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Banca de DEFESA: LIS DE GUSMAO LINO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LIS DE GUSMAO LINO
DATA : 31/08/2026
HORA: 08:00
LOCAL: SALA D14
TÍTULO:

DO DIREITO À BIBLIOTECA ESCOLAR E DO DIREITO À LEITURA LITERÁRIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL


PALAVRAS-CHAVES:

Biliboteca escolar. Educação Infantil. Direito à literatura. Mediação literária. Formação de professoras


PÁGINAS: 220
RESUMO:

Este trabalho investigou os processos de construção de práticas desenvolvidas por professoras de bibliotecas escolares de instituições de Educação Infantil, com vistas à garantia do direito das crianças à leitura literária. Nesse contexto, especificamente, buscamos compreender as práticas adotadas por essas profissionais; analisar o processo de cocriação de estratégias através de um curso, organizado e elaborado coletivamente para potencializar e/ou criar novas práticas; e discutir como elas avaliam a experiência formativa vivenciada ao longo da pesquisa. Consideramos a literatura uma experiência cultural e estética (Paulino, 2014) e um bem indispensável à formação humana (Candido, 2011), o que requer garantir, desde a primeira infância, as relações de bebês e crianças pequenas com a linguagem, as narrativas, os livros e os adultos mediadores (Reyes, 2010; Bonnafé, 2016; López, 2016; Ribeiro-Velázquez, 2026). Assim, defendemos as bibliotecas escolares como espaços que favorecem experiências culturais e poéticas; e a professora de biblioteca como mediadora que, por meio da curadoria de acervos bibliodiversos e da mediação literária planejada, amplia o acesso das crianças à cultura escrita (Bajour, 2012; Castrillón, 2024; Munita, 2024). O estudo, de abordagem qualitativa, caracterizou-se como uma pesquisa de intervenção fundamentada na Pesquisa Crítica de Colaboração (Pereira, 2019), realizada em três unidades municipais de Educação Infantil e organizada em três momentos: uma etapa diagnóstica, vivência de um processo formativo colaborativo e uma etapa de avaliação. A produção dos dados incluiu observações de sessões de leitura, entrevistas com as professoras, análise de documentos, registros fotográficos, diário de campo e devolutivas orais e escritas pelas professoras. O material foi examinado por meio da análise de conteúdo (Bardin, 2016) e da triangulação das diferentes fontes Tuzzo e Braga (2016). Os resultados da primeira etapa mostraram que as práticas das professoras se constituíam pela articulação entre saberes experienciais, compromisso profissional, condições concretas de trabalho e conhecimentos ainda pouco sistematizados sobre as funções pedagógicas da biblioteca. Embora realizassem ações regulares voltadas à leitura literária foram identificadas questões relacionadas à organização dos espaços, à renovação dos acervos, aos critérios de seleção das obras, ao planejamento das mediações e à escuta das crianças. Esses resultados orientaram o percurso formativo, composto por reuniões colaborativas, intercâmbios entre as unidades e intervenções dialogadas individuais, em que cocriamos estratégias relativas à concepção de biblioteca escolar, ao planejamento das sessões de leitura, à conversa sobre as obras e à documentação das experiências. As intervenções evidenciaram apropriações distintas entre as participantes, expressas na maior atenção às ilustrações, à formulação de perguntas e à participação infantil, ao mesmo tempo que permaneceram procedimentos anteriormente incorporados ao trabalho. Em relação a etapa de avaliação da experiência, as professoras destacaram o reconhecimento dos conhecimentos mobilizados em sua atuação, a ampliação de critérios para selecionar obras e planejar mediações e as aprendizagens construídas entre pares. Também assinalaram que a continuidade do trabalho depende de formação específica, estabilidade na função, apoio da gestão escolar e articulação com a rede de ensino. Por fim, os dados indicam que as bibliotecas escolares contribuem para assegurar o direito das crianças à leitura literária quando são assumidas como responsabilidade pública, orientadas por ações da rede de ensino e integradas ao projeto pedagógico das unidades; dispõem de espaços adequados e acervos bibliodiversos, renovados e permanentemente acessíveis; contam com profissionais que tenham formação específica, estabilidade na função e apoio da gestão; e sustentam práticas de mediação planejadas, contínuas e abertas à participação e às interpretações das crianças. Concluímos, portanto, que a garantia de experiências literárias regulares requer a superação de soluções provisórias e a consolidação da biblioteca como parte constitutiva das políticas de formação de leitores e do projeto educativo das instituições de Educação Infantil.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FELIPE SERVANDO MUNITA JORDÁN
Presidente - 1134365 - ANA CAROLINA PERRUSI ALVES BRANDAO
Interno - 1132499 - ARTUR GOMES DE MORAIS
Interna - 1134526 - ELIANA BORGES CORREIA DE ALBUQUERQUE
Externa à Instituição - ESTER CALLAND DE SOUSA ROSA - UFPE
Notícia cadastrada em: 30/07/2026 14:47
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