Banca de DEFESA: FELIPE DE ALBUQUERQUE MATOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FELIPE DE ALBUQUERQUE MATOS
DATA : 26/02/2026
HORA: 14:00
LOCAL: iLIKA-UFPE
TÍTULO:

“DESENVOLVIMENTO DE ADITIVO ALIMENTAR FUNCIONAL MICROENCAPSULADO COM ALGINATO CONTENDO ENZIMA FIBRINOLÍTICA DE ARTHROSPIRA PLATENSIS PARA APLICAÇÃO FUNCIONAL EM ALIMENTOS”



PALAVRAS-CHAVES:

Microencapsulação; Alginato–Ca²⁺; Enzima fibrinolítica; Arthrospira platensis; Digestão simulada; Alimentos funcionais.


PÁGINAS: 78
RESUMO:

As enzimas fibrinolíticas apresentam elevado potencial como ingredientes bioativos devido à sua atuação na degradação da fibrina e à associação com benefícios à saúde cardiovascular. No entanto, sua aplicação em sistemas alimentares é limitada pela instabilidade proteica e pela redução da biodisponibilidade sob condições gastrointestinais. Neste estudo, a microencapsulação em alginato–Ca²⁺ foi avaliada como estratégia para a proteção e liberação direcionada de uma enzima fibrinolítica obtida a partir de Arthrospira platensis, visando sua aplicação em alimentos funcionais. O extrato bruto apresentou elevado teor proteico, porém baixa atividade específica inicial, refletindo a complexidade da matriz proteica. Após extração em tampão fosfato e liofilização, observou-se aumento da atividade fibrinolítica específica, indicando enriquecimento funcional. As microcápsulas de alginato–Ca²⁺ apresentaram rendimento de 5,03% após a liofilização e elevada estabilidade enzimática. A atividade relativa aparente após o encapsulamento atingiu 122,7%, sugerindo um efeito de enriquecimento funcional associado a um processo de purificação indireta promovido pela matriz polimérica. Os ensaios de digestão simulada demonstraram liberação limitada da atividade fibrinolítica nas fases oral (1,80 ± 0,04 U/mL) e gástrica (1,81 ± 0,18 U/mL), enquanto uma liberação significativamente superior foi observada na fase intestinal (7,86 ± 0,04 U/mL), com baixa variabilidade experimental. Esses resultados indicam proteção eficaz da enzima sob condições digestivas adversas e liberação preferencial no ambiente intestinal. De forma geral, a microencapsulação em alginato–Ca²⁺ mostrou-se uma abordagem eficaz para estabilizar enzimas fibrinolíticas e controlar sua liberação gastrointestinal, reforçando seu potencial de aplicação como ingredientes bioativos em sistemas alimentares funcionais.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - ***.147.764-** - ANA LUCIA FIGUEIREDO PORTO - UFRPE
Externa à Instituição - RAQUEL PEDROSA BEZERRA - UFRPE
Interno - ***.993.114-** - ROMERO MARCOS PEDROSA BRANDAO COSTA - UFRPE
Notícia cadastrada em: 09/02/2026 13:32
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