OS IMPACTOS DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL OFERTADA PELO IFPE NA MICRORREGIÃO DE SUAPE (PE)
IFPE; território de Suape; egressos; cursos técnicos; mundo do trabalho.
Esta pesquisa teve como objetivo identificar os impactos dos cursos técnicos do IFPE na microrregião de Suape. Foi realizada basicamente com depoimentos de egressos, dirigentes educacionais e empresariais, além de análise de dados estatísticos e documentos diversos, primários e secundários. O território investigado é um dos mais dinâmicos e contraditórios do estado de Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Depois de vários séculos tendo o agronegócio canavieiro como seu principal ativo econômico, experimentou em meados do século XX e mais fortemente no início do século XXI a implantação de outros empreendimentos ligados ao setor industrial e se serviços, levando-o a ser um importante polo econômico da região e também palco de diferentes problemas sociais. A implantação dos Campi Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho do Instituto Federal de Pernambuco foi realizada com forte diálogo com os arranjos produtivos locais hegemônicos na microrregião dentro de uma visão eufórica neodesenvolvimentista que acreditava que os empregos e o progresso chegariam a este pedaço do Brasil fortalecidos pelos cursos técnicos que seriam ofertados por estas unidades educacionais. A realidade se mostrou mais complexa do que o alardeado pelo senso comum e trouxe cursos descontinuados, formações reestruturadas e uma parcela de concludentes sem espaço profissional dentro da área de formação. Também explicitou que os concludentes de cursos técnicos, subsequentes ou integrados, prevalentemente ingressam em instituições de ensino superior e conseguem colocação profissional, atribuindo ao IFPE estas conquistas. Certamente esta é uma forte razão para que se mostrem satisfeitos com a formação recebida e destaquem o corpo docente e a relação entre a teoria e prática vivenciada nos cursos como fundamentais para essa boa avaliação. Estes concludentes são em sua maioria negros e negras, com renda familiar de até dois salários mínimos e trabalha nas cidades da microrregião