CARGA FÍSICA E O USO DO EXOESQUELETO PASSIVO: INTERVENÇÃO ERGONÔMICA NA ATIVIDADE DE ESMERILHAMENTO DE TRILHO EM UMA INDÚSTRIA DE MINERAÇÃO.
Intervenção ergonômica; Esmerilhamento de trilho; Condições de trabalho, Carga física; Exoesqueleto Passivo
A presente pesquisa teve como objetivo avaliar as condições de trabalho no setor
de manutenção de via permanente e analisar se o uso, ou não, de um
exoesqueleto passivo influencia nos fatores de risco, relacionados à carga física,
na atividade de esmerilhamento de trilho, visando a saúde, eficiência e
segurança dos trabalhadores em uma indústria de mineração. Para tal, aplicou-
se o método Análise Macroergonômica do Trabalho (AMT) até a fase de
diagnose ergonômica. Na fase de apreciação ergonômica, foram realizadas
observações assistemáticas e entrevistas abertas que culminaram com a
aplicação de um questionário de validação, o qual gerou um ranking de Itens de
Demanda Ergonômica (IDEs) ponderado pela matriz GUT (Gravidade, Urgência
e Tendência). Já na fase de diagnose, realizou-se a análise da tarefa e a
avaliação do quadro postural por meio do sistema Kinebot, apenas pela
descrição de variações angulares e amplitudes de movimentos e, em seguida,
analisou-se o nível da carga física de trabalho da atividade de esmerilhamento
de trilhos por meio do diagrama de regiões corporais (Corlett, 1993), da técnica
REBA (Rapid Entire Body Assessment) (HIGNETT & McATAMNEY, 2000) e da
avaliação de força muscular por meio da dinamometria. De maneira geral, a
apreciação ergonômica mapeou os principais IDEs: ambiente, biomecânico,
organização e empresa, sendo que os IDEs relativos à carga física (como
cansaço, postura e desconforto nas costas e braços foram maior evidência no
ranking. Ainda, os resultados da diagnose apresentaram que a carga física se
fez presente no trabalho dos oficias de via permanente (esmerilhamento de
trilho), por outro lado, comprovou-se que quando do uso do exoesqueleto
passivo a carga física apresentou menor intensidade, principalmente para o
desconforto/dor de ombros e pernas que alcançaram pontuações mais elevadas
de desconforto/ dor após a atividade sem o exoesqueleto, em relação ao REBA,
houve redução do score de risco, porém sem impacto no nível do risco e quanto
a dinamometria pôde-se observar que as médias entre os grupos ficaram entre
116,82 KGF, não havendo diferença estatística entre os momentos de avaliação,
sendo p= 0.5279.