MICROECOSSISTEMAS FECHADOS NA PROMOÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Um estudo da educação em ciências na formação docente
Microecossistemas fechados; Educação Ambiental Crítica; Formação inicial docente; Ciências Biológicas; Prática pedagógica.
Este estudo descritivo-exploratório, de abordagem qualitativa, objetivou compreender de que forma a utilização de microecossistemas fechados, enquanto recurso didático, contribui para a promoção da Educação Ambiental e para o desenvolvimento de práticas reflexivas na formação inicial de licenciandos em Ciências Biológicas. Fundamentada na filosofia educacional de John Dewey, a pesquisa partiu da construção e do acompanhamento de microecossistemas fechados com organismos vivos, a fim de estimular a observação crítica de comportamentos ecológicos e a articulação entre teoria e prática. Participaram oito licenciandos da UFPE–CAV, os quais desenvolveram atividades de montagem, monitoramento e análise dos microecossistemas ao longo de quatro encontros presenciais. Os dados foram produzidos por meio de diários reflexivos, roteiro de observação sistemática e questionários de autoavaliação, e analisados à luz da Análise de Conteúdo Temático. Os resultados indicaram que os microecossistemas apresentaram estabilidade ecológica ao final de três semanas de isolamento, evidenciados pela manutenção de parâmetros físico-químicos compatíveis com o equilíbrio ambiental e pela dinâmica biológica observada. No âmbito formativo, a vivência com o recurso favoreceu a curiosidade, a investigação e a integração entre cognição e afeto, além de mobilizar os participantes para a elaboração de transposições didáticas externas ao ambiente de ensino tradicional. Conclui-se que o uso de microecossistemas fechados mostrou-se uma estratégia pedagógica promissora na formação inicial de professores de Ciências Biológicas, para favorecer reflexões sobre Educação Ambiental, práxis docente e compromisso socioambiental.