Banca de DEFESA: VITÓRIA RICARDO DA ROCHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VITÓRIA RICARDO DA ROCHA
DATA : 28/08/2025
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/ifj-mxjy-dmu
TÍTULO:

PRODUCAO DE BIODIESEL A PARTIR DE OLEO DE SOJA UTILIZANDO BIOCHAR COMO CATALISADOR AUXILIAR NA CATALISE BASICA PELA ROTA ETILICA


PALAVRAS-CHAVES:

Biochar; catalisador heterogêneo; rota etílica; sustentabilidade; transesterificação


PÁGINAS: 62
RESUMO:

emissão de gases poluentes oriundos da queima de combustíveis fósseis em veículos
automotivos é uma das principais fontes de poluição atmosférica global. Diante da crescente demanda energética e da intensificação dos impactos ambientais, torna-se urgente a busca por alternativas sustentáveis que aliem segurança energética, viabilidade econômica e menor agressividade ambiental. Nesse cenário, os biocombustíveis, especialmente o biodiesel, destacam-se como opções promissoras por serem provenientes de fontes renováveis e apresentarem menor impacto ambiental. Entre as rotas possíveis para a produção de biodiesel, a rota etílica tem ganhado atenção por utilizar o etanol — um álcool renovável, de baixa toxicidade e cuja produção é consolidada no Brasil. No entanto, essa rota enfrenta desafios técnicos, como menor reatividade em comparação ao metanol, maior tempo de reação e a tendência à formação de emulsões. Tais limitações reforçam a necessidade de desenvolvimento de catalisadores eficientes e ambientalmente adequados para tornar o processo mais competitivo e sustentável. Nesse contexto, o uso de biochar, um material carbonáceo obtido por rotas termoquímicas para conversão de biomassa, surge como alternativa viável de catalisador heterogêneo, agregando valor a resíduos agroindustriais e promovendo práticas alinhadas à economia circular. Este trabalho investigou a viabilidade técnica do uso de biochar sem ativação, produzido a partir do bagaço de cana-de-açúcar em três temperaturas distintas (400 °C, 500 °C e 600 °C), como catalisador heterogêneo auxiliar na produção de biodiesel pela rota etílica, utilizando óleo de soja como matéria-prima. Os biochars foram caracterizados por análises físico-químicas, como BET e FTIR. Os resultados indicaram que os materiais obtidos a 500 °C e 600 °C apresentaram áreas superficiais elevadas (>300 m²/g), com predominância de microporos e mesoporos, propriedades favoráveis à aplicação catalítica. O biochar de 500 °C destacou-se por apresentar maior equilíbrio estrutural e volume de poros, o que favorece a difusão de moléculas de maior porte, como os triglicerídeos. A espectroscopia no infravermelho confirmou a presença de grupos funcionais (C=O, C–O, C–H, C=C, Ca–O, K–O) que indicam a presença de sítios ativos na superfície do biochar, mesmo sem ativação química. Ensaios reacionais demonstraram que as combinações catalíticas de 0,50% de biochar + 0,50% de NaOH e 0,25% de biochar + 0,75% de NaOH foram as mais eficazes, resultando em separação clara das fases biodiesel/glicerina e em produtos finais que atenderam aos padrões estabelecidos pela ANP quanto à viscosidade e densidade. Os resultados confirmam que o biochar sem ativação de bagaço de cana-de-açúcar pode atuar como co-catalisador eficiente na produção de biodiesel etílico, sendo uma solução ecologicamente adequada, economicamente viável e tecnicamente promissora. Além de reduzir o uso de catalisadores tóxicos e minimizar os custos operacionais, o reaproveitamento de resíduos agroindustriais fortalece cadeias produtivas locais e contribui para políticas públicas.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALEXANDRE RICARDO PEREIRA SCHULER
Interno - ***.162.614-** - ALLAN DE ALMEIDA ALBUQUERQUE - UFPE
Externo à Instituição - JAMES CORREIA DE MELO
Notícia cadastrada em: 18/08/2025 10:53
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