NARRATIVAS DE PROFESSORAS DA EDUCAÇÃO INFANTIL ACERCA DA EDUCAÇÃO PARA SEXUALIDADE
Educação para Sexualidade; Educação Infantil; Narrativas; Infância; Práticas pedagógicas.
Esta pesquisa se ocupa de refletir a propósito das narrativas docentes sobre a Educação para Sexualidade na Educação Infantil, no que tange a produção de suas práticas pedagógicas. Segundo o prisma “educação para sexualidade”, o caráter histórico, social e cultural envolvido na constituição das formas de discursos, performances e linguagens atiça problematizar os percursos pelos quais as subjetividades ganham contornos, sempre em articulação às relações de saber-poder. É, antes de tudo, um chamamento para suspeitar a validade concedida aos regimes de verdade instalados; como sua repetibilidade incide sobre o currículo e, paralelamente, é produzida por este campo. É compreender, fundamentalmente, como os enunciados e as forças discursivas estão coadunadas em benefício dos processos de subjetivação, para assim, desarranjar os procedimentos regulatórios e as normativas. A pesquisa tem por objetivo geral investigar quais as perspectivas que permeiam as narrativas de professoras a respeito da Educação para Sexualidade na Educação Infantil e, como objetivos específicos: a) descrever de que maneiras os dispositivos de infância e sexualidade se implicam na construção da formação docente e da Educação Infantil; b) caracterizar os modos pelos quais a sexualidade se constitui um campo de produção de conhecimentos mediante disputas didático-curriculares, discursivas e sociais; c) analisar as narrativas docentes a respeito da inserção dos temas gênero e sexualidade na Educação Infantil e seus efeitos na prática pedagógica das entrevistadas. Nesse sentido, o percurso metodológico antevê uma investigação analítico-descritiva das tessituras narrativas das professoras de Educação Infantil, alocadas em creches e pré-escolas da rede pública de Recife-PE, com base nas considerações pós-estruturalistas e pós-críticas.