TRAJETÓRIA DOCUMENTAL DE PROFESSORES DE MATEMÁTICA NO ENSINO DE PORCENTAGEM EM ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Abordagem Documental do Didático. Recursos. Eventos. Trajetória Documental do Professor, Porcentagem
A pesquisa se interessa pela trajetória documental de professores de Matemática de anos finais do Ensino Fundamental com foco no ensino de porcentagem. Fundamentada na Abordagem Documental do Didático questiona-se como se constitui a trajetória documental de professores que ensinam porcentagem em anos finais do Ensino Fundamental? O objetivo geral é caracterizar a trajetória documental de professores que ensinam porcentagem em turmas dos anos finais do Ensino Fundamental. Para tanto, delimita-se como objetivos específicos: identificar recursos de professores para ensinar porcentagem nos anos finais do Ensino Fundamental; identificar eventos vivenciados por professores no ensino de porcentagem associados aos recursos identificados; construir trajetórias documentais a partir dos recursos e dos eventos identificados. Utiliza-se princípios da Metodologia de Investigação Reflexiva para produzir dados com três professores – Almir, Beto e Carlos – que ensinam em turmas dos 7º e 9º anos do Ensino Fundamental, por meio de entrevistas semiestruturadas, mapeamento reflexivo de recursos e construção de linha do tempo dos eventos vivenciados. A análise dos dados foi organizada em categorias relacionadas aos recursos mobilizados, aos eventos a eles associados, à mobilização e transformação dos recursos e à constituição das trajetórias documentais. Os resultados evidenciam que o livro didático, o quadro, o pincel e as listas de exercícios permanecem como recursos recorrentes, enquanto o cotidiano dos estudantes, os recursos digitais e os materiais disponíveis no ambiente escolar aparecem de modos distintos em cada trajetória. A trajetória do professor Almir caracteriza-se pela articulação entre currículo, planejamento e recursos digitais; a do professor Beto, pela estabilidade e permanência de recursos tradicionais; e a do professor Carlos, pela contextualização e mobilização do cotidiano escolar. Conclui-se que as trajetórias documentais se constituem por permanências, rupturas e reconfigurações produzidas na relação entre recursos, eventos, experiências profissionais, currículo e desafios da sala de aula.