Avaliação Ergonômica e de Usabilidade em Cadeiras Giratórias Operacionais
Ergonomia; Usabilidade; Cadeiras; Laboratórios.
A indústria moveleira nacional apresenta faturamento na ordem dos R$ 79,76
bilhões, por meio da existência de 17.954 empresas que investem cerca de R$
1,26 bilhões de modo a garantir competitividade em prol da sua sustentabilidade
no segmento, ressaltando-se a produção de bens de consumo, dentre eles as
cadeiras giratórias operacionais do tipo A que são cadeiras com ampla gama de
regulagens, sendo o objeto dessa dissertação. Tratando-se da competitividade,
os clientes, cada vez mais, exigem produtos que apresentam certos atributos
dentre os quais, destacam-se: desempenho, conformidade, confiabilidade,
durabilidade, qualidade e ergonômicos, sendo esses responsáveis pela
adaptação e boa interface com os usuários de forma que remetendo a cadeiras
giratórias operacionais do tipo A devem apresentar: segurança, dimensões,
estabilidade, resistência e durabilidade. Diante disso, no Brasil existem as
normas NR-17 e ABNT NBR 13962: 2018 que apresentam requisitos
complementares, mas não consideram a avaliação da usabilidade contribuindo
para uma lacuna no processo de avaliação, afinal, considerando-se tais normas
citadas, pergunta-se de forma resumida: se tais requisitos contidos em ambas
as normas, somados, são suficientes para garantir a usabilidade das cadeiras de
escritório do tipo A. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a cadeira giratória
operacional do tipo A quanto a segurança e usabilidade, dimensões,
estabilidade, resistência e durabilidade e complementando-a com os aspectos
de usabilidade quanto a montagem e regulagem. Para tal, estruturou-se os
procedimentos metodológicos em duas fases, sendo na fase 1 a fundamentação
teórica, na fase 2 a avaliação da cadeira giratória operacional do tipo A: estudo
de caso dividido em duas etapas. Na etapa 1 realizou-se a avaliação da cadeira
(ensaios físico-mecânicos) no Laboratório Galileo (Flexform-SP) e na etapa 2
realizou-se a avaliação da usabilidade (montagem e regulagens) no Núcleo de
Gestão de Design, Laboratório de Design e Usabilidade (UFSC-SC). Obteve-se
o resultado conforme para os ensaios realizados segundo a norma ABNT NBR
13962: 2018. Em relação a etapa 2, avaliação da usabilidade evidenciou-se a
necessidade de melhorias tanto no passo 1 referente a montagem quanto no
passo 2 referente às regulagens.