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Banca de DEFESA: MONALIZA HOLANDA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MONALIZA HOLANDA DOS SANTOS
DATA : 28/05/2026
HORA: 14:00
LOCAL: remoto
TÍTULO:

Re-existir diante dos impactos do uso excessivo do digital na escola e na vida dos estudantes: por uma crítica emancipatória


PALAVRAS-CHAVES:

digital; justiça/injustiças; crítica emancipatória; escola; estudantes; neoliberalismo.


PÁGINAS: 289
RESUMO:

A presente tese tem como objetivo geral analisar quais são os impactos do uso excessivo do digital na escola e na vida dos estudantes. Ao nos referirmos ao “uso excessivo” estamos considerando dois sentidos: o primeiro (mais restrito), ao tempo prolongado que crianças e adolescentes passam em uso de seus smartphones; e o outro (mais amplo), diz respeito a como a sociedade tem se constituído de maneira a depender do digital em praticamente todos os âmbitos. Uma aceleração impulsionada pelos interesses mercadológicos, capitalistas e neoliberais tem gerado consequências danosas das mais diversas ordens que ainda não dimensionamos. Recebe-se os prejuízos por vivermos numa sociedade de uso excessivo do digital, não obstante, aqueles que nasceram imersos nessa sociedade digitalizada (crianças e adolescentes) merecem atenção especial dado que estão em processo de escolarização e desenvolvimento humano. Diante disso, a pergunta de pesquisa: Quais os impactos do digital no cenário escolar e na amplificação das injustiças no contexto escolar, educacional e na vida dos estudantes? Para localizarmos os impactos do digital, foi necessário levantar a literatura e analisar a partir dos descritores mais abrangentes (“digital” AND “escola”) os tipos de críticas que são apontadas quando se contempla o digital em artigos e trabalhos acadêmicos. Para dar conta do contexto problemático da realidade trabalha-se os conceitos: “digital”; “escola”; “justiça/injustiças”; “multidimensionalidade”; “neoliberalismo”. O trabalho insere-se na abordagem qualitativa do tipo pesquisa bibliográfica na qual se utilizou da análise de conteúdo, os dados coletados e analisados partiram do Scielo e do Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES. No que diz respeito aos resultados, destacamos que a área da educação possui massivamente pesquisas e publicações que contemplam o digital a partir de uma crítica instrumental/reformista, e, ao mesmo tempo, não possuem ampla literatura acerca da relação entre o digital, a escola e as injustiças. Não obstante, trabalhos que discutam o digital desde uma crítica emancipatória são quase inexistentes. Compreendemos que há tanto uma nova onda ideológica neoliberal quanto a formação de uma ideologia digital a qual tangencia o neoliberalismo, mas age de modo nocivo e não totalmente dependentemente dos ideais neoliberais capitalistas. Isso pode ser observado a partir dos resultados e discussões tecidos na presente tese, os quais evidenciaram impactos prejudiciais do digital na sociedade, na educação, na escola, nas relações sociais e interpessoais, nos seres humanos em múltiplas dimensões, principalmente nos estudantes e em sua formação, e, ademais, no planeta Terra. Conclui-se que o digital amplia injustiças pois seus prejuízos estão em nível multidimensional; o digital não é neutro e seus danos não se relacionam com o tipo ou intensidade de uso que se faz dele. O problema não é externo a ele, mas sim, intrínseco a esse excesso de digitalização promovido por todos os setores da sociedade na vida humana e na Terra.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2227713 - ALICE MIRIAM HAPP BOTLER
Interna - 3331091 - ANA LUCIA FELIX DOS SANTOS
Interna - 2299442 - LUCIANA ROSA MARQUES
Externo à Instituição - JOSE ALMIR DO NASCIMENTO - UPE
Externa à Instituição - MITZ HELENA DE SOUZA SANTOS
Notícia cadastrada em: 11/05/2026 14:27
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