MENOS MUROS, MAIS PONTES - RECOMENDAÇÕES PARA OS NÚCLEOS DE INCLUSÃO DE DISCENTES COM DEFICIÊNCIA EM INSTITUIÇÕES DE ENSINO TÉCNICO E SUPERIOR
recomendação; núcleos de inclusão; estudante com necessidades específicas; pessoa com deficiência; educação inclusiva.
O objetivo desta pesquisa consiste em propor recomendações e parâmetros, relacionados à
estrutura organizacional e a tecnologias assistivas (TA), para a Formatação do Núcleo de
Acessibilidade e Inclusão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia, visando a
proposta de um Manual de Acolhimento a discentes com alguma necessidade específica. Esta
pesquisa tem como objeto de estudo o processo de inclusão em três Núcleos de atendimento a
pessoas com necessidades educacionais específicas (NAPNE) do IFPE, sendo eles os campi
Recife, Jaboatão dos Guararapes e Barreiros. Surgiu diante do interesse da autora em colaborar
no processo de adaptação, permanência e qualidade da vida acadêmica de estudantes com
deficiência (PcD), no campus, através da percepção, ao longo da vida acadêmica como docente,
que não bastava apenas querer colaborar com a inclusão, seria necessário, conhecer o processo de
acolhimento do discente, realizado pelos Núcleos de Inclusão. Constatou-se de imediato, a
necessidade de conhecer a estrutura organizacional, composta pelos profissionais que fazem o
atendimento educacional especializado aos discentes, e identificar as ações e recomendações
necessárias, como também conhecer os recursos educacionais e as tecnologias assistivas (TA).
Ao longo da pesquisa bibliográfica foi observado que muitas TA são disponibilizadas de forma
gratuita e muitos recursos educacionais são de baixo custo e fácil execução, também identificou-
se que há bastante interesse em parte do corpo docente, e servidores, na inclusão, porém, de forma
geral, ainda há desconhecimento sobre como acolher. Diante desta constatação surgiu a
necessidade de identificar recomendações e parâmetros para a formatação de um modelo de
Núcleo de Acessibilidade e Inclusão. Como resultado da pesquisa, foi desenvolvido um Manual
com recomendações sobre como acolher o discente PcD, visando orientar e esclarecer o docente,
sobre as ações necessárias no processo de ensino aprendizagem, com estudantes com necessidades
específicas. Os Núcleos de Inclusão atuam através de uma equipe multidisciplinar, que orienta e
apoia os docentes nos ajustes metodológicos necessários. A identificação das recomendações
necessárias, envolvem, desde a postura do docente em sala de aula, como também,
esclarecimentos quanto ao tipo de tecnologia assistiva recomendada, de acordo com o tipo de
deficiência. A apresentação das recomendações para o Acolhimento do Discente é apresentado
no formato de powerpoint, e visa a capacitação docente. Os procedimentos metodológicos estão
formatados em cinco etapas: Primeira etapa: Levantamento bibliográfico e documental onde
foram identificadas as recomendações relacionadas à estrutura organizacional, física e de TA.
Segunda etapa: estudo de campo, se constitui de visitas aos quatro núcleos, registros fotográficos,
entrevistas com os quatro coordenadores, e questionários com os professores e discentes usuários,
serão enviados 55 questionários entre coordenadores, professores e discentes, objetivando coletar
aspectos de sucesso. Terceira etapa: análise dos dados. Quarta: Desenvolvimento da proposta.
Quinta: validação do manual, pelos coordenadores. Quanto à metodologia, a pesquisa se classifica
em qualitativa e quanto aos objetivos é exploratória. Como resultado, esta pesquisa apresenta
inicialmente uma proposta de ações para o processo de acolhimento do discente com deficiência,
uma proposta de recomendações e estratégias de acolhimento para docentes e comunidade
acadêmica do campus, e por último, uma proposta de recomendações relacionadas às tecnologias
assistivas. Este estudo identificou uma equipe multiprofissional, com vasta experiência, que tem
colhido bons resultados nos Núcleos de Inclusão do Instituto Federal, apesar da crescente
demanda de discentes com necessidades específicas, e a necessidade de maior engajamento de
servidores, nas práticas inclusivas. Identificou-se também, recomendações e estratégias
relacionadas às tecnologias assistivas.