PROTOCOLO DE AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA DE IDOSOS COM OSTEOARTRITE DE MEMBROS INFERIORES COM ÊNFASE NOS ASPECTOS ERGONÔMICOS
Ergonomia, Envelhecimento, Osteoartrite, Mobilidade, Avaliação Fisioterapêutica.
O crescimento da população idosa é um fenômeno mundial. Dentre as doenças que
acometem mais os idosos, destacam-se as reumáticas como aquelas com maior impacto
nos anos de vida com incapacidade, sendo a osteoartrite (OA) a forma mais frequente de
reumatismo. As alterações decorrentes da OA levam a disfunções em vários órgãos e
funções no idoso, como os distúrbios da marcha e da mobilidade, além de uma maior
frequência de incapacidade funcional, caracterizada pela restrição de habilidades físicas
e mentais necessárias para manutenção de independência e autonomia na realização de
atividades básicas diárias e nas de maior complexidade. O objetivo geral da pesquisa é
propor um Protocolo de Avaliação Fisioterapêutica para o público idoso com OA de
membros inferiores (MMII), com ênfase nos aspectos ergonômicos. A pesquisa se
caracteriza como aplicada e descritiva, do tipo estudo de caso, com abordagem
quantitativa e qualitativa dos dados. A amostra foi composta por idosos a partir de 60 anos
com diagnóstico clínico de OA em MMII. A pesquisa ocorreu em três fases: Fase 1 –
recrutamento e seleção dos participantes na Clínica Movida, em Recife-PE; Fase 2 –
aplicação do Protocolo de Avaliação Fisioterapêutica, questionário e Análise Ergonômica
da Tarefa e, Fase 3 – desenvolvimento e apresentação de um protocolo de avaliação
fisioterapêutica para idosos com OA em MMII com ênfase nos aspectos ergonômicos.
Evidenciou-se a importância de uma abordagem multidimensional na avaliação de idosos
com OA de MMII, com a integração de dados clínicos, funcionais e contextuais, o que
possibilitou uma caracterização mais abrangente das necessidades desses indivíduos,
contribuindo para uma melhor adequação das estratégias terapêuticas. A partir dos
resultados obtidos, reforça-se a relevância da Ergonomia na Fisioterapia, permitindo não
apenas a identificação das restrições funcionais, a partir das interações com o contexto,
mas também a proposição de soluções/adaptações que favoreçam a autonomia e a
qualidade de vida dos pacientes.