A ESCOLA COMO PALCO DE CONSTRUÇÕES PERFORMATIVAS
Currículo; Docência; Subjetividade Docente; Performatividade; Improviso; Teoria do Discurso.
Este projeto de pesquisa investiga a docência como prática performativa no contexto escolar, compreendendo a escola como um espaço de disputas simbólicas, produção de subjetividades e construção de identidades. Ancorada em perspectivas pós-estruturalistas, especialmente nos estudos da performatividade de Judith Butler, na Teoria do Discurso de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, e nos estudos da performance de Richard Schechner, a pesquisa busca compreender como o improviso emerge no cotidiano pedagógico como gesto político, relacional e estético. Parte-se do entendimento de que ensinar não se reduz à transmissão de conteúdos, mas envolve performances corporais, discursivas e afetivas que produzem sentidos sobre o ensinar, o aprender e o existir na escola. Nesse contexto, o improviso é concebido não como ausência de planejamento, mas como resposta situada às contingências da cena pedagógica, abrindo possibilidades de criação, resistência e reconfiguração curricular. Metodologicamente, o estudo articula abordagem qualitativa, etnografia performativa e escrita ensaístico-dramatúrgica, mobilizando cenas do cotidiano escolar, memórias docentes e análises discursivas como formas de investigação. O trabalho busca contribuir para os debates contemporâneos sobre currículo, performatividade e pedagogias críticas, defendendo a escola como espaço de invenção sensível, escuta e transformação. Ao enfatizar o caráter contingente e performativo da docência, a pesquisa propõe compreender o currículo como prática viva, continuamente rearticulada nas relações entre corpos, discursos e experiências.