AVALIAÇÃO DO POTENCIAL RADIOPROTETOR DE LECTINAS EXTRAÍDAS DE EXTRATOS VEGETAIS
Radiação. Radioprotetor. Vegetais. Lectina. SteLL. WSMoL
Atualmente, as radiações ionizantes têm sido utilizadas em grande escala em diferentes áreas do conhecimento: na medicina, agricultura e na indústria. No entanto, apesar de existirem diversas normativas de radioproteção para trabalhadores, pacientes e indivíduos do público, estas não são suficientes para limitar completamente a exposição à radiação, bem como, seus efeitos deletérios. Por este motivo, atualmente surge o interesse em encontrar substâncias radiomodificadoras com atividade radioprotetora. A SteLL e WSMoL, são lectinas originárias de vegetais (aroeira-vermelha e acácia-branca) conhecidas por suas propriedades farmacológicas e biotecnológicas. Devido à ampla variedade de aplicações já comprovadas cientificamente, este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial radioprotetor dessas lectinas em cultura de PBMC. Para tanto, foram escolhidas, a partir de estudos pilotos com doses mais baixas, cinco concentrações para testagem das lectinas: 850, 425, 212,5, 106,25 e 53,12µg/mL. O perfil antioxidante das lectinas foi analisado por meio dos testes DPPH e ABTS. A SteLL apresentou atividade antioxidante expressivamente significativa de 56% pelo sequestro do radical DPPH e IC50 de 847,19µg/mL. Pelo método ABTS, a lectina expressou apenas 13% de atividade. A WSMoL não apresentou capacidade antioxidante para nenhum dos testes. A ausência de citotoxicidade foi determinada pelo método MTT, onde a viabilidade celular máxima observada para SteLL e WSMoL foi ≥ 96% nas concentrações de 850µg/mL e de 53,12µg/mL, respectivamente. O efeito radioprotetor das lectinas foi avaliado pelo Ensaio Cometa Alcalino e Micronúcleo nas concentrações de 850 e 53,12µg/mL. As testagens revelaram que as lectinas não impediram a ocorrência de dano na molécula de DNA em cultura de PBMC e, portanto, não possuem ação radioprotetora, após exposição à radiação gama de 2,5Gy.