PRÁTICA DOCENTE E DEMOCRATIZAÇÃO DA LITERATURA INFANTIL: A ACESSIBILIDADE COMO ESTRATÉGIA DE INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM TEA
Literatura infantil; Educação inclusiva; Transtorno do Espectro Autista; Prática docente; Acessibilidade.
A presente pesquisa tem como objetivo investigar como professores alfabetizadores da rede municipal de Goiana-PE compreendem e desenvolvem práticas docentes voltadas à acessibilidade de livros literários infantis no processo de inclusão de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nas turmas do 1º e 2º anos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Parte-se do pressuposto de que a literatura infantil constitui um direito cultural e um importante instrumento de mediação simbólica no desenvolvimento humano, especialmente no contexto da alfabetização. Fundamentada na perspectiva histórico-cultural de Vygotsky (1989;1991) e nas contribuições de Soares (2003) sobre alfabetização e letramento, a pesquisa articula os campos da educação inclusiva, literatura infantil e formação docente. Metodologicamente, trata-se de um estudo qualitativo, de caráter exploratório e descritivo, realizado por meio de pesquisa de campo com professores alfabetizadores, utilizando questionário e entrevistas semiestruturadas, analisadas à luz da análise de conteúdo de Bardin (2011). Entende-se que a acessibilidade de livros literários infantis se configura como estratégia fundamental para a democratização da cultura escrita e para a efetivação de práticas inclusivas no contexto escolar.