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Banca de DEFESA: LUCIVANIA BARBOSA EVANGELISTA BATISTA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCIVANIA BARBOSA EVANGELISTA BATISTA
DATA : 31/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: SALA D14
TÍTULO:

A PROFESSORA NAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE CRIANÇAS DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL


PALAVRAS-CHAVES:

Professora; Representações Sociais; Crianças.


PÁGINAS: 185
RESUMO:

Esta pesquisa tem como objetivo identificar e analisar as representações sociais de professora construídas por crianças dos anos iniciais do ensino fundamental e suas implicações para os processos de ensino-aprendizagem. Adotamos como referencial a Teoria das Representações Sociais (TRS). A TRS é uma teoria sobre a produção do saber social. Ocupa-se dos saberes que se produzem no cotidiano, pertencentes ao mundo vivido. As representações sociais são modos de explicar a realidade, têm caráter funcional e possuem dimensões: cognitiva, social e afetiva. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa delineado como pesquisa de campo da qual participaram 20 crianças matriculadas em escolas públicas municipais do Recife-PE. A coleta de dados foi realizada por meio da técnica do desenho-estória. No campo da Educação, esta técnica tem se mostrado relevante para investigações com crianças. Para a análise dos dados, foram realizadas várias leituras do material guiadas por estudos sobre desenhos, estórias e, principalmente, pela TRS. A organização e a análise do corpus, um conjunto de 40 produções referentes à professora da própria criança e à professora do(a) seu(sua) melhor amigo(a), foram realizadas com o suporte da técnica de análise de conteúdo Bardin (1977). Dos resultados construímos duas categorias temáticas. A primeira denominada ensino: ação principal da professora revela, por parte das crianças, representações sociais compartilhadas da professora centradas na função de ensinar. Essas simbologias de professora são permeadas por aspectos afetivos e se ancoram em transmissão de conhecimentos e condução do processo de aprendizagem. A segunda categoria, representações da professora: falando pelo outro, revelou que, quando investigadas em situação contranormativa, ou seja, na perspectiva do outro, as crianças mantêm as mesmas representações sociais de professora, ou seja, a professora é quem ensina e, ao ensinar, estabelece relações afetivas com os estudantes. A análise comparativa das produções de crianças do primeiro, segundo e terceiro anos evidenciou mais semelhanças do que diferenças nas relações que estabelecem com suas professoras. Os resultados indicam que essas representações são construídas a partir das experiências vivenciadas no contexto escolar, nas quais o ensinar se articula às relações afetivas, havendo entre as crianças do segundo e do terceiro anos uma maior ênfase no ensino da Matemática. Embora a literatura uma histórica aproximação entre docência e maternagem como campo de significações da docência, os resultados revelaram que as crianças não incluem a maternagem ao representarem a professora. Essa profissional é representada como alguém que ensina conteúdos diversos, principalmente, operações matemáticas. Guiadas pelo senso comum, as crianças não destacaram em suas produções mudanças tecnológicas e culturais que afetam os espaços educativos e trabalho docente na atualidade. Certamente o que escutam e vivem no ambiente familiar e nas próprias escolas modelam suas representações sociais de professora. De modo geral, os achados da pesquisa sugerem reflexões sobre os processos de ensinar e aprender no âmbito das escolas públicas, particularmente, sobre as tendências pedagógicas que orientam esses processos e o trabalho das docentes.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1288005 - LAEDA BEZERRA MACHADO
Interna - 4282981 - REJANE DIAS DA SILVA
Externa ao Programa - 1695622 - DILIAN DA ROCHA CORDEIRO - UFPEExterna à Instituição - NATHALI GOMES DA SILVA - UFPB
Externa à Instituição - VERA LÚCIA CHALEGRE DE FREITAS
Notícia cadastrada em: 05/08/2026 14:36
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