antimicrobiana e antitumoral. No entanto, seu perfil toxicológico permanece pouco caracterizado. Este estudo avaliou a toxicidade aguda da CrataBL em camundongos após uma única administração por via oral ou intraperitoneal na dose de 200 mg/kg. Os animais foram monitorados durante 14 dias quanto à mortalidade, sinais clínicos e comportamentais, peso corporal e consumo de alimento e água. Também foram avaliados os pesos dos órgãos, os parâmetros hematológicos e bioquímicos, bem como as alterações histopatológicas. A CrataBL não induziu mortalidade nem sinais observáveis de toxicidade, independentemente da via de administração. O ganho de peso corporal, o consumo de água, os pesos dos órgãos e os marcadores bioquímicos séricos da função hepática e renal permaneceram inalterados em comparação com os controles, embora tenha sido observada uma discreta redução no consumo de alimento após a administração oral. Os parâmetros hematológicos permaneceram, em sua maioria, inalterados, sendo observadas apenas pequenas alterações nas populações de leucócitos. A análise histopatológica revelou alterações leves no fígado, rins e pulmões, incluindo infiltrados inflamatórios focais, alterações estruturais renais, degeneração glomerular, espessamento da parede alveolar e placas hialinas intra-alveolares, enquanto o baço e o coração permaneceram sem alterações. De modo geral, a CrataBL apresentou baixa toxicidade aguda, sustentando um perfil preliminar de segurança favorável. Estudos adicionais são necessários para estabelecer sua caracterização toxicológica em longo prazo e sua aplicabilidade terapêutica.
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CLEIDIANE MACÊDO SANTOS
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INTEGRAÇÃO TEMPO-ESPACIAL DAS RESPOSTAS MOLECULARES, ELEMENTARES E METABÓLICAS DE Cenostigma pyramidale À SALINIDADE
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Orientador : VALESCA PANDOLFI
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MEMBROS DA BANCA :
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VALESCA PANDOLFI
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MARIA BETANIA MELO DE OLIVEIRA
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THIAGO HENRIQUE NAPOLEAO
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LAIANE SILVA MACIEL
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MARCUS VINÍCIUS LOSS SPERANDIO
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Data: 30/09/2026
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A alta salinidade impõe alterações na homeostase iônica, nas relações hídricas e no metabolismo vegetal, exigindo respostas coordenadas que envolvem transporte iônico e de solutos, reprogramação transcricional e ajustes metabólicos. Esse trabalho teve como objetivo investigar, de forma integrada, os mecanismos associados à resposta de Cenostigma pyramidale, espécie lenhosa nativa da Caatinga, ao estresse salino, com ênfase nos sistemas de transportadores de membrana, na dinâmica elementar e no metabolismo de carboidratos. Inicialmente, a análise transcriptômica de raízes permitiu identificar 8.545 transcritos associados a transportadores de membrana, distribuídos em 38 famílias e superfamílias, das quais 30 apresentaram expressão diferencial ao longo do estresse, com maior reprogramação após exposição prolongada. Os transcritos regulados positivamente foram enriquecidos em processos relacionados ao transporte transmembrana, homeostase iônica e transporte de carboidratos. A análise comparativa com soja identificou 48 transcritos ortólogos a genes localizados em regiões genômicas associadas à tolerância à salinidade, destacando-se membros da família Purine Uptake Permease como candidatos para estudos funcionais. A expressão de transcritos selecionados foi corroborada por RT-qPCR, e sua caracterização genômica, proteica e estrutural reforçou a associação com funções de transporte de membrana. Em abordagem complementar, análises de quantificação e distribuição espacial de sódio, rubídio, cloro e potássio, associadas à microfluorescência de raios X, ao metabolismo de carboidratos e à expressão gênica em raízes, caules e folhas, evidenciaram respostas específicas de cada tecido e dependentes do tempo. As raízes apresentaram respostas mais precoces e intensas, associadas à retenção e redistribuição de elementos e à ampla reprogramação transcricional, enquanto caules e folhas exibiram ajustes temporais distintos. A manutenção relativamente estável do potássio, juntamente com alterações nos açúcares solúveis e no amido, indicou integração entre homeostase iônica, transporte, metabolismo de carbono e adaptação ao estresse. Em conjunto, os resultados demonstram que C. pyramidale responde à salinidade por meio de uma estratégia sistêmica e temporalmente coordenada, envolvendo ajustes moleculares, iônicos, hídricos e metabólicos, e revelam transportadores de membrana candidatos com potencial para estudos funcionais e aplicações futuras voltadas à tolerância à salinidade.
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A alta salinidade no solo é um dos principais estresses a impactar negativamente a produtividade vegetal. Tal condição é comum em regiões áridas e semiáridas do Nordeste brasileiro. Nesses domínios, a leguminosa Cenostigma pyramidale (a catingueira) é abundante e considerada uma das espécies mais adaptadas a estresses abióticos como seca e salinidade. Neste contexto, a compreensão de quais mecanismos de tolerância a salinidade a catingueira utiliza para mitigar potenciais danos ao seu metabolismo é crucial para o desenvolvimento de estratégias de melhoramento vegetal de diversas culturas com importância socioeconômica. O presente estudo tem como objetivo avaliar adinâmica de Na, Cl e K na catingueira, nos tempos de 30 minutos, duas horas, três dias e seis dias, após submissão de estresse salino (NaCl 200mM e RbCl 20 mM). Através da análiseda expressão de genes envolvidos no sistema de transportadores de membranas (STMs) do tecido radicular da referida espécie foi possível a identificação de 8.545 transcritos STMs, os quais foram classificados em 38 famílias. Dos transcritos identificados, 249 foram diferencialmente expressos nos três tempos analisados (30 min, duas horas e 11 dias). A análise de expressão in silico mostra que dentre as famílias gênicas que mais se destacaram em resposta à salinidade (com base no número de transcritos induzidos) foram ABC (ATP-binding Cassette; 14), PUP (Purine Uptake Permease; 22), P-type ATPase (11), MFS (Major Facilitator Superfamily; 9) e MC (Mitochondrial Carrier; 8). A validação da expressão via RT-qPCR dos alvos, analisados até o momento, confirmam os dados obtidos in silico. A utilização da espectroscopia de fluorescência de raios X (XRF), embora testes ainda preliminares, destacam a eficiência desta metodologia na detecção dos elementos Na, Rb, Cl e K (in vivo) na planta após a imposição do estresse salino. Foi desenvolvido o método de adição padrão para quantificação de Rb, cujos coeficientes de determinação (R2) foram altos (caule: 0,999119; folha: 0,998821 e raiz: 0,993000) o que indica uma adequada linearidade do método. Cabe salientar que as análises de cinética in vivo de absorção, quantificação elementar, mapas de XRF e reações de qPCR estão em andamento.
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